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terça-feira, 24 de dezembro de 2019


Montando o Presépio 2019
Ao ritmo da Palavra de Deus e do Ensino da Igreja
6º Maria (a Mãe de Cristo)

Para escutar
Do Evangelho de São Lucas 
(Lc 1, 28-38)
“Ao entrar em casa dela, o anjo disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo.» Ao ouvir estas palavras, ela perturbou-se e inquiria de si própria o que significava tal saudação. Disse-lhe o anjo: «Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus. Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Será grande e vai chamar-se Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai dar-lhe o trono de seu pai David, reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim.» Maria disse ao anjo: «Como será isso, se eu não conheço homem?» O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer é Santo e será chamado Filho de Deus. Também a tua parente Isabel concebeu um filho na sua velhice e já está no sexto mês, ela, a quem chamavam estéril, porque nada é impossível a Deus.» Maria disse, então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.» E o anjo retirou-se de junto dela”.

Para Meditar
Palavras do Papa Bento XVI
Bento XVI, «Homilia», durante a Concelebração Eucarística na paróquia romana de Santa Maria Consoladora, 18/12/2005
“Maria responde ao Anjo: “Eu sou a Serva do Senhor. Faça-se em mim, segundo a tua vontade”. Assim, Maria antecipa a terceira invocação do Pai-Nosso: “Seja feita a vossa vontade”. Ela diz “sim” à grande vontade de Deus, uma vontade aparentemente demasiado grande para um ser humano; Maria diz “sim” àquela vontade divina, (…) e assim abre a porta do mundo a Deus. Adão e Eva, com o seu “não” à vontade de Deus, tinham fechado esta porta. “Seja feita a vontade de Deus”: Maria convida-nos, também a nós, a pronunciar este “sim”, que às vezes parece tão difícil. Somos tentados a preferir a nossa vontade, mas Ela diz-nos: “Tem coragem, também tu diz: «Seja feita a tua vontade», porque esta vontade é boa”. Inicialmente, pode parecer um peso insuportável, um jugo que não é possível carregar; mas na realidade, a vontade de Deus não é um peso; a vontade de Deus concede-nos asas para voar alto, e assim com Maria também nós podemos ousar abrir a Deus a porta da nossa vida, as portas deste mundo, dizendo “sim” à sua vontade, conscientes de que esta vontade é o verdadeiro bem e nos orienta para a felicidade autêntica. Oremos a Maria (…), nossa Mãe, Mãe da Igreja, para que nos infunda a coragem de pronunciar este “sim”, que nos conceda também esta alegria de estar com Deus e que nos oriente rumo ao seu Filho, à Vida verdadeira (…).”

Para rezar
Quanta luz sobre o mundo,
quanta graça para todo o Céu!
Que fulgor, quando Cristo saiu do ventre de Maria,
com um esplendor jamais visto.
Salvé, Mãe Santa, que deste à luz um rei
que ao mesmo tempo governa o Céu e a terra
e cuja divindade e domínio não têm fim.
Celio Sedulio (séc. V)

Para rezar em conjunto
Pai Nosso… 
Avé Maria… 
Glória ao Pai…

V/. Mãe de Deus e Mãe da Igreja.
R/. Rogai por nós.

Para terminar
V/. Bendigamos ao Senhor.
R/. Graças a Deus.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019


Montando o Presépio 2019
Ao ritmo da Palavra de Deus e do Ensino da Igreja
5º - José
(o guardião de Jesus)

Para escutar
Do Evangelho de São Mateus
(Mt 1, 18-25)
“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava desposada com José; antes de coabitarem, notou-se que tinha concebido pelo poder do Espírito Santo. José, seu esposo, que era um homem justo e não queria difamá-la, resolveu deixá-la secretamente. Andando ele a pensar nisto, eis que o anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados.» Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor tinha dito pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho; e hão-de chamá-lo Emanuel, que quer dizer: Deus connosco. Despertando do sono, José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor, e recebeu sua esposa. E, sem que antes a tivesse conhecido, ela deu à luz um filho, ao qual ele pôs o nome de Jesus”.

