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domingo, 16 de junho de 2019


O mistério da Santíssima Trindade,
Santo Agostinho e o menino na praia
Certa vez, santo Agostinho caminhava pela praia meditando sobre o mistério da Santíssima Trindade. Queria ele entender a Unidade e Trindade de Deus, um dos maiores mistérios da Fé Católica. Então ele encontrou um menino, que cavava a areia e tentava colocar a água do mar dentro do buraco, com uma pequena concha! Ele perguntou ao menino:
- Menino, que quer fazer?
Respondeu a criança:
- Quero, com esta concha, transportar toda a água do mar para dentro desse buraco que fiz…
- Mas isso é impossível de ser feito! – disse o santo.
O menino, após essa resposta, tornou-se sério e fixando Santo Agostinho nos olhos, disse:
- Muito mais fácil é pôr o mar dentro desse buraco do que entender a Santíssima Trindade. – após dizer isto, desapareceu.
E, naquele momento, santo Agostinho, pela ação da divina graça, teve sua fé aumentada e entendeu que o homem finito não é capaz de abarcar a Deus Infinito.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Beata Isabel da Santíssima Trindade ocd
Memória litúrgica: 8 de Novembro
«Gosto tanto do mistério da Santíssima Trindade! É um abismo no qual me perco. Deus em mim, eu n’Ele. É o grande sonho da minha vida. Para uma carmelita viver é estar em comunhão com Deus desde a manhã até à noite, e desde a noite até de manhã. Se Deus não enchesse as nossas celas e os nossos claustros, oh!, como tudo seria vazio! Mas é Ele que enche toda a nossa vida fazendo dela um céu antecipado».

quinta-feira, 11 de outubro de 2012


Deus Eterno e Omnipotente,
Pai, Filho e Espírito Santo,
que nos criastes à Vossa Imagem e semelhança e
de quem somos morada de eleição.
De Quem nascemos e para Quem caminhamos,
que nos amais com amor sem medida
e de Quem recebemos o «tesouro», a «pérola preciosa» da Fé.
Nós acreditamos em Vós, mas aumentai, em nós, o dom da Fé.
As nossas limitações impedem-nos de Vos conhecer e amar plenamente,
concedei-nos um coração humilde e sincero  que de Vós se aproxime.
Nós acreditamos em Vós, mas aumentai, em nós, o dom da Fé,
pois queremos conhecer-Vos e amar-Vos cada vez mais.
Nós acreditamos em Vós, mas aumentai, em nós, o dom da Fé,
pois queremos reconhecer, com um olhar sempre novo,
as maravilhas que realizais por nós.
Nós acreditamos em Vós, mas aumentai, em nós, o dom da Fé
e tornai-nos sinal vivo da Vossa presença no mundo.
Nós acreditamos em Vós, mas aumentai, em nós, o dom da Fé
e concedei-nos que acreditemos em Vós,
mesmo correndo o risco da perseguição, da dor e até da morte.
Nós acreditamos em Vós, mas aumentai, em nós, o dom da Fé
e concedei-nos a beleza e a alegria de sermos cristãos.
Nós acreditamos em Vós, mas aumentai, em nós, o dom da Fé,
para reconhecer na Eucaristia a fonte da nova evangelização
e ser Vossas testemunhas autênticas.
Acreditamos em Vós, Deus Pai Criador.
Acreditamos em Vós, Deus Filho Salvador, nascido da Virgem,
morto e ressuscitado por nosso amor.
Acreditamos em Vós, Deus Espírito Santo, Senhor que dá a Vida.
Acreditamos na Vossa Igreja que é Católica,
no Perdão dos Pecados, na comunhão dos Santos,
na Ressurreição da Carne e na Vida Eterna.
Senhor, Deus Eterno e Omnipotente,
Pai, Filho e Espírito Santo,
nós acreditamos em Vós, mas aumentai, em nós, o dom da Fé.
P. Marcelino José Moreno Caldeira
(Borba, 9 e 11.10.2012)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012



"O dia em que compreendi isto (a presença da Trindade no céu da sua alma) tudo se iluminou no meu interior e queria contar muito baixinho este segredo a todos os que amo para que também eles se unam a Deus."
"Esta intimidade com Ele no interior foi o formoso sol que iluminou a minha vida convertendo-a num céu anticipado. E isso é o que me sustem hoje no meio dos sofrimentos.
Não tenho medo da minha debilidade... porque o Deus forte está em mim".
Beata Isabel da Santíssima Trindade

terça-feira, 9 de outubro de 2012


"Oh Trindade eterna! Vós sois um mar sem fundo no qual, quanto mais me afundo, mais Vos encontro, e quanto mais Vos encontro, mais ainda Vos procuro. De Vós jamais se pode dizer: basta! A alma que se sacia nas Vossas profundidades, deseja-Vos sem cesar, porque sempre está desejosa de ver a luz na Vossa luz".
Santa Catarina de Sena

