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terça-feira, 6 de agosto de 2019



1. Ó Cristo, Verbo eterno do Pai,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
2. Ó Cristo, nascido da Virgem,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
3. Ó Cristo, dom para todos os povos da terra,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
4. Ó Cristo, Caminho, Verdade e Vida,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo, 
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
5. Ó Cristo, que nos convida à conversão,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
6. Ó Cristo, imagem perfeita do Pai,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
7. Ó Cristo, Orante perfeito,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
8. Ó Cristo, vestido de Luz e silêncio,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
9. Ó Cristo, alimento inesgotável do Povo cristão,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
10. Ó Cristo, plenamente fiel à Vontade do Pai,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
11. Ó Cristo, cruxificado na árvore da Vida,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
12. Ó Cristo, fonte inesgotável do perdão,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
13. Ó Cristo, Abandonado pelo Pai no alto da Cruz,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
14. Ó Cristo, de cujo lado saiu sangue e água,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
15. Ó Cristo, Primeiro clarão da aurora,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
16. Ó Cristo, Primeiro nascido dos mortos,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
17. Ó Cristo, que com o Pai e o Espírito Santo nos habitais,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
Borba, 6 de Agosto de 2014

segunda-feira, 5 de agosto de 2019


A caminho da Festa da Transfiguração do Senhor
9º Dia - 05.08.2019
“O Evangelho diz que, ao lado de Jesus transfigurado, «apareceram Moisés e Elias a conversar com Ele» (Mt 17, 3); Moisés e Elias, figuras da Lei e dos Profetas. Foi então que Pedro, extasiado, exclamou: «Senhor, é bom estarmos aqui. Se quiseres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias» (Mt 17, 4). Mas santo Agostinho comenta, dizendo que nós dispomos de uma única morada: Cristo; Ele «é a Palavra de Deus, Palavra de Deus na Lei, Palavra de Deus nos Profetas». Com efeito, o próprio Pai proclama: «Eis o meu Filho muito amado, em quem pus todo o meu enlevo; escutai-O!» (Mt 17, 5). A Transfiguração não é uma transformação de Jesus, mas sim a revelação da sua divindade, «a íntima compenetração do seu ser com Deus, que se torna pura luz. No seu ser um só com o Pai, o próprio Jesus é Luz da Luz». Contemplando a divindade do Senhor, Pedro, Tiago e João são preparados para enfrentar o escândalo da cruz, como se entoa num antigo hino: «Sobre o mundo, Te transfiguraste, e os Teus discípulos, na medida que lhes era possível, contemplaram a Tua glória a fim de que, vendo-Te crucificado, compreendessem que a Tua paixão era voluntária e anunciassem ao mundo que Tu és verdadeiramente o esplendor do Pai».
Caros amigos, também nós participamos desta visão e desta dádiva sobrenatural, reservando espaço à oração e à escuta da Palavra de Deus. Invoquemos a Virgem Maria, a fim de que nos ajude a ouvir e seguir sempre o Senhor Jesus, até à paixão e à cruz, para participar também da sua glória.”
Bento XVI, «Angelus», 20 de Março de 2011

Deus eterno e omnipotente,
que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito
confirmastes os mistérios da fé
com o testemunho da Lei e dos Profetas
e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita,
fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho,
mereçamos participar na sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ámen.

domingo, 4 de agosto de 2019


A caminho da Festa da Transfiguração do Senhor
8º Dia - 04.08.2019

Jesus “«tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os em particular, a um alto monte. Transfigurou-Se diante deles: o Seu rosto resplandeceu como o Sol, e as Suas vestes tornaram-se brancas como a luz» (Mt 17, 1-2). Segundo os sentidos, a luz do sol é a mais intensa que se conhece na natureza, mas segundo o espírito, os discípulos viram, por pouco tempo, um esplendor ainda mais intenso, o da glória divina de Jesus, que ilumina toda a história da salvação. São Máximo, o Confessor, afirma que «as vestes que se tornaram brancas tinham o símbolo das palavras da Sagrada Escritura, que se tornam claras, transparentes e luminosas»” em Jesus Cristo.
Bento XVI, «Angelus», 20 de Março de 2011

