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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Jer 18, 1-6
Palavra que o Senhor dirigiu ao profeta Jeremias: «Levanta-te e desce à casa do oleiro; ali te farei ouvir as minhas palavras». Eu desci à casa do oleiro e encontrei-o a trabalhar na roda. Quando o vaso que ele estava a moldar não saía bem, como acontece com o barro nas mãos do oleiro, ele começava de novo e fazia outro vaso, como lhe parecia melhor. Então o Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo: «Não poderei Eu tratar-vos como este oleiro, ó casa de Israel? – diz o Senhor –. Como o barro nas mãos do oleiro, assim estais vós na minha mão, ó casa de Israel».

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Eis a voz do meu amado! Ele aí vem, transpondo os montes, saltando sobre as colinas. O meu amado é semelhante a uma gazela ou ao filhinho da corça. Ei-lo detrás do nosso muro, a olhar pela janela, a espreitar através das grades. O meu amado ergue a voz e diz-me: «Levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem. Já passou o inverno, já se foram e cessaram as chuvas. Desabrocharam as flores sobre a terra; chegou o tempo das canções e já se ouve nos nossos campos a voz da rola. Na figueira começam a brotar os primeiros figos e a vinha em flor exala o seu perfume. Levanta-te, minha amada, formosa minha, e vem. Minha pomba, escondida nas fendas dos rochedos, ao abrigo das encostas escarpadas, mostra-me o teu rosto, deixa-me ouvir a tua voz. A tua voz é suave e o teu rosto é encantador».
(Cant 2, 8-14)

