Mostrar mensagens com a etiqueta Jesus. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jesus. Mostrar todas as mensagens

sábado, 4 de junho de 2022

(4) JUNHO, Mês do Sagrado CORAÇÃO DE JESUS

“Jesus não veio para conquistas os homens como os reis e os poderosos deste mundo, mas sim para oferecer amor com mansidão e humildade. Eis como Ele mesmo se definia: «Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração» (Mt 11, 29). E o sentido … do Sagrado Coração de Jesus, …, consiste em descobrir cada vez mais e em deixar-nos abraçar pela lealdade humilde da mansidão do amor de Cristo, Revelação da misericórdia do Pai. Nós podemos experimentar e saborear a ternura deste amor em cada fase da vida: no tempo da alegria e da tristezas, no tempo da saúde e da enfermidade e da doença.” Papa Francisco, «HOMILIA» lida pelo Cardeal Angelo Scola, 27 de Julho de 2014

Pai-Nosso…, Avé-Maria…, Glória ao Pai…

Coração de Jesus que tanto nos amais,

fazei que eu vos ame sempre cada vez mais.

Senhor nosso Deus, que, no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, nos abristes os tesouros infinitos do vosso amor, fazei que, prestando-Lhe a homenagem da nossa piedade, cumpramos também o dever de uma digna reparação. Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