Deus eterno e omnipotente,
que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito
confirmastes os mistérios da fé
com o testemunho da Lei e dos Profetas
e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita,
fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho,
mereçamos participar na sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ámen.

sábado, 3 de agosto de 2019


A caminho da Festa da Transfiguração do Senhor
7º Dia - 03.08.2019

“A montanha do Tabor como o Sinai é o lugar da proximidade com Deus. É o espaço elevado, em relação à existência quotidiana, .... . É o lugar da oração, no qual estar na presença do Senhor, ... . A Transfiguração é um acontecimento de oração: rezando, Jesus imerge-se em Deus, une-se intimamente a Ele, adere com a própria vontade humana à vontade de amor do Pai, e assim a luz invade-o e torna-se visível a verdade do seu ser: Ele é Deus, Luz da Luz. Também a veste de Jesus se torna branca e resplandecente. Isto faz pensar no Baptismo, na veste branca que os neófitos traziam. Quem renasce no Baptismo é revestido de luz antecipando a existência celeste, que o Apocalipse representa com o símbolo das vestes brancas (cf. Ap 7, 9.13). Encontra-se aqui o ponto central: a transfiguração é antecipação da ressurreição, mas esta pressupõe a morte. Jesus manifesta aos Apóstolos a sua glória, para que tenham a força de enfrentar o escândalo da cruz e compreendam que é preciso passar através de muitas tribulações para alcançar o Reino de Deus. A voz do Pai, que ressoa do alto, proclama Jesus seu Filho predilecto como no Baptismo no Jordão, acrescentando: «Ouvi-O» (Mt 17, 5). Para entrar na vida eterna é preciso ouvir Jesus, segui-lo pelo caminho da cruz, levando no coração como Ele a esperança da ressurreição. «Spe salvi», salvos na esperança. Hoje podemos dizer: «Transfigurados na esperança»”.
Bento XVI, «Angelus», 17 de Fevereiro de 2008

Deus eterno e omnipotente,
que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito
confirmastes os mistérios da fé
com o testemunho da Lei e dos Profetas
e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita,
fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho,
mereçamos participar na sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ámen.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019


A caminho da Festa da Transfiguração do Senhor
6º Dia - 02.08.2019
Na Transfiguração “Jesus, …, «toma consigo» a alguns discípulos …, para introduzi-los no conhecimento do mistério da sua pessoa e na arte da relação com Deus. … Na solidão e no silêncio daquele «retiro» sucede algo divino: a luz que envolve a Jesus revela a condição divina do homem Jesus”.
ENZO BIANCHI, “Escuchad al Hijo amado, en él se cumple la Escritura - Ciclo B”, Ediciones Sigueme, Salamanca, 2011, pg. 207

Deus eterno e omnipotente,
que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito
confirmastes os mistérios da fé
com o testemunho da Lei e dos Profetas
e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita,
fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho,
mereçamos participar na sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ámen.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019


A caminho da Festa da Transfiguração do Senhor
5º Dia - 01.08.2019
"...os discípulos apenas viram Jesus e mais ninguém.” (Mt 17, 8). “…apenas Jesus…” (Mt 17, 8), nesta expressão, que conclui a narrativa da Transfiguração encerra-se todo um programa de vida. É óbvio que, “…apenas Jesus…” (Mt 17, 8) não significa que possamos deixar de lado o Pai e o Espírito Santo e sim que Jesus é o único lugar no qual Deus-Trindade se manifesta operante e plenamente aos homens. Significa que ninguém vai ao Pai a não ser por meio d’Ele, por meio de Jesus (cf. Jo 14, 6). “Apenas Jesus…” (Mt 17, 8), os pensamentos, projectos e preocupações inúteis voam para longe, fazendo-se no coração um profundo silêncio e uma paz profunda (cf. CANTALAMESSA, Raniero, “O Mistério da Transfiguração”, Edições Loyola, São Paulo, 2001, pgs. 36-37), porque habitado por Deus, Aquele Deus de que temos “absoluta necessidade”, de que temos uma “sede abrasante”.

