domingo, 8 de dezembro de 2019


IMACULADA CONCEIÇÃO
da Bem-Aventurada Virgem Santa Maria
“(...) o que significa que Maria é “Imaculada”? E o que diz a nós este título? Antes de mais, façamos referência aos textos bíblicos da liturgia hodierna, especialmente ao grande “afresco” do terceiro capítulo do Livro do Génesis e à narração da Anunciação do Evangelho de Lucas. Depois do pecado original, Deus dirige-se à serpente, que representa Satanás, amaldiçoa-a e acrescenta uma promessa: “Farei reinar a inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta esmagar-te-á a cabeça, ao tentares mordê-la no calcanhar” (Gn 3, 15). É o anúncio de uma vitória: Satanás, no início da criação parece estar em vantagem, mas virá um filho de mulher que lhe esmagará a cabeça. Assim, mediante a descendência da mulher, o próprio Deus vencerá. Aquela mulher é a Virgem Maria, da qual nasceu Jesus Cristo que, com o seu sacrifício, derrotou de uma vez para sempre o antigo tentador. Por isso, em muitos quadros ou imagens da Imaculada, Ela é representada no acto de esmagar uma serpente sob os seus pés. Ao contrário, o Evangelista Lucas mostra-nos a Virgem Maria quando recebe o anúncio do Mensageiro celeste (cf. Lc 1, 26-38). Ela aparece como a humilde e autêntica filha de Israel, verdadeira Sião na qual Deus quer estabelecer a sua morada. É o rebento do qual deve nascer o Messias, o Rei justo e misericordioso. Na simplicidade da casa de Nazaré vive o “resto” puro de Israel, do qual Deus quer fazer renascer o seu povo, como uma árvore nova que estenderá os seus ramos no mundo inteiro, oferecendo a todos os homens frutos bons de salvação. Diferentemente de Adão e Eva, Maria permanece obediente à vontade do Senhor, pronuncia o seu “sim” total e põe-se plenamente à disposição do desígnio divino. É a nova Eva, verdadeira “mãe de todos os vivos”, isto é, de quantos pela fé em Cristo recebem a vida eterna.
Queridos amigos, que imensa alegria ter por mãe Maria Imaculada! Cada vez que experimentamos a nossa fragilidade e a sugestão do mal, podemos dirigir-nos a Ela, e o nosso coração recebe luz e conforto. Também nas provações da vida, nas tempestades que fazem vacilar a fé e a esperança, pensemos que somos seus filhos e que as raízes da nossa existência afundam na graça infinita de Deus. A própria Igreja, embora exposta às influências negativas do mundo, encontra sempre nela a estrela para se orientar e seguir a rota que lhe foi indicada por Cristo. (...)”
Bento XVI, «Angelus», Solenidade da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria, - Praça de São Pedro, Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

sábado, 7 de dezembro de 2019


9º Dia da Novena da Imaculada Conceição
7 de Dezembro de 2019
Avé Maria puríssima, sem pecado concebida.