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

“«Peço ao Espírito Santo que te revela esta presença de Deus em ti. (…) Podes acreditar na minha doutrina, porque ela não é minha; se tu leres o Evangelho segundo São João hás-de reparar que a todo o momento o Mestre insiste neste mandamento: ‘Permanecei em mim, e eu em vós’, e ainda naquele pensamento tão belo que está à cabeça da minha carta (‘Se alguém me ama guardará a minha palavra, e meu Pai o amará e viremos a ele, e nele faremos a nossa morada’), em que Ele fala de fazer em nós a sua morada. São João, nas suas epístolas, deseja que tenhamos “sociedade” com a Santíssima Trindade: esta palavra é tão doce, é tão simples. Basta – di-lo São Paulo – basta acreditar: Deus é espírito e é pela fé que nos aproximamos d’Ele. Pensa que a tua alma é o templo de Deus, é ainda São Paulo quem o diz; a todo o instante do dia ou da noite as três Pessoas divinas permanecem em ti. Não possuis a Santa Humanidade como quando comungas, mas a Divindade, essa essência que os bem-aventurados adoram no Céu, ela mesma está na tua alma; assim, quando se tem consciência disso, dá-se uma intimidade toda de adoração; nunca se está só!»”
Carta da Beata Isabel da Santíssima Trindade à sua mãe, Maio 1906

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

«Deixo-te a minha devoção pelos Três, pelo “Amor”.
Vive, no interior, com Eles no céu da tua alma; o Pai te cobrirá com a sua sombra, colocando como que uma nuvem entre ti e as coisas terrenas para te guardar toda sua, Ele há-de comunicar-te o poder para que o ames com um amor forte como a morte; o Verbo há-de se imprimir na tua alma, como num cristal, a imagem da sua própria beleza, para que sejas pura da pureza dele, luminosa, da sua luz; o Espírito Santo virá transformar-te numa lira misteriosa que, no silêncio, sob o toque divino, há-de produzir um magnífico cântico ao Amor; então serás “o louvor da sua glória”.
A Trindade, eis a nossa morada, o nosso “lar”, a casa paterna donde nunca devemos sair.»
Beata Isabel da Santíssima Trindade ocd

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

«Vou dar-lhe o meu “segredo”: pense neste Deus que a habita e de que é o templo; é São Paulo quem assim fala, podemos acreditá-lo. Pouco a pouco a alma habitua-se a viver na sua doce companhia, começa a compreender que traz em si um pequeno Céu em que o Deus de amor fixou a sua morada. Então, é como que uma atmosfera divina na qual respira, diria mesmo que só o corpo é que fica na terra, mas a alma habita acima das nuvens e dos véus, n’Aquele que é Imutável.»
Beata Isabel da Santíssima Trindade ocd

domingo, 17 de janeiro de 2010

«Deus uno e Trino
abre-se ao homem, ao espírito humano.
O sopro recôndito do Espírito divino
faz com que o espírito humano,
por sua vez, se abra diante de Deus
que se abre para ele,
com desígnio salvífico e santificante.
Pelo dom da graça,
que vem do Espírito Santo,
o homem entra "numa vida nova",
é introduzido na realidade sobrenatural
da própria vida divina
e torna-se "habitação do Espírito Santo",
"templo vivo de Deus".
Com efeito, pelo Espírito Santo,
o Pai e o Filho vem a ele
e fazem nele a sua morada.
Na comunhão de graça com a Santíssima Trindade
dilata-se "o espaço vital" do homem,
elevado ao nível sobrenatural da vida divina.
O homem vive em Deus e de Deus,
vive "segundo o Espírito"
e "ocupa-se das coisas do Espírito"»
João Paulo II
Carta Encíclica "Dominum e Vivificantem", 58