quinta-feira, 12 de março de 2020


Sobre a Oração do Nome de Jesus ou Oração do Coração
P. Marcelino José Moreno Caldeira
21Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Act 2, 21)
Na vida das Igrejas do Oriente, existe uma prática espiritual de oração muito profunda e enraizada: a Oração de Jesus, ou Oração do Coração. Esta oração remonta aos Padres do Deserto, dos primeiros séculos do cristianismo. Alguns autores chegam mesmo a liga-la aos próprios Apóstolos. Segundo a Pequena Filocália da Oração do Coração: “Esta oração, vêm-nos dos santos apóstolos. Ela servia-lhes para rezar sem interrupção, na sequência do apelo de São Paulo aos cristãos para orar sem cessar”.
Mais recentemente, este método de Oração popularizou-se por meio da famosa obra, de finais do século XIX, «Relatos de um peregrino Russo».
a) Sobre o Nome de Jesus
"21Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados” (Mt 1, 21).
Esta oração, consiste na invocação incessante do Nome de Jesus, daí o nome: Oração de Jesus. Ela encontra a sua força na virtude do Nome divino: 21Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Act 2, 21). O Nome, é a própria Pessoa. O nome de Jesus salva, cura, aprisiona os espíritos impuros, purifica o coração. «Trazer constantemente no coração o Doce Jesus e estar inflamado, pela recordação incessante do Seu Nome bem-amado, dum inefável amor por Ele», assim se exprime e a isso nos anima o Padre Païssi Vélitchovsky[1].
Logo desde a primeiríssima hora, o Nome de Jesus esteve presente na vida e pregação dos Apóstolos. Em dia de Pentecostes, o apóstolo Pedro termina o seu discurso nestes termos: 38Convertei-vos e peça cada um o baptismo em nome de Jesus Cristo” (Act 2, 38). É em Nome de Jesus que Pedro opera o seu primeiro milagre, à entrada do Templo de Jerusalém: 3Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho, isto te dou: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda” (Act 3, 3). É pelo poder divino do Nome de Jesus que a comunidade dos crentes opera maravilhas: 17Estes sinais acompanharão aqueles que acreditarem: em meu nome expulsarão demónios, falarão línguas novas, 18apanharão serpentes com as mãos e, se beberem algum veneno mortal, não sofrerão nenhum mal; hão-de impor as mãos aos doentes e eles ficarão curados»” (Mc 16, 17-18).
No século XIII, o Papa Gregório X exortou os bispos e os sacerdotes de todo o mundo a pronunciar muitas vezes o Nome de Jesus e incentivar o povo a colocar toda sua confiança neste Nome todo-poderoso, como um remédio contra os males que ameaçavam a sociedade de então.
Um luminoso exemplo, da eficácia do Santo Nome de Jesus, verificou-se precisamente em Portugal. Por ocasião de uma violenta epidemia que deflagrou em Lisboa, no ano de 1432, todos os que podiam, fugiam assustados da cidade, levando sem se darem conta, a doença para todos os recantos de Portugal. Milhares de pessoas morreram. O bispo dominicano, Dom André Dias, percorreu Portugal incentivando a população a invocar o Santo Nome de Jesus. Recomendando que se repetisse o Nome de Jesus! “Escrevam este nome em cartões, mantenham esses cartões sobre os vossos corpos; coloquem-nos, à noite, sob o travesseiro; pendurem-nos nas portas; mas, acima de tudo, constantemente invoquem com os lábios e com o coração este Nome poderosíssimo”.
Num curto prazo de tempo, milagrosamente, o país inteiro foi libertado da epidemia e as populações agradecidas continuaram a confiar com amor no Santo Nome de Jesus. De Portugal, essa confiança passou para a Espanha, França e espalhou-se pelo resto do mundo.
Rezar com o Nome de Jesus é uma instituição divina. Ela foi introduzida não por intermédio de um profeta, de um apóstolo ou de um anjo, mas pelo próprio Filho de Deus. É o Seu Nome poderoso e maravilhoso que o Senhor manda que se utilize na oração, prometendo que Ele agirá de uma maneira particularmente eficaz: 13O que pedirdes em meu nome Eu o farei, de modo que, no Filho, se manifeste a glória do Pai. 14Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, Eu o farei” (Jo 14, 13-14) e ainda 23Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes alguma coisa ao Pai em meu nome, Ele vo-la dará. 24Até agora não pedistes nada em meu nome; pedi e recebereis. Assim, a vossa alegria será completa” (Jo 16, 23-24)[2].
A força espiritual da Oração de Jesus reside no Nome do Deus-Homem, nosso Senhor Jesus Cristo. São numerosas as passagens da Sagrada Escritura que proclamam a grandeza e o poder do Nome de Deus: 7Mandaram comparecer os Apóstolos diante deles e perguntaram-lhes: «Com que poder ou em nome de quem fizestes isso?» 8Então Pedro, cheio do Espírito Santo, disse-lhes: «Chefes do povo e anciãos, 9já que hoje somos interrogados sobre um benefício feito a um enfermo e sobre o modo como ele foi curado, 10ficai sabendo todos vós e todo o povo de Israel: É em nome de Jesus Nazareno, que vós crucificastes e Deus ressuscitou dos mortos, é por Ele que este homem se apresenta curado diante de vós. 11Ele é a pedra que vós, os construtores, desprezastes e que se transformou em pedra angular. 12E não há salvação em nenhum outro, pois não há debaixo do céu qualquer outro nome, dado aos homens, que nos possa salvar»” (Act 4, 7-12); 13Todo o que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10, 13) e 9Deus o elevou acima de tudo e lhe concedeu o nome que está acima de todo o nome, 10para que, ao nome de Jesus, se dobrem todos os joelhos, os dos seres que estão no céu, na terra e debaixo da terra; 11e toda a língua proclame: «Jesus Cristo é o Senhor!», para glória de Deus Pai” (Fl 2, 9-11).
b) Sobre como se reza a Oração do Nome de Jesus ou Oração do Coração
17Orai sem cessar”. (1Tes 5, 17)
Esta oração apoia-se em várias exortações do evangelista Lucas e do apóstolo Paulo: 17Orai sem cessar” (1Tes 5, 17); 18Servindo-vos de toda a espécie de orações e preces, orai em todo o tempo no Espírito” (Ef 6, 18) e1Disse-lhes uma parábola sobre a obrigação de orar sempre, sem desfalecer” (Lc 18, 1); 36Velai, pois, orando continuamente” (Lc 21, 36).
