domingo, 22 de dezembro de 2019


Novena de Natal
com o Papa Francisco
6º Dia: 21.Dezembro.2019

Alegrai-vos, justos, no Senhor, cantai-Lhe um cântico novo.

Meditação
Por que motivo suscita o Presépio tanto enlevo e nos comove? Antes de mais nada, porque manifesta a ternura de Deus. Ele, o Criador do universo, abaixa-Se até à nossa pequenez. O dom da vida, sempre misterioso para nós, fascina-nos ainda mais ao vermos que Aquele que nasceu de Maria é a fonte e o sustento de toda a vida. Em Jesus, o Pai deu-nos um irmão, que vem procurar-nos quando estamos desorientados e perdemos o rumo, e um amigo fiel, que está sempre ao nosso lado; deu-nos o seu Filho, que nos perdoa e levanta do pecado.
Francisco, Carta Apostólica «Admirabile Signum», 3

Oração
Pai Nosso…

Atendei, Senhor, a oração do vosso povo, que se alegra com a vinda do vosso Filho na humildade da nossa carne, e concedei-nos o dom da vida eterna quando Ele vier na sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

sábado, 21 de dezembro de 2019


Montando o Presépio 2019
Ao ritmo da Palavra de Deus e do Ensino da Igreja

3º - Os Anjos 
(que anunciaram a chegada de Jesus)

Para escutar
Do Evangelho de São Lucas 
(Lc 2, 10-14)
“O anjo disse-lhes: «Não temais, pois anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo: Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.» De repente, juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste, louvando a Deus e dizendo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado» ”.

Para Meditar
Palavras do Papa Bento XVI
Cf. Bento XVI, «Homilia» Missa da Meia-Noite na Solenidade do Natal do Senhor, 24/12/2010
O exército celeste louvava a Deus e dizia: «Glória a Deus nas alturas…» (Lc 2, 13-14). Mas desde sempre os homens souberam que o falar dos anjos é diverso do dos homens; e que, precisamente na noite de Natal, tal falar foi um canto no qual brilhou a glória sublime de Deus. Assim, desde o início, este canto dos anjos foi entendido como música vinda de Deus, mais ainda, como convite a unirmo-nos ao canto com o coração em júbilo pelo facto de sermos amados por Deus. Diz Santo Agostinho: cantar é próprio de quem ama. Assim ao longo dos séculos, o canto dos anjos tornou-se sempre de novo um canto de amor e de júbilo, um canto daqueles que amam. Nesta hora, associemo-nos, cheios de gratidão, a este cantar de todos os séculos, que une céu e terra, anjos e homens.

Para rezar
Nós Vos damos graças, Senhor,
por vossa imensa glória. 
Nós Vos damos graças pelo vosso amor.
Fazei que nos tornemos cada vez mais
pessoas que amam juntamente convosco
e, consequentemente, pessoas de paz. 
Ámen.
Bento XVI

Para rezar em conjunto
Pai Nosso… 
Avé Maria… 
Glória ao Pai…
V/. Mãe de Deus e Mãe da Igreja.

R/. Rogai por nós.

Para terminar
V/. Bendigamos ao Senhor.
R/. Graças a Deus.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019


Novena de Natal
com o Papa Francisco
5º Dia: 20.Dezembro.2019

A minha boca cantará a vossa glória.

