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quinta-feira, 1 de agosto de 2024

 Palavra de Vida

Agosto de 2024

Silvano Malini e equipa da Palavra de Vida

«Senhor, que bom é nós estarmos aqui!» (Mt 17,4)

Jesus caminhava com os seus discípulos em direção a Jerusalém. Perante o anúncio de que ali deveria sofrer, morrer e ressuscitar, Pedro revoltou-se, expressando a consternação e a incompreensão de todos. Então, o Mestre tomou-o consigo, juntamente com Tiago e João, subiu a um alto monte, e ali se mostrou aos três numa luz nova e extraordinária: o seu rosto resplandeceu como o sol e apareceram Moisés e o profeta Elias a conversar com Ele. O próprio Pai, de uma nuvem luminosa, fez ouvir a Sua voz, convidando-os a escutar Jesus, o Seu Filho predileto. Diante desta surpreendente experiência, Pedro não queria ir-se embora, e exclamou:

«Senhor, que bom é nós estarmos aqui!» (Mt 17,4)

Jesus convidou os seus amigos mais chegados para viverem uma experiência inesquecível, para que a guardassem sempre no seu íntimo. 

Talvez também nós tenhamos experimentado com maravilha e emoção a presença e a ação de Deus na nossa vida, em momentos de alegria, paz e luz que desejávamos que nunca terminassem. É frequente experimentarmos estes momentos juntamente com outras pessoas ou graças a elas. De facto, o amor recíproco atrai a presença de Deus, porque, como Jesus prometeu: «Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estarei no meio deles» (Mt 18, 20). Muitas vezes, nestes momentos de intimidade, Ele faz-nos ver quem nós somos e ler os acontecimentos através do Seu olhar.

Estas experiências são-nos concedidas para termos a força de enfrentar as dificuldades, as provas e o cansaço que encontramos no caminho, tendo no coração a certeza de ter sido olhados por Deus, que nos chamou para fazer parte da história da salvação.

De facto, depois de descerem do monte, os discípulos seguiram juntos para Jerusalém, onde os esperava uma multidão cheia de esperança, mas também ciladas, confrontos, ódio e sofrimentos. Dali «serão dispersos e enviados aos confins da terra para serem testemunhas da nossa morada definitiva, o Reino» de Deus [T. Radcliffe, OP, Segunda meditação aos participantes na Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, Sacrofano, 1 de outubro de 2023.]

Puderam começar a construir, já nesta vida, a casa de Deus entre os homens, porque estiveram em casa com Jesus sobre o monte.

«Senhor, que bom é nós estarmos aqui!» (Mt 17,4)

«Levantai-vos e não tenhais medo» (Mt 17,7), foi o convite de Jesus no final desta extraordinária experiência. É-nos dirigido também a nós. Como os seus discípulos e amigos, poderemos enfrentar com coragem aquilo que nos espera.

Foi o que aconteceu também a Chiara Lubich. Estava a terminar um período de férias tão rico de luz que foi designado o paraíso de 1949, devido à perceção da presença de Deus na pequena comunidade com quem transcorria esse tempo de repouso e à extraordinária contemplação dos mistérios da fé. Também ela sentia o desejo de não regressar à vida de todos os dias. Fê-lo com um novo ímpeto, porque compreendeu que, precisamente por essa experiência de iluminação, devia descer do monte e colocar-se em ação como instrumento de Jesus na realização do seu Reino, injetando o Seu amor e a Sua luz onde eram mais necessários, mesmo através de fadiga e de sofrimentos.

«Senhor, que bom é nós estarmos aqui!» (Mt 17,4)

Mas, se porventura nos vier a faltar a luz, devemos voltar com o coração e com a mente aos momentos em que o Senhor nos iluminou. Se ainda não tivermos feito a experiência da sua proximidade, procuremo-la. Será preciso fazer o esforço de subir ao monte para ir ao Seu encontro no próximo, para O adorar nas nossas igrejas, e também para O contemplar na beleza da natureza. 