A Oração do Nome de Jesus ou Oração do Coração consiste em repetir sem cessar a fórmula: «Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, pecador» (cf. Lc 18, 38). É o grito do cego de Jericó que implora de Jesus a cura, ou do cobrador de impostos: 13Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador” (Lc 18, 13). É também o Kyrie eleison - Senhor, tende piedade de nós, que tantas vezes repetimos na liturgia[3].
Mesmo se a Oração de Jesus é uma forma de orar eminentemente monástica, ela é acessível e mesmo aconselhável a todos, e qualquer um pode fazer dela a sua regra diária para a intimidade com Deus.
Pode-se repeti-la em qualquer momento. Contudo e para que ela se torne a nossa regra de oração diária, devemos seguir a orientação do próprio Jesus: 31Vinde, retiremo-nos para um lugar deserto e descansai um pouco” (Mc 6, 31). Orar em segredo, sozinho e em silêncio é o caminho. Escolhamos um lugar tranquilo, onde não possamos ser perturbados e possamos proteger os sentidos de todo o estímulo. É melhor fazer Oração no início da manhã, antes do nascer do sol, quando a mente está em repouso e sem distrações, o corpo está relaxado e há pouca atividade para perturbar a concentração. Quando a ausência de luz não destaca a profusão das cores, dos movimentos, dos objectos e o som é o do silêncio cheio do mistério de Deus: “A esta hora em que geralmente as mil ocupações da jornada não afloram ao espírito, apenas há outra alternativa à oração… o sono. Mesmo que a alternativa seja só aparente, se o coração está desperto”[4]. Alguns podem achar o entardecer ou o início da noite melhor, fazendo suas as palavras do salmista quando diz: 55Durante a noite lembro-me do Vosso nome, Senhor” (Sl 119, 55). Outros ainda, podem querer reservar um tempo nos dois períodos, manhã e noite, para a sua prática da Oração. O importante é fazê-la diariamente, resistindo à tentação que, inevitavelmente surgirá em vários momentos e com argumentos aparentemente muito válidos, de a abandonar. Não deixemos passar um dia sequer, sem nos ocuparmos deste santo exercício. Uma prática diária de 30 minutos no início e no final do dia é uma boa regra de oração, mas, podemos começar com 10 minutos, e ir aumentando o tempo a pouco-e-pouco.
Como para todo o tipo de oração, também para a Oração de Jesus, é fundamental, exigido e conveniente procurar o silêncio exterior e do espírito, convém recordar que Jesus se retirava para um lugar solitário para rezar (cf. Mc 1, 35). Evitar todos os pensamentos, mesmo aqueles que possam parecer lícitos, regressar constantemente às profundezas do coração, lá permanecer e dizer: “Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, pecador” (cf. Lc 18, 38). Por vezes só dizemos «Senhor Jesus Cristo, tem piedade de mim». Em seguida mudamos de novo: «Filho de Deus, tem piedade de mim»; esta última forma, segundo Gregório «O Sinaita», é a mais fácil para os iniciantes. Mas não se deve mudar frequentemente de formula, aconselha-nos ele, mas só às vezes. Invoquemos o Senhor Jesus com um fervoroso desejo e uma paciente expectativa, abandonando todo o pensamento. Se constatarmos a impureza da presença dos espíritos malignos, ou seja dos pensamentos, que surgem ao nosso espírito, não lhe dêmos atenção, mas retenhamos a respiração, encerrando o nosso espírito no coração, invoquemos o Senhor Jesus, constantemente, sem distração e eles serão, invisivelmente, queimados pelo Nome Divino[5], como diz o salmista 2Levanta-se o Senhor e os seus inimigos dispersam-se” (Sl 67, 2).
11Parai! Reconhecei que Eu sou Deus” (Sl 46, 11). Sentemo-nos em silêncio. Abaixemos a cabeça, fechemos os olhos, respiremos suavemente, e imaginemo-nos olhando para o nosso próprio coração. Levemos os pensamentos, da cabeça para o coração: “É conveniente descer do cérebro ao coração”[6].
“Ao inspirar, diga: «Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus», ao expirar diga: «tende piedade de mim, pecador». Diga movendo os lábios suavemente ou pode simplesmente dizê-lo na sua mente. Tente colocar todos os outros pensamentos de lado. Pois, “Aqueles que se consagram ao verdadeiro serviço de Deus pela incessante Oração de Jesus devem proteger-se particularmente da dispersão dos pensamentos e absolutamente não deve ceder à «tagarelice» mental”[7]. Tenhamos calma, sejamos pacientes e perseverantes - não desistamos à primeira dificuldade -, e repitamos este exercício espiritual diariamente.
São numerosos os Padres da Igreja que, afirmam ser a Oração de Jesus ou do Coração, “essencial” para o nosso crescimento espiritual. Ela proclama a nossa fé e mais do que qualquer outra, ajuda-nos a ser capazes de “estar na presença de Deus”. Isso significa que ela nos ajuda a concentrar a nossa mente exclusivamente em Deus, com “nenhum outro pensamento”. Neste momento, quando a nossa mente está totalmente concentrada em Deus, descobrimos uma relação muito pessoal e direta com Ele, tendemos para Ele irresistivelmente, experimentamos dum modo novo a total dependência que d’Ele tem a nossa Alma. Dir-se-ia que esta experimenta, em si mesma, a realidade daquelas palavras: “12não há salvação em nenhum outro, pois não há debaixo do céu qualquer outro nome, dado aos homens, que nos possa salvar” (Act 4, 12)[8].
A Oração de Jesus, é ao mesmo tempo uma disciplina e uma oração. Como oração, ela proclama a nossa fé em Deus e procura a Sua divina Misericórdia para o nosso evidente pecado. Como disciplina, a sua prática ajuda-nos a controlar a nossa mente e os seus muitos e dispersos pensamentos, para que possamos concentrar a nossa atenção em Deus, cada vez mais frequentemente, durante a nossa vida diária. O objetivo é tornar-nos um com Deus e tornar a nossa vida uma oração contínua e dedicada a agir de acordo com a Vontade de Deus.