Meditação
“Os pastores de Belém mostram-nos também como ir ao encontro do Senhor. Velam durante a noite: não dormem, mas fazem aquilo que Jesus nos pedirá várias vezes: vigiar (cf. Mt 25, 13; Mc 13, 35; Lc 21, 36). Permanecem vigilantes; aguardam, acordados, na escuridão; e a glória de Deus «refulgiu em volta deles» (Lc 2, 9). O mesmo vale para nós. A nossa vida pode ser uma expetação, em que a pessoa, mesmo nas noites dos problemas, se confia ao Senhor e O deseja; então receberá a sua luz. Ou então uma pretensão, na qual contam apenas as próprias forças e meios; mas, neste caso, o coração permanece fechado à luz de Deus. O Senhor gosta de ser aguardado e não é possível aguardá-Lo no sofá, dormindo. De facto, os pastores movem-se: «foram apressadamente» – diz o texto (2, 16). Não ficam parados como quem sente ter chegado a casa e não precisa de nada; mas partem, deixam o rebanho indefeso, arriscam por Deus. E depois de terem visto Jesus, embora sem grande habilidade para falar, vão anunciá-Lo, de modo que «todos os que ouviram se admiravam do que lhes diziam os pastores» (2, 18).
Esperar acordado, ir, arriscar, contar a beleza são gestos de amor. O bom Pastor, que vem no Natal para dar a vida às ovelhas, na Páscoa dirigirá a Pedro, e através dele a todos nós, a pergunta determinante: «Tu Me amas?» (Jo 21, 15). Da resposta, dependerá o futuro do rebanho. Nesta noite, somos chamados a responder, dizendo-Lhe também nós: «Sou deveras teu amigo». A resposta de cada um é essencial para todo o rebanho.
«Vamos a Belém…» (Lc 2, 15): assim disseram e fizeram os pastores. Também nós, Senhor, queremos vir a Belém. O caminho, ainda hoje, é difícil: é preciso superar os cumes do egoísmo, evitar escorregar nos precipícios da mundanidade e do consumismo. Quero chegar a Belém, Senhor, porque é lá que me esperas. E dar-me conta de que Tu, colocado numa manjedoura, és o pão da minha vida. Preciso da terna fragrância do teu amor, a fim de tornar-me, por minha vez, pão repartido para o mundo. Toma-me sobre os teus ombros, bom Pastor: amado por Ti, conseguirei também eu amar tomando pela mão os irmãos. Então será Natal, quando Te puder dizer: «Senhor, Tu sabes tudo; Tu sabes que eu sou deveras teu amigo!» (Jo 21, 17).”
Francisco, «Homilia» na Santa Missa da Noite de Natal na Solenidade do Senhor, 24 de Dezembro de 2018

Oração
Pai Nosso…

Senhor nosso Deus, que revelastes ao mundo o esplendor da vossa glória pelo nascimento do Filho da Virgem Maria, concedei-nos a graça de celebrar o grande mistério da encarnação com verdadeira fé e sincera piedade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Montando o Presépio 2019
Ao ritmo da Palavra de Deus e do Ensino da Igreja

2º - Manjedoura (sinal da humildade de Jesus)
Para escutar
Do Evangelho de São Lucas 
(Lc 2, 6-7)
“Quando eles ali se encontravam, completaram-se os dias de ela dar à luz e teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria”.

Para Meditar
Palavras do Papa Bento XVI
Bento XVI, «Homilia» Missa da Meia-Noite na Solenidade do Natal do Senhor, 24/12/2006
“A Palavra eterna fez-se pequena - tão pequena a ponto de caber numa manjedoura. (…) Aos pastores foi dito que teriam encontrado o menino numa manjedoura para animais, que eram os verdadeiros habitantes do estábulo. Lendo Isaías (1,3) os Padres deduziram que junto à manjedoura de Belém estavam um boi e um asno. Interpretaram assim o texto no sentido de que haveria um símbolo dos judeus e dos pagãos - portanto, de toda a humanidade - que, uns e outros, necessitam, ao seu modo, de um salvador: daquele Deus que se fez menino. O homem, para viver, precisa de pão, do fruto da terra e do seu trabalho. Mas não vive só de pão. Precisa de alimento para a sua alma: precisa de um sentido que encha a sua vida. Por isto, segundo os Padres, a manjedoura dos animais veio a ser o símbolo do altar, sobre o qual jaz o Pão que é o mesmo Cristo: o verdadeiro alimento para os nossos corações. Uma vez mais vemos como Ele se fez pequeno: na humilde aparência da hóstia, de um pedacinho de pão, Ele se nos doa a si próprio”.

Para rezar
Deus todo-poderoso, 
que em Deus Infante 
Vos tornas-te pequenino e Deus connosco
e os Pastores reconheceram, 
recostado numa manjedoura.
Concedei-nos a humildade e a fé 
com a qual São José contemplou o menino 
que Maria tinha concebido pelo Espírito Santo. 
Ajudai-nos a vê-Lo,
com aquele amor com que Maria o contemplava. 
Que a luz que viram os pastores, 
também nos ilumine
e se cumpra em nós 
e em todo o mundo, 
aquilo que os anjos cantaram naquela noite:
«Glória a Deus no mais alto dos céus 
e paz na terra aos homens por Ele amados». 
Amém.

