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sábado, 13 de junho de 2026

MENSAGEM DO SANTO PADRE LEÃO XIV

AOS SACERDOTES POR OCASIÃO DO

DIA DA SANTIFICAÇAO DOS SACERDOTES

[Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, 12 de junho de 2026]

Queridos irmãos sacerdotes,

no dia em que a Igreja contempla o Coração trespassado do seu Senhor, do qual brota uma fonte inesgotável de paz e unidade para todo o género humano, dirijo, em primeiro lugar, a mim mesmo e a todos vós as palavras que Deus disse ao povo de Israel: «Sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo» (Lv 19, 2; cf. 1 Pt 1, 16). Este chamamento divino percorre os séculos, ressoando também hoje com força para todos os crentes e, de forma particularmente exigente, para nós, sacerdotes. A santidade não é uma opção entre tantas outras, nem um ideal abstrato: ela interpela a própria identidade de toda pessoa que deseja participar na vida do Ressuscitado.

A santidade é participação no mistério de Cristo

Deus convida-nos a participar na sua própria santidade. Quando nos chama a ser santos porque Ele é santo, indica-nos o caminho a seguir: deixarmo-nos moldar segundo o seu Coração. E para nós, caríssimos irmãos, este chamamento é particularmente radical. O Senhor prometeu: «Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos conduzirão com inteligência e sabedoria» (Jr 3, 15). A santidade que nos é pedida é um abandono confiante: deixarmo-nos transformar pelo seu Espírito Santo. No entanto, é precisamente aqui que surge o grande paradoxo da nossa vida sacerdotal: somos chamados a participar na própria santidade de Deus, mas trazemos este tesouro em vasos de barro (cf. 2 Cor 4, 7), somos limitados e imperfeitos, muitas vezes marcados por fraquezas e cansaços e, não raro, por feridas. Como pode um coração humano, tão vulnerável, responder a um chamamento tão elevado? O sacerdote vive esta tensão, mas sabe onde encontrar a paz: no peito aberto do Senhor Jesus.

Um caminho de união

A união do nosso coração com o Coração de Cristo não é uma experiência reservada a alguns poucos eleitos, mas um caminho sacramental, eucarístico, que se concretiza no dia-a-dia. Caríssimos irmãos, na Ordenação fomos configurados a Cristo, mas é preciso sempre reavivar em nós o dom da graça através da celebração diária da Eucaristia, da oração, da meditação da Palavra de Deus e do serviço humilde aos irmãos e irmãs. Permaneçamos unidos a Cristo em tudo: no que fazemos e no que nos acontece diariamente. Então a santidade, procurada em vão com esforços isolados, revelar-se-á pelo que é: correspondência à graça que nos precede, sustenta e transfigura. Com efeito, não existem compartimentos separados na nossa humanidade. A oração, o ministério, as relações, o cansaço, as alegrias e os fracassos, até mesmo o tempo aparentemente perdido ou o amor que parece desperdiçado, tudo se torna um lugar privilegiado para a revelação de Deus e do seu amor infinito.

O sacerdote com um coração íntegro, simples e puro é contemplativo no meio da ação, misericordioso, fiel na provação, alegre na entrega de si mesmo. O mundo tem uma grande necessidade de pastores que não ofereçam apenas palavras ou programas, mas o testemunho vivo dum coração reconciliado, espalhando o bom perfume da santidade de Cristo. Uma vida sacerdotal firme e configurada com o Coração de Jesus é sinal credível de unidade, paz e misericórdia. Assim, num tempo marcado por divisões e medos, podemos ser construtores de paz, testemunhas da ternura do Bom Pastor, que sabe reunir os dispersos e cuidar dos feridos, e o nosso zelo não é agitação, mas o transbordar dum amor que «é êxtase, é saída, é dom, é encontro» (FranciscoCarta enc. Dilexit nos, 28).