Porque Ele está sempre ali para nós: basta que caminhemos com Ele e, fazendo silêncio, nos coloquemos humildemente à escuta, tal como Pedro, João e Tiago  [Cf. Mt 17, 6.].

terça-feira, 6 de agosto de 2019



1. Ó Cristo, Verbo eterno do Pai,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
2. Ó Cristo, nascido da Virgem,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
3. Ó Cristo, dom para todos os povos da terra,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
4. Ó Cristo, Caminho, Verdade e Vida,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo, 
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
5. Ó Cristo, que nos convida à conversão,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
6. Ó Cristo, imagem perfeita do Pai,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
7. Ó Cristo, Orante perfeito,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
8. Ó Cristo, vestido de Luz e silêncio,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
9. Ó Cristo, alimento inesgotável do Povo cristão,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
10. Ó Cristo, plenamente fiel à Vontade do Pai,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
11. Ó Cristo, cruxificado na árvore da Vida,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
12. Ó Cristo, fonte inesgotável do perdão,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
13. Ó Cristo, Abandonado pelo Pai no alto da Cruz,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
14. Ó Cristo, de cujo lado saiu sangue e água,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
15. Ó Cristo, Primeiro clarão da aurora,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
16. Ó Cristo, Primeiro nascido dos mortos,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
17. Ó Cristo, que com o Pai e o Espírito Santo nos habitais,
   Senhor Transfigurado no Monte Santo,
   para Vós voltamos o nosso olhar,
   Beleza que nos transfigura.
Borba, 6 de Agosto de 2014

segunda-feira, 5 de agosto de 2019


A caminho da Festa da Transfiguração do Senhor
9º Dia - 05.08.2019
“O Evangelho diz que, ao lado de Jesus transfigurado, «apareceram Moisés e Elias a conversar com Ele» (Mt 17, 3); Moisés e Elias, figuras da Lei e dos Profetas. Foi então que Pedro, extasiado, exclamou: «Senhor, é bom estarmos aqui. Se quiseres, farei aqui três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias» (Mt 17, 4). Mas santo Agostinho comenta, dizendo que nós dispomos de uma única morada: Cristo; Ele «é a Palavra de Deus, Palavra de Deus na Lei, Palavra de Deus nos Profetas». Com efeito, o próprio Pai proclama: «Eis o meu Filho muito amado, em quem pus todo o meu enlevo; escutai-O!» (Mt 17, 5). A Transfiguração não é uma transformação de Jesus, mas sim a revelação da sua divindade, «a íntima compenetração do seu ser com Deus, que se torna pura luz. No seu ser um só com o Pai, o próprio Jesus é Luz da Luz». Contemplando a divindade do Senhor, Pedro, Tiago e João são preparados para enfrentar o escândalo da cruz, como se entoa num antigo hino: «Sobre o mundo, Te transfiguraste, e os Teus discípulos, na medida que lhes era possível, contemplaram a Tua glória a fim de que, vendo-Te crucificado, compreendessem que a Tua paixão era voluntária e anunciassem ao mundo que Tu és verdadeiramente o esplendor do Pai».
Caros amigos, também nós participamos desta visão e desta dádiva sobrenatural, reservando espaço à oração e à escuta da Palavra de Deus. Invoquemos a Virgem Maria, a fim de que nos ajude a ouvir e seguir sempre o Senhor Jesus, até à paixão e à cruz, para participar também da sua glória.
Bento XVI, «Angelus», 20 de Março de 2011

Deus eterno e omnipotente,
que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito
confirmastes os mistérios da fé
com o testemunho da Lei e dos Profetas
e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita,
fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho,
mereçamos participar na sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ámen.

domingo, 4 de agosto de 2019


A caminho da Festa da Transfiguração do Senhor
8º Dia - 04.08.2019

Jesus «tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os em particular, a um alto monte. Transfigurou-Se diante deles: o Seu rosto resplandeceu como o Sol, e as Suas vestes tornaram-se brancas como a luz» (Mt 17, 1-2). Segundo os sentidos, a luz do sol é a mais intensa que se conhece na natureza, mas segundo o espírito, os discípulos viram, por pouco tempo, um esplendor ainda mais intenso, o da glória divina de Jesus, que ilumina toda a história da salvação. São Máximo, o Confessor, afirma que «as vestes que se tornaram brancas tinham o símbolo das palavras da Sagrada Escritura, que se tornam claras, transparentes e luminosas»em Jesus Cristo.
Bento XVI, «Angelus», 20 de Março de 2011