domingo, 19 de dezembro de 2010

REZAR COM OS SALMOS...
Salmo 111 (112)
Sentido Inicial
Este salmo descreve a vida e o modo de agir do homem justo, e a felicidade que daí lhe advém, nos três domínios fundamentais da vida: a posteridade, a riqueza para distribuir pelos pobres, a vitória sobre os inimigos.
Esse homem é fiel a Deus e ama os seus preceitos (1), é generoso (3. 9), usa de misericórdia para com os outros e em tudo procede com justiça (4-5). As bênçãos desta vida enchê-lo-ão de paz: ele e seus filhos serão poderosos (2), terá riquezas (3), viverá em segurança (6-7), será um homem de fé e verá os adversários confundidos (8), e ao partir deste mundo deixará atrás de si memória eterna (6), apesar da inveja e indignação dos ímpios (10).
Sentido actual
A tradição interpretou este salmo como cântico vespertino a Jesus Cristo, 0 Justo segundo o coração de Deus, «que andou de lugar em lugar, fazendo 0 bem» (Act 10, 38), luz nas trevas, misericórdia, compaixão e bondade do Pai, e hino de louvor aos santos que, depois d'Ele, procedem «como filhos da luz, cujo fruto consiste na bondade, na justiça e na verdade» (Ef 5, 8-9).
Rezado na hora em que o sol desaparece, ele evoca a felicidade daqueles que, pela sua comunhão com Cristo, são herdeiros das bênçãos da nova aliança, e lembra a recompensa dos santos e o seu destino glorioso, ideia tradicional do domingo, chamado pelos Padres o oitavo dia, figura da eternidade feliz.
O homem que, pela sua generosidade, imita a generosidade divina, realiza a palavra de Jesus: «Sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste» (Mt 5,48). A ele se refere São Paulo, quando escreve: «Cada um dê como dispôs em seu coração, sem tristeza nem constrangimento, pois Deus ama quem dá com alegria. E Deus tem poder para vos cumular de toda a espécie de graça, para que, tendo sempre e em tudo quanto vos é necessário, ainda vos sobre para as boas obras de todo o género. Como está escrito: "Distribuiu, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre". Aquele que dá a semente ao semeador e o pão em alimento, também vos dará a semente em abundância e multiplicará os frutos da vossa justiça. Assim, sereis enriquecidos em tudo, para exercer toda a espécie de generosidade que suscitará, por nosso intermédio, a acção de graças a Deus» (2 Cor 9, 7-11).
Salmo 111 (112)
1 Feliz o homem que teme o Senhor *
e ama ardentemente os seus preceitos.
2 A sua descendência será poderosa sobre a terra, *
será abençoada a geração dos justos.
3 Haverá em sua casa abundância e riqueza, *
a sua generosidade permanece para sempre.
4 Brilha aos homens rectos, como luz nas trevas, *
o homem misericordioso, compassivo e justo.
5 Ditoso o homem que se compadece e empresta *
e dispõe das suas coisas com justiça.
6 Este jamais será abalado, *
o justo deixará memória eterna.
7 Ele não receia más notícias, *
seu coração está firme, confiado no Senhor.
8 O seu coração é inabalável, nada teme, *
e verá os adversários confundidos.
9 Reparte com largueza pelos pobres, *
a sua generosidade permanece para sempre e pode levantar a cabeça com altivez.
10 Ao vê-lo, o ímpio fica indignado, *
range os dentes e desfalece: os desejos dos ímpios saem frustrados.
Comentário de Santo Agostinho
«A Igreja é, de maneira mais perfeita, o corpo de Cristo. Aquele que é a sua cabeça subiu ao céu. Ele é por excelência a pedra viva, a pedra angular, da qual Pedro disse: Aproximai-vos d'Ele, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus. Também vós, como pedras vivas, entrais na construção de um edifício espiritual, em função de um sacerdócio santo, cujo fim é oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, por Jesus Cristo.
Aquele que quiser tornar-se uma pedra viva, adaptada a tal edificio, deve compreender espiritualmente como é que o templo se levanta sobre as ruínas do primeiro Adão, e como renasce um povo novo, segundo o homem novo e celeste, já não à imagem do homem terrestre mas d' Aquele que está no céu.
Em Cristo ressuscitado nós podemos, depois das etapas desta vida, após o longo cativeiro do nosso exílio, construir uma morada já não perecível mas solidamente estabelecida, para durar sempre, a Jerusalém espiritual.
Isso faz dizer ao Apóstolo: O templo de Deus é santo, e vós sois esse templo. Entremos, portanto, como uma pedra viva no templo em construção, para escapar a este mundo que cai em ruínas, e fazer parte da cidade santa e definitiva. Então, não apenas a nossa voz mas também a nossa vida cantará o salmo.
O acabamento do edifício será uma paz inefável e a sabedoria que começa pelo temor de Deus. Comece, pois, por este temor, aquele que, pela sua conversão, quer entrar no edifício de Deus: Feliz o homem que teme ao Senhor e ama ardentemente os seus preceitos».
Oração Sálmica
Senhor misericordioso, compassivo e justo, que repartis com largueza pelos pobres, concedi-nos a abundância e a riqueza da vossa casa, para que seja abençoada a geração dos justos e a generosidade do vosso Filho permaneça para sempre. Por Nosso Senhor...
in Saltério Litúrgico,
Secretariado Nacional de Liturgia / G.C. Gráfica de Coimbra Ldª, pgs 715-719