Para rezar em conjunto
Pai Nosso… 
Avé Maria… 
Glória ao Pai…

V/. Mãe de Deus e Mãe da Igreja.
R/. Rogai por nós.

Para terminar
V/. Bendigamos ao Senhor.
R/. Graças a Deus.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019



Montando o Presépio 2019
Ao ritmo da Palavra de Deus e do Ensino da Igreja
1º -
Estrela de Belém (que indicou o caminho) 
aos Magos (para Jesus)
19.Dezembro.2019
Para escutar
Do Evangelho de São Mateus (Mt 2, 2.5.9-11)
2Perguntaram: «Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.» 5…«Em Belém da Judeia.9… Os magos puseram-se a caminho. E a estrela que tinham visto no Oriente ia adiante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o menino, parou. 10Ao ver a estrela, sentiram imensa alegria; 11e, entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-no; e, abrindo os cofres, ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra

Para Meditar
Palavras do Papa Francisco
Francisco, «Homilia» Santa Missa na Solenidade da Epifania do Senhor, 06/01/2014
Os Magos “seguindo uma luz, (…) procuram a Luz. A estrela aparecida no céu acende, nas suas mentes e corações, uma luz que os move à procura da grande Luz de Cristo. Os Magos seguem fielmente aquela luz, que os penetra interiormente, e encontram o Senhor. Neste percurso dos Magos do Oriente, está simbolizado o destino de cada homem: a nossa vida é um caminhar, guiado pelas luzes que iluminam a estrada, para encontrar a plenitude da verdade e do amor, que nós, cristãos, reconhecemos em Jesus, Luz do mundo. (…). Importante é estar atento, velar, ouvir Deus que nos fala - sempre nos fala. Como diz o Salmo, referindo-se à Lei do Senhor: «A tua palavra é farol para os meus passos e luz para os meus caminhos» (Sal 119/118, 105). E, de modo especial, o ouvir o Evangelho, lê-lo, meditá-lo e fazer dele nosso alimento espiritual permite-nos encontrar Jesus vivo, ter experiência d’Ele e do seu amor”.

Para rezar
Deus eterno e Todo-Poderoso,
Pai, Filho e Espírito Santo,
que enviaste, aos Magos do Oriente

a Estrela que os guiou ao encontro de Jesus,
concedei-nos a graça de orientar as nossas vidas
pela Palavra que de Vossa boca nos vem.
Que Ela seja o farol que a Vós nos conduz.

Ámen.

Para rezar em conjunto
Pai Nosso… 
Avé Maria… 
Glória ao Pai…

V/. Mãe de Deus e Mãe da Igreja.
R/. Rogai por nós.

Para terminar

V/. Bendigamos ao Senhor.
R/. Graças a Deus.

Novena de Natal
com o Papa Francisco
4º Dia: 19.Dezembro.2019

Nos dias do Senhor nascerá a justiça e a paz para sempre.

Meditação
“No Menino de Belém, Deus vem ao nosso encontro para nos tornar protagonistas da vida que nos rodeia. Oferece-Se para que O tomemos nos braços, para que O levantemos e abracemos; para que n’Ele não tenhamos medo de tomar nos braços, levantar e abraçar o sedento, o forasteiro, o nu, o doente, o recluso (cf. Mt 25, 35-36). «Não tenhais medo! Abri, antes, escancarai as portas a Cristo». Neste Menino, Deus convida-nos a cuidar da esperança. Convida-nos a fazer-nos sentinelas para muitos que sucumbiram sob o peso da desolação, que deriva do facto de encontrar tantas portas fechadas. Neste Menino, Deus torna-nos protagonistas da sua hospitalidade.
Comovidos pelo jubiloso dom, Menino pequenino de Belém, pedimo-Vos que o vosso choro nos desperte da nossa indiferença, abra os olhos perante quem sofre. A vossa ternura desperte a nossa sensibilidade e nos faça sentir convidados a reconhecer-Vos em todos aqueles que chegam às nossas cidades, às nossas histórias, às nossas vidas. Que a vossa ternura revolucionária nos persuada a sentir-nos convidados a cuidar da esperança e da ternura do nosso povo.”
Francisco, «Homilia» na Santa Missa da Noite de Natal na Solenidade do Senhor, 24 de Dezembro de 2017

