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sexta-feira, 15 de maio de 2026


 Leão XIV, «HOMILIA»,

Santuário de Pompeia, 8/Maio/2026

         Estimados irmãos e irmãs!

         “A minha alma glorifica o Senhor”. Estas palavras, com as quais respondemos à primeira Leitura, brotam do coração da Virgem Maria quando apresenta a Isabel o fruto do seu ventre, Jesus, o Salvador. Depois dela, cantarão a Cristo Zacarias, pai de João Batista, e o idoso Simeão. Estes três cânticos marcam todos os dias o louvor da Igreja na Liturgia das Horas. São o olhar do antigo Israel, que vê cumpridas as suas promessas; são o olhar da Igreja Esposa, voltada para o seu Esposo divino; são implicitamente o olhar de toda a humanidade, que encontra resposta ao seu anseio de salvação.

         Há cento e cinquenta anos, colocando a primeira pedra deste Santuário, no lugar onde a erupção do Vesúvio em 79 d.C. tinha sepultado sob as cinzas os vestígios de uma grande civilização, protegendo-os durante séculos, São Bartolo Longo com a sua esposa, a condessa Marianna Farnararo De Fusco, lançaram as bases não só de um templo, mas de toda uma cidade mariana. Assim ele expressava a consciência de um desígnio de Deus, que São João Paulo II, falando neste lugar de graça a 7 de Outubro de 2003, na conclusão do Ano do Rosário, relançou para o Terceiro Milénio, na perspetiva da nova evangelização: «Hoje - disse - assim como nos tempos da antiga Pompeia, é necessário anunciar Cristo a uma sociedade que se afasta dos valores cristãos e perde até a sua memória».

         Há exatamente um ano, quando me foi confiado o ministério de Sucessor de Pedro, era precisamente o dia da Súplica à Virgem, este belíssimo dia da Súplica à Virgem do Santo Rosário de Pompeia! Portanto, eu tinha que vir aqui, para colocar o meu serviço sob o amparo da Santíssima Virgem. A escolha do nome Leão insere-me no sulco de Leão XIII que, entre outros méritos, desenvolveu um amplo Magistério sobre o Santo Rosário. A tudo isto acrescenta-se a recente canonização de São Bartolo Longo, apóstolo do Rosário. Este contexto oferece-nos uma chave para refletir sobre a Palavra de Deus que acaba de ser ouvida.

         O Evangelho da Anunciação introduz-nos no momento em que o Verbo de Deus se faz carne no seio de Maria. Deste ventre irradia a Luz que dá pleno sentido à história e ao mundo. A saudação que o anjo Gabriel dirige à Virgem é um convite a alegrar-se: «Alegra-te, cheia de graça»[1]. Sim, a Ave-Maria é um convite à alegria: diz a Maria, e nela a todos nós, que sobre as ruínas da nossa humanidade provada pelo pecado e, por isso, sempre inclinada para prevaricações, opressões e guerras, chegou a carícia de Deus, a carícia da misericórdia, que em Jesus adquire um rosto humano. Assim, maria torna-se Mãe da misericórdia. Discípula da Palavra e instrumento da sua encarnação, revela-se verdadeiramente como a “cheia de graça”. Nela tudo é graça! Oferecendo ao Verbo a própria carne, torna-se também, como ensina o Concílio Vaticano II seguindo Santo Agostinho, «mãe dos membros (de Cristo)... pois cooperou com caridade para o nascimento dos fiéis da Igreja, que são os membros da Cabeça»[2]. Do “Eis-me!” de Maria nasce não só Jesus, mas também a Igreja, e Maria torna-se simultaneamente Mãe de Deus - Theotókos - e Mãe da Igreja.