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

REZAR COM OS SALMOS...
Sentido Inicial
Este salmo é mais um dos que cantavam os peregrinos que subiam a Jerusalém. Trata-se de uma acção de graças pela libertação de grandes perigos, impossíveis de identificar, mas provavelmente posteriores ao exílio. Seja como for, podemos continuar a rezá-lo em situações semelhantes.
Começa por um condicional irreal: Se o Senhor não estivesse connosco. O povo de Deus, libertado dum grave perigo, descreve o que lhe teria acontecido se Deus o não tivesse ajudado (1-5). Porém, graças à intervenção do Senhor, o perigo passou, pelo que o salmista dá graças a Deus pela libertação e afirma que só no Senhor está a sua protecção (6-8).
Sentido Actual
Esta é a oração dos pobres de Deus que, ao findar de mais um dia, dão graças pela protecção de que se sentiram objecto. Se o Senhor não estivesse connosco, teríamos sido devorados vivos, as águas ter-nos-iam ajogado. Mas Jesus Cristo foi o nosso companheiro de jornada, e porque Ele bebeu da torrente do sofrimento, a nossa vida escapou como um pássaro, quebrou-se a armadilha e nós ficámos livres. O nosso auxílio vem do Senhor. Bendito seja Deus para sempre.
Podemos imaginar Jesus a pronunciar este condicional irreal: Se o Pai não Me tivesse feito ressuscitar, o túmulo ter-me-ia devorado vivo. Podemos imaginar Paulo a dizer: Se eu não tivesse, por Jesus Cristo, vencido a morte, a torrente teria passado sobre mim.
«Nada temas ... , porque Eu estou contigo e ninguém porá as mãos em ti para te fazer mal» (Act 18, 9-10), disse Jesus a Paulo. Ele acreditou e saiu vencedor de todos os perigos: «Cinco vezes fui açoitado, três vezes flagelado, uma vez apedrejado, três vezes naufraguei, e passei uma noite e um dia no alto mar. Viagens a pé sem conta, perigos nos rios, perigos de salteadores, perigos da parte dos meus irmãos de raça, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos da parte dos falsos irmãos! Trabalhos e duras fadigas, muitas noites sem dormir, fome e sede, frequentes jejuns, frio e nudez» (2 Cor 11, 24-27). Mas nenhum perigo lhe fez mal. A mão do Senhor protegeu-o. E ele pode dizer com toda a verdade: «Sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias, por Cristo. Pois quando sou fraco, então é que sou forte» (2 Cor 12, 10).
Salmo 123 (124)
1 Se o Senhor não estivesse connosco, *
que o diga Israel,
2 se o Senhor não estivesse connosco, *
os homens que se levantaram contra nós
3 ter-nos-iam devorado vivos, *
no furor da sua ira.
4 As águas ter-nos-iam afogado, *
a torrente teria passado sobre nós;
5 sobre nós teriam passado *
as águas impetuosas.
6 Bendito seja o Senhor, *
que não nos abandonou como presa dos seus dentes.
7 A nossa vida escapou como pássaro *
do laço dos caçadores:
quebrou-se a armadilha *
e nós ficámos livres.
8 A nossa protecção está no nome do Senhor, *
que fez o céu e a terra.
Comentário de Santo Agostinho
«Já sabeis, irmãos caríssimos, que um cântico gradual é o cântico da nossa ascensão, não a montanha, mas no fervor do nosso coração. Quer seja um só que o cante, quer seja cantado por vários, não formam mais que um só homem, reunido em Cristo, de quem todos os cristãos são membros. E que cantam eles? Que cantam os membros de Cristo? Eles amam, e o amor faz cantar, o amor eleva. Às vezes cantam na tribulação, outras vezes na alegria, mas sempre com esperança: a nossa provação é na vida presente, a nossa esperança no mundo futuro. A nossa alegria, irmãos, ainda não nasce da posse, mas da esperança. Porém, a nossa esperança é tão segura que já parece realidade perfeita, porque repousa sobre a promessa d' Aquele que é a verdade, que não pode enganar-Se nem enganar. Estamos cheios de alegria ao cantar este salmo: os membros de Cristo cantam-no na alegria. E quem pode exultar aqui na terra, a não ser em esperança, como dissemos? Seja firme a nossa esperança e esfuziante a nossa alegria. Os que cantam não nos são estranhos, e não podemos dizer que não descobrimos no salmo a nossa própria voz. Escutai o salmo, como se vos ouvísseis a vós mesmos; escutai o salmo, como se vos contemplásseis no espelho das Escrituras. Quando olhas para as Escritura como se fossem um espelho, o teu rosto alegra-se. Ao veres que és semelhante, pela alegria da esperança, a certos membros de Cristo que cantaram este salmo, também tu te encontrarás entre eles, e por tua vez o cantarás. Porque cantam eles na alegria? Porque escaparam ao perigo. A esperança fá-los cantar. Alguns membros do nosso corpo podem cantar este salmo com toda a verdade. São os mártires. Já libertados, alegram-se em Cristo».
Oração Sálmica
Senhor Jesus, que predissestes aos vossos discípulos que seriam odiados por causa do vosso nome, mas que nem um só cabelo da sua cabeça se perderia, concedei-nos na provação da vida a protecção do Espírito Santo e a alegria da sua consolação, para que, livres dos laços do caçador, exaltemos para sempre o vosso nome. Vós que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Ámen.
in Saltério Litúrgico,
Secretariado Nacional de Liturgia / G.C. Gráfica de Coimbra Ldª, pgs 556-559