“…contemplamos a beleza de Maria Imaculada. O Evangelho, que narra o episódio da Anunciação, ajuda-nos a entender aquilo que festejamos, sobretudo através da saudação do anjo. Ele dirige-se a Maria com uma palavra não fácil de traduzir, que significa “cheia de graça”, “criada pela graça”, «cheia de graça» (Lc 1, 28). Antes de chamar Maria, chama-lhe cheia de graça, e assim revela o novo nome que Deus lhe atribuiu e que é mais apropriado do que o nome que lhe foi dado pelos seus pais. Também nós lhe chamamos assim, a cada Ave-Maria.
O que quer dizer cheia de graça? Que Maria é cheia da presença de Deus. E se é inteiramente habitada por Deus, nela não há lugar para o pecado. Trata-se de algo extraordinário, porque infelizmente tudo no mundo está contaminado pelo mal. Cada um de nós, olhando dentro de si mesmo, vê lados obscuros. Inclusive os maiores santos eram pecadores, e todas as realidades, até as mais sublimes, são manchadas pelo mal: todas, exceto Maria. Ela é o único “oásis sempre verde” da humanidade, a única incontaminada, criada Imaculada para acolher plenamente, com o seu “sim”, Deus que vinha ao mundo e deste modo começar uma nova história.
… a Igreja felicita-se com Maria chamando-lhe toda bela, tota pulchra. Assim como a sua juventude não depende da idade, do mesmo modo a sua beleza não consiste na exterioridade. Como mostra o Evangelho …, Maria não se dintingue pela aparência: de família simples, vivia humildemente em Nazaré, um povoado quase desconhecido. E não era famosa: até quando o anjo a visitou, ninguém soube disto, naquele dia ali não havia repórter algum. Nossa Senhora também não levou uma vida confortável, mas teve preocupações e temores: ela «sentiu-se muito perturbada» (v. 29), reza o Evangelho, e quando o anjo «se afastou dela» (v. 38), os problemas aumentaram.
No entanto, a cheia de graça levou uma vida bonita. Qual era o seu segredo? Podemos compreendê-lo olhando novamente para o cenário da Anunciação. Em muitas pinturas Maria é representada sentada diante do anjo com um pequeno livro nas mãos. Este livro é a Escritura. Assim Maria costumava ouvir Deus e estar com Ele. A Palavra de Deus era o seu segredo: perto do seu coração, depois se encarnou no seu seio. Permanecendo com Deus, dialogando com Ele em todas as circunstâncias, Maria tornou bela a sua vida. O que faz bela a vida não é a aparência, não é aquilo que é passageiro, mas o coração orientado para Deus. Contemplemos hoje com alegria a cheia de graça. Peçamos-lhe que nos ajude a permanecer jovens, dizendo “não” ao pecado, e a levar uma vida bonita, dizendo “sim” a Deus.”
Francisco, «Angelus» Praça São Pedro, 8 de Dezembro de 2017

Avé Maria …

Senhor nosso Deus, que, pela Imaculada Conceição da Virgem Maria, preparastes para o vosso Filho uma digna morada e, em atenção aos méritos futuros da morte de Cristo, a preservastes de toda a mancha, concedei-nos, por sua intercessão, a graça de chegarmos purificados junto de Vós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019


8º Dia da Novena da Imaculada Conceição
6 de Dezembro de 2019
Avé Maria puríssima, sem pecado concebida.