sábado, 16 de janeiro de 2010

“ «Se alguém me tem amor, há-de guardar a minha palavra;
e o meu Pai o amará,
Nós viremos a ele e nele faremos a nossa morada».”
(Jo 14, 23)
“Não sabeis que sois templo de Deus
e que o Espírito de Deus habita em vós?”
(1Cor 3, 16)
“Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo,
que habita em vós, porque o recebestes de Deus,
e que vós já não vos pertenceis?”
(1Cor 6, 19)
“Porque nós somos o templo do Deus vivo,
como o mesmo Deus disse:
Habitarei e andarei no meio deles,
Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.”
(2 Cor 6, 16)
“«não procedemos de acordo com a carne, mas com o Espírito [... ]
e se o Espírito daquele
que ressuscitou Jesus de entre os mortos habita em vós,
Ele, que ressuscitou Cristo de entre os mortos,
também dará vida aos vossos corpos mortais,
por meio do seu Espírito que habita em vós».”
(Rm 8,4.11)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Ó meus Três,
meu Tudo,
minha Beatitude,
Solidão infinita,
Imensidade em que me perco,
eu me entrego a Vós como uma presa.
Sepultai-Vos em mim
para que eu me sepulte em Vós,
enquanto espero ir con­templar, na Vossa luz,
o abismo das Vossas gran­dezas.
beata Isabel da Santíssima Trindade ocd

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

«Se alguém me tem amor,
há-de guardar a minha palavra;
e o meu Pai o amará,
Nós viremos a ele
e nele faremos
a nossa morada»
(Jo 14, 23).
«Pode-se conceber a vida interior propriamente dita como uma verdadeira interpenetração, cada dia mais perfeita e mais consciente, da alma por Deus e de Deus pela alma. Deus, no mais íntimo da alma; a alma, no mais íntimo de Deus. Deus e a alma amando-se profunda e mutuamente, dizendo-o e provando-o sem cessar de mil maneiras. Deus e a alma sem abandonar-se, nunca, e interessando-se sempre um pelo outro. Deus e a alma possuindo-se plenamente, gostando-se mutuamente de maneira inefável, de modo que a alma se converte no paraíso de Deus, e Deus converte-se, dentro deste mundo, no paraíso da alma; e tudo isto, uma vez mas, aumentando cada dia sem medida. Assim poderíamos definir a verda­deira vida interior: "Se conhecesses o dom de Deus..."»
JEAN RÉMY, “Isabel de la Trinidad y la oración”, Sal Terrae, Santander, 2005, pg. 169

domingo, 7 de junho de 2009

Ó meu Deus, Trindade que eu adoro,
ajudai-me a esquecer-me inteiramente
para me estabelecer em Vós,
imóvel e pacífica,
como se a minha alma estivesse já na eternidade.
Que nada possa perturbar a minha paz,
nem fazer-me sair de Vós, ó meu Imutável,
mas que cada minuto
me faça penetrar mais na profundidade do Vosso mistério.
Pacificai a minha alma,
fazei dela o Vosso céu,
a Vossa morada dilecta
e o lugar do Vosso repouso.
Que eu nunca Vos deixe ai só,
mas que nela esteja inteiramente,
toda desperta na minha fé,
toda em adoração,
toda entregue à Vossa acção criadora.
Ó meu Cristo amado, crucificado por amor,
eu quisera ser uma esposa para o Vosso Coração,
quisera cobrir-Vos de glória,
quisera amar-Vos... até morrer de amor!
Mas sinto a minha impotência
e peço-Vos para me «revestirdes de Vós mesmo»,
identificardes a minha alma com todos os movimentos da Vossa,
me submergirdes, me invadirdes, Vos substituirdes a mim
para que a minha vida não seja senão uma irra­diação da Vossa.
Vinde a mim como Adorador, como Reparador e como Salvador!
Ó Verbo Eterno, Palavra do meu Deus,
eu quero passar a minha vida a escutar-Vos,
quero ser intei­ramente dócil para aprender tudo de Vós.
E depois, através de todas as noites,
de todos os vazios,
de todas as impotências,
eu quero fixar-Vos sempre
e permanecer sob o esplendor da Vossa luz.
Ó meu Astro adorado, fascinai-me
para que eu não possa mais sair da Vossa irradiação.
Ó Fogo devorador, Espírito de Amor, «descei sobre mim»,
para que se faça na minha alma,
como que uma incarnação do Verbo.
Que eu seja para Ele uma humanidade de acréscimo,
na qual Ele renove todo o Seu mistério.
E Vós, Ó Pai, inclinai-Vos para a Vossa pequena criatura,
«cobri-a com a Vossa sombra»,
não vejais nela senão o Bem Amado
no qual «pusestes todas as Vossas complacências.»
Ó meus Três, meu Tudo, minha Beatitude,
Solidão infinita, Imensidade em que me perco,
eu me entrego a Vós como uma presa.
Sepultai-Vos em mim para que eu me sepulte em Vós,
enquanto espero ir con­templar,
na Vossa luz,
o abismo das Vossas gran­dezas.
beata Isabel da Santíssima Trindade ocd