sábado, 4 de dezembro de 2010

REZAR COM OS SALMOS...
Sentido Inicial
Cada versículo desta estrofe do salmo 118 é uma súplica. Os quatro primeiros pedem ao Senhor a sua luz e a sua presença para discernir correctamente o caminho a tomar, e para o seguir fielmente e com alegria: ensinai-me o caminho dos vossos decretos; dai-me entendimento e coração; conduzi-me pela senda dos vossos mandamentos (33-36). Os quatro últimos são sobretudo um pedido de socorro: desviai os meu olhos das vaidades, afastai de mim a afronta que me atemoriza e, por duas vezes, fazei-me viver (37-40).

Sentido Actual
No Pai Nosso, Jesus ensinou-nos a pedir ao Pai: «Seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu» (Mt 6, 10). A vontade de Deus é que o homem seja santo e viva. Jesus foi santo e vive para sempre na glória do Pai. Ninguém como Ele colocou toda a sua vida ao serviço da vontade de Deus. O Pai conduziu-O pelo caminho dos mandamentos. Essa graça pede-a agora a Igreja para todos os fiéis e para todos os homens.
Salmo 118 (119), 33-40
33 Ensinai-me, Senhor, o caminho dos vossos decretos, *
para ser fiel até ao fim.
34 Dai-me entendimento para guardar a vossa lei *
e para a cumprir de todo o coração.
35 Conduzi-me pela senda dos vossos mandamentos, *
pois nela estão as minhas delícias.
36 Inclinai o meu coração para as vossas ordens *
e não para o vil interesse.
37 Desviai os meus olhos das vaidades *
e fazei-me viver nos vossos caminhos.
38 Cumpri a promessa feita ao vosso servo, *
destinada aos que Vos temem.
39 Afastai de mim a afronta que me atemoriza, *
pois são agradáveis os vossos juízos.
40 Vede como amo os vossos preceitos, *
fazei-me viver segundo a vossa justiça.
Comentário de Santo Agostinho
«Eis como o salmista quer que o Senhor grave a lei dentro de si, não em tábuas de pedra, como se fez aos rebeldes do Antigo Testamento, mas como se escreve nos corações e se grava pelo Espírito Santo, dedo de Deus, na mente dos filhos santos da Jerusalém do alto, dos filhos da promessa e da herança eterna, não para a guardarem na memória e a descuidarem na vida, mas para a conhecerem entendendo-a e a praticarem amando-a, na amplidão do amor e não na estreiteza do temor.
Quem cumpre a lei por temor e não por amor, sem dúvida que a cumpre obrigado. Aquele que cumpre a lei por ser obrigado, se pudesse não a cumpria, e por isso não é amigo da lei mas antes seu inimigo. Não se purifica ao cumpri-la, porque é impuro no querer».
Oração Sálmica
Ensinai-nos, Senhor, a cumprir de todo o coração a vossa vontade, para desviarmos na terra os olhos das vaidades e contemplarmos no céu as delícias eternas. Por Nosso Senhor...
in Saltério Litúrgico,
Secretariado Nacional de Liturgia / G.C. Gráfica de Coimbra Ldª, pgs 256-258