         Grande mistério! Tudo acontece no poder do Espírito Santo, que cobre Maria com a sua sombra, tornando fecundo o seu ventre virginal. Este momento da história tem uma docilidade e potência que atraem o coração e o levam àquela altura contemplativa em que germina a oração do Santo Rosário. Uma prece que, surgida e desenvolvida progressivamente no segundo milénio, tem as suas raízes na história da salvação, e precisamente na saudação do Anjo à Virgem encontra o seu prelúdio. «Ave, Maria»! A repetição desta oração no Rosário é como o eco da saudação de Gabriel, um eco que atravessa os séculos e orienta o olhar do crente para Jesus, visto com os olhos e o coração da Mãe. Jesus adorado, contemplado, assimilado em cada um dos seus mistérios a fim de que, com São Paulo, possamos dizer: «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim!»[3].

         Precedida pela proclamação da Palavra de Deus, inserida entre o Pai-Nosso e o Glória, a Ave-Maria que se repete no Santo Rosário é um ato de amor. Não é porventura próprio do amor repetir sem se cansar: “Amo-te”? Um ato de amor que, nas contas do terço, como bem se vê no quadro mariano deste Santuário, nos remete para Jesus, conduzindo-nos à Eucaristia, «fonte e ápice de toda a vida cristã»[4]. Disto estava convencido São Bartolo Longo, quando escreveu: «A Eucaristia é o Rosário vivo, e todos os mistérios se encontram no Santo Sacramento de forma ativa e vital»[5]. E tinha razão! Na Eucaristia, os mistérios da vida de Cristo encontram-se todos, por assim dizer, concentrados na memória do seu sacrifício e na sua presença real. O Rosário tem uma fisionomia mariana, mas um coração cristológico e eucarístico[6]. Se a Liturgia das Horas cadencia os momentos de louvor da Igreja, o Rosário marca o ritmo da nossa vida, reconduzindo-a continuamente a Jesus e à Eucaristia.

         Gerações de crentes foram moldadas e amparadas por esta prece, simples e popular, e ao mesmo tempo capaz de alturas místicas e tesouro da teologia cristã mais essencial. Sim, o que existe de mais essencial do que os mistérios de Cristo, do seu santo Nome, pronunciado com a ternura da Virgem Maria? Só neste Nome, em nenhum outro, podemos ser salvos[7]. Repetindo-o em cada Ave-Maria, vivemos de certo modo a experiência da casa de Nazaré, como que ouvindo de novo a voz de Maria e de José nos longos anos em que Jesus viveu com eles. Vivemos também a experiência do Cenáculo, onde os Apóstolos aguardaram com Maria a efusão do Espírito Santo. Foi isso que a primeira Leitura nos indicou. Como deixar de pensar que, naquele tempo entre a Ascensão e o Pentecostes, Maria e os Apóstolos não poupavam esforços para recordar os vários momentos da vida de Jesus? Nenhum detalhe devia passar-lhes despercebido! Tudo devia ser recordado, assimilado, imitado. É assim que nasce o caminho contemplativo da Igreja, do qual, à semelhança do Ano litúrgico, o Rosário oferece a síntese na meditação diária dos santos Mistérios. Com razão, o Rosário era considerado um compêndio do Evangelho, que São João Paulo II quis integrar com os Mistérios da luz. Também esta dimensão estava muito viva em São Bartolo Longo, que ofereceu aos peregrinos meditações profundas para subtrair o Santo Rosário à tentação de uma recitação mecânica e para lhe assegurar o sopro bíblico, cristológico e contemplativo que o deve distinguir.

         Irmãs e irmãos, se o Rosário é “pregado” e, ousaria dizer, “celebrado” desta forma, é também, por consequência natural, nascente de caridade. Caridade para com Deus, caridade para com o próximo: duas faces da mesma moeda, como nos recordava a segunda Leitura, tirada da primeira Carta de São João, concluindo com a exortação: «Não amemos com palavras nem com a língua, mas com obras e na verdade»[8]. Por isso, São Bartolo Longo foi apóstolo do Rosário e, ao mesmo tempo, apóstolo da caridade. Nesta Cidade mariana, acolheu órfãos e filhos de presos, mostrando a força regeneradora do amor. Aqui, ainda hoje os mais pequeninos e os mais frágeis são acolhidos e cuidados nas Obras do Santuário. O Rosário orienta o olhar para as necessidades do mundo, como realçava a Carta apostólica Rosarium Virginis Mariae, propondo em particular duas intenções que permanecem de premente atualidade: a família, que sofre com o enfraquecimento do vínculo conjugal, e a paz, posta em risco pelas tensões internacionais e por uma economia que prefere o comércio de armas ao respeito pela vida humana.