“Palavra de Deus apresenta-nos uma alternativa. … há o homem que, nos primórdios, diz NÃO a Deus e no Evangelho há Maria que, na Anunciação, diz SIM a Deus. Em ambas as Leituras é Deus quem procura o homem. Mas no primeiro caso vai ter com Adão, depois do pecado, e pergunta-lhe: «Onde estás?» (Gn 3, 9), e ele responde: «Ocultei-me» (v. 10). No segundo caso, ao contrário, vai ter com Maria, sem pecado, a qual responde: «Eis a serva do Senhor!» (Lc 1, 38). Eis-me é o oposto de ocultei-me. O eis-me abre a Deus, enquanto o pecado fecha, isola, leva-nos a permanecer sós connosco mesmos.
Eis-me é a palavra-chave da vida! Assinala a passagem de uma vida horizontal, centrada em nós e nas nossas necessidades, para uma vida vertical, projetada para Deus. Eis-me significa estar disponível para o Senhor, é a cura para o egoísmo, mas é o antídoto contra uma vida insatisfeita, à qual falta sempre algo. Eis-me é o remédio contra o envelhecimento do pecado, é a terapia para permanecer jovem dentro. Eis-me significa acreditar que Deus conta mais que o meu ego. Significa escolher apostar no Senhor, dócil às suas surpresas. Por isso, dizer-lhe eis-me é o maior louvor que lhe podemos oferecer. Por que não começar assim os dias, com um “eis-me, Senhor”? Seria bom dizer todas as manhãs: “Eis-me, Senhor, que hoje se cumpra em mim a tua vontade!”. … Maria acrescenta: «Faça-se em mim segundo a tua palavra». Não diz: “Faça-se em mim segundo a minha vontade”, mas “segundo a tua”. Não põe limites a Deus. Não pensa: “Dedico-me um pouco a Ele, despacho-me e depois faço o que eu quiser”. Não, Maria não ama o Senhor quando lhe apetece, de modo descontínuo. Vive confiando completamente em Deus. Eis o segredo da vida. Tudo pode quem confia totalmente em Deus. Contudo, caros irmãos e irmãs, o Senhor sofre quando lhe respondemos como Adão: “Tive medo e ocultei-me”. Deus é Pai, o mais terno dos pais, e deseja a confiança dos filhos. No entanto, quantas vezes suspeitamos d’Ele, suspeitamos de Deus! Pensamos que possa mandar-nos alguma provação, privar-nos da liberdade, abandonar-nos. Mas trata-se de um grande engano, é a tentação das origens, a tentação do diabo: insinuar a desconfiança em Deus. Maria vence esta primeira tentação com o seu eis-me! E hoje olhemos para a beleza de Nossa Senhora, que nasceu e viveu sem pecado, sempre dócil e transparente a Deus.
Isto não quer dizer que para Ela a vida foi fácil, não! Permanecer com Deus não resolve magicamente os problemas. Recorda-o a conclusão do Evangelho de hoje: «O anjo afastou-se d’Ela» (v. 38). Afastou-se: é um verbo forte. O anjo deixa a Virgem sozinha, numa situação difícil. Ela sabia de que modo singular se tornaria Mãe de Deus - o anjo dissera-lhe - mas o anjo não o tinha explicado aos demais, unicamente a Ela. E os problemas começaram imediatamente: pensemos na situação irregular segundo a lei, no tormento de São José, nos planos de vida que saltaram, no que as pessoas teriam dito... Mas diante dos problemas Maria tem confiança em Deus. É deixada pelo anjo, mas acredita que com Ele, n’Ela, permaneceu Deus. E fia-se. Tem confiança em Deus. Está convicta de que com o Senhor, não obstante de modo inesperado, tudo correrá bem. Eis a atitude sábia: não viver dependendo dos problemas - quando um acaba, apresenta-se outro - mas confiando em Deus, fiando-se d’Ele todos os dias: Eis-me! “Eis-me” é a palavra. “Eis-me” é a oração. Peçamos à Imaculada a graça de viver assim!”
Francisco, «Angelus» Praça São Pedro, 8 de Dezembro de 2018

Avé Maria …

Senhor nosso Deus, que, pela Imaculada Conceição da Virgem Maria, preparastes para o vosso Filho uma digna morada e, em atenção aos méritos futuros da morte de Cristo, a preservastes de toda a mancha, concedei-nos, por sua intercessão, a graça de chegarmos purificados junto de Vós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


Se existisse
de certeza que faria esta bela Oração
Oração do Pai Natal ao Menino Jesus
Meu precioso Jesus amado,
eu não quis tomar o Vosso lugar.
Eu só trago brinquedos e coisas,
e Vós trazeis Amor e Graça.
As pessoas dão-me listas de desejos
e esperam que eles sejam realizados,
mas Vós ouvis as orações do coração
e prometeis a Vossa vontade de atendê-las.
As crianças tentam ser boas 
e não chorar quando eu vou chegando,
mas Vós amas incondicionalmente
e o Vosso amor será sempre abundante.
Eu deixo apenas um saco de brinquedos 
e alegria temporária,
mas Vós deixais um coração de amor, 
cheio de propósito e de razões.
Há muita gente que acredita em mim
o que me torna famoso,
mas eu nunca curei o cego
nem tentei ajudar o coxo.
Tenho bochechas rosadas e uma voz cheia de riso,
mas não tenho mãos perfuradas pelos pregos
nem promessas de eternidade.
As pessoas podem encontrar vários como eu 
na cidade ou nas lojas,
mas só existis Vós,
o Omnipotente que responde aos apelos do pecador.
E assim, meu precioso Jesus amado, 
eu me ajoelho aqui para orar,
louvar-Vos e adorar-Vos neste Santo dia da Vossa Natividade.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Que tristeza. QUE TRISTEZA. A propósito da grandíssima falta de respeito da Rádio Comercial que invoca o Nome de Deus em vão e ridiculariza o Mistério do Natal… fico triste e zangado, mas não surpreendido. O que me deixa verdadeiramente escandalizado, triste, furioso, etc... etc... etc... é que aqueles que têm a missão de ser guardiões da fé e dos Mistérios de Deus, lhe achem piada, como sobejamente é divulgado nas redes sociais. O meu "hit" de Natal... e as publicações da dita aleivosia, em páginas oficiais da Igreja… é o fim… Que tristeza. QUE TRISTEZA. Deus tenha compaixão de nós e nos dê juízo até 3 dias depois de mortos.