Deus eterno e omnipotente,
que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito
confirmastes os mistérios da fé
com o testemunho da Lei e dos Profetas
e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita,
fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho,
mereçamos participar na sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ámen.

quarta-feira, 31 de julho de 2019


A caminho da Festa da Transfiguração do Senhor
4º Dia - 31.07.2019
O Mistério do Monte Tabor é a bússola, a nossa pérola preciosa, o nosso tesouro escondido no campo (cf. Lc 12,33-34). O episódio da Transfiguração do Senhor, projeta uma luz deslumbrante sobre a nossa vida diária e leva-nos a dirigir a vida, os afetos a mente, tudo o que somos e temos ao destino imortal que este facto encerra.
Cf. Beato Paulo VI, «Angelus» da Festa da Transfiguração do Senhor de 6 de Agosto de 1978, preparado para os fiéis peregrinos em Castelgandolfo e que a greve doença o impediu de pronunciar, tendo o Santo Padre descansado na paz do Senhor às 21h40m do mesmo dia

Deus eterno e omnipotente,
que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito
confirmastes os mistérios da fé
com o testemunho da Lei e dos Profetas
e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita,
fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho,
mereçamos participar na sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ámen.

terça-feira, 30 de julho de 2019


A caminho da Festa da Transfiguração do Senhor
3º Dia - 30.07.2019
“No cume do Tabor, durante uns instantes, Cristo levanta o véu que oculta o resplendor da sua divindade e manifesta-se a testemunhas escolhidas como é realmente, o Filho de Deus, resplendor da glória do Pai e imagem fiel da sua substância (cf. Heb 1, 3), mas ao mesmo tempo desvela o destino transcendente da nossa natureza humana que Ele tomou para nos salvar, destinada esta (por ter sido redimida pelo Seu sacrifício de amor irrevogável) a participar na plenitude da vida, “na herança dos santos na luz” (Col 1, 12)”.
Beato Paulo VI, «Angelus» da Festa da Transfiguração do Senhor de 6 de Agosto de 1978, preparado para os fiéis peregrinos em Castelgandolfo e que a greve doença o impediu de pronunciar, tendo o Santo Padre descansado na paz do Senhor às 21h40m do mesmo dia.

Deus eterno e omnipotente,
que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito
confirmastes os mistérios da fé
com o testemunho da Lei e dos Profetas
e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita,
fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho,
mereçamos participar na sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ámen.

segunda-feira, 29 de julho de 2019


A caminho da Festa da Transfiguração do Senhor
2º Dia - 29.07.2019
O Tabor, não consiste num simples retorno imaginativo, fantasioso e poético a um lugar geográfico, ele é antes de tudo, uma forma muito real e concreta de viver em Deus, de mergulhar no Seu Coração, de contemplar o Seu Rosto e de permitir que ele plasme em nós a Sua Imagem, conforme a nossa vida com a Sua, nos transforme verdadeira e activamente em Sua “imagem e semelhança” (cf. Gn 1, 26-28), de forma a podermos dizer com São Paulo: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20).
Todos os baptizados, procuramos fazer a experiência viva de Cristo, o Verbo da Vida: vê-lO com os olhos, escutá-lO com os ouvidos e tocá-lO com as mãos (cf. 1 Jo 1,1). Este, é, contudo, um caminho de fé: “O rosto, que os Apóstolos contemplaram depois da ressurreição, era o mesmo daquele Jesus com quem tinham convivido cerca de três anos e que agora os convencia da verdade incrível da sua nova vida, mostrando-lhes «as mãos e o lado» (Jo 20,20). Certamente não foi fácil acreditar. Os discípulos de Emaús só acreditaram no fim dum penoso itinerário do espírito (cf. Lc 24,13-35). O apóstolo Tomé acreditou apenas depois de ter constatado o prodígio (cf. Jo 20, 24-29)” (NMI, 19)

Deus eterno e omnipotente,
que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito
confirmastes os mistérios da fé
com o testemunho da Lei e dos Profetas
e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita,
fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho,
mereçamos participar na sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ámen.