quarta-feira, 3 de março de 2010

2 Só em Deus descansa a minha alma,
d’Ele me vem a salvação.
3 Ele é meu refúgio e salvação,
minha fortaleza: jamais serei abalado.
4 Até quando investireis, vós todos,
contra um homem para o eliminar,
como se fora um muro em ruínas,
parede a desmoronar-se?
5 Pretendem derrubá-lo da sua altura,
comprazem-se na mentira;
abençoam com a boca,
mas amaldiçoam em seu coração.
6 Tu, porém, minha alma, só em Deus descansa;
d’Ele vem a minha esperança.
7 Ele é meu refúgio e salvação,
minha fortaleza: jamais serei abalado.
8 Em Deus está a minha salvação e a minha glória,
o meu abrigo seguro, o meu refúgio está em Deus.
9 Povo de Deus,
em todo o tempo ponde n’Ele a vossa confiança,
desafogai em sua presença os vossos corações: +
Deus é o nosso refúgio.

10 Os homens não passam dum sopro
e de uma mentira os filhos dos homens:
todos juntos na balança,
são mais leves que o fumo.
11 Não confieis na violência nem vos fieis no roubo;
se crescer a riqueza, não lhe entregueis o coração.
12 Uma vez falou Deus e duas ouvi:
a Deus pertence o poder.
Sl 61 (62) 2-12

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

REZAR COM OS SALMOS...
Sentido Inicial
Este salmo é a meditação tranquila de um filho de Israel sobre a lei, semelhante à de um cristão que ama a Virgem e reza o terço.
O salmista parece ser um jovem que pergunta a Deus como há-de ele manter puro o seu caminho. A resposta dá-a ele próprio, dirigindo-se ao Senhor: Guardando as vossas palavras (9).
A partir daí, cada versículo é uma afirmação de fé desse jovem, que procura a Deus e conserva a sua palavra dentro do coração (10-12), a enuncia com os seus lábios e nela sente mais alegria do que em todas as riquezas (13-14), que promete meditá-la e pôr as suas delícias nessa palavra (15-16).
Sentido Actual
Um dia aproximou-se de Jesus um jovem e perguntou-lhe: «Mestre, que hei-de fazer de bom, para alcançar a vida eterna? Jesus respondeu-lhe: Se queres entrar na vida eterna, cumpre os mandamentos» (Mt 19, 16-17). Já fora essa a resposta do jovem salmista, quando a si próprio fizera idêntica pergunta. Os mandamentos são a palavra de Deus, e praticá-los é fonte de felicidade e caminho certo para chegar à vida eterna.
«Se Me amais, guardai os meus mandamentos» (Jo 14, 15), disse Jesus, não só aos jovens, mas a todos os que querem ser seus discípulos. Amar o Senhor é uma graça que se pede e se recebe, e guardar os seus mandamentos também.
Ensinai-nos, Senhor, a guardar a vossa palavra dentro do coração.
Salmo 118, (119) 9-16
Como há-de o jovem manter puro o seu caminho?
Guardando as vossas palavras.
De todo o coração Vos procuro,
não me deixeis afastar dos vossos mandamentos.
Conservo a vossa palavra dentro do coração,
para não pecar contra Vós.
Bendito sejais, Senhor,
ensinai-me os vossos decretos.
Enuncio com os meus lábios
todos os juízos da vossa boca.
Sinto mais alegria em seguir as vossas ordens
do que em todas as riquezas.
Hei-de meditar nos vossos preceitos
e olhar para os vossos caminhos.
Em vossos decretos ponho as minhas delícias,
não hei-de esquecer a vossa palavra.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
como era no princípio, agora e sempre. Ámen.
Comentário de Santo Agostinho
«Guardar as palavras do Senhor é realizar os seus preceitos, pois em vão as guardaríamos na memória se as não guardássemos na vida. Há quem aprenda de memória os preceitos do Senhor para não os esquecer, mas não os ponha em prática na vida para se emendar. O salmista não pergunta como há-de o jovem exercitar a sua memória, mas como há-de manter puro o seu caminho. Não se pode dizer que o caminho é bom quando a vida é má».
Oração Sálmica
Bendito sejais, Senhor Jesus, palavra eterna do Pai, que nos revelais a verdade e nos ensinais o caminho da vida eterna. Vós que sois Deus com o Pai na unidade do Espírito Santo. Ámen.
in Saltério Litúrgico,
Secretariado Nacional de Liturgia / G.C. Gráfica de Coimbra Ldª, pgs 145-147

