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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Beata Isabel da Santíssima Trindade ocd
Memória litúrgica: 8 de Novembro
«Gosto tanto do mistério da Santíssima Trindade! É um abismo no qual me perco. Deus em mim, eu n’Ele. É o grande sonho da minha vida. Para uma carmelita viver é estar em comunhão com Deus desde a manhã até à noite, e desde a noite até de manhã. Se Deus não enchesse as nossas celas e os nossos claustros, oh!, como tudo seria vazio! Mas é Ele que enche toda a nossa vida fazendo dela um céu antecipado».

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Beata Isabel da Santíssima Trindade
Memória litúrgica: 8 de Novembro
Breve Biografia
Isabel Catez nasceu, no campo militar de Avor, perto de Bourges, França. O seu pai era capitão do exército francês. Desde muito cedo que Isabel mostrou ser uma criança turbulenta, muito viva, faladora, precoce e de temperamento colérico. A sua mãe quando fala dela nalgumas cartas chama-a «autêntico diabinho». E a sua irmã não hesita em escrever que era «um verdadeiro diabo». Chega mesmo a dizer que era tão violenta que os familiares a ameaçaram enviar para uma casa de correcção. No entanto, a sua mãe, atenta, soube modelar a fúria de Isabel e fazer sobressair nela a ternura e docilidade. E de tal maneira a ternura ganhou terreno que o maior castigo de Isabel acontecia quando a sua mãe, à noite, se despedia dela sem lhe dar um beijo. Então, Isabel compreendia que não se tinha portado bem, e, meditando fazia exame de consciência e corrigia-se. Isabel era ainda uma criança quando a sua família se mudou para a cidade de Dijon. Aqui Isabel perdeu o pai tão querido que a morte lhe roubou. O dia da primeira comunhão, a 19 de Abril de 1891, foi «o grande dia» da vida de Isabel. Tinha então 10 anos, pois nascera no dia 18 de Julho de 1880. Estudou piano desde os 8 anos de idade no Conservatório, vindo a tornar-se uma «excelente pianista», segundo expressão do seu professor de música. Participou em concertos organizados, e, os jornais falaram do seu grande talento ainda mal a menina Catez chegava aos pedais do piano. Entre músicas e festivais, bailes, férias e diversões foram decorrendo os anos de Isabel.
Aos catorze anos sentiu-se irresistivelmente atraída por Jesus. Aos 18 a sua mãe pretendeu casá-la com um esplêndido noivo, mas Isabel respondeu: «o meu coração já não está livre, dei-o ao Rei dos reis, já dele não posso dispor». O desgosto da mãe foi grande. Mas foi mais amargo quando soube que Isabel queria entrar no Carmelo, que tantas vezes tinham visitado, pois ficava ali a dois passos. A mãe apenas consentiu a entrada da filha no Carmelo quando alcançou a maioridade, aos 21 anos. No dia 2 de Agosto de 1901, Isabel entra definitivamente nessa bela montanha do Carmo que pela sua solidão e beleza a atraiu irresistivelmente. A partir de então o seu nome será Irmã Isabel da Santíssima Trindade. «Gosto tanto do mistério da Santíssima Trindade! É um abismo no qual me perco. Deus em mim, eu n’Ele. É o grande sonho da minha vida. Para uma carmelita viver é estar em comunhão com Deus desde a manhã até à noite, e desde a noite até de manhã. Se Deus não enchesse as nossas celas e os nossos claustros, oh!, como tudo seria vazio! Mas é Ele que enche toda a nossa vida fazendo dela um céu antecipado».

quarta-feira, 10 de outubro de 2012



"O dia em que compreendi isto (a presença da Trindade no céu da sua alma) tudo se iluminou no meu interior e queria contar muito baixinho este segredo a todos os que amo para que também eles se unam a Deus."
"Esta intimidade com Ele no interior foi o formoso sol que iluminou a minha vida convertendo-a num céu anticipado. E isso é o que me sustem hoje no meio dos sofrimentos.
Não tenho medo da minha debilidade... porque o Deus forte está em mim".
Beata Isabel da Santíssima Trindade

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Permanecendo simples e amorosamente na Sua presença
para que possa reflectir em nós a Sua própria imagem
como se reflecte o sol no límpido cristal”.