domingo, 28 de julho de 2019


A caminho da Festa da Transfiguração do Senhor
1º Dia - 28.07.2019
No mistério da Transfiguração, a Igreja não celebra apenas a Transfiguração de Cristo, mas também a sua própria: “…transformai-vos pela renovação de vosso espírito” (Rm 12, 2).
Contemplando, em Cristo Transfigurado, a glória Divina, tornamo-nos o espelho em que Cristo gosta de reflectir essa mesma glória Divina. Pois contemplando, reflectimos aquilo que contemplamos: “Permanecendo simples e amorosamente na Sua presença para que possa reflectir em nós a Sua própria imagem como se reflecte o sol no límpido cristal” (Santa Isabel da Santíssima Trindade). Tornamo-nos naquilo que contemplamos. Contemplando, somos transfigurados na imagem que contemplamos. Contemplando Cristo, nós nos tornamos semelhantes a Ele, conformamo-nos a Ele, fazemo-nos um só espírito com Ele (cf. Regra (OIC) de Júlio II, 30), consentimos que o Seu mun­do, os Seus propósitos e os Seus sentimentos, a Sua vida se imprimam em nós, que substituam os nossos pensamentos, propósitos e sentimentos… a nossa vida, tornando-nos assim semelhantes a Ele, como diz São João da Cruz “… tenha sempre a alma o desejo contínuo de imitar a Cristo em todas as coisas, conformando-se à sua vida que deve meditar para saber imitá-la e agir em todas as circunstâncias como ele próprio agiria" (São João da Cruz). Contemplando o Seu “Rosto” vamo-nos deixando, por Ele, “despir das obras das trevas e revestir das armas da luz” (Rm 13, 12), com vista a dizer com o apóstolo Paulo: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20) e “… para mim, viver é Cristo…” (Fl 2, 21). 

Deus eterno e omnipotente,
que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito
confirmastes os mistérios da fé
com o testemunho da Lei e dos Profetas
e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita,
fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho,
mereçamos participar na sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Ámen.

sábado, 1 de outubro de 2016


ORAÇÃO A CRISTO ORANTE
Senhor Jesus, Orante e Mestre,
aqui estamos: somos o Vosso Povo, o Vosso rebanho,
os herdeiros da Vossa Oração.
Os nossos olhos, o nosso pensamento, o nosso coração,
estão voltados inteiramente para Vós:
queremos ver-Vos orar,
para imitar, com amorosa atenção,
os Vossos gestos, os Vossos modos,
os Vossos lugares e os Vossos tempos;
as Vossas palavras, os Vossos silêncios:
a Vossa Oração, Senhor!
Sabemos que só em Vós está a Fonte viva da Oração.
A quem iremos? Só Vós tendes palavras de Oração viva.
Ensinai-nos a Orar!
A fazer da Oração experiência de Amor.
Os Vossos braços levantados
são o Caminho da nossa súplica.
O Vosso Coração,
a Árvore frondosa onde se aninham as nossas orações;
Vós Sois a Vide onde enxertamos
o trémulo Abbá que geme o Espírito.
Os Vossos olhos fixos no Pai que nada Vos nega
e as Vossas mãos abertas em confiada súplica de Menino,
são Jesus, a Escola da nossa oração de filhos.
Entre o átrio das nossas inquietações mais externas
e o altar do nosso ferido coração:
chorais Vós, Sacerdote Eterno, presente dentro de nós,
pelos que vivemos longe do Amar do Pai.
Senhor, ensinai-nos a orar, mas mais ainda:
ensinai-nos a deixar-vos orar, a Vós, em nós.
Que a Vossa oração flua pelo nosso caminho interior
e transforme o estéril areal da nossa seca oração
em regado paraíso do trato de amizade.
Vós, Amigo e Senhor, Irmão e Deus,
Mestre e Modelo,
sempre vivo para interceder,
que viveis e reinais e orais,
pelos séculos dos séculos.
Ámen.
Monges de Cristo Orante, Argentina

quinta-feira, 28 de junho de 2012


“Jesus, realmente presente no Sacramento do Altar com o supremo Sacrifício do amor da Cruz doa-se a nós, em forma de alimento, para nos tornar semelhantes a Ele e fazer-nos entrar em comunhão com Ele. Através desta comunhão nos unimos também entre nós, tornando-nos um só n’Ele e membros uns dos outros."
(Bento XVI, Saudação aos participantes no Congresso Eucarístico Internacional de Dublin, 13 de Junho 2012)



quarta-feira, 18 de abril de 2012

Na Transfiguração
“Jesus, …, «toma consigo» a alguns discípulos …,
para introduzi-los no conhecimento do mistério da sua pessoa
e na arte da relação com Deus. …
Na solidão e no silêncio daquele «retiro»
sucede algo divino:
a luz que envolve a Jesus
revela a condição divina do homem Jesus.”
ENZO BIANCHI,
"Escuchad al Hijo amado, en él se cumple la Escritura - Ciclo B",
Ediciones Sigueme, Salamanca, 2011, pg. 207