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Salmo 61 (62), 2-13
Só em Deus descansa a minha alma,
d’Ele me vem a salvação.
Ele é meu refúgio e salvação,
minha fortaleza: jamais serei abalado.
Até quando investireis, vós todos,
contra um homem para o eliminar,
como se fora um muro em ruínas,
parede a desmoronar-se?
Pretendem derrubá-lo da sua altura,
comprazem-se na mentira;
abençoam com a boca,
mas amaldiçoam em seu coração.
Tu, porém, minha alma, só em Deus descansa;
d’Ele vem a minha esperança.
Ele é meu refúgio e salvação,
minha fortaleza: jamais serei abalado.
Em Deus está a minha salvação e a minha glória,
o meu abrigo seguro, o meu refúgio está em Deus.
Povo de Deus,
em todo o tempo ponde n’Ele a vossa confiança,
desafogai em sua presença os vossos corações:
Deus é o nosso refúgio.
Os homens não passam dum sopro
e de uma mentira os filhos dos homens:
todos juntos na balança, são mais leves que o fumo.
Não confieis na violência nem vos fieis no roubo;
se crescer a riqueza, não lhe entregueis o coração.
Uma vez falou Deus e duas ouvi:
a Deus pertence o poder.
A Vós, Senhor, pertence a bondade,
Vós dais a cada um segundo as suas obras.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
como era no princípio, agora e sempre. Ámen.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Escutai, Senhor, a minha oração;
pela Vossa fidelidade, atendei as minhas súplicas;
respondei-me, pela Vossa justiça.
Ergo para Vós as minhas mãos;
como terra seca, a minha alma está sedenta de Vós.
Senhor, respondei-me depressa;
estou prestes a desfalecer!
Não escondais de mim a Vossa face...
Fazei-me sentir desde a manhã, a Vossa bondade,
porque em Vós eu confio.
Mostrai-me o caminho a seguir,
porque para Vós elevo a minha alma.
Livrai-me, Senhor, dos meus inimigos,
porque em Vós me refugio.
Ensinai-me a cumprir a Vossa vontade,
pois Vós sois o meu Deus.
Que o Vosso espírito de bondade
me conduza pelo caminho recto.
Salmo 143 (142) 1.6-8.10

domingo, 14 de junho de 2009

Tu que habitas sob a protecção do Altíssimo *
e moras à sombra do Omnipotente,
diz ao Senhor: «Sois o meu refúgio e a minha cidadela; *

meu Deus, em Vós confio».
Ele te livrará do laço do caçador *
e do flagelo maligno.
Cobrir-te-á com suas penas, *
debaixo de suas asas encontrarás abrigo. †
A sua fidelidade é escudo e couraça.
Não temerás o pavor da noite, *
nem a seta que voa de dia;
nem a epidemia que se propaga nas trevas, *
nem a peste que alastra em pleno dia.
Podem cair mil à tua esquerda, e dez mil à tua direita, *
que tu não serás atingido.
Com teus próprios olhos poderás contemplar *
e ver a paga dos pecadores.