Deus eterno e omnipotente,
que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito
confirmastes os mistérios da fé
com o testemunho da Lei e dos Profetas
e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita,
fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho,
mereçamos participar na sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ámen.

sábado, 3 de agosto de 2019


A caminho da Festa da Transfiguração do Senhor
7º Dia - 03.08.2019

“A montanha do Tabor como o Sinai é o lugar da proximidade com Deus. É o espaço elevado, em relação à existência quotidiana, .... . É o lugar da oração, no qual estar na presença do Senhor, ... . A Transfiguração é um acontecimento de oração: rezando, Jesus imerge-se em Deus, une-se intimamente a Ele, adere com a própria vontade humana à vontade de amor do Pai, e assim a luz invade-o e torna-se visível a verdade do seu ser: Ele é Deus, Luz da Luz. Também a veste de Jesus se torna branca e resplandecente. Isto faz pensar no Baptismo, na veste branca que os neófitos traziam. Quem renasce no Baptismo é revestido de luz antecipando a existência celeste, que o Apocalipse representa com o símbolo das vestes brancas (cf. Ap 7, 9.13). Encontra-se aqui o ponto central: a transfiguração é antecipação da ressurreição, mas esta pressupõe a morte. Jesus manifesta aos Apóstolos a sua glória, para que tenham a força de enfrentar o escândalo da cruz e compreendam que é preciso passar através de muitas tribulações para alcançar o Reino de Deus. A voz do Pai, que ressoa do alto, proclama Jesus seu Filho predilecto como no Baptismo no Jordão, acrescentando: «Ouvi-O» (Mt 17, 5). Para entrar na vida eterna é preciso ouvir Jesus, segui-lo pelo caminho da cruz, levando no coração como Ele a esperança da ressurreição. «Spe salvi», salvos na esperança. Hoje podemos dizer: «Transfigurados na esperança»”.
Bento XVI, «Angelus», 17 de Fevereiro de 2008

Deus eterno e omnipotente,
que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito
confirmastes os mistérios da fé
com o testemunho da Lei e dos Profetas
e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita,
fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho,
mereçamos participar na sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ámen.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019


A caminho da Festa da Transfiguração do Senhor
6º Dia - 02.08.2019
Na Transfiguração “Jesus, …, «toma consigo» a alguns discípulos …, para introduzi-los no conhecimento do mistério da sua pessoa e na arte da relação com Deus. … Na solidão e no silêncio daquele «retiro» sucede algo divino: a luz que envolve a Jesus revela a condição divina do homem Jesus”.
ENZO BIANCHI, “Escuchad al Hijo amado, en él se cumple la Escritura - Ciclo B”, Ediciones Sigueme, Salamanca, 2011, pg. 207

Deus eterno e omnipotente,
que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito
confirmastes os mistérios da fé
com o testemunho da Lei e dos Profetas
e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita,
fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho,
mereçamos participar na sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ámen.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019


A caminho da Festa da Transfiguração do Senhor
5º Dia - 01.08.2019
"...os discípulos apenas viram Jesus e mais ninguém.” (Mt 17, 8). “…apenas Jesus…” (Mt 17, 8), nesta expressão, que conclui a narrativa da Transfiguração encerra-se todo um programa de vida. É óbvio que, “…apenas Jesus…” (Mt 17, 8) não significa que possamos deixar de lado o Pai e o Espírito Santo e sim que Jesus é o único lugar no qual Deus-Trindade se manifesta operante e plenamente aos homens. Significa que ninguém vai ao Pai a não ser por meio d’Ele, por meio de Jesus (cf. Jo 14, 6). “Apenas Jesus…” (Mt 17, 8), os pensamentos, projectos e preocupações inúteis voam para longe, fazendo-se no coração um profundo silêncio e uma paz profunda (cf. CANTALAMESSA, Raniero, “O Mistério da Transfiguração”, Edições Loyola, São Paulo, 2001, pgs. 36-37), porque habitado por Deus, Aquele Deus de que temos “absoluta necessidade”, de que temos uma “sede abrasante”.