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Divinas mãos e pés, peito rasgado,
chagas em brandas carnes imptimidas,
meu Deus, que por salvar almas perdidas,
por elas quereis ser crucificado.
Outra fé, outro amor, outro cuidado,
outras dores às vossas são devidas,
outros corações limpos, outras vidas,
outro querer no vosso transformado.
Em Vós se encerrou toda a piedade,
ficou no mundo só toda a crueza;
por isso cada um deu do que tinha.
Claros sinais de amor, ah saudade!
Minha consolação, minha firmeza,
chagas de meu Senhor, redenção minha!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A Oração de Jesus diante da morte
«Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?»
(Mt 27, 46)
"...na oração levamos a Deus as nossas cruzes diárias, na certeza de que Ele está presente e nos ouve. O brado de Jesus recorda-nos que na oração devemos superar as barreiras do nosso «eu» e dos nossos problemas, e abrir-nos às necessidades e sofrimentos do próximo. A oração de Jesus moribundo na Cruz ensina-nos a orar com amor pelos numerosos irmãos e irmãs que sentem o peso da vida quotidiana, que vivem momentos difíceis, que estão na dor, que não recebem uma palavra de conforto; levemos tudo isto ao Coração de Deus, para que também eles possam sentir o amor de Deus que nunca nos abandona."
Bento XVI, Audiência Geral - 4ª feira, 8 de Fevereiro de 2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

"Cristo não mostra apenas a dignidade da dor,
Ele lança a vocação à dor...
convida a dor a sair da sua desesperada inutilidade
e a tornar-se, unida à Sua, fonte positiva de bem.”
Paulo VI, Via-Sacra de 27 de Março de 1964

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O Pai das luzes convida os filhos da luz (cf Lc 16,18) a celebrar esta festa de luz: «Aqueles que O contemplam ficam radiantes, não ficarão de semblante abatido», diz o Salmo (34,6). Com efeito, «Aquele que habita numa luz inacessível» (1Tm 6,16) decidiu tornar-Se acessível; Ele abaixou-Se na nuvem da carne para que o fraco e o pequeno possam subir até Ele. Que descida misericordiosa! «Inclinou os céus», isto é, os cumes da divindade, e «desceu», tornando-Se presente na carne, «com densas nuvens debaixo dos Seus pés» (Sl 18,10). [...]
Obscuridade necessária para nos dar a luz! A luz verdadeira escondeu-Se na nuvem da carne, (cf Ex 13,21), nuvem obscura pela sua semelhança com a nossa «carne, idêntica à do pecado» (Rm 8,3). [...] Uma vez que a luz verdadeira fez da carne Seu esconderijo, nós, que somos seres de carne, aproximemo-nos do Verbo feito carne [...] para aprendermos a passar, pouco a pouco, da carne ao espírito. Aproximemo-nos agora, pois hoje um novo sol brilha mais que o habitual. Até então tinha estado fechado em Belém, na estreiteza de um berço, e muito pouca gente O tinha conhecido; mas hoje, em Jerusalém, Ele apresenta-Se a um grande número, no Templo do Senhor. [...] Hoje o Sol eleva-Se para irradiar sobre o mundo inteiro. [...]
Se ao menos a minha alma pudesse arder com o desejo que inflamava Simeão, para que eu merecesse ser portador de uma tão grande luz! Mas, se a alma não for primeiro purificada dos seus pecados, não poderá ir ao encontro de Cristo «sobre as nuvens», da verdadeira liberdade (1Ts 4,17). [...] Só então poderá alegrar-se com Simeão na luz verdadeira e, como ele, partir em paz.
Adam de Perseigne (?-1221), abade Cisterciense
Sermão IV para a Purificação