Para Meditar
Palavras do Papa Francisco
Francisco, «Homilia», Santa Missa, Imposição do Pálio e Entrega do Anel do Pescador 
para o Início do Ministério Petrino do Bispo de Roma, 19/03/2013
“«José fez como lhe ordenou o anjo do Senhor e recebeu sua esposa» (Mt 1, 24). Nestas palavras, encerra-se já a missão que Deus confia a José: ser (…) , guardião. Guardião de quem? De Maria e de Jesus, mas é uma guarda que depois se alarga à Igreja, como sublinhou o Beato João Paulo II: «São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo».
Como realiza José esta guarda? Com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender. (…)
José é «guardião», porque sabe ouvir a Deus, deixa-se guiar pela sua vontade e, por isso mesmo, se mostra ainda mais sensível com as pessoas que lhe estão confiadas, (…). Nele, (…), vemos como se responde à vocação de Deus: com disponibilidade e prontidão; mas vemos também qual é o centro da vocação cristã: Cristo. Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para guardar a criação!
(…) Guardar as pessoas, cuidar carinhosamente de todas elas e cada uma, especialmente das crianças, dos idosos, daqueles que são mais frágeis e que muitas vezes estão na periferia do nosso coração. É cuidar uns dos outros na família: os esposos guardam-se reciprocamente, depois, como pais, cuidam dos filhos, e, com o passar do tempo, os próprios filhos tornam-se guardiões dos pais. É viver com sinceridade as amizades, que são um mútuo guardar-se na intimidade, no respeito e no bem. Fundamentalmente tudo está confiado à guarda do homem, e é uma responsabilidade que nos diz respeito a todos. Sede guardiões dos dons de Deus!”

Para rezar
Deus todo-poderoso, 
que na aurora dos novos tempos confiastes a São José 
a guarda dos mistérios da salvação dos homens, 
concedei à vossa Igreja, por sua intercessão, 
a graça de os conservar fielmente 
e de os realizar até à sua plenitude. 
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, 
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Para rezar em conjunto
Pai Nosso… 
Avé Maria… 
Glória ao Pai…

V/. Mãe de Deus e Mãe da Igreja.
R/. Rogai por nós.

Para terminar
V/. Bendigamos ao Senhor.
R/. Graças a Deus.

domingo, 22 de dezembro de 2019


Montando o Presépio 2019
Ao ritmo da Palavra de Deus e do Ensino da Igreja
4º - Os Pastores
(que se alegram por ter encontrado Jesus)

Para escutar
Do Evangelho de São Lucas 
(Lc 2, 15-18.20)
“Os pastores disseram uns aos outros: «Vamos a Belém ver o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer.» Foram apressadamente e encontraram Maria, José e o menino deitado na manjedoura. Depois de terem visto, começaram a divulgar o que lhes tinham dito a respeito daquele menino. Todos os que ouviram se admiravam do que lhes diziam os pastores. E os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, conforme lhes fora anunciado”.

Para Meditar
Palavras do Papa Bento XVI
Bento XVI, «Homilia» Missa da Meia-Noite na Solenidade do Natal do Senhor, 24/12/2005 
Os Pastores “de noite vigiavam, perto das suas ovelhas. Mas vale também num sentido mais profundo: estavam disponíveis à palavra de Deus. A sua vida não estava fechada em si mesma; o seu coração estava aberto. De certo modo, no mais fundo de si mesmos, estavam à espera d’Ele. A sua vigilância era disponibilidade - disponibilidade para ouvirem, disponibilidade para se porem a caminho. Estavam à espera da luz que lhes indicasse o caminho. E isto é o que interessa a Deus. Ele ama a todos, porque todos são criaturas suas. Mas, algumas pessoas têm a sua alma fechada; o seu amor não encontra qualquer acesso a eles. Pensam que não têm necessidade de Deus; não O querem. (…) Estes esperam Deus. Sabem que têm necessidade da sua bondade, embora não tenham uma ideia precisa dela. No seu íntimo, aberto à expectativa, a luz de Deus pode entrar, e com ela a sua paz. Deus procura pessoas que levem e comuniquem a sua paz. Peçamos-Lhe para fazer com que não encontre fechado o nosso coração. Esforcemo-nos por nos tornarmos capazes de ser portadores activos da sua paz - precisamente no nosso tempo”.