O Coração de Cristo é o coração dos santos

A resposta à vocação para ser santos não está tanto no esforço de ascetismo e perfeição, embora necessário, mas na adesão confiante ao amor revelado no Coração trespassado de Jesus. O apóstolo João faz-nos contemplar o peito aberto do Crucificado (cf. Jo 19, 34), no qual Deus nos mostra definitivamente como Ele é santo: não na distância inacessível duma perfeição separada, mas num amor que se doa ao ponto de se deixar ferir, tornando-se assim fonte de misericórdia e de vida. O Sagrado Coração de Jesus é o ícone por excelência do amor de Deus: um amor todo-poderoso precisamente porque capaz de se fazer vulnerável, de transformar a dor em graça e o sofrimento em esperança.

Esse Coração abençoado é, portanto, o “lugar” onde a santidade se mostra como proximidade e ternura. A santidade do sacerdote pode, assim, manifestar-se na proximidade humilde e corajosa, no ser de todos e para todos, mantendo aberta a porta do redil para que muitos possam entrar e encontrar pastagem e descanso (cf. Jo 10, 9). Por isso, é-nos pedida uma relação com Deus que não nos afaste dos homens, mas nos torne próximos de todos, que molde corações pacientes, ternurentos, capazes de proximidade, compaixão e escuta. Deste modo, através da união do nosso coração imperfeito com o Coração trespassado de Jesus, realiza-se o nosso caminho de santidade. Já não somos nós que vivemos, mas é Cristo que vive em nós (cf. Gl 2, 20). Uma santidade assim não se vive a sós. Zelai pela fraternidade presbiteral: procurai-vos, escutai-vos, ajudai-vos uns aos outros. O sacerdote que se isola, apaga-se lentamente; o sacerdote que caminha com os irmãos cresce. Santo Agostinho recorda-nos: «Como podemos não nos encontrar nas trevas? Amando os irmãos. Qual é a prova de que amamos os irmãos? Esta: não destruir a unidade e praticar a caridade» (In Epist. Io. ad Parthos II, 3).

Caríssimos sacerdotes, renovai todos os dias o vosso “eis-me aqui” perante o Coração trespassado de Cristo. Entregai-vos totalmente a Ele, para que possais amar o seu povo com o mesmo amor com que Ele o ama. E lembrai-vos com alegria, como gostava de repetir o Santo Cura d’Ars, que «o sacerdócio é o amor do Coração de Jesus» (cf. Bento XVICarta para a Proclamação de um Ano Sacerdotal [16 de junho de 2009]: AAS 101 [2009], 569). Este amor é penhor e garantia de que nada de nós se perderá, se tudo for entregue e oferecido. Confio todos e cada um à Virgem Maria, Mãe dos Sacerdotes. Ela, que guardou no seu coração o mistério do Filho, nos ensine a conservar e a deixar pulsar em nós o Coração de Cristo, Salvador do mundo.

12 de junho de 2026, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus.

LEÃO PP. XIV

quarta-feira, 13 de novembro de 2013



Senhor nosso Deus e nosso Pai,
obrigado pelo dom de Jesus Cristo,
Teu Filho e nosso Irmão.
Ele vem aos nossos corações,
converte-nos e transforma-nos,
faz de nós Teus filhos bem amados.
Ajuda-nos a crescer no amor filial,
até à estatura do Homem Perfeito,
até às alturas do amor e do serviço.
Fortalece os nossos seminaristas,
com o dom do Teu Espírito,
para que sejam imagem de Jesus,
vejam com os Seus olhos,
amem com os Seus sentimentos,
sirvam com as Suas disposições filiais.
Nesta Semana dos Seminários,
nós te suplicamos, pela intercessão de Maria:
concede à Tua Igreja
muitas e santas vocações sacerdotai.
Ámen.