[1] Cf. Jacques Serr e Olivier Clément, “La Prière du Coeur”, Abbaye Bellefontaine, Bégrolles-en-Mauges, 2011, pág. 10.
[2] Cf. Évêque Ignace Briantchaninov, “Approches de la prière de Jésus”, Abbaye Bellefontaine, Bégrolles-en-Mauges, 1983, pág. 109.
[3] Cf. Jacques Serr e Olivier Clément, “La Prière du Coeur”, Abbaye Bellefontaine, Bégrolles-en-Mauges, 2011, pág. 11.
[4] André Louf, “El camino cisterciense – en la escuela del amor”, Monte Carmelo, Burgos, 2005, pág. 46.
[5] Cf. Jacques Serr e Olivier Clément, “La Prière du Coeur”, Abbaye Bellefontaine, Bégrolles-en-Mauges, 2011, pág. 13.
[6] Idem, pág. 16.
[7] Évêque Ignace Briantchaninov, “Approches de la Prière de Jésus”, Abbaye Bellefontaine, Bégrolles-en-Mauges, 1983, pág. 196.
[8] Cf. Monge da Cartuxa Scala Coeli, “A Oração de Jesus – caminho para a Intimidade com Deus”, Editorial A.O., Braga, 2013, pág. 22

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020


Mostrai-nos o vosso rosto e seremos salvos!”
(Sl 80 [79], 8)

Em 1958, o Papa Pio XII definiu a 3ª feira anterior à 4ª feira de Cinzas como Festa da Sagrada Face de Jesus.

Jesus, na primeira Terça-feira de 1937, à Beata Maria Pierina De Micheli: “Contemplando a minha Face, as almas participarão dos meus sofrimentos, e sentirão a necessidade de amar e reparar. Não será esta a verdadeira devoção ao meu Coração?”