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

"... Deus manifestou-Se… como menino. É precisamente assim que Ele Se contrapõe a toda a violência e traz uma mensagem de paz. Neste tempo, em que o mundo está continuamente ameaçado pela violência em tantos lugares e de muitos modos, em que não cessam de reaparecer bastões do opressor e vestes manchadas de sangue, clamamos ao Senhor: Vós, o Deus forte, manifestastes-Vos como menino e mostrastes-Vos a nós como Aquele que nos ama e por meio de quem o amor há-de triunfar. Fizestes-nos compreender que, unidos convosco, devemos ser artífices de paz. Amamos o vosso ser menino, a vossa não-violência, mas sofremos pelo facto de perdurar no mundo a violência, levando-nos a rezar assim: Demonstrai a vossa força, ó Deus. Fazei que, neste nosso tempo e neste nosso mundo, sejam queimados os bastões do opressor, as vestes manchadas de sangue e o calçado ruidoso da guerra, de tal modo que a vossa paz triunfe neste nosso mundo. ..."
Bento XVI,
da Homilia da Missa da Noite de Natal
(24.12.2011)

domingo, 20 de março de 2011

"...os discípulos apenas viram Jesus e mais ninguém.” (Mt 17, 8). “…apenas Jesus…” (Mt 17, 8), nesta expressão, que conclui a narrativa da Transfiguração encerra-se todo um programa de vida. É óbvio que, “…apenas Jesus…” (Mt 17, 8) não significa que possamos deixar de lado o Pai e o Espírito Santo e sim que Jesus é o único lugar no qual Deus-Trindade se manifesta operante e plenamente aos homens. Significa que ninguém vai ao Pai a não ser por meio d’Ele, por meio de Jesus (cf. Jo 14, 6). “Apenas Jesus…” (Mt 17, 8), os pensamentos, projectos e preocupações inúteis voam para longe, fazendo-se no coração um profundo silêncio e uma paz profunda (cf. CANTALAMESSA, Raniero, “O Mistério da Transfiguração”, Edições Loyola, São Paulo, 2001, pgs. 36-37), porque habitado por Deus, Aquele Deus de que temos “absoluta necessidade”, de que temos uma “sede abrasante”.
Entusiasmados e plenamente convencidos da oportunidade evangélica, bem como da necessidade, para a Igreja e para o mundo, do apelo lançado pelo venerável papa João Paulo II, na Novo Millennio Ineunte, aos cristãos do Terceiro Milénio: mais do que “falar” de Deus, “mostrar” Deus: “…sem se darem conta, pedem aos crentes de hoje não só que lhes «falem» de Cristo, mas também que de certa forma lh'O façam «ver». E não é porventura a missão da Igreja reflectir a luz de Cristo em cada época da história, e por conseguinte fazer resplandecer o seu rosto também diante das gerações do novo milénio?” (NMI, 16), lançamo-nos na “Divina Aventura” de responder positivamente a este apelo. Por isso, conduzidos pelo Espírito Santo ao Deserto (cf. Mt 4, 1) do Monte Santo da Transfiguração e pela contemplação, permanecemos com o olhar fixo no Rosto do Senhor Jesus, que é fonte de eficácia apostólica e força de caridade fraterna.
Como no tempo de Jesus, a Humanidade de hoje “procura” e “tem sede” de Deus. E, mesmo que disso não tenha consciência, precisa e quer que os discípulos de Jesus lhe mostrem o Senhor. Como Tomé, só acredita se vir, na vida dos discípulos, as marcas do Ressuscitado: “Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito” (Jo 20, 25). Que ela, a Humanidade O reconheça, com Ele se encontre e pelo Seu Amor se deixe tocar, é um dos apelos mais profundos que brotam nosso coração, pois “Jesus é verdadeiramente o único tesouro que temos para dar à humanidade" (Bento XVI, em Lurdes, a 31 de Maio de 2010).