quarta-feira, 1 de maio de 2013


Precisamos de um sacerdote que entenda de humanidade e de graça divina. Um sacerdote que, como Jesus e em seu nome, perdoe os nossos pecados, reze por nós, ofereça por nós o Sacrifício do altar, nos dê a Comunhão e, nos ofereça, com generosidade o alimento da Eucaristia e da Palavra de Deus. Um sacerdote que, como o Senhor Jesus, nos console nos momentos difíceis, anime para continuar caminhando como cristãos - com confiança e esperança - pelo caminho da vida e esteja ao nosso lado nos momentos decisivos da passagem à vida eterna. Neste sentido, o Santo Cura de Ars dizia que a maior bênção para uma paróquia era ter um sacerdote conforme o Coração de Cristo.
Isto são os sacerdotes.
Cf. Celso Morga Iruzubieta, Secretário da Congregação para o Clero, in “Palabra”, Abril de 2013, nº 598, pg. 53
Tradução do autor deste blog.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Come il pellicano - GEN VERDE




No deserto do exílio e entre espinhos,
quando o mal pesa e o mundo parece negro,
permanece ali para a todos dizer:
Que o Céu não está longe nem fechado.
Que para todos o Infinito tem uma carícia,
que nos estreita ao coração e enxuga o nosso
pranto.
Permanece ali para a todos dizer:
que nenhum jamais será esquecido.
 Abre como o pelicano,
as tuas asas ao Infinito,
como na Cruz no abraço,
que se alarga sobre a criação.
Deixa como o pelicano,
que o teu coração seja esquartejado,
na Sua a tua ferida,
seja nascente de Vida.
 Deixa que nos venha o sangue do perdão,
a Água Viva e o Eterno feito Pão,
o Óleo sobre as feridas,
fogo e sal de palavras jamais escutadas.
E depois deixa que te vejam de joelhos,
a lavar pés cheios de chagas.
Permanece ali para a todos dizer,
este Amor Imenso que se pode tocar.

Texto: Paola Stradi
Música: M. Thérèse Henderson e Nancy Uelmen

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Hoje cumpro 17 anos de Ordenação Sacerdotal.
Vejam só a leitura da missa de hoje... que presente maravilhosamente refrescante o Bom Deus me ofereceu.
Leitura da Profecia de Oseias (Os 2, 16.17b-18.21-22)
Eis o que diz o Senhor: «Hei-de atrair ao meu amor a casa de Israel, hei-de conduzi-la ao deserto e falar-lhe ao coração. Ali corresponderá como nos dias da sua juventude, quando saiu da terra do Egipto. Nesse dia, diz o Senhor, chamar-Me-ás ‘meu marido’ e não ‘meu baal’. Farei de ti minha esposa para sempre, desposar-te-ei segundo a justiça e o direito, com amor e misericórdia. Desposar-te-ei com fidelidade e tu conhecerás o Senhor».
Com a graça de Deus... pertença de Deus para sempre.

sexta-feira, 15 de junho de 2012


Jornada de Oração pela Santificação dos Sacerdotes
ORAÇÃO PELOS SACERDOTES
(oração indulgenciada por S. Pio X em 03/03/1905)
Ó Jesus, Pontífice Eterno, Divino Sacrificador,
Vós que, no Vosso incomparável amor,
deixastes sair do Vosso Sagrado Coração o sacerdócio cristão,
dignai-Vos derramar, nos Vossos sacerdotes,
as ondas vivificantes do Amor infinito.
Vivei neles, transformai-os em Vós,
tornai-os, pela Vossa graça,
instrumentos de Vossas Misericórdias.
Actuai neles e por eles,
e fazei que, revestidos inteiramente de Vós
pela fiel imitação de Vossas adoráveis virtudes,
operem, em Vosso nome e pela força de Vosso espírito,
as obras que Vós mesmo realizastes para a salvação do mundo.
Divino Redentor das almas,
vede como é grande a multidão dos que dormem ainda nas trevas do erro;
contai o número dessas ovelhas infiéis que ladeiam os precipícios;
considerai a multidão dos pobres, dos famintos,
dos ignorantes e dos fracos que gemem ao abandono.
Voltai para nós por intermédio dos Vossos sacerdotes.
Revivei neles; atuai por eles,
e passai de novo através do mundo, ensinando, perdoando, consolando, sacrificando,
e reatando os laços sagrados do amor entre o Coração de Deus e o coração humano.
Amém.
Do livro «O Sagrado Coração e o Sacerdócio», de Madre Luísa Margarida Claret de La Touche