ORAÇÃO À SAGRADA FACE DE JESUS
Sagrada Face do meu doce Jesus,
expressão viva e eterna do amor e do martírio divino
sofrido pela redenção humana,
adoro-Vos e amo-Vos.
Consagro-Vos hoje e sempre todo o meu ser.
Ofereço-te, pelas mãos puríssimas da Rainha Imaculada,
as acções e os sofrimentos deste dia,
para expiar e reparar os pecados das pobres criaturas.
Fazei de mim um verdadeiro apóstolo Vosso.
Que o Vosso olhar suave
esteja sempre presente
e se ilumine de misericórdia
na hora da minha morte.
Amém.
Sagrada Face de Jesus, olhai-nos com misericórdia.
Com aprovação eclesiástica.

domingo, 9 de fevereiro de 2020



Em Setembro de 1990 ou 91, recebia da Serva de Deus Chiara Lubich, como Palavra de Vida, aquela que escutámos na 2ª leitura de Santa Missa deste Domingo, da 1ª Carta aos Coríntios: “Julguei não dever saber outra coisa entre vós a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado” (1Cor 2, 2) e como nome novo a confirmação do que me havia sido dado, pelos meus pais, no baptismo Marcelino, ao qual deveria acrescentar “de Jesus Abandonado”. Marcelino de Jesus Abandonado, eis a minha nova identidade, com a recomendação de que, ao menos por mim, não voltasse a ecoar o grito de Abandonado no alto da Cruz: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?” (Mt 27, 46)
… de Jesus Abandonado.
É clara a minha missão, a minha vocação,
o desígnio de Deus sobre mim…
amar profundamente Jesus,
viver na mais íntima comunhão com o Transfigurado
...e não permitir que o grito do Abandonado:
“Meu Deus, meu Deus, porquê me abandonaste?” (Mt 27, 46),
volte a ecoar sobre a face da terra.
Não permitir que, no Getsémani,
Jesus se volte a sentir sozinho,
na sua “tristeza de morte” (Mt 26, 38)
e a dizer: “«Nem sequer pudeste vigiar uma hora comigo!” (Mt 26, 40)
Que em circunstância alguma,
o Verbo de Deus, feito Homem das Dores,
se volte a sentir Abandonado e só…
A minha missão, a minha vocação,
o desígnio de Deus sobre mim…
amá-LO, adorá-LO, contemplá-LO, conformar-me a Ele,
ser seu companheiro e vigiar com Ele (cf. Mt 26, 38) ...
Mesmo que todos Vos abandonem, Jesus,
concedei-me a graça de Vos ser fiel
e jamais Vos deixar só…
A minha missão, a minha vocação,
o Vosso desígnio de amor sobre mim…
Amar-Vos, ser Vossa companhia,
viver no Vosso Coração
e d’Ele ser bálsamo
que, com amor, suaviza e cura a ferida
da Vossa Solidão ... do Vosso Abandono!
(Fátima, 20/8/2009 e Borba, 22/4/2011)

sexta-feira, 7 de junho de 2019


No Seu Mês,
Mergulhando no Seu Divino Coração
7 de Junho
Sagrado Coração de Jesus que tanto nos amais,
fazei que eu vos ame, sempre, cada vez mais.

Consagração ao Coração de Jesus
J.M.J.
Coração dulcíssimo de Jesus
Profundamente humilhado e intimamente confundido pela minha ingratidão e mesquinhez para convosco venho neste dia prostrar-me a vossos pés e pedir-vos humildemente perdão. Coração abrasado, não me recusareis por certo esta graça. Eu quisera também compensar-vos das ofensas que neste sacramento sofreis, tendes sofrido e sofrereis de mim e de tantos outros; mas que poderei eu oferecer-vos que seja digno de vós? Ah! meu Jesus, não permitais que eu vos torne a ofender ou que de vós me afaste. Dai fervor, generosidade, amor ao meu coração, para que ele seja uma vítima imolada por vós. Vejo-me tão fraco, tão inconstante, tão indigno, que não me atrevo a grandes promessas; faço-vos porém, ó meu Jesus, plena e irrevogável oferta de mim mesmo. Ofereço-me a vós, em honra de Maria e pelas mãos de Maria, para o que vós quiserdes e como vós quiserdes, sem reserva nem condição alguma. Se quereis que eu sofra, seja humilhado e desprezado, tudo isso eu quero por vós, peço-vos porém amor para amar isto tudo, porque eu nada posso. Irrevogávelmente a vós me consagro, não quero nada por mim, mas tudo por vós, meu amor supremo. Ao vosso Coração me consagro, nele quero viver, nele quero morrer para mim e para o mundo. Já não pertenço a mim mesmo, fazei de mim o que vos aprouver. Abençoai o meu sacerdócio, abençoai a minha missão nesta casa, abençoai os seminaristas que me confiastes, abençoai o meu Prelado, abençoai os meus parentes, e tomai posse de mim. Ó Jesus, amor e só amor!
P. Manuel Mendes da Conceição Santos
Escrito a 8 de Junho de 1907, festa do Sagrado Coração de Jesus,
quando era Vice-Reitor do Seminário da Guarda.
Servo de Deus
D. Manuel Mendes da Conceição Santos
Arcebispo de Évora