Oração
Pai Nosso…

Deus, criador e redentor do género humano, que no seio da bem-aventurada Virgem Maria quisestes realizar o grande mistério da encarnação do Verbo, ouvi a nossa oração e concedei que o vosso Filho Unigénito, feito homem como nós, nos torne participantes da sua vida divina. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019


Natal 2019
MENSAGEM e SAUDAÇÃO 
do Arcebispo de Évora
1.Mensagem
Neste ano Pastoral de 2019-2020, celebramos o Natal do Senhor, na Alegria de nos sentirmos convocados a ser discípulos missionários da Esperança, muito concretamente, através do acolhimento e da procura dos irmãos, que sentem sede de Esperança e desejam encontrar-se com a Luz.
Sabemos que o ruído próprio da sociedade de consumo em que vivemos confunde os autênticos valores do Natal, com propostas meramente fúteis e banais, e que, por isso mesmo, nós cristãos, somos chamados a mostrar com as nossas vidas, a beleza autêntica do Natal, a sua mensagem e os seus desafios. Assim, nesta sociedade marcada por tantos desencontros, celebremos o Natal como mistério e proposta de encontro. Em Jesus, nascido em Belém, encontramos Deus feito Homem e n’Ele nos encontramos com todos os Humanos: «Glória a Deus nas Alturas e Paz na terra aos homens por Ele amados». (Lc 2, 14).
O «Verbo que Se fez carne» (Jo 1, 14) é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Eis a lição do presépio, o «Evangelho vivo» como lhe chama o Papa Francisco: Deus habita também no mundo e quer ser habitado por cada pessoa que há no mundo. Por isso, procuremos Deus em Jesus, e acolhamos Jesus em cada ser humano.
Em Jesus, Deus vem ligar o que está desligado. Constatamos que por vezes perdemos os «laços» que nos ligam uns aos outros. Se deixarmos, o individualismo toma de tal maneira conta de nós, que nem nos apercebemos de como estamos aprisionados em nós mesmos. O mistério do Natal é, pois, um convite de abertura total a Deus e à humanidade. É esta abertura que configura a nossa libertação e a nossa felicidade.
Com tantas actividades e ocupações, o nosso olhar torna-se inevitavelmente disperso. Não nos centramos no que verdadeiramente importa. Frequentemente nem no Natal conseguimos parar. Somos pois convidados, neste tempo, a parar e a olhar serenamente para Jesus na Sua imagem de encanto e ternura no presépio, e na Sua presença real na Eucaristia; a reencontrarmos a beleza da nossa vocação e a humanizarmos os nossos ambientes com a força que nos vem do Evangelho.
É a Jesus que pertencemos desde o Baptismo. Estamos n’Ele enxertados para por Ele sermos transformados. Façamos do Natal um acontecimento gerador de paz, pois na manjedoura nasceu a paz duradoura. É essa paz que somos chamados a semear na nossa vida e na humanidade. Deixemo-nos envolver por este mistério Santo que nos transfigura e revela a beleza do Amor, pelo qual somos amados.
Não foi para o mundo ficar igual que Deus se fez Natal. É para que tudo seja diferente que Deus revela um amor omnipotente: um amor que é capaz de Se fazer o que nós somos para que nós nos deixemos tocar pelo que Ele é. Sejamos discípulos deste Menino que muda a nossa vida e guardemos a Sua divina Palavra em nosso coração para a testemunhar no dia a dia. Como Maria, que deu Cristo à luz na sua carne, que nós demos Cristo à luz na nossa vida: com o nosso testemunho, com a nossa disponibilidade missionária para acolher, procurar e abraçar.
Discípulos e missionários do Natal, levemos aos mais desprotegidos e abandonados «o Menino que nasceu, o Filho que nos foi dado» (Is 9, 6). Que o melhor presente seja a nossa presença e a transfiguração de Cristo na vida de cada irmão!
Que neste Natal nos encontremos com Cristo e O saibamos ver em quem sofre. Que O encontremos nos mais frágeis e sós e lhes levemos o Sim fraterno do Amor que Deus lhes dedica. Que a nossa criatividade pessoal e a criatividade das nossas comunidades cristãs vençam a rotina ou a inércia e percorram caminhos novos de encontros humanizadores.
Natal é tempo propício e favorável a gestos comprometidos com a esperança e empreendedores de humanidade. Que cada comunidade cristã seja lugar de encontro com Cristo, seja presépio e Natal.
Que os valores supremos da vida humana, desde o seu primeiro instante até à morte natural, dignificada, devidamente assistida e acompanhada; que o valor da família, património imaterial da humanidade e berço natural da vida e que os valores inegociáveis de cada pessoa humana centrem a sociedade na vivência da solidariedade fraterna e sejam compromissos para cada um de nós neste Natal.
2. Saudação
Saúdo e desejo Santo Natal aos nossos estimados Presbíteros, Diáconos, Consagrados e alunos dos Seminários! Para cada um deles o reconhecimento da Igreja Diocesana!
Saúdo e desejo Santo Natal às queridas famílias, aos casais em vivência matrimonial, seus idosos, doentes, pessoas com deficiência, jovens, adolescentes e crianças. Que no centro de cada família esteja presente a manjedoura onde Cristo nasce, vive e cresce e que a riqueza humana de cada família seja presépio onde acontece o acolhimento que Maria e José não encontraram em Belém!