Deus eterno e omnipotente,
que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito
confirmastes os mistérios da fé
com o testemunho da Lei e dos Profetas
e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita,
fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho,
mereçamos participar na sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ámen.

quarta-feira, 31 de julho de 2019


A caminho da Festa da Transfiguração do Senhor
4º Dia - 31.07.2019
O Mistério do Monte Tabor é a bússola, a nossa pérola preciosa, o nosso tesouro escondido no campo (cf. Lc 12,33-34). O episódio da Transfiguração do Senhor, projeta uma luz deslumbrante sobre a nossa vida diária e leva-nos a dirigir a vida, os afetos a mente, tudo o que somos e temos ao destino imortal que este facto encerra.
Cf. Beato Paulo VI, «Angelus» da Festa da Transfiguração do Senhor de 6 de Agosto de 1978, preparado para os fiéis peregrinos em Castelgandolfo e que a greve doença o impediu de pronunciar, tendo o Santo Padre descansado na paz do Senhor às 21h40m do mesmo dia

Deus eterno e omnipotente,
que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito
confirmastes os mistérios da fé
com o testemunho da Lei e dos Profetas
e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita,
fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho,
mereçamos participar na sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ámen.

terça-feira, 30 de julho de 2019


A caminho da Festa da Transfiguração do Senhor
3º Dia - 30.07.2019
“No cume do Tabor, durante uns instantes, Cristo levanta o véu que oculta o resplendor da sua divindade e manifesta-se a testemunhas escolhidas como é realmente, o Filho de Deus, resplendor da glória do Pai e imagem fiel da sua substância (cf. Heb 1, 3), mas ao mesmo tempo desvela o destino transcendente da nossa natureza humana que Ele tomou para nos salvar, destinada esta (por ter sido redimida pelo Seu sacrifício de amor irrevogável) a participar na plenitude da vida, “na herança dos santos na luz” (Col 1, 12)”.
Beato Paulo VI, «Angelus» da Festa da Transfiguração do Senhor de 6 de Agosto de 1978, preparado para os fiéis peregrinos em Castelgandolfo e que a greve doença o impediu de pronunciar, tendo o Santo Padre descansado na paz do Senhor às 21h40m do mesmo dia.

Deus eterno e omnipotente,
que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito
confirmastes os mistérios da fé
com o testemunho da Lei e dos Profetas
e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita,
fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho,
mereçamos participar na sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ámen.

segunda-feira, 29 de julho de 2019


A caminho da Festa da Transfiguração do Senhor
2º Dia - 29.07.2019
O Tabor, não consiste num simples retorno imaginativo, fantasioso e poético a um lugar geográfico, ele é antes de tudo, uma forma muito real e concreta de viver em Deus, de mergulhar no Seu Coração, de contemplar o Seu Rosto e de permitir que ele plasme em nós a Sua Imagem, conforme a nossa vida com a Sua, nos transforme verdadeira e activamente em Sua “imagem e semelhança” (cf. Gn 1, 26-28), de forma a podermos dizer com São Paulo: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20).
Todos os baptizados, procuramos fazer a experiência viva de Cristo, o Verbo da Vida: vê-lO com os olhos, escutá-lO com os ouvidos e tocá-lO com as mãos (cf. 1 Jo 1,1). Este, é, contudo, um caminho de fé: “O rosto, que os Apóstolos contemplaram depois da ressurreição, era o mesmo daquele Jesus com quem tinham convivido cerca de três anos e que agora os convencia da verdade incrível da sua nova vida, mostrando-lhes «as mãos e o lado» (Jo 20,20). Certamente não foi fácil acreditar. Os discípulos de Emaús só acreditaram no fim dum penoso itinerário do espírito (cf. Lc 24,13-35). O apóstolo Tomé acreditou apenas depois de ter constatado o prodígio (cf. Jo 20, 24-29)” (NMI, 19)

Deus eterno e omnipotente,
que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito
confirmastes os mistérios da fé
com o testemunho da Lei e dos Profetas
e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita,
fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho,
mereçamos participar na sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
Ámen.