         Quando São João Paulo II proclamou o Ano do Rosário - do qual se completará um quarto de século no próximo ano - quis colocá-lo de modo especial sob o olhar da Virgem de Pompeia. Desde então, a situação não melhorou. As guerras que ainda se travam em tantas regiões do mundo exigem um esforço renovado, não só económico e político, mas também espiritual e religioso. A paz nasce no coração. Em outubro de 1986, o mesmo Pontífice congregou em Assis os líderes das principais religiões, convidando todos a rezar pela paz. Em várias ocasiões, inclusive recentes, tanto o Papa Francisco como eu pedimos aos fiéis de todo o mundo que rezem por esta intenção. Não podemos resignar-nos às imagens de morte que as notícias nos propõem todos os dias. A partir deste Santuário, cuja fachada São Bartolo Longo concebeu como monumento à paz, elevemos hoje com fé a nossa Súplica. Jesus disse-nos que tudo pode ser alcançado pela oração recitada com fé[9]. E refletindo sobre a fé de Maria, São Bartolo Longo define-a “toda-poderosa pela graça”. Por sua intercessão, que do Deus da paz desça uma efusão sobreabundante de misericórdia, que sensibilize os corações, aplaque os rancores e os ódios fratricidas, iluminando quantos têm especiais responsabilidades de governo.

         Irmãos e irmãs, nenhum poder terreno salvará o mundo, mas apenas o poder divino do amor, o poder divino do amor que o Senhor Jesus nos revelou e nos concedeu. Acreditemos nele, esperemos nele, sigamo-lo!



[1] Lc 1, 28; cf. Sf 3, 14

[2] Const. dogm. Lumen gentium, 53; cf. Santo Agostinho, De S. Virginitate, 6

[3] Gl 2, 19

[5] Il Rosario e la Nuova Pompei, 1914, p. 86

[6] cf. Carta apostólica Rosarium Virginis Mariae, 1

[7] cf. At 4, 12

[8] 1 Jo 3, 18

[9] cf. Mt 21, 22

domingo, 7 de dezembro de 2025


Novena da 

Imaculada Conceição

2025

com o Papa Leão XIV

9º Dia

07.Dezembro – II Domingo do Advento

Cântico:

1. Bendizemos o Teu nome, Mãe do Céu, Virgem Maria,

    Bendizemos à porfia o Teu Filho Salvador.

Aqui vimos, Mãe querida, Consagrar-Te o nosso amor. (2x)

2. Esmagaste ó Virgem Santa, toda Bela e Imaculada,

    A cabeça envenenada do dragão enganador!

3. Todo o mundo, ó Mãe bendita, cheio está de Tuas glórias,

    De perpétuas memórias e Teu nome e Teu louvor.

4. Advogada poderosa, o Universo em Ti confia

    Porque és Tu refúgio e guia, para o justo e pecador.

5. És conforto dos aflitos, És das graças dispenseira,

    És da paz a mensageira, nossa esp’rança e nosso amor.

 

Quando a Novena é presidida por um leigo:

V/: Deus, vinde em nosso auxílio:

R/: Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.

V/: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,

R/: como era no princípio, agora e sempre. Ámen. Aleluia.

 

Mistérios da Glória (Gloriosos)

No 1º Mistério Glorioso contemplamos:

A RESSURREIÇÃO de Jesus

Texto Bíblico

“No primeiro dia da semana, ao amanhecer, as mulheres foram ao sepulcro, ... Encontraram a pedra removida do sepulcro e, ao entrarem, não encontraram o corpo do Senhor Jesus. Estando elas perplexas com isto, eis que se lhes apresentaram dois homens em vestes resplandecentes. Eles disseram-lhes: «Porque procurais entre os mortos Aquele que está vivo? Não está aqui; ressuscitou.” [1]

Prece:

Pela humanidade e pela Igreja, que se abra à vida nova que Jesus, morto e ressuscitar, lhe quer conceder.