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Meu é o projecto de vida de São João Baptista:
“Ele é que deve crescer, e eu diminuir” (Jo 3, 30).
A verdadeira alegria consiste em não ser nada,
para que Deus seja “Tudo” em todos.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Marcelino, vem e segue-me...
farei de ti pescador de homens.
Começa hoje a Novena de Nossa Senhora das Candeias, a queridíssima Padroeira da minha terra...
Foi à sombra do seu manto maternal e protector e num dos últimos dias da novena (provávelmente no dia 29 de Janeiro), que senti o chamamento de Deus, ao sacerdócio, tinha então 6 anos, já lá vão 37...
Era tudo tão misteriosamente sereno, pacífico, belo e encantador que pensei: "Quero passar a minha vida a fazer estas coisas, as coisas de Deus".
No fim da novena, no adro do Santuário que, fica no castelo e tem a Vila de Mourão a seus pés, disse a minha santa mãe: "Mãe, quando o Padre Inácio morrer (com a graça de Deus ainda é o pároco da minha terra), vou enterrá-lo e fico o padre da Senhora das Candeias". Todos se riram ternamente deste pueril desejo de criança a que não deram crédito. No meu coração pensei: "Não acreditam em mim, mas hã-de ver..." e passados 20 anos viram.
Com a graça de Deus, fui chamado logo de manhãzinha...
Por esta delicadeza divina dou graças ao Bom Deus... não o mereço, mas Ele assim o quis.
Que tudo seja para "Louvor da Sua glória" (Ef 1, 14).

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O POVO DE DEUS “REZA PELOS SACERDOTES”
“Estes são os que não se perverteram com mulheres, porque são virgens; estes são os que seguem o Cordeiro para toda a parte. Foram resgatados, como primícias da humanidade, para Deus e para o Cordeiro. Na sua boca não se achou mentira: são irrepreensíveis.” (Ap 14, 4-5)

“Possam todas as comunidades cristãs tornar-se "autênticas escolas de oração", onde se reze a fim de que não faltem trabalhadores no vasto campo do trabalho apostólico. Além disso, é necessário que a Igreja acompanhe com constante primor espiritual as pessoas chamadas por Deus e que "seguem o Cordeiro por onde quer Ele vá" (Ap 14, 4). Refiro-me aos sacerdotes, às religiosas, aos religiosos, aos eremitas, às virgens consagradas, aos membros dos Institutos seculares, em síntese, a todos aqueles que receberam o dom da vocação e trazem “este tesouro... em vasos de barro" (2 Cor 4, 7).
Mensagem do Beato João Paulo II para o 41º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O SACERDOTE “CONSTRUTOR DE COMUNIDADE”
”Ainda que eu distribua todos os meus bens e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, de nada me aproveita. O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento. Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais passará.” (1ª Cor, 13, 3-8)

“...aprendei d’Aquele que Se definiu a Si mesmo como manso e humilde de coração, despojando-vos para isso de todo o desejo mundano, de modo que não busqueis o vosso próprio interesse, mas edifiqueis, com a vossa conduta, aos vossos irmãos…”
Homilia do Papa Bento XVI aos Seminaristas na XXVI JMJ de Madrid (20 de Agosto de 2011)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O SACERDOTE “COMPANHEIRO DE VIAGEM
E SERVIDOR DOS HOMENS”
“...aproximou-se deles o próprio Jesus e pôs-se com eles a caminho…” (Lc 24, 15)