Para rezar
Senhor Jesus, nós nos aproximamos,
com os pastores, do vosso presépio
para Vos contemplar envolto em panos
e reclinado na manjedoira.
Ó Menino de Belém,
Vos adoramos em silêncio com Maria,
vossa Mãe sempre Virgem.
A Vós glória e louvor nos séculos,
divino Salvador do mundo! 
Ámen.
São João Paulo II

Para rezar em conjunto
Pai Nosso… 
Avé Maria…

Glória ao Pai…

V/. Mãe de Deus e Mãe da Igreja.
R/. Rogai por nós.

Para terminar
V/. Bendigamos ao Senhor.
R/. Graças a Deus.

sábado, 21 de dezembro de 2019


Montando o Presépio 2019
Ao ritmo da Palavra de Deus e do Ensino da Igreja

3º - Os Anjos 
(que anunciaram a chegada de Jesus)

Para escutar
Do Evangelho de São Lucas 
(Lc 2, 10-14)
“O anjo disse-lhes: «Não temais, pois anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo: Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.» De repente, juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste, louvando a Deus e dizendo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado» ”.

Para Meditar
Palavras do Papa Bento XVI
Cf. Bento XVI, «Homilia» Missa da Meia-Noite na Solenidade do Natal do Senhor, 24/12/2010
O exército celeste louvava a Deus e dizia: «Glória a Deus nas alturas…» (Lc 2, 13-14). Mas desde sempre os homens souberam que o falar dos anjos é diverso do dos homens; e que, precisamente na noite de Natal, tal falar foi um canto no qual brilhou a glória sublime de Deus. Assim, desde o início, este canto dos anjos foi entendido como música vinda de Deus, mais ainda, como convite a unirmo-nos ao canto com o coração em júbilo pelo facto de sermos amados por Deus. Diz Santo Agostinho: cantar é próprio de quem ama. Assim ao longo dos séculos, o canto dos anjos tornou-se sempre de novo um canto de amor e de júbilo, um canto daqueles que amam. Nesta hora, associemo-nos, cheios de gratidão, a este cantar de todos os séculos, que une céu e terra, anjos e homens.

Para rezar
Nós Vos damos graças, Senhor,
por vossa imensa glória. 
Nós Vos damos graças pelo vosso amor.
Fazei que nos tornemos cada vez mais
pessoas que amam juntamente convosco
e, consequentemente, pessoas de paz. 
Ámen.
Bento XVI

Para rezar em conjunto
Pai Nosso… 
Avé Maria… 
Glória ao Pai…
V/. Mãe de Deus e Mãe da Igreja.

R/. Rogai por nós.

Para terminar
V/. Bendigamos ao Senhor.
R/. Graças a Deus.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019


Montando o Presépio 2019
Ao ritmo da Palavra de Deus e do Ensino da Igreja

2º - Manjedoura (sinal da humildade de Jesus)
Para escutar
Do Evangelho de São Lucas 
(Lc 2, 6-7)
“Quando eles ali se encontravam, completaram-se os dias de ela dar à luz e teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria”.

Para Meditar
Palavras do Papa Bento XVI
Bento XVI, «Homilia» Missa da Meia-Noite na Solenidade do Natal do Senhor, 24/12/2006
“A Palavra eterna fez-se pequena - tão pequena a ponto de caber numa manjedoura. (…) Aos pastores foi dito que teriam encontrado o menino numa manjedoura para animais, que eram os verdadeiros habitantes do estábulo. Lendo Isaías (1,3) os Padres deduziram que junto à manjedoura de Belém estavam um boi e um asno. Interpretaram assim o texto no sentido de que haveria um símbolo dos judeus e dos pagãos - portanto, de toda a humanidade - que, uns e outros, necessitam, ao seu modo, de um salvador: daquele Deus que se fez menino. O homem, para viver, precisa de pão, do fruto da terra e do seu trabalho. Mas não vive só de pão. Precisa de alimento para a sua alma: precisa de um sentido que encha a sua vida. Por isto, segundo os Padres, a manjedoura dos animais veio a ser o símbolo do altar, sobre o qual jaz o Pão que é o mesmo Cristo: o verdadeiro alimento para os nossos corações. Uma vez mais vemos como Ele se fez pequeno: na humilde aparência da hóstia, de um pedacinho de pão, Ele se nos doa a si próprio”.