domingo, 28 de julho de 2019


A caminho da Festa da Transfiguração do Senhor
1º Dia - 28.07.2019
No mistério da Transfiguração, a Igreja não celebra apenas a Transfiguração de Cristo, mas também a sua própria: “…transformai-vos pela renovação de vosso espírito” (Rm 12, 2).
Contemplando, em Cristo Transfigurado, a glória Divina, tornamo-nos o espelho em que Cristo gosta de reflectir essa mesma glória Divina. Pois contemplando, reflectimos aquilo que contemplamos: “Permanecendo simples e amorosamente na Sua presença para que possa reflectir em nós a Sua própria imagem como se reflecte o sol no límpido cristal” (Santa Isabel da Santíssima Trindade). Tornamo-nos naquilo que contemplamos. Contemplando, somos transfigurados na imagem que contemplamos. Contemplando Cristo, nós nos tornamos semelhantes a Ele, conformamo-nos a Ele, fazemo-nos um só espírito com Ele (cf. Regra (OIC) de Júlio II, 30), consentimos que o Seu mun­do, os Seus propósitos e os Seus sentimentos, a Sua vida se imprimam em nós, que substituam os nossos pensamentos, propósitos e sentimentos… a nossa vida, tornando-nos assim semelhantes a Ele, como diz São João da Cruz “… tenha sempre a alma o desejo contínuo de imitar a Cristo em todas as coisas, conformando-se à sua vida que deve meditar para saber imitá-la e agir em todas as circunstâncias como ele próprio agiria" (São João da Cruz). Contemplando o Seu “Rosto” vamo-nos deixando, por Ele, “despir das obras das trevas e revestir das armas da luz” (Rm 13, 12), com vista a dizer com o apóstolo Paulo: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20) e “… para mim, viver é Cristo…” (Fl 2, 21)

Deus eterno e omnipotente,
que na gloriosa transfiguração do vosso Filho Unigénito
confirmastes os mistérios da fé
com o testemunho da Lei e dos Profetas
e de modo admirável anunciastes a adopção filial perfeita,
fazei que, escutando a palavra do vosso amado Filho,
mereçamos participar na sua glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Ámen.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Transparência do Rosto de Deus
“… concedei-nos a graça de aspirarmos sempre às coisas do alto…” (da Oração Colecta da Solenidade da Assunção de Nª Srª), “… fazei que os nossos corações, inflamados na caridade, se dirijam continuamente para Vós...” (Oração Sobre as Oblatas da Solenidade da Assunção de Nª Srª), “O templo de Deus abriu-se no Céu ... Apareceu no Céu um sinal grandioso: ... E apareceu no Céu outro sinal: … A cauda arrastava um terço das estrelas do céu … E ouvi uma voz poderosa que clamava no Céu: ...” (cf. Ap 11, 19a; 12, 1-6a.10ab).
Aos mais distraído, pode parecer que os textos da Missa da Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Santa Maria, convidam a comunidade cristã a assumir uma atitude de alienação frente à vida: “aspiremos às coisas do alto”, “que os nossos corações se dirijam continuamente para Vós”, “Céu… Céu… Céu… Céu e Céu…”.
Mas de facto, não é assim… A necessidade absoluta de Deus e das “coisas” do alto que, o Bom Deus plantou no nosso coração e que, a solenidade da Assunção de Nossa Senhora nos convida a valorizar, alimentar e fazer crescer, não nos aliena. Pelo contrário, mergulhando em Deus e na Sua vida, o nosso olhar purifica-se de interesses mesquinhos e humanos, passamos a ver com os olhos do próprio Deus, o que nos torna mais sensíveis às dores e necessidades da Terra. O que faz de cada cristão, gente mais solidária, gente em quem desabrocha uma necessidade absoluta de se empenhar na construção de um mundo melhor, mais humano, mais luminoso e belo. De um mundo que seja transparência do Rosto de Deus.
De Maria, aprendamos a ser e viver assim… pois, o Seu canto do Magníficat brota de um coração e de uma vida completamente encantados, enamorados, necessitados e cheios do Deus de quem é Filha, Mãe e Esposa.
Contudo e, mesmo se, como o girassol, não pode viver e deixar de nutrir-se de Deus Seu Salvador que poisou sobre ela o Seu Olhar (cf. Lc 1, 48), “pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha” (Lc 1, 39) e “ficou junto de Isabel cerca de três meses” (Lc 1, 56) para lhe valer, a aliviar e servir.
Maria, foi certamente o modelo e fonte de inspiração do Beato Domingos de Borba. Deixando-se aprisionar por uma necessidade absoluta de Deus, permitiu que a Graça lhe dilatasse o coração à medida do universo, por isso se lançou na “divina aventura” de partir para o Brasil, pois não conseguia conter o que lhe ia no coração e deixar de dizer a todos que Deus os ama, mesmo correndo o risco de dar a vida, por causa do Evangelho, como veio a verificar-se.
Maria, foi certamente o modelo e fonte de inspiração da Serva de Deus Madre Isabel Caldeira. Tendo-se alimentado com o Pão dos Anjos, permitiu que a Graça lhe plantasse no coração uma “gostosa fome” que a levou a dar-se e gastar-se por inteiro aos serviço dos mais pobres dos pobres, reconhecendo neles o rosto de Deus e sendo junto deles presença maternal da “Toda Pura”.
Maria, foi certamente o modelo e fonte de inspiração de Santa Beatriz da Silva. Deixando-se encantar pela Beleza absoluta de Deus, permitiu que a Graça a chamasse e levasse ao deserto para a desposar e lhe falar ao coração (cf. Os 2, 16), vivendo escondida e oculta, procurando a Deus e cantando os seus louvores, reproduzindo na sua vida, a vida da Imaculada, oferecendo a sua vida como oblação ao Deus Uno e Trino, em favor da inteira cidade humana. Viveu gritando a todos, a partir do silêncio do claustro que, Deus é o segredo, o tesouro escondido no campo, a pérola preciosa (cf. Mt 13, 44-46) pelos quais vale a pena deixar tudo. Absolutamente tudo. Tornando-se assim, fonte de graça para todos.
Virgem elevada ao Céu em Corpo e alma,
fazei que, “aspiremos às coisas do alto”,
mergulhemos no seio da Trindade que nos habita
e, purificado o nosso olhar, passemos a ver com os olhos de Deus
e nos lancemos apressadamente pelos caminhos do mundo,
empenhando-nos na construção de um mundo melhor,
mais humano, mais luminoso e belo.
De um mundo que seja transparência do Rosto de Deus
de que Sois Filha, Mãe e Esposa.
Ámen.
Borba, 14 de Agosto de 2012
P. Marcelino José Moreno Caldeira