«Eis-me aqui para fazer a Tua vontade» (cf. Sal 39, 8-9). [Jesus] Procurava agradar [ao Pai] em tudo: ao falar e ao agir, percorrendo os caminhos ou acolhendo os pecadores. A Sua vida foi um serviço, e a sua dedicação abnegada uma intercessão perene, colocando-Se em nome de todos diante do Pai com Primogénito de muitos irmãos. ... A Eucaristia, ..., é a expressão real dessa entrega incondicional de Jesus por todos, incluindo aqueles que O entregavam: … . O corpo rasgado e o sangue derramado de Cristo, … , converteram-se, através dos sinais eucarísticos, na nova fonte da liberdade redimida dos homens. N’Ele temos a promessa duma redenção definitiva e a esperança segura dos bens futuros. Por Cristo, sabemos que não estamos caminhando para o abismo, para o silêncio do nada ou da morte, mas seguindo para a terra prometida, para Ele que é nossa meta e também nosso princípio. Queridos amigos, preparais-vos para ser apóstolos com Cristo e como Cristo, para ser companheiros de viagem e servidores dos homens.”
Homilia do Papa Bento XVI aos Seminaristas na XXVI JMJ de Madrid (20 de Agosto de 2011)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O SACERDOTE “IMAGEM DE CRISTO”
“… deixai-vos transformar, adquirindo uma nova mentalidade, para poderdes discernir qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que lhe é agradável, o que é perfeito.” (Rm 12, 2) e poderdes dizer com verdade e com a vida “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim.” (Gl 2, 20).

“Cada época tem os seus problemas, mas Deus dá em cada tempo a graça oportuna para os assumir e superar com amor e realismo. Por isso, em toda e qualquer circunstância em que se encontre e por mais dura que esta seja, o sacerdote tem de frutificar em toda a espécie de boas obras, conservando sempre vivas no seu íntimo aquelas palavras do dia da sua Ordenação com que era exortado a configurar a sua vida com o mistério da cruz do Senhor. Configurar-se com Cristo comporta, ..., identificar-se sempre mais com Aquele que por nós Se fez servo, sacerdote e vítima. Na realidade, configurar-se com Ele é a tarefa em que o sacerdote há-de gastar toda a sua vida. Já sabemos que nos ultrapassa e não a conseguiremos cumprir plenamente, mas, como diz São Paulo, corremos para a meta esperando alcança-la (cf. Flp 3, 12-14).”
Homilia do Papa Bento XVI aos Seminaristas na XXVI JMJ de Madrid(20 de Agosto de 2011)

domingo, 6 de novembro de 2011

ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES SACERDOTAIS
Senhor Jesus, Bom Pastor,
que em obediência ao Pai
dais a vida pelas ovelhas,
concedei-nos as vocações sacerdotais
de que a Igreja e o mundo tanto necessitam.
Fazei que as nossas famílias e comunidades
sejam campo fértil, onde possam germinar.
Abençoai o trabalho apostólico
dos sacerdotes, catequistas e educadores
para que acompanhem a vocação sacerdotal
daqueles que escolheis
Dai aos jovens seminaristas a coragem de Vos seguir
e o dom de configurarem o seu coração com o Vosso.
E que Santa Maria, Vossa Mãe, Rainha dos Apóstolos,
os guie e proteja, até chegarem a ser
pastores consagrados a Deus e ao seu Povo.
ÁMEN.

sábado, 20 de agosto de 2011

Excertos
SANTA MISSA COM OS SEMINARISTAS
HOMILIA DO PAPA BENTO XVI
Catedral de Santa Maria la Real de la Almudena di Madrid
Sábado, 20 de Agosto de 2011