Para rezar
Deus todo-poderoso, 
que em Deus Infante 
Vos tornas-te pequenino e Deus connosco
e os Pastores reconheceram, 
recostado numa manjedoura.
Concedei-nos a humildade e a fé 
com a qual São José contemplou o menino 
que Maria tinha concebido pelo Espírito Santo. 
Ajudai-nos a vê-Lo,
com aquele amor com que Maria o contemplava. 
Que a luz que viram os pastores, 
também nos ilumine
e se cumpra em nós 
e em todo o mundo, 
aquilo que os anjos cantaram naquela noite:
«Glória a Deus no mais alto dos céus 
e paz na terra aos homens por Ele amados». 
Amém.

Para rezar em conjunto
Pai Nosso… 
Avé Maria… 
Glória ao Pai…

V/. Mãe de Deus e Mãe da Igreja.
R/. Rogai por nós.

Para terminar
V/. Bendigamos ao Senhor.
R/. Graças a Deus.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019



Montando o Presépio 2019
Ao ritmo da Palavra de Deus e do Ensino da Igreja
1º -
Estrela de Belém (que indicou o caminho) 
aos Magos (para Jesus)
19.Dezembro.2019
Para escutar
Do Evangelho de São Mateus (Mt 2, 2.5.9-11)
“2Perguntaram: «Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.» 5…«Em Belém da Judeia.9… Os magos puseram-se a caminho. E a estrela que tinham visto no Oriente ia adiante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o menino, parou. 10Ao ver a estrela, sentiram imensa alegria; 11e, entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-no; e, abrindo os cofres, ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra”. 

Para Meditar
Palavras do Papa Francisco
Francisco, «Homilia» Santa Missa na Solenidade da Epifania do Senhor, 06/01/2014
Os Magos “seguindo uma luz, (…) procuram a Luz. A estrela aparecida no céu acende, nas suas mentes e corações, uma luz que os move à procura da grande Luz de Cristo. Os Magos seguem fielmente aquela luz, que os penetra interiormente, e encontram o Senhor. Neste percurso dos Magos do Oriente, está simbolizado o destino de cada homem: a nossa vida é um caminhar, guiado pelas luzes que iluminam a estrada, para encontrar a plenitude da verdade e do amor, que nós, cristãos, reconhecemos em Jesus, Luz do mundo. (…). Importante é estar atento, velar, ouvir Deus que nos fala - sempre nos fala. Como diz o Salmo, referindo-se à Lei do Senhor: «A tua palavra é farol para os meus passos e luz para os meus caminhos» (Sal 119/118, 105). E, de modo especial, o ouvir o Evangelho, lê-lo, meditá-lo e fazer dele nosso alimento espiritual permite-nos encontrar Jesus vivo, ter experiência d’Ele e do seu amor”.

Para rezar
Deus eterno e Todo-Poderoso,
Pai, Filho e Espírito Santo,
que enviaste, aos Magos do Oriente

a Estrela que os guiou ao encontro de Jesus,
concedei-nos a graça de orientar as nossas vidas
pela Palavra que de Vossa boca nos vem.
Que Ela seja o farol que a Vós nos conduz.

Ámen.

Para rezar em conjunto
Pai Nosso… 
Avé Maria… 
Glória ao Pai…

V/. Mãe de Deus e Mãe da Igreja.
R/. Rogai por nós.

Para terminar

V/. Bendigamos ao Senhor.
R/. Graças a Deus.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019