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Na Transfiguração
“Jesus, …, «toma consigo» a alguns discípulos …,
para introduzi-los no conhecimento do mistério da sua pessoa
e na arte da relação com Deus. …
Na solidão e no silêncio daquele «retiro»
sucede algo divino:
a luz que envolve a Jesus
revela a condição divina do homem Jesus.”
ENZO BIANCHI,
"Escuchad al Hijo amado, en él se cumple la Escritura - Ciclo B",
Ediciones Sigueme, Salamanca, 2011, pg. 207

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Vida de oração como a de Jesus,
onde bebem todos os que têm sede de Deus.

1ª Parte



2ª Parte



3ª Parte



Mosteiro de Cristo Orante - Argentina

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

"... o forte desejo de entrar em união de vida com Deus, abandonando tudo o demais, tudo aquilo que impede esta comunhão e deixando-se aprisionar do imenso amor de Deus para viver só deste amor.
... vós haveis encontrado o tesouro escondido, a pérola de grande valor (cf. Mt 13, 44-46), haveis respondido com radicalidade ao convite de Jesus: "Se queres ser perfeito, vai, vende aquilo que possuis, dá-o aos pobres e terá um tesouro no céu, depois vem e segue-me!" (Mt 19, 21).
O monge, deixando tudo, por assim dizer "arrisca-se": expõe-se à solidão e ao silêncio para não viver de outra coisa que do essencial, e vivendo no essencial encontra uma profunda comunhão com os irmãos, com cada homem.

... vós que viveis num voluntário isolamento, estais na realidade no coração da Igreja, e fazeis circular nas suas veias o sangue puro da contemplação e do amor de Deus."
Bento XVI, «Celebração de Vésperas»
na Igreja da Cartuxa da Serra de São Bruno (9 de Outubro de 2011)

Tradução do Italiano ao Português da responsabilidade do autor deste blog.