Beata Isabel da Santíssima Trindade

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

“«Peço ao Espírito Santo que te revela esta presença de Deus em ti. (…) Podes acreditar na minha doutrina, porque ela não é minha; se tu leres o Evangelho segundo São João hás-de reparar que a todo o momento o Mestre insiste neste mandamento: ‘Permanecei em mim, e eu em vós’, e ainda naquele pensamento tão belo que está à cabeça da minha carta (‘Se alguém me ama guardará a minha palavra, e meu Pai o amará e viremos a ele, e nele faremos a nossa morada’), em que Ele fala de fazer em nós a sua morada. São João, nas suas epístolas, deseja que tenhamos “sociedade” com a Santíssima Trindade: esta palavra é tão doce, é tão simples. Basta – di-lo São Paulo – basta acreditar: Deus é espírito e é pela fé que nos aproximamos d’Ele. Pensa que a tua alma é o templo de Deus, é ainda São Paulo quem o diz; a todo o instante do dia ou da noite as três Pessoas divinas permanecem em ti. Não possuis a Santa Humanidade como quando comungas, mas a Divindade, essa essência que os bem-aventurados adoram no Céu, ela mesma está na tua alma; assim, quando se tem consciência disso, dá-se uma intimidade toda de adoração; nunca se está só!»”
Carta da Beata Isabel da Santíssima Trindade à sua mãe, Maio 1906

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Ó Jesus, meu Bem-Amado, como é doce amar-te, pertencer-te, ter-te por único Todo! Ah, agora que vens diariamente ao meu coração, que a nossa união seja ainda mais íntima. Que a minha vida seja uma oração contínua, um longo acto de amor. Que nada me possa distrair de ti, nem ruídos, nem distracção, nada, não é? Gostaria tanto, ó meu Mestre, de viver contigo no silêncio. Mas o que acima de tudo mais amo é fazer a tua vontade, e dado que ainda me queres no mundo, submeto-me de todo o meu coração pelo amor de ti. Ofereço-te a cela do meu coração, que seja a tua pequena Betânia; vem aqui repousar-te, amo-te tanto... Queria consolar-te e ofereço-me a ti como vítima, ó Mestre, por ti, contigo. Aceito antecipadamente todos os sacrifícios, todas as provas, mesmo a de já não te sentir comigo. Não te peço senão uma única coisa: que eu seja sempre, sempre, generosa e fiel; mesmo que nunca me corrija. Quero cumprir perfeitamente a tua vontade, responder sempre à tua graça; desejo ser santa contigo e para ti, mas sinto a minha incapacidade, oh! sê a minha santidade. Se alguma vez [me] arrepender, oh! conjuro-te, suplico-te: enquanto eu for ainda tudo para ti, leva-me, faz-me morrer. Sou a tua «pequena mimada», tu mo dizes, mas talvez, em breve, venha a provação e, então, hei-de ser eu a retribuir-te. Mestre, não são estes dons, estas consolações com que me comulas que procuro; és tu, oh! unicamente tu! Ampara-me sempre, toma-me cada vez mais; que tudo em mim te pertença; quebra, arranca tudo o que te desagradar para que eu tudo seja para ti. Oh!, cada batimento do meu coração é um acto de amor. Meu Jesus, meu Deus, como é bom amar-te, ser inteiramente tua!
Beata Isabel da Santíssima Trindade
23 de Janeiro de 1900
(Notas Íntimas)

sábado, 20 de novembro de 2010

"«Santificai o Senhor no vosso coração» (1Ped 3, 15). Mas para isto é necessário pôr em prática esta outra palavra de São João Baptista: «É preciso que Ele cresça e que eu diminua» (Jo 3, 30). ... façamo-lo crescer em nossas almas, guardêmo-lo só e separado; que seja, de verdade, Rei. E nós, desapareçamos, esqueçâmo-nos, sejamos exclusivamente o «louvor da sua glória» (Ef 1, 12)".
Beata Isabel da Santíssima Trindade
(C 220 - carta à senhora Angles de 5 de Janeiro de 1905)

domingo, 23 de maio de 2010

Fogo de Amor...
O Nosso Deus, escrevia São Paulo, é um Fogo que consome, isto é, 'um fogo de amor' que destói, que 'transforma em si próprio tudo o que toca'. (...) Algumas almas 'escolheram este asilo para nele repousarem eternamente. (...) Pensam (...) em afundar-se no Braseiro do amor que nelas arde, e que não é senão o Espírito Santo, esse mesmo Amor que na Trindade é o laço do Pai e do seu Verbo. Elas 'entram n'Ele pela fé viva, e aí, simples, pacificas', são 'elevadas por Ele' acima das coisas, dos gostos sensíveis, 'na treva sagrada' e 'transformadas na imagem' divina. Vivem, segundo a expressão de São João, em «comunhão» com as Três adoráveis Pessoas, a sua vida é 'comum', e é 'isso a vida contemplativa'.
Beata Isabel da Santíssima Trindade
"O Céu na terra, 4º dia - primeira oração"