Se existisse
de certeza que faria esta bela Oração
Oração do Pai Natal ao Menino Jesus
Meu precioso Jesus amado,
eu não quis tomar o Vosso lugar.
Eu só trago brinquedos e coisas,
e Vós trazeis Amor e Graça.
As pessoas dão-me listas de desejos
e esperam que eles sejam realizados,
mas Vós ouvis as orações do coração
e prometeis a Vossa vontade de atendê-las.
As crianças tentam ser boas 
e não chorar quando eu vou chegando,
mas Vós amas incondicionalmente
e o Vosso amor será sempre abundante.
Eu deixo apenas um saco de brinquedos 
e alegria temporária,
mas Vós deixais um coração de amor, 
cheio de propósito e de razões.
Há muita gente que acredita em mim
o que me torna famoso,
mas eu nunca curei o cego
nem tentei ajudar o coxo.
Tenho bochechas rosadas e uma voz cheia de riso,
mas não tenho mãos perfuradas pelos pregos
nem promessas de eternidade.
As pessoas podem encontrar vários como eu 
na cidade ou nas lojas,
mas só existis Vós,
o Omnipotente que responde aos apelos do pecador.
E assim, meu precioso Jesus amado, 
eu me ajoelho aqui para orar,
louvar-Vos e adorar-Vos neste Santo dia da Vossa Natividade.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

"... Deus manifestou-Se… como menino. É precisamente assim que Ele Se contrapõe a toda a violência e traz uma mensagem de paz. Neste tempo, em que o mundo está continuamente ameaçado pela violência em tantos lugares e de muitos modos, em que não cessam de reaparecer bastões do opressor e vestes manchadas de sangue, clamamos ao Senhor: Vós, o Deus forte, manifestastes-Vos como menino e mostrastes-Vos a nós como Aquele que nos ama e por meio de quem o amor há-de triunfar. Fizestes-nos compreender que, unidos convosco, devemos ser artífices de paz. Amamos o vosso ser menino, a vossa não-violência, mas sofremos pelo facto de perdurar no mundo a violência, levando-nos a rezar assim: Demonstrai a vossa força, ó Deus. Fazei que, neste nosso tempo e neste nosso mundo, sejam queimados os bastões do opressor, as vestes manchadas de sangue e o calçado ruidoso da guerra, de tal modo que a vossa paz triunfe neste nosso mundo. ..."
Bento XVI,
da Homilia da Missa da Noite de Natal
(24.12.2011)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal do Arcebispo de Évora
Anuncio-vos uma grande alegria
Hoje nasceu para vós um Salvador
Aproxima-se o Natal. Ninguém pode ignorá-lo. Pois nenhuma festa é tão profusa e insistentemente anunciada como a festa de Natal. Nem sempre pelas melhores razões, bem o sabemos. Seja como for, ela é anunciada com muita antecedência e pelos mais poderosos meios de comunicação. Porventura, sem que de tal se dêem conta, dessa forma, evocam o plano salvífico de Deus e confirmam a actualidade do nascimento do Salvador.
O nascimento do Salvador é um facto histórico. Actualmente conhecemos a época e o lugar onde aconteceu. Mas naquele tempo foi anunciado por sinais luminosos e por palavras aos pastores e aos magos. O anúncio foi e ainda é essencial. Pois o nascimento do Filho de Deus não poderia ser fruto do esforço nem da dedução racional dos seres humanos. Aliás, o raciocínio não iria além de um Deus poderoso e justiceiro. E pelo anúncio chegámos ao conhecimento do Deus de amor e misericórdia.
Sem o anúncio, como seria possível reconhecer o Salvador numa criança nascida simbolicamente numa manjedoura, para mais tarde se dar em alimento espiritual aos crentes? Só quem escutou a palavra do anúncio, acreditou nela, se pôs a caminho e encontrou o que lhe fora anunciado poderia reconhecer naquela criança o Salvador, adorá-lo e oferecer-lhe presentes, como prova inequívoca de gratidão e amor sincero. Hoje, como naquele tempo, o anúncio do nascimento do Salvador continua a ser necessário. E há-de ser feito por mensageiros escolhidos e enviados por Deus. Estaremos nós dispostos a ser anunciadores de tão bela mensagem?
Como naquele tempo, a reacção ao anúncio continua a ser muito diversificada. A par das reacções de indiferença, de rejeição ou de hesitação reflexiva também existe a reacção daqueles que escutam o anúncio, acreditam nele e partem prontamente à procura do Salvador, como os pastores e os magos. E poderão encontrá-lo, revestido de humanidade, na pessoa daqueles que pouco ou nada têm e não se abrigam apenas nas grutas de animais. Também os podemos encontrar em barracas, nas camas dos hospitais, nos estabelecimentos prisionais, no vão das escadas, atrás das portas onde mora a solidão e a pobreza envergonhada, nos rostos das crianças carenciadas de afecto e de esperança, nos corações dilacerados pelo abandono e em tantos seres humanos que vagueiam sem rumo no mar alto da vida.
A palavra do anjo continua a ser actual. E é dirigida a todos nós para nos anunciar “uma grande alegria”. O mesmo Salvador que nasceu em Belém, “hoje” continua a nascer na vida daqueles que escutam o anúncio, O reconhecem revestido de humanidade e lhe fazem as suas ofertas, como os pastores e os magos fizeram a Jesus, Filho de Deus e de Maria.
+ José Francisco Sanches Alves
Arcebispo de Évora