Depois de cada dezena:

V/. Nossa Senhora da Conceição. R/ Rogai por nós!

V/. Rainha da Paz. R/ Dai-nos a Paz!

No 2º Mistério Glorioso contemplamos:

A ASCENSÃO de Jesus

Texto Bíblico

“Assim, o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao céu e sentou-se à direita de Deus. Eles partiram, então, a pregar por toda a parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a Palavra pelos sinais que a acompanhavam.”[2]

Prece:

Pela humanidade e pela Igreja, para que aspirem sempre às coisas do alto[3].

Depois de cada dezena:

V/. Nossa Senhora da Conceição. R/ Rogai por nós!

V/. Rainha da Paz. R/ Dai-nos a Paz!

No 3º Mistério Glorioso contemplamos:

A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO

sobre Nossa Senhora e os apóstolos

Texto Bíblico

“Viram, então, aparecer uma espécie de línguas de fogo que se iam dividindo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo.”[4]

Prece:

Pela humanidade e pela Igreja, que se abram aos dons do Espirito Santo, e se tornem testemunhas corajosas do Ressuscitado.

Depois de cada dezena:

V/. Nossa Senhora da Conceição. R/ Rogai por nós!

V/. Rainha da Paz. R/ Dai-nos a Paz!

No 4º Mistério Glorioso contemplamos:

A ASSUNÇÃO de Nossa Senhora

Texto Bíblico

“Em Cristo todos voltarão a receber a vida. Mas cada um na sua própria ordem: primeiro, Cristo; depois, aqueles que pertencem a Cristo.” [5]

Prece:

Pela humanidade e pela Igreja, que como a Virgem Maria, aprendam a viver na presença de Deus, realizando nas suas vidas a Sua Vontade.

Depois de cada dezena:

V/. Nossa Senhora da Conceição. R/ Rogai por nós!

V/. Rainha da Paz. R/ Dai-nos a Paz!

No 5º Mistério Glorioso contemplamos:

A COROAÇÃO de Nossa Senhora

como Rainha dos Anjos e dos Homens

Texto Bíblico

“Depois, apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida de Sol, com a Lua debaixo dos pés e com uma coroa de doze estrelas na cabeça.”[6]

Prece:

Pela humanidade e pela Igreja, que como a Virgem Maria se deixem por ela conduzir, rumo à pátria celeste.

Depois de cada dezena:

V/. Nossa Senhora da Conceição. R/ Rogai por nós!

V/. Rainha da Paz. R/ Dai-nos a Paz!

      Meditação

            com a Nota doutrinal «Mater Populi fidelis»      

            O Povo fiel não se distancia de Cristo, nem do Evangelho, quando se aproxima dela, mas é capaz de ler «nesta imagem materna [...] todos os mistérios do Evangelho». Porque nesse rosto materno vê refletido o Senhor que nos busca (cf. Lc 15, 4-8), que vem ao nosso encontro com braços abertos (cf. Lc 15, 20), que se detém diante de nós (cf. Lc 18, 40) que se inclina e nos levanta até à altura do seu rosto (cf. Os 11, 4), que nos olha com amor (cf. Mc 10, 21) e não nos condena (cf. Jo 8, 11; Os 11, 9). No seu rosto materno muitos pobres reconhecem o Senhor que «derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes» (Lc 1, 52). Esse rosto de mulher canta o mistério da Encarnação. Nesse rosto de Mãe, transpassada pela espada (cf. Lc 2, 35), o Povo de Deus reconhece o mistério da Cruz, e esse mesmo rosto, banhado pela luz pascal, percebe que Cristo está vivo. E ela, que recebeu o Espírito Santo em plenitude, é quem sustenta aos apóstolos em oração no cenáculo (cf. Act 1, 14). Por isso, podemos dizer que, «a fé de Maria, atendo-nos ao testemunho apostólico da Igreja, torna-se, de alguma maneira, incessantemente a fé do Povo de Deus que está a caminho».[7]

 

V/: Rezemos as 3 Avé-Marias finais:

em honra da Pureza de Nossa Senhora,

pela paz no mundo,

pelo Santo Padre, sua saúde e intenções,

pelo nosso Arcebispo, sua saúde e intenções,

pelos sacerdotes, especialmente pelo nosso pároco,

pelos nossos Seminários e noviciados, pelas vocações,

pelas crianças e jovens da catequese,

pelas famílias, pelos doentes, idosos, imigrantes, pobres e desempregados,

pela conversão dos pecadores,

pelas benditas almas do Purgatório.

e pelos que se recomendam às nossas orações.