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Senhor... esta Quaresma...
Senhor, concedei-me a graça de viver esta Quaresma como se fosse a última da minha vida. Com feliz e generosa radicalidade, sem guardar nada para mim, mas entregando-Vos tudo, entregando-me todo. Que chegado à celebração do Mistério Pascal, aconteça de facto Páscoa na minha vida, que eu esteja mais parecido a Vós, que tenha dado passos de gigante rumo à santidade, que possa dizer de verdade e com a "minha" vida: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20), “… para mim, viver é Cristo…” (Fl 2, 21).
"Escolheu-me" como apoio desta Quaresma, esta oração que brotou do coração da Beata Isabel da Santíssima Trindade:
"Desprendei o meu coração de tudo; que esteja totalmente livre para que nada o impeça de Vos ver. Submetei a minha vontade, abatei o meu orgulho, Vós que sois tão humilde de coração; numa palavra, moldai aquilo que sou para que possa ser a vossa querida morada, para que venhais descansar em mim e a conversar comigo em sublime união. Que o meu pobre coração seja uma coisa só com o vosso coração divino. E para isso, quebrai, arrancai, consumi tudo o que vos desagrada".
Beata Isabel da Santíssima Trindade
(Diário Espiritual [119], de 29 de Março de 1899)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

De tuas ardentes e puras chamas,
Espírito Santo,
digna-te abrasar minha alma;
consome-a com divino amor,
Ó Tu que invoco cada dia!...
Espírito de Deus, brilhante luz,
Tu que me cumulas de teus favores,
Tu que me inundas de tuas doçuras,
queima, aniquila-me toda inteira!
Tu que me dás minha vocação,
Oh, conduz-me a essa união Íntima, interior,
a essa vida Toda em Deus,
que é meu desejo.
Que só em Jesus se funda minha esperança,
e que (…), não aspire, não veja senão a Ele,
Ele, meu Amor, meu divino Amigo!
Espírito Santo,
Bondade, Beleza suprema!
Ó Tu que adoro, Ó Tu que amo!
Consome com tuas divinas chamas,
este corpo, este coração, esta alma!
Esta esposa da Trindade
que não deseja senão a Sua vontade!...
Beata Isabel da Santíssima Trindade ocd

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

«Deixo-te a minha devoção pelos Três, pelo “Amor”.
Vive, no interior, com Eles no céu da tua alma; o Pai te cobrirá com a sua sombra, colocando como que uma nuvem entre ti e as coisas terrenas para te guardar toda sua, Ele há-de comunicar-te o poder para que o ames com um amor forte como a morte; o Verbo há-de se imprimir na tua alma, como num cristal, a imagem da sua própria beleza, para que sejas pura da pureza dele, luminosa, da sua luz; o Espírito Santo virá transformar-te numa lira misteriosa que, no silêncio, sob o toque divino, há-de produzir um magnífico cântico ao Amor; então serás “o louvor da sua glória”.
A Trindade, eis a nossa morada, o nosso “lar”, a casa paterna donde nunca devemos sair.»
Beata Isabel da Santíssima Trindade ocd

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

«Vou dar-lhe o meu “segredo”: pense neste Deus que a habita e de que é o templo; é São Paulo quem assim fala, podemos acreditá-lo. Pouco a pouco a alma habitua-se a viver na sua doce companhia, começa a compreender que traz em si um pequeno Céu em que o Deus de amor fixou a sua morada. Então, é como que uma atmosfera divina na qual respira, diria mesmo que só o corpo é que fica na terra, mas a alma habita acima das nuvens e dos véus, n’Aquele que é Imutável.»
Beata Isabel da Santíssima Trindade ocd