quinta-feira, 6 de junho de 2019


No Seu Mês,
Mergulhando no Seu Divino Coração
6 de Junho
Sagrado Coração de Jesus que tanto nos amais,
fazei que eu vos ame, sempre, cada vez mais.

Incendiai o meu coração
Eu Vos saúdo,
Ó Sagrado Coração de Jesus,
fonte viva e vivificante da vida eterna,
tesouro infinito do Amor Divino.
Sois o lugar do meu repouso,
o refúgio da minha segurança.
Ó meu amável Salvador,
incendiai o meu coração
com o amor ardentíssimo
que queima o Vosso;
derramai no meu coração
as grandes graças
de que o Vosso é a fonte;
que a Vossa Vontade seja a minha
e que a minha esteja
eternamente conforme com a Vossa,
porque desejo que no futuro
a Vossa Santa Vontade seja norma
de todos os meus desejos
e de todas as minhas acções.
Santa Gertrudes de Helfta

quarta-feira, 5 de junho de 2019


No Seu Mês,
Mergulhando no Seu Divino Coração
5 de Junho
Sagrado Coração de Jesus que tanto nos amais,
fazei que eu vos ame, sempre, cada vez mais.

A Vós me abandono
Sagrado Coração de Jesus,
sois o meu único refúgio
e a minha esperança segura.
Sois o remédio dos meus males,
o alívio das minhas misérias,
a reparação dos meus erros,
o suplemento do que me falta,
a certeza das minhas dúvidas.
Sois a minha fonte infalível
e inesgotável de luz,
de força, de constância,
de paz e de bênção.
Amais-me com um amor infinito.
Tende piedade de mim e fazei de mim,
em Vós e por Vós, o que quiserdes,
porque eu abandono-me a Vós,
convencida de que nunca me deixareis.
Santa Madalena Sofia Barat

terça-feira, 4 de junho de 2019


No Seu Mês,
Mergulhando no Seu Divino Coração
4 de Junho
Sagrado Coração de Jesus que tanto nos amais,
fazei que eu vos ame, sempre, cada vez mais.

Doa-me um outro coração
Senhor Jesus,
permite-me que eu Te doe o meu coração por inteiro,
porque também Tu me doaste
todo o Teu Coração.
Mestre amado, doa-me um outro coração
um coração novo de cristão
que seja semelhante ao Teu.
Coração humilde de Jesus,
concede-me que eu renuncie
a todo o amor próprio:
que morra em ti.
Coração paciente de Jesus,
concede-me que eu morra à minha vontade,
como Tu o fizeste, Senhor.
Tira do meu coração toda a maldade:
derrama nele a Tua graça
lava-o com o Teu Sangue, de todo o pecado
e enche-o do Teu Amor,
para que eu seja totalmente abandonado à Tua Vontade.
Johannes Arndt

segunda-feira, 3 de junho de 2019

No Seu Mês,
Mergulhando no Seu Divino Coração
3 de Junho
Sagrado Coração de Jesus que tanto nos amais,
fazei que eu vos ame, sempre, cada vez mais.

Senhor Jesus,
que o Vosso Coração
seja para mim força no combate,
apoio na minha fraqueza,
Luz e Guia nas trevas,
emenda dos meus defeitos,
santificação das minhas acções e intenções.
Ó Coração de Jesus,
consumi em Vós
tudo o que eu sou e tenho,
e coloca em mim o que é Vosso:
transformai-me em Vós.
Quero viver apenas de Vós e para Vós.
Por isso, sede a minha vida,
o meu amor e o meu Tudo.
Santa Margarida Maria Alacoque

domingo, 2 de junho de 2019


No Seu Mês,
Mergulhando no Seu Divino Coração
2 de Junho
Sagrado Coração de Jesus que tanto nos amais,
fazei que eu vos ame, sempre, cada vez mais.