 

Depois da Salvé Rainha,

quando a Novena é presidida por um leigo, enquanto todos traçam sobre si o sinal da Cruz, a despedida ocorre na forma seguinte:

V/: O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna.

R/: Ámen.



[1] Lc 24, 1-6

[2] Mc 16, 19-20

[3] Cf. Cl 3, 1.

[4] At 2, 1-4

[5] 1Cor 15, 22.23

[6] Ap 12, 1

[7]  Dicastério da Doutrina da Fé, Nota doutrinal «Mater Populi fidelis», 77

sábado, 6 de dezembro de 2025

Novena da

Imaculada Conceição

2025

com o Papa Leão XIV

8º Dia

06.Dezembro – sábado:

Cântico:

1. Bendizemos o Teu nome, Mãe do Céu, Virgem Maria,

    Bendizemos à porfia o Teu Filho Salvador.

Aqui vimos, Mãe querida, Consagrar-Te o nosso amor. (2x)

2. Esmagaste ó Virgem Santa, toda Bela e Imaculada,

    A cabeça envenenada do dragão enganador!

3. Todo o mundo, ó Mãe bendita, cheio está de Tuas glórias,

    De perpétuas memórias e Teu nome e Teu louvor.

4. Advogada poderosa, o Universo em Ti confia

    Porque és Tu refúgio e guia, para o justo e pecador.

5. És conforto dos aflitos, És das graças dispenseira,

    És da paz a mensageira, nossa esp’rança e nosso amor.

 

Quando a Novena é presidida por um leigo:

V/: Deus, vinde em nosso auxílio:

R/: Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.

V/: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,

R/: como era no princípio, agora e sempre. Ámen. Aleluia.

Mistérios da Alegria (Gozosos)

No 1º Mistério da Alegria contemplamos:

A ANUNCIAÇÃO DO ANJO a Nossa Senhora

Texto Bíblico

“«Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo!». … «Não tenhas medo, Maria, pois encontras te graça junto de Deus. Conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo e o Senhor Deus lhe dará o trono de David, seu pai; reinará para sempre sobre a casa de Jacob e o seu reino não terá fim». «O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, o santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. Maria disse, então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra!».”[1]

Prece:

Pelas mulheres que estão para dar à luz.

Depois de cada dezena:

V/. Nossa Senhora da Conceição. R/ Rogai por nós!

V/. Rainha da Paz. R/ Dai-nos a Paz!

No 2º Mistério da Alegria contemplamos:

A VISITAÇÃO de Nossa Senhora a sua prima Isabel

Texto Bíblico

“Maria levantou-se e dirigiu-se apressadamente para a montanha, …; entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança saltou-lhe no ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo, e, com um forte brado, exclamou: «Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre! De onde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? Quando chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criança saltou de júbilo no meu ventre. Feliz aquela que acreditou, porque se há de consumar o que lhe foi dito da parte do Senhor!»”[2]

Prece:

Por aqueles que generosamente estendem a mão da caridade àqueles que necessitam.

Depois de cada dezena:

V/. Nossa Senhora da Conceição. R/ Rogai por nós!

V/. Rainha da Paz. R/ Dai-nos a Paz!

No 3º Mistério da Alegria contemplamos:

O NASCIMENTO DE JESUS no Presépio de Belém

Texto Bíblico

“José subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, até à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e da linhagem de David, a fim de se recensear com Maria, sua esposa, que estava grávida. Enquanto ali se encontravam, completaram-se os dias de ela dar à luz. E deu à luz o seu Filho primogénito; envolveu-o em panos e reclinou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.”[3]

Prece:

Pelas famílias suas alegrias, projectos e dificuldades.