Não só a Humanidade “procura” e “tem sede” de Deus, como Deus nos procura e quer necessitar e ter sede “«Tenho sede!»” (Jo 19, 28) do nosso amor, pelo que, vem ao nosso encontro, faz-se Emanuel, Deus-Connosco e nos questiona do nosso amor por Ele: “«…tu amas-me mais do que estes?» …tu amas-me? ...tu és deveras meu amigo?»” (Jo 21, 15-17). Diante deste Mistério de Amor, só podemos sentimo-nos chamados a saciar a sede que Deus tem do amor da Humanidade, do “nosso” amor, votando-Lhe um amor generoso, voluntário, gozoso, exclusivo e total. Com a Bem-aventurada Chiara Luce Badano dizemos: “Agora não tenho mais nada, porém ainda tenho o coração e com ele posso amar!" Um amor por Deus que é total e radical, porque envolve o corpo, a carne (cf. Sl 84[83], 3), a inteligência, os afectos… em suma, uma vida que grita: “ para mim, viver é Cristo” (Fl 2, 21), para mim viver, é amar Cristo: “De alma me consagrei, e todo o meu haver, ao Seu serviço. Já não guardo a grei nem tenho outro ofício, porque é, somente, amar meu exercício." (São João da Cruz) Deus chama por amor, e é por amor que deseja ser correspondido. Só quem ama se entrega para sempre.
No mistério da Transfiguração, a Igreja não celebra apenas a Transfiguração de Cristo, mas também a sua própria: “…transformai-vos pela renovação de vosso espírito” (Rm 12, 2).
Contemplando, em Cristo Transfigurado, a glória Divina, tornamo-nos o espelho em que Cristo gosta de reflectir essa mesma glória Divina. Pois contemplando, reflectimos aquilo que contemplamos: “Permanecendo simples e amorosamente na Sua presença para que possa reflectir em nós a Sua própria imagem como se reflecte o sol no límpido cristal" (Beata Isabel da Santíssima Trindade). Tornamo-nos naquilo que contemplamos. Contemplando, somos transfigurados na imagem que contemplamos. Contemplando Cristo, nós nos tornamos semelhantes a Ele, conformamo-nos a Ele, fazemo-nos um só espírito com Ele (cf. Regra (OIC) de Júlio II, 30), consentimos que o Seu mun­do, os Seus propósitos e os Seus sentimentos, a Sua vida se imprimam em nós, que substituam os nossos pensamentos, propósitos e sentimentos… a nossa vida, tornando-nos assim semelhantes a Ele, como diz São João da Cruz “… tenha sempre a alma o desejo contínuo de imitar a Cristo em todas as coisas, conformando-se à sua vida que deve meditar para saber imitá-la e agir em todas as circunstâncias como ele próprio agiria" (São João da Cruz). Contemplando o Seu “Rosto” vamo-nos deixando, por Ele, “despir das obras das trevas e revestir das armas da luz” (Rm 13, 12), com vista a dizer com o apóstolo Paulo: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20) e “… para mim, viver é Cristo…” (Fl 2, 21).
O Tabor, não consiste num simples retorno imaginativo, fantasioso e poético a um lugar geográfico, ele é antes de tudo, uma forma muito real e concreta de viver em Deus, de mergulhar no Seu Coração, de contemplar o Seu Rosto e de permitir que ele plasme em nós a Sua Imagem, conforme a nossa vida com a Sua, nos transforme verdadeira e activamente em Sua “imagem e semelhança” (cf. Gn 1, 26-28), de forma a podermos dizer com São Paulo: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20).
Todos os baptizados, procuramos fazer a experiência viva de Cristo, o Verbo da Vida: vê-lO com os olhos, escutá-lO com os ouvidos e tocá-lO com as mãos (cf. 1 Jo 1,1). Este, é, contudo, um caminho de fé: “O rosto, que os Apóstolos contemplaram depois da ressurreição, era o mesmo daquele Jesus com quem tinham convivido cerca de três anos e que agora os convencia da verdade incrível da sua nova vida, mostrando-lhes «as mãos e o lado» (Jo 20,20). Certamente não foi fácil acreditar. Os discípulos de Emaús só acreditaram no fim dum penoso itinerário do espírito (cf. Lc 24,13-35). O apóstolo Tomé acreditou apenas depois de ter constatado o prodígio (cf. Jo 20, 24-29)” (NMI, 19)