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Ó meus Três,
meu Tudo,
minha Beatitude,
Solidão infinita,
Imensidade em que me perco,
eu me entrego a Vós como uma presa.
Sepultai-Vos em mim
para que eu me sepulte em Vós,
enquanto espero ir con­templar, na Vossa luz,
o abismo das Vossas gran­dezas.
beata Isabel da Santíssima Trindade ocd

sexta-feira, 3 de julho de 2009

ANO SACERDOTAL
Carta da Beata Isabel da Santíssima Trindade
a um neo-sacerdote
Ao Abade Chevignard
[Inicio de Junho de 1905]
J.M.+J.T.
«Si scries donum Dei»
(“Se tu soubesses o dom de Deus” Jo 4, 10)
Senhor Abade,
O Santo Deus, que «realiza todas as coisas segundo o conselho da sua vontade» (Ef 1, 11), quis o encontro das nossas almas, como mo dizeis, para assim receber mais amor, adoração e louvores. Devemos, pois ajudar-nos pela oração, e não posso dizer-vos que forte emoção me impulsiona para vós, quando vos preparais para a primeira Missa. De facto, encontro-me em retiro, «oculta em Deus com o Cristo» (Col 3, 3), e peço Àquele que Santa Catarina de Sena chamava a sua «doce Verdade» para realizar na vossa alma este desejo que Ele exprimia ao Pai na suprema oração: «Santificai-os na verdade (cf. Jo 17, 17)... Vossa palavra é verdade...» (cf. Jo 17, 19).
São Paulo, na Epistola aos Romanos, diz que «aqueles que Ele conheceu na sua presciência, Deus os predestinou para serem conformes à imagem do seu Filho» (Rm 8, 29). Parece-me que é justamente de vós que aqui se trata: não sois este predestinado que o Eterno elegeu para ser o sacerdote dele [?]; e creio que na actividade de amor o Pai debruça-se sobre a vossa alma e que a afeiçoa com divina mão e seu delicado toque, para que a semelhança com o Ideal divino vá sempre crescendo, até ao grande dia em que a Igreja vos disser: «Tu és sacerdos in aeternum - Tu és sacerdote para sempre» (Hb 5,6; 7, 17; Sl 110[109], 4). Então, em nós tudo há-de ser, por assim dizer, uma cópia de Jesus Cristo, o Pontífice supremo, e haveis de poder reproduzi-lo sem cessar perante o Pai e perante as almas. Que grandeza! É a «virtude culminante de Deus» (Ef 1, 19) que se verte no vosso ser para o transformar e divinizar. Quanto recolhimento, que amorosa atenção a Deus, reclama esta obra sublime! São João da Cruz diz «que a alma se deve manter no silêncio e na solidão absoluta, para que o Altíssimo possa realizar os seus desejos nela; Ele então leva-a, por assim dizer, como uma mãe que toma o filho nos braços e, encarregando-se Ele próprio da sua orientação íntima, reina nela pela abundância da tranquilidade e da paz que derrama».
Felicito-vos por terdes Nossa Senhora do Bom Conselho como timbre; realmente parece-me que é a Virgem sacerdotal que o padre deve invocar e sempre olhar. Que ela vos obtenha esta «ciência da luz de Deus derramada na face do Cristo» (2ª Cor 4, 6) de que fala o Apóstolo. Vamos implorar-lho junto a ela no silêncio da oração.
A-Deus, senhor Abade, que Ele nos torne
verdadeiros pela sua verdade, a fim de que desde já, daqui da terra, sejamos a «louvor da sua glória» (Ef 1, 12).
Ir. Maria Isabel da Trindade, r.c.i.
ISABEL DA TRINDADE, "Escritos Espirituais",
Edições Carmelo, Oeiras, 1989, pgs. 232/233

domingo, 7 de junho de 2009

Ó meu Deus, Trindade que eu adoro,
ajudai-me a esquecer-me inteiramente
para me estabelecer em Vós,
imóvel e pacífica,
como se a minha alma estivesse já na eternidade.
Que nada possa perturbar a minha paz,
nem fazer-me sair de Vós, ó meu Imutável,
mas que cada minuto
me faça penetrar mais na profundidade do Vosso mistério.
Pacificai a minha alma,
fazei dela o Vosso céu,
a Vossa morada dilecta
e o lugar do Vosso repouso.
Que eu nunca Vos deixe ai só,
mas que nela esteja inteiramente,
toda desperta na minha fé,
toda em adoração,
toda entregue à Vossa acção criadora.
Ó meu Cristo amado, crucificado por amor,
eu quisera ser uma esposa para o Vosso Coração,
quisera cobrir-Vos de glória,
quisera amar-Vos... até morrer de amor!
Mas sinto a minha impotência
e peço-Vos para me «revestirdes de Vós mesmo»,
identificardes a minha alma com todos os movimentos da Vossa,
me submergirdes, me invadirdes, Vos substituirdes a mim
para que a minha vida não seja senão uma irra­diação da Vossa.
Vinde a mim como Adorador, como Reparador e como Salvador!
Ó Verbo Eterno, Palavra do meu Deus,
eu quero passar a minha vida a escutar-Vos,
quero ser intei­ramente dócil para aprender tudo de Vós.
E depois, através de todas as noites,
de todos os vazios,
de todas as impotências,
eu quero fixar-Vos sempre
e permanecer sob o esplendor da Vossa luz.
Ó meu Astro adorado, fascinai-me
para que eu não possa mais sair da Vossa irradiação.
Ó Fogo devorador, Espírito de Amor, «descei sobre mim»,
para que se faça na minha alma,
como que uma incarnação do Verbo.
Que eu seja para Ele uma humanidade de acréscimo,
na qual Ele renove todo o Seu mistério.
E Vós, Ó Pai, inclinai-Vos para a Vossa pequena criatura,
«cobri-a com a Vossa sombra»,
não vejais nela senão o Bem Amado
no qual «pusestes todas as Vossas complacências.»
Ó meus Três, meu Tudo, minha Beatitude,
Solidão infinita, Imensidade em que me perco,
eu me entrego a Vós como uma presa.
Sepultai-Vos em mim para que eu me sepulte em Vós,
enquanto espero ir con­templar,
na Vossa luz,
o abismo das Vossas gran­dezas.
beata Isabel da Santíssima Trindade ocd