Depois de cada dezena:

V/. Nossa Senhora da Conceição. R/ Rogai por nós!

V/. Rainha da Paz. R/ Dai-nos a Paz!

No 4º Mistério da Alegria contemplamos:

A APRESENTAÇÃO do Menino Jesus no Templo

e A PURIFICAÇÃO de Nossa Senhora

Texto Bíblico

“Quando se completaram os dias da sua purificação, de acordo com a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor, tal como está escrito na Lei do Senhor: Todo o primogénito varão será consagrado ao Senhor, e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, de acordo com o que está dito na Lei do Senhor.”[4]

Prece:

Pelas famílias e seu caminho de vida cristã.

Depois de cada dezena:

V/. Nossa Senhora da Conceição. R/ Rogai por nós!

V/. Rainha da Paz. R/ Dai-nos a Paz!

No 5º Mistério da Alegria contemplamos:

A PERDA E O REENCONTRO do Menino Jesus no Templo

Texto Bíblico

“Encontraram-no três dias depois no templo, sentado no meio dos mestres, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos os que o ouviam estavam espantados com a sua inteligência e as suas respostas. Ao vê-lo, ficaram perplexos, e sua mãe disse-lhe: «Filho, porque nos fizeste isto? O teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura». Mas Ele respondeu-lhes: «Por que me procuráveis? Não sabíeis que era necessário que Eu estivesse na casa de meu Pai?»”[5]

Prece:

Pelas crianças e sua formação cristã.

Depois de cada dezena:

V/. Nossa Senhora da Conceição. R/ Rogai por nós!

V/. Rainha da Paz. R/ Dai-nos a Paz!

      Meditação

            com palavras do Santo Padre o Papa Leão XIV

            Irmãs e irmãos, no seu evangelho, São Lucas transmite a memória de um momento crucial na vocação de Maria. Na terra, todas as histórias, mesmo a da Mãe de Deus, são breves e têm um fim. No entanto, nada se perde. Assim, quando uma vida se encerra, a sua unicidade brilha com mais clareza. O Magnificat, que o Evangelho coloca nos lábios da jovem Maria, agora irradia a luz de todos os seus dias. Um único dia, o do encontro com a sua prima Isabel, contém o segredo de todos os outros dias, de todas as outras estações. E as palavras não bastam: é preciso um cântico, que na Igreja continua a ser cantado, «de geração em geração» (Lc 1, 50), ao pôr-do-sol de cada dia. A surpreendente fecundidade da estéril Isabel confirmou Maria na sua confiança: antecipou a fecundidade do seu “sim”, que se prolonga na fecundidade da Igreja e de toda a humanidade, quando a Palavra renovadora de Deus é acolhida. Naquele dia, duas mulheres encontraram-se na fé e, depois, permaneceram juntas três meses a apoiar-se mutuamente, não só nas coisas práticas, mas numa nova maneira de ler a história.[6]

 

V/: Rezemos as 3 Avé-Marias finais:

em honra da Pureza de Nossa Senhora,

pela paz no mundo,

pelo Santo Padre, sua saúde e intenções,

pelo nosso Arcebispo, sua saúde e intenções,

pelos sacerdotes, especialmente pelo nosso pároco,

pelos nossos Seminários e noviciados, pelas vocações,

pelas crianças e jovens da catequese,

pelas famílias, pelos doentes, idosos, imigrantes, pobres e desempregados,

pela conversão dos pecadores,

pelas benditas almas do Purgatório.

e pelos que se recomendam às nossas orações.

 

Depois da Salvé Rainha,

quando a Novena é presidida por um leigo, enquanto todos traçam sobre si o sinal da Cruz, a despedida ocorre na forma seguinte:

V/: O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna.

R/: Ámen.



[1] Lc 1, 28.30-33.35-36.38

[2] Lc 1, 39-45

[3] Lc 2, 4-7

[4] Lc 2, 22-24

[5] Lc 2, 46-49

[6] Leão XIV, «Homilia» na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, 15/08/2025