7º Dia da Novena da Imaculada Conceição
5 de Dezembro de 2019
Avé Maria puríssima, sem pecado concebida.

“... a festa da Imaculada Conceição é uma festa de pureza e de fortaleza - pureza pela limpidez da alma de Maria, cheia de graça desde o princípio, e de fortaleza porque esta Mãe gloriosa vence desde logo o demónio e lhe esmaga a cabeça. Procure pois impregnar-se cada vez mais, durante estes dias, daquelas duas virtudes - uma grande pureza de sentimentos e de intenção ainda nas mais pequeninas coisas, e uma fortaleza generosa em se vencer e em repassar de energia a sua vida de piedade.
... É preciso que no altar da Imaculada ardam velas e rescendam lírios: que a sua alma arda em amor e exale fragrância de pureza!”

Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
Arcebispo de Évora
in “Coragem e Confiança (Pensamentos de Orientação Espiritual)”, 
pg. 8 e 9.
Avé Maria …

Senhor nosso Deus, que, pela Imaculada Conceição da Virgem Maria, preparastes para o vosso Filho uma digna morada e, em atenção aos méritos futuros da morte de Cristo, a preservastes de toda a mancha, concedei-nos, por sua intercessão, a graça de chegarmos purificados junto de Vós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019


6º Dia da Novena da Imaculada Conceição
4 de Dezembro de 2019
Avé Maria puríssima, sem pecado concebida.

“Aquela que por especial privilégio foi, desde o primeiro instante da sua existência concebida e livre da culpa original, tomando-se a única bela e pura. … Numa atmosfera de amor e imitação encontraremos uma fonte de energias para dar glória a Deus e honrar dignamente Sua Mãe Santíssima e salvar as almas. Contemplar estes sublimes modelos, copiar seus exemplos, praticar suas virtudes comungar as suas incomparáveis perfeições, sua consumada santidade”.
Venerável Serva de Deus
madre Maria Isabel da Santíssima Trindade
“Lembrai-vos sempre – escritos-carisma-espiritualidade”,
Editorial Franciscana, Braga, 1995, pgs. 73 e 74.
Avé Maria …