… comprovo de novo como Cristo continua chamando jovens discípulos para fazer deles seus apóstolos, permanecendo assim viva a missão da Igreja e a oferta do evangelho ao mundo. Como seminaristas, estais a caminho para uma meta santa: ser continuadores da missão que Cristo recebeu do Pai. Chamados por Ele, seguistes a sua voz; e, atraídos pelo seu olhar amoroso, avançais para o ministério sagrado. Ponde os vossos olhos n’Ele, ... Dai-Lhe graças por este sinal de predilecção que reserva para cada um de vós.
… Queridos amigos, vos preparais para ser apóstolos com Cristo e como Cristo, para ser companheiros de viagem e servidores dos homens.
Como haveis de viver estes anos de preparação? …, devem ser anos de silêncio interior, de oração permanente, de estudo constante e de progressiva inserção nas actividades e estruturas pastorais da Igreja. … . A santidade da Igreja é, antes de mais nada, a santidade objectiva da própria pessoa de Cristo, do seu evangelho e dos seus sacramentos, a santidade daquela força do alto que a anima e impele. Nós devemos ser santos para não gerar uma contradição entre o sinal que somos e a realidade que queremos significar.
Meditai bem este mistério da Igreja, vivendo os anos da vossa formação com profunda alegria, em atitude de docilidade, de lucidez e de radical fidelidade evangélica, bem como numa amorosa relação com o tempo e as pessoas no meio de quem viveis. É que ninguém escolhe o contexto nem os destinatários da sua missão. Cada época tem os seus problemas, mas Deus dá em cada tempo a graça oportuna para os assumir e superar com amor e realismo. Por isso, em toda e qualquer circunstância em que se encontre e por mais dura que esta seja, o sacerdote tem de frutificar em toda a espécie de boas obras, conservando sempre vivas no seu íntimo aquelas palavras do dia da sua Ordenação com que se lhe exortava a configurar a sua vida com o mistério da cruz do Senhor. Configurar-se com Cristo comporta, queridos seminaristas, identificar-se sempre mais com Aquele que por nós Se fez servo, sacerdote e vítima. Na realidade, configurar-se com Ele é a tarefa em que o sacerdote há-de gastar toda a sua vida. Já sabemos que nos ultrapassa e não a conseguiremos cumprir plenamente, mas, como diz São Paulo, corremos para a meta esperando alcançá-la (cf. Flp 3, 12-14). Mas Cristo, Sumo Sacerdote, é igualmente o Bom Pastor, que cuida das suas ovelhas até ao ponto de dar a vida por elas (cf. Jo 10, 11). Para imitar nisto também o Senhor, o vosso coração tem de ir amadurecendo no Seminário, colocando-se totalmente à disposição do Mestre. Dom do Espírito Santo, esta disponibilidade é que inspira a decisão de viver o celibato pelo Reino dos céus, o desprendimento dos bens da terra, a austeridade de vida e a obediência sincera e sem dissimulação.
Pedi-Lhe, pois, que vos conceda imitá-Lo na sua caridade até ao fim para com todos, sem excluir os afastados e pecadores, …. Pedi-Lhe que vos ensine a aproximar-vos dos enfermos e dos pobres, com simplicidade e generosidade.
Apoiados no seu amor, não vos deixeis amedrontar por um ambiente onde se pretende excluir Deus e no qual os principais critérios por que se rege a existência são, frequentemente, o poder, o ter ou o prazer. Pode acontecer que vos desprezem, como se costuma fazer com quem aponta metas mais altas ou desmascara os ídolos diante dos quais muito se prostram hoje. Será então que uma vida profundamente radicada em Cristo se revele realmente como uma novidade, atraindo com vigor a quantos verdadeiramente procuram Deus, a verdade e a justiça.
…, abri a vossa alma à luz do Senhor para ver se este caminho, que requer coragem e autenticidade, é o vosso, avançando para o sacerdócio só se estiverdes firmemente persuadidos de que Deus vos chama para ser seus ministros e plenamente decididos a exercê-lo obedecendo às disposições da Igreja.
Com esta confiança, aprendei d’Aquele que Se definiu a Si mesmo como manso e humilde de coração, despojando-vos para isso de todo o desejo mundano, de modo que não busqueis o vosso próprio interesse, mas edifiqueis, com a vossa conduta, aos vossos irmãos, …. Amen.