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Recolher-me-ei todo em Deus.
Já não rocem em mim as línguas humanas
mais que sopros de vento.
Estou cansado
das vozes de quem me repreende

ou de quem, mais que o devido, me exalta.
Busco a solidão, um lugar inacessível ao mal,
onde, com mente indivisa,
procurar o meu Deus

e suavizar minha velhice
com a doce esperança do Céu.

O que deixarei à Igreja?
Deixarei as minhas lágrimas!
Volto os pensamentos
à morada que não conhece ocaso,

à minha querida Trindade, única luz,
da qual tão só a sombra escura
já me enternece.

São Gregório Nazianzeno

domingo, 18 de maio de 2008

Pelo Sangue da Sua Cruz
pacificará todo o meu pequeno céu,
para que possa realmente servir de descanso ao “Três”.
Encher-me-á d’Ele, sepultar-me-á n’Ele
e ressuscitar-me-á com Ele a Sua Vida…
E, se caio a cada instante,
com uma fé plenamente confiante conseguirei que Ele me levante,
e sei que Ele me perdoará,
e que apagará todo o meu pecado com extremo cuidado e delicadeza.
Mais ainda,
que Ele me desposará e me libertará de todas as minhas misérias,
de tudo o que constitua um obstáculo para a acção divina…
Então ficarei totalmente transformada n’Ele
e poderei dizer:
«Já não sou eu que vivo, o meu Mestre vive em mim!» (cf. Gl. 2, 20)
beata Isabel da Santíssima Trindade
(Último Retiro)

domingo, 27 de abril de 2008

Ó MEU DEUS...
Ó meu Deus, Trindade que eu adoro,
ajudai-me a esquecer-me inteiramente
para me estabelecer em Vós, imóvel e pacífica,
como se a minha alma estivesse já na eternidade.
Que nada possa perturbar a minha paz,
nem fazer-me sair de Vós, ó meu Imutável,
mas que cada minuto me faça penetrar

mais na profundidade do Vosso mistério.
Pacificai a minha alma, fazei dela o Vosso céu,
a Vossa morada dilecta

e o lugar do Vosso repouso.
Que eu nunca Vos deixe ai só,
mas que nela esteja inteiramente,
toda desperta na minha fé, toda em adoração,
toda entregue à Vossa acção criadora.
Ó meu Cristo amado, crucificado por amor,
eu quisera ser uma esposa para o Vosso Coração,
quisera cobrir-Vos de glória,

quisera amar-Vos... até morrer de amor!
Mas sinto a minha impotência
e peço-Vos para me «revestirdes de Vós mesmo»,
identificardes a minha alma com todos os movimentos da Vossa,
me submergirdes, me invadirdes, Vos substituirdes a mim
para que a minha vida não seja senão uma irra­diação da Vossa.
Vinde a mim como Adorador,
como Reparador e como Salvador!
Ó Verbo Eterno, Palavra do meu Deus,
eu quero passar a minha vida a escutar-Vos,
quero ser intei­ramente dócil para aprender tudo de Vós.
E depois, através de todas as noites,

de todos os vazios, de todas as impotências,
eu quero fixar-Vos sempre
e permanecer sob o esplendor da Vossa luz.
Ó meu Astro adorado, fascinai-me

para que eu não possa mais sair da Vossa irradiação.
Ó Fogo devorador, Espírito de Amor, «descei sobre mim»,
para que se faça na minha alma, como que uma incarnação do Verbo.
Que eu seja para Ele uma humanidade de acréscimo,
na qual Ele renove todo o Seu mistério.
E Vós, Ó Pai, inclinai-Vos para a Vossa pequena criatura,
«cobri-a com a Vossa sombra»,
não vejais nela senão o Bem Amado
no qual «pusestes todas as Vossas complacências.»
Ó meus Três, meu Tudo, minha Beatitude, Solidão infinita,
Imensidade em que me perco, eu me entrego a Vós como uma presa.
Sepultai-Vos em mim para que eu me sepulte em Vós,
enquanto espero ir con­templar, na Vossa luz,
o abismo das Vossas gran­dezas.
beata Isabel da Santíssima Trindade ocd