Senhor nosso Deus, que, pela Imaculada Conceição da Virgem Maria, preparastes para o vosso Filho uma digna morada e, em atenção aos méritos futuros da morte de Cristo, a preservastes de toda a mancha, concedei-nos, por sua intercessão, a graça de chegarmos purificados junto de Vós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Beato Marcelino Martín Rubio e 17 companheiros
mártires Trapistas
Século XX - Espanha
Memória litúrgica a 4 de Dezembro
“Entre os mártires há um noviço de 23 anos, frei Marcelino Martín Rubio, aberto e alegre, que no momento da prisão não escondeu a sua condição de religioso.”
O Beato Marcelino Martín Rubio, nasceu a 4 de Novembro de 1913, em Espinosa de Villagonzalo, província de Palência, Espanha.
Aos 15 anos, entrou como oblato na Abadia Cistercience de Estricta Observância (Trapistas) de Viaceli, iniciando o noviciado em 1931, o qual abandonou ao fim de dois anos. Em 1935 regressou ao mosteiro como monge de coro. À época do martírio era noviço.
Preso e depois libertado, foi novamente preso e seguiu a sorte dos demais irmãos. Pelas cartas dirigidas a uma tia, monja cisterciense, pode-se observar o processo martirial dele e de todos os seus companheiros.
Aberto e de carácter muito alegre, não ocultou a sua condição de religioso no momento da sua detenção final.
A 8 de Setembro de 1936 a comunidade foi obrigada a abandonar o seu mosteiro, foram encarcerados e sofreram insultos e vexames. Alguns dias depois foram libertados. Mas, no espaço de poucas semanas, com o pretexto de fazer indagações sobre a proveniencia dos seus meios de sustento, foram novamente presos em dois grupos diferentes e assassinados no dia 3 e 4 de Dezembro. A causa de sua morte foi a de identificar-se - exclusivamente - como cristãos e religiosos. A fé foi o motivo da sua prisão e execução, com a agravante de uma procura de dinheiro por parte dos perseguidores. Os Servos de Deus sabiam muito bem o grave perigo que corriam e viveram a sua consagração até ao derramamento do sangue. Uma fé clara, uma caridade sincera e uma esperança inquebrantável concederam-lhe fortaleza para viver até às últimas consequências a sua fidelidade a Cristo e à Igreja. Jamais renegaram a sua condição de religiosos e prepararam-se conscientemente para caminhar, passando pela morte, ao encontro do seu Senhor. Depois, foram levados a bordo de uma barcaça para fora da baía de Santander e depois de lhes cozerem a boca com arames pois “iam a rezar”. Pensavam assim calá-los, a eles, que durante anos se reuniram na Igreja do Mosteiro para, sete vezes ao dia, começar a sua liturgia com as palavras: “Abri, Senhor os meus lábios e a minha boca cantará o Vosso louvor!”. Certamente que fecharam as suas bocas, mas estavam certos de que o louvor ao seu Criador e Redentor, mesmo nos momentos de dor e aparente fracasso, não cessaria. Os seus irmãos, os que viriam depois, continuariam esse louvor, abririam de novo as suas bocas acompanhando-os e confortando-os desde outro lugar com uma presença gozosa e renovada. Foram lançados ao mar com pesados pesos atados aos pés. Lançados às frias águas do Cantábrico, aquele mar que tantas vezes contemplaram desde as janelas do seu mosteiro, umas vezes sereno e azul outras cinzento e encrespado.
Frei Marcelino será feito prisioneiro alguns dias mais tarde, sofrendo a mesma sorte do resto dos monges. Tinha 23 anos de idade. O mais jovem dos mártires contava 20 anos (havia vários no grupo com menos de 25 anos) e o mais velho tinha 68. O testemunho destes mártires ilumina e inspira o nosso momento histórico. Os mártires ensinam-nos o amor à Verdade frente ao relativismo e ao fundamentalismo dos nossos dias. Frente ao “vale tudo” e frente ao “nada faz mal”, os nossos mártires recordam-nos que há ideais que são demasiado grandes para regatear o preço a pagar por eles. O martírio indica-nos onde se encontra a verdade do Homem, a sua grandeza e dignidade, a sua liberdade mais genuína e o comportamento mais verdadeiro e próprio do Homem que é inseparável do amor: por isso, o martírio é uma exaltação da perfeita «humanidade» e da verdadeira vida da pessoa. Os mártires são testemunho da fidelidade do homem à sua consciência bem formada como limite de todo o poder e garantia da sua semelhança divina.
Foi Beatificado com os seus companheiros no passado dia 3 de Outubro (2015), na catedral de Santander, pelo Cardeal Ângelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, sob o mandato do Papa Francisco.
Fonte: cf. Página Web da O.C.S.O