sábado, 9 de julho de 2011

SIM... SIM... SIM
(16º aniversário da "minha" Ordenação Presbíteral)
Urge agradecer ao meu Deus, Uno e Trino, que sem merecimento algum da minha parte me escolheu para o número dos Seus ministros.
Que toda a minha vida, afectos, pensamentos e palavras... sejam um hino “… para louvor da Sua glória…” (Ef 1, 14). Pois, a vida que já não é minha, mas TODA de Deus, só tem sentido e utilidade por reconhecer a importância de Deus para a vida da Humanidade, colocando-O no centro da minha vida. Até porque preciso e desejo que me escolha como morada da Sua eleição: “«Se alguém me tem amor, há-de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará, Nós viremos a ele e nele faremos a nossa morada»” (Jo 14, 23), pois a isso me desafia o Santo Evangelho.
Predestinado por Deus Pai, redimido por Cristo, abrasado no fogo de amor do Espírito Santo, tudo em mim, deve tender para glorificar o Deus Uno e Trino “… para louvor da Sua glória…” (Ef 1, 14). Contemplando o Seu “Rosto” me vá deixando, por Ele, “despir das obras das trevas e revestir das armas da luz” (Rm 13, 12), com vista a dizer com o apóstolo Paulo: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20), “… para mim, viver é Cristo…” (Fl 2, 21) e com Maria a “Toda Pura” cantar: “A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.” (Lc 1, 46-47)
Para alcançar a perfeição evangélica,
no serviço de Deus e da Sua Igreja,
percorrer generosa e alegremente, este “divino caminho”,
viver a vida consagrada,
poder dizer com verdade e com a vida:
“…para mim, viver é Cristo…” (Fl 1, 21),
“Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2, 20),
“… para louvor da Sua glória…” (Ef 1, 14),
preciso e conto com a Graça de Deus,
a oração de todos,
a intercessão da Bem-Aventurada Virgem Santa Maria
e de Todos os Santos.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Jornada Mundial de Oração
pela Santificação dos Sacerdotes
Queira a Virgem Santa lançar o seu olhar carinhoso sobre todos nós, seus filhos predilectos, nesta festa anual do nosso sacerdócio. Coloque, em nosso coração, sobretudo um grande anseio de santidade. Escrevi na Exortação Apostólica Pastores dabo vobis:
«A nova evangelização tem necessidade de evangelizadores novos, e estes são os presbíteros que se esforçam por viver o seu sacerdócio como caminho específico para a santidade» (n. 82).
A Quinta-feira Santa, levando-nos até às origens do nosso sacerdócio, recorda-nos também a obrigação de tender para a santidade, a fim de sermos «ministros de santidade» para os homens e mulheres confiados ao nosso serviço pastoral.
Nesta perspectiva, vem a ser muito oportuna a proposta, sugerida pela Congregação para o Clero, de se celebrar, em cada diocese, um «Dia pela Santificação dos Sacerdotes», por ocasião da festa do Sagrado Coração de Jesus ou noutra data mais apropriada às exigências e costumes pastorais do lugar.
Faço minha esta proposta, almejando que tal iniciativa ajude os sacerdotes a conformarem-se cada vez mais plenamente com o coração do Bom Pastor.
Invocando sobre todos vós a protecção de Maria, Mãe da Igreja e Mãe dos sacerdotes, afectuosamente vos avenço-o.
Carta do Papa João Paulo II aos Sacerdotes por ocasião da Quinta-feira Santa de 1995

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Oração pelos Sacerdotes
da Pastores Dabo Vobis

Maria,
Mãe de Jesus Cristo e Mãe dos sacerdotes
recebei este preito que nós Vos tributamos
para celebrar a vossa maternidade
e contemplar junto de Vós o Sacerdócio
do vosso Filho e dos vossos filhos,
ó Santa Mãe de Deus.
Mãe de Cristo,
ao Messias Sacerdote destes o corpo de carne
para a unção do Espírito Santo
a salvação dos pobres e contritos de coração,
guardai no vosso Coração
e na Igreja os sacerdotes,
ó Mãe do Salvador.
Mãe da fé,
acompanhastes ao templo o Filho do Homem,
cumprimento das promessas feitas aos nossos Pais,
entregai ao Pai para Sua glória
os sacerdotes do Filho Vosso,
ó Arca da Aliança.
Mãe da Igreja,
entre os discípulos no Cenáculo,
suplicastes o Espírito
para o Povo novo e os seus Pastores,
alcançai para a ordem dos presbíteros
a plenitude dos dons,
ó Rainha dos Apóstolos.
Mãe de Jesus Cristo,
estivestes com Ele nos inícios
da Sua vida e da Sua missão,
Mestre O procurastes entre a multidão,
assististe-l'O levantado da terra,
consumado para o sacrifício único eterno,
e tivestes perto João, Vosso filho,
acolhei desde o princípio os chamados,
protegei o seu crescimento,
acompanhai na vida e no ministério
os Vossos filhos,
ó Mãe dos sacerdotes.
Amém!