Porque o Senhor é o teu refúgio, *
o Altíssimo a tua fortaleza.
Nenhum mal te acontecerá, *
nem a desgraça se aproximará da tua tenda,
porque Ele mandará aos seus Anjos *
que te guardem em todos os teus caminhos.
Na palma das mãos te levarão *
para que não tropeces em alguma pedra.
Poderás andar sobre víboras e serpentes, *
calcar aos pés o leão e o dragão.
«Porque em Mim confiou, hei-de salvá-lo; *
hei-de protegê-lo, pois conheceu o meu nome.
Quando Me invocar, hei-de atendê-lo, *
estarei com ele na tribulação, †
hei-de libertá-lo e dar-lhe glória.
Favorecê-lo-ei com longa vida *
e lhe mostrarei a minha salvação».
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,
*
como era no princípio, agora e sempre. Amen.
Salmo 90 (91)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Salmo 41 (42), 2-12
Como suspira o veado pelas correntes das águas,
assim minha alma suspira por Vós, Senhor.
Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo:
Quando irei contemplar a face de Deus?
Dia e noite as lágrimas são o meu pão,
enquanto me repetem todo o dia: «Onde está o teu Deus?».
A minha alma estremece ao recordar,
quando passava em cortejo para o templo do Senhor,
entre as vozes de louvor e de alegria
da multidão em festa.
Porque estás triste, minha alma, e desfaleces?
Espera em Deus: ainda O hei-de louvar, meu Salvador e meu Deus.
A minha alma está desolada:
no vale do Jordão e do Hermon e no pequeno monte
me lembro de Vós.
Abismo atrai abismo no fragor das águas revoltas;
vossas torrentes e vagas passaram sobre mim.
De dia mande-me o Senhor a sua graça,
de noite canto e rezo ao Deus da minha vida.
Digo a Deus: Sois o meu protector, porque Vos esqueceis de mim?
Porque hei-de andar triste sob a opressão do inimigo?
Quebram-se meus ossos quando os inimigos me insultam,
ao repetirem todo o dia: «Onde está o teu Deus?».
Porque estás triste, minha alma, e desfaleces?
Espera em Deus: ainda O hei-de louvar, meu Salvador e meu Deus.

sábado, 21 de março de 2009

“Anseio sentar-me à sua sombra…
porque eu desfaleço de amor…
procurai aquele que o meu coração ama…
que eu desfaleço de amor…
eu sou para o meu amado e o meu amado é para mim…
Grava-me como selo em teu coração,
como selo no teu braço,
porque forte como a morte é o amor…
Nem as águas caudalosas conseguirão apagar o fogo do amor,
nem as torrentes o podem submergir…”
(Ct 2, 3.5; 3, 2; 5, 8; 6, 3; 8, 6.7)

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Salmo 27 (26) 1.4-6.8-11.13-14
O SENHOR é minha luz e salvação:
de quem terei medo?
O SENHOR é o baluarte da minha vida:
quem me assustará?
Uma só coisa peço ao SENHOR
e ardentemente a desejo:
é habitar na casa do SENHOR todos os dias da minha vida,
para saborear o seu encanto
e ficar em vigília no seu templo.
No dia da adversidade, Ele me abrigará na sua cabana;
há-de esconder-me no interior da sua tenda
e colocar-me no alto de um rochedo.
Oferecerei sacrifícios de louvor no seu santuário,
cantarei e entoarei hinos ao SENHOR.
O meu coração murmura por ti,
os meus olhos te procuram;
é a tua face que eu procuro, SENHOR.
Não desvies de mim o teu rosto,
nem afastes, com ira, o teu servo.
Tu és o meu amparo: não me rejeites nem abandones,
ó Deus, meu salvador!
Ainda que meu pai e minha mãe me abandonem,
o SENHOR há-de acolher-me.
Ensina-me, SENHOR, o teu caminho,
guia-me por sendas direitas,
por causa dos que me perseguem.
Creio, firmemente, vir a contemplar
a bondade do SENHOR, na terra dos vivos.
Confia no SENHOR!
Sê forte e corajoso, e confia no SENHOR!