sexta-feira, 13 de março de 2009

"Sede santos porque Eu Sou Santo".
Seja qual for o nosso estado de vida
ou a roupa que envergamos,
cada um de nós tem que ser o santo de Deus.
Quem é pois mais santo?
Quem mais ama,
quem contempla mais a Deus
e satisfaz mais plenamente as exigências do Olhar Divino.
Como satisfazer as exigências do Olhar Divino?
Permanecendo simples e amorosamente na Sua presença
para que possa reflectir em nós a Sua própria imagem
como se reflecte o sol no límpido cristal.
beata Isabel da Santíssima Trindade ocd

sábado, 31 de maio de 2008

Coração de Mãe...
Há um coração de Mãe
no qual podes ir refugiar-te,
é o da Virgem.
Ele conheceu todos os desfalecimentos,
todos os despedaçamentos,
e permaneceu sempre tão calmo,
tão forte,
porque permanecia sempre apoiado
no de seu Cristo! (Carta 134)
Beata Isabel da Santíssima Trindade ocd
Maria... ofício da Caridade
A sua vida era tão simples que, mais que qualquer outro santo, me parece imitável. Basta-me olhá-la, sinto-me logo pacificada. (Recordações, 138)
Parece-me que a atitude da Virgem, durante os meses que decorreram entre a Anunciação e o Natal, é o modelo das almas interiores, dos seres que Deus escolheu para viverem de dentro, no fundo do abismo sem fundo. Com que paz, em que recolhimento, Maria se entregava e se prestava a todas as coisas! Como é que mesmo as mais banais eram por ela divinizadas! (O Céu na Fé, 40)
Quando leio no Evangelho «que Maria percorreu diligentemente as montanhas da Judeia» para ir cumprir o seu ofício de caridade junto a sua prima Isabel, vejo-a passar tão bela, tão calma, tão majestosa, tão recolhida interiormente, com o Verbo de Deus. (Último Retiro, 40)
Beata Isabel da Santíssima Trindade ocd

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Encontro de corações
“À noite, fazia uma boa meia hora de adoração ao Santíssimo Sacramento…; quem poderá adivinhar a suavidade desse encontro de corações durante os quais se julga não estar na terra e em que nada mais se vê nem se ouve senão Deus! Deus fala à alma, Deus diz-lhe coisas tão suaves … Enfim, Jesus, que nos pede um pouco de amor…”
Beata Isabel da Santíssima Trindade ocd

domingo, 18 de maio de 2008

Pelo Sangue da Sua Cruz
pacificará todo o meu pequeno céu,
para que possa realmente servir de descanso ao “Três”.
Encher-me-á d’Ele, sepultar-me-á n’Ele
e ressuscitar-me-á com Ele a Sua Vida…
E, se caio a cada instante,
com uma fé plenamente confiante conseguirei que Ele me levante,
e sei que Ele me perdoará,
e que apagará todo o meu pecado com extremo cuidado e delicadeza.
Mais ainda,
que Ele me desposará e me libertará de todas as minhas misérias,
de tudo o que constitua um obstáculo para a acção divina…
Então ficarei totalmente transformada n’Ele
e poderei dizer:
«Já não sou eu que vivo, o meu Mestre vive em mim!» (cf. Gl. 2, 20)
beata Isabel da Santíssima Trindade
(Último Retiro)