sábado, 14 de maio de 2011

Ser padre é ser feliz.
Afirmo-o sem ilusões poéticas e plenamente consciente, ser padre é ser feliz... é que "eu sei a fonte que mana e corre embora seja noite..." (cf. São João da Cruz), "sei em quem pus a minha confiança" (2Tm 1, 12) até porque "se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Rm 9, 31).
De verdade e do fundo do coração, ser feliz... é o que posso e tenho que partilhar...


terça-feira, 10 de maio de 2011

Senhor Jesus Cristo,
Bom Pastor da vossa Igreja,
Vós que tanto nos amastes
que destes a vida por todos nós,
e, depois de ressuscitado de entre os mortos,
prometestes estar connosco
até ao fim dos tempos,
nós vos suplicamos:
fazei com que haja mais cristãos
que se deixem cativar pelo Vosso amor
e se ofereçam para o irradiar pelo mundo
como sacerdotes, religiosos ou religiosas.
Ajudai-nos, Senhor, a tudo fazermos
para que esta graça nos seja concedida
na comunidade cristã a que pertencemos.
Teremos então mais razões para Vos bendizer,
em união com Santa Maria, Vossa Mãe bendita:
Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos.
Ámen.
O que é um Sacerdote?
É um homem…
Quando S. Paulo, na carta aos Hebreus, fala do padre, a primeira coisa que diz é que o padre é escolhido entre os homens. De tal forma que mesmo o eterno sumo sacerdote Jesus Cristo, nascido de mulher, sujeito à lei, peregrino através dos vales desta realidade perecível, quer ser o filho do homem, um homem, semelhante a nós em tudo.
O padre é um homem. Não é feito de uma madeira diversa da qual todos somos feitos: é vosso irmão. Ele continua a dividir a sorte de homem mesmo depois que a direita de Deus, através da mão do Bispo, é colocada sobre ele: a sorte dos débeis, a sorte daqueles que ficam cansados, desencorajados, inadequados, pecadores.
Os homens, porém, se um se apresenta em nome de Deus, por ser apenas um homem: querem mensageiros esplendorosos, arautos mais convincentes, corações mais ardentes. Acolhem voluntariamente os vitoriosos, aqueles homens que têm sempre uma resposta para tudo e remédio para tudo. Ilusão terrível! Aqueles que vão são débeis, em temor e tremor, homens que devem continuamente rezar: Senhor, eu creio, ajuda a minha incredulidade! Que devem também eles continuar a bater no peito: Senhor, tem piedade de mim, pobre pecador! Esses proclamam a fé que vence o mundo: a graça, que transforma os pecadores e os perdidos em santos e redimidos.
São homens aqueles que vão. Vão e dizem, com a sua pobre humanidade: vede, Deus tem misericórdia dos homens como nós; vede que pelos pobres, pelos desesperados e pelos moribundos surgiu a estrela da graça. Dizem, como mensageiros humanos do Deus eterno: nós sabemos que trazemos o tesouro de Deus em vasos de barro; sabemos que a nossa sombra ofusca continuamente a divina luz que devemos levar-vos. Sede misericordiosos para connosco, não julgais, tende piedade da fraqueza sobre a qual Deus pousou o fardo pesado da sua graça. Considerai como uma promessa para vós mesmos o facto de nós sermos homens.
Vós, um dia, tendes medo de vós mesmos, quando experimentais em vós também o que é o homem, que coisa é o homem. Felizes sois vós, agora, que não vos escandalizais do homem que é o padre. Ele é um homem, para que acrediteis que a graça de Deus pode ser concedida a um homem, a um pobre homem, como ele é.
K. RAHNER, Sul Sacerdozio, meditazione teologiche. Queriniana: Brescia, 9-11.