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O seu ao Seu dono…
Devolvamos Jesus ao Natal
“…não havia lugar para Ele na hospedaria…”
(Lc 2, 6). Esta passagem do Evangelho de São Lucas, que escutamos na Missa do Galo, certamente provoca em nós um sentimento de solidariedade, para com a Santa Família de Nazaré e, sentimo-nos escandalizados com a falta de generosidade e hospitalidade, das gentes de Belém, por não acolherem uma jovem em trabalho de parto. E temos muita razão, contudo… infelizmente hoje, em Dezembro de 2010, com outros nomes, com outras caras e cores… a história dos habitantes de Belém, repete-se na nossa terra, na nossa vizinhança, na nossa casa… Jesus vem ao nosso encontro e nós fechamos-lhe as portas da nossa vida, não deixamos que Ele faça parte de nossa existência… As Suas propostas de uma vida mais justa, mais verdadeira, mais solidária, mais santa, não encontram eco em nós. As suas propostas de acolher e amar o outro como a nós mesmos, de o perdoar, de lhe estender a mão, pois “Sempre que fizestes isto a um dos meus irmãos mais pequenos, a mim mesmo o fizestes” (Mt 25, 40), não encontram eco nas nossas vidas. Digam-me lá se isto não é fechar as portas a Jesus, que chega, se isto não é impedi-l’O de fazer parte do nosso quotidiano, da nossa história pessoal?
“Veio ao que era Seu e os Seus não O receberam…” (Jo 1, 11). Não só lhe fechamos a porta, sempre que não escutamos as suas propostas de vida nova, mais feliz, mais autêntica, mais plena…, como nos esforçamos por desalojar Jesus, daquilo que é Seu por direito… É Natal porque Jesus nasceu, e ponto. Luzes, Pais Natais, neve, prendas, renas, bolos-rei, doces, chocolates… E Jesus? Onde está Jesus…? “No meu coração, a incredulidade e, depois, quase a rebelião: este mundo rico “apoderou-se” do Natal e de tudo o que o rodeia, e “desalojou” Jesus! Aprecia, do Natal, a poesia, o ambiente, a amizade que suscita, os presentes que sugere, as luzes, as estrelas, os cânticos. Aposta no Natal tendo em mira o maior lucro do ano… Mas não pensa em Jesus” (Chiara Lubich).
Está na hora de dar o seu ao Seu dono. A poesia do Natal, a festa da família, as prendas, etc… devem-se a um Deus que de tal forma nos Ama, com tal entusiasmo, generosidade e paixão, a ponto de se fazer Emanuel, “Deus-Connosco”. Porque nos ama desta forma, quer partilhar a nossa vida, para lhe dar sentido, para a restaurar e encher de esperança, de alegria, de paz…
Devolvamos Jesus ao Natal…
Acolhamo-l’O sempre que cruzar as nossas vidas, vier ao nosso encontro no pobre que nos estende a mão, na pessoa que precisa do nosso perdão, naquele que precisa da nossa companhia para afastar a angústia da solidão, no que implora o nosso sorriso para afastar a nuvem da tristeza ou do isolamento… Nos gritos da Humanidade que sofre, está Jesus, abramos de par em par as portas do nosso coração para o acolher, para o receber… dêmos-lhe lugar…, que Ele faça de nós, verdadeiramente, a morada da Sua predilecção.
Gritemos ao mundo que Ele, Jesus, o Emanuel, o Amor, é o Senhor do Natal… Ele é o segredo, Ele dá sentido às nossas alegrias e tristezas, o seu amor, as suas palavras, curam as feridas do nosso coração, restaura-nos, fazem-nos pessoas melhores…
Gritemos: “o Natal é Jesus, é de Jesus”.
Coloquemo-l’O nas nossas janelas, nos nossos presépios, na celebração da nossa fé - não deixemos passar o Natal sem a Santa Missa -, nos nossos gestos de generosidade verdadeiramente evangélicos…
Que nas nossas casas e nas nossas vidas se grite Quem nasceu: JESUS.
Preparemos-Lhe uma festa sem igual, pois Ele “…é 0 verdadeiro e único tesouro que temos que dar à humanidade” (cf. Bento XVI).