O Farol Luminoso
Jesus, que o Vosso Coração
seja o farol luminoso da nossa fé,
a ancora segura da nossa esperança,
o símbolo da nossa bandeira,
o escudo impenetrável da nossa fraqueza,
a bela aurora de uma paz imperturbável,
o laço apertado de uma santa concórdia,
a nuvem que fecunda o nosso campo,
o sol que ilumina o nosso horizonte,
a veia riquíssima
de prosperidade e de abundância de que precisamos.
Que todos,
ao contemplar a verdadeira alegria
e a felicidade do nosso coração,
se refugiem por sua vez no Vosso Coração que ama
e usufruam da paz
que essa fonte pura
e símbolo perfeito de amor e de caridade
oferece ao mundo.
São João Paulo II

sábado, 1 de junho de 2019

No Seu Mês,
Mergulhando no Seu Divino Coração
1 de Junho

Sagrado Coração de Jesus que tanto nos amais,
fazei que eu vos ame, sempre, cada vez mais.

No Coração de Jesus, Deus ama-nos e convida-nos ao amor
"O culto ao Sacratíssimo Coração de Jesus é na substância o culto do amor que Deus tem por nós em Jesus, e ao mesmo tempo, a prática do nosso amor para com Deus e os outros homens. Este culto propõe o amor de Deus para connosco como objecto de adoração, acção de graças e imitação; ele tem com finalidade conduzir-nos à perfeição e à plenitude do amor que nos une a Deus e aos outros homens, seguindo cada vez mais alegres o mandamento novo que o divino Mestre deixou aos apóstolos como herança sagrada, quando lhes disse: ‘Dou-vos um mandamento novo: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei…"
Pio XII, “Haurietis aquas in gáudio”

quarta-feira, 27 de março de 2019


Ó Cristo, Verbo do Pai,
Rei glorioso entre os santos
Luz e Salvação do mundo,
em Vós cremos.
Alimento e bebida de vida,
bálsamo e morada,
força, refúgio, conforto
em Vós esperamos.
Iluminai com o Vosso Espírito
a escura noite do mal,
orientai o nosso caminho ao encontro do Pai.
Ámen

segunda-feira, 18 de março de 2013

Oração da Humildade
Jesus, Manso e Humilde de Coração: Ouvi-me.
Do desejo de ser lisonjeado: Livrai-me, Jesus.
Do desejo de ser louvado: Livrai-me, Jesus.
Do desejo de ser honrado: Livrai-me, Jesus.
Do desejo de ser lisonjeado: Livrai-me, Jesus.
Do desejo de ser aplaudido: Livrai-me, Jesus.
Do desejo de ser preferido a outros: Livrai-me, Jesus.
Do desejo de ser consultado: Livrai-me, Jesus.
Do desejo de ser aceite: Livrai-me, Jesus.
Do temor de ser humilhado: Livrai-me, Jesus.
Do temor de ser desprezado: Livrai-me, Jesus.
Do temor de ser repreendido: Livrai-me, Jesus.
Do temor de ser caluniado: Livrai-me, Jesus.
Do temor de ser esquecido: Livrai-me, Jesus.
Do temor de ser posto a ridículo: Livrai-me, Jesus.
Do temor de ser injuriado: Livrai-me, Jesus.
Do temor de ser julgado com malícia: Livrai-me, Jesus.
Que outros sejam mais amados que eu: Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que outros sejam mais estimados que eu: Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que outros cresçam na opinião do mundo e eu me eclipse: Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que outros sejam louvados e de mim não façam caso: Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que outros ocupem cargos importantes e eu seja considerado inútil: Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que outros sejam preferidos a mime m tudo: Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros sejam mais santos que eu contanto que eu sejo o mais santo que possa: Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.