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal do Arcebispo de Évora
D. José Francisco Sanches Alves
MANIFESTOU-SE A BONDADE DE DEUS (Tit. 3,4)
A bondade é intrínseca à essência de Deus. Mas como a Deus ninguém jamais o viu, também não poderemos captar a Sua bondade a não ser que Ele no-la manifeste. E foi o que Ele fez. Para nos manifestar a Sua bondade, veio viver para o meio de nós. O Verbo de Deus encarnou no seio da Virgem Maria, fez-se homem para que os humanos pudessem captar a Sua bondade e a forma como Ele a colocou ao nosso alcance e ao nosso serviço.
O Evangelho diz-nos o que fez Deus para que nós pudéssemos captar a Sua bondade: desceu do céu à terra e assumiu a nossa humanidade; apresentou-se revestido de humildade; na sua relação privilegiou os mais carenciados de bens materiais, de saúde e de apoio moral; levou a sua bondade até ao extremo de entregar voluntariamente a própria vida pela salvação da humanidade pecadora.
A manifestação da bondade de Deus não tinha como finalidade única enriquecer a nossa informação, o nosso conhecimento. Ia muito mais além. Deus quis libertar-nos do pecado, elevar-nos até à divindade. Desceu do Céu à terra para que nós fôssemos elevados da terra ao Céu. E mostrou-nos o caminho a percorrer para chegar lá, dando-nos o exemplo de vida e acrescentado: como Eu fiz, fazei vós também (Jo 13,15).
Contemplando Jesus Cristo, imagem da substância de Deus, compreenderemos qual deva ser a nossa atitude de cristãos perante a vida e perante os outros, em todo o tempo e lugar, e, nomeadamente, no contexto actual de crise, que tem vindo a lançar tantos concidadãos e irmãos nossos no desemprego, na pobreza inesperada, no rebaixamento social e moral. Cresce, dia a dia, o número dos que se vêem obrigados a recorrer às instituições de solidariedade e a estender a mão à caridade de pessoas singulares. Aumenta o número dos que vivem isolados, gastos pela idade ou deteriorados pela doença. Há crianças e jovens que padecem graves carências alimentares e afectivas. Centenas de homens e mulheres fazem da rua a sua casa por não possuírem o abrigo de um tecto, onde se possam acolher e descansar.
De todas essas situações se elevam gritos silenciosos, dirigidos ao coração dos seus semelhantes mais afortunados, para que, movidos pela bondade aprendida em Jesus Cristo, venham em seu auxílio. Como as vozes dos que esperavam o Messias, as vozes dos pobres dos nossos dias chegam ao trono de Deus. E agora é a nossa vez de escutar os apelos de quem espera que a bondade de Deus se manifeste por nosso intermédio. Para isso, a exemplo de Cristo, revestidos de humildade e de bondade, devemos ir ao encontro dos que precisam, dispostos a partilhar o que temos e o que somos.
Não tapemos os ouvidos - ouçamos os gritos dos pobres. Não cerremos os olhos - vejamos o que se passa à nossa volta. Não fechemos o coração - deixemo-nos comover pela indigência dos abandonados, dos marginalizados e dos isolados. De braços estendidos e mãos abertas, partilhemos os bens materiais, os afectos e os dons espirituais com que fomos enriquecidos pela bondade de Deus, que se manifestou neste mundo, para a todos enriquecer com os seus bens.
Desejo a todos um Santo Natal de partilha, de bondade e de AMOR.
+José, Arcebispo de Évora