Saúdo e desejo Santo Natal a todas as pessoas de boa vontade que com esforço e dedicação tudo fazem para a edificação de uma sociedade mais justa, fraterna e pacífica!
Saúdo com especial gratidão e desejo Santo Natal a todos os que vão trabalhar para o bem comum na Noite de Consoada e no Dia de Natal!
Saúdo e desejo Santo Natal aos serviços de saúde que servem as nossas populações, bem como às Santas Casas da Misericórdia, aos Centros Sociais, às Escolas, aos Serviços de Segurança Social, aos Soldados da Paz, às Forças Armadas, de Segurança e Proteção Civil, aos Tribunais e demais Serviços de Justiça, aos Estabelecimentos Prisionais, a todos os Meios de Comunicação Social ao serviço da nossa região, a todos os refugiados e imigrados no nosso país e a viverem agora connosco, bem como àqueles que connosco viviam e agora experimentam a contingência da emigração.
Por todos ergo a minha oração e a todos desejo Santo e Feliz Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo.
+ Francisco José, Arcebispo de Évora

Novena de Natal
com o Papa Francisco
3º Dia: 18.Dezembro.2019

Nos dias do Senhor nascerá a justiça e a paz para sempre.

Meditação
“o Natal tem sobretudo um sabor de esperança, porque, não obstante as nossas trevas, resplandece a luz de Deus. A sua luz gentil não mete medo; enamorado por nós, Deus atrai-nos com a sua ternura, nascendo pobre e frágil no nosso meio, como um de nós. Nasce em Belém, que significa «casa do pão»; deste modo parece querer dizer-nos que nasce como pão para nós; vem à nossa vida, para nos dar a sua vida; vem ao nosso mundo, para nos trazer o seu amor. Vem, não para devorar e comandar, mas alimentar e servir. Há, pois, uma linha direta que liga a manjedoura e a cruz, onde Jesus será pão repartido: é a linha direta do amor que se dá e nos salva, que dá luz à nossa vida, paz aos nossos corações.
Compreenderam-no, naquela noite, os pastores, que se contavam entre os marginalizados de então. Mas ninguém é marginalizado aos olhos de Deus, e precisamente eles foram os convidados de Natal. Quem se sentia seguro de si, auto-suficiente, ficara em casa com as suas coisas; ao contrário, os pastores «foram apressadamente» (Lc 2, 16). Deixemo-nos, também nós, interpelar e convocar nesta noite por Jesus, vamos confiadamente ter com Ele, a partir daquilo em que nos sentimos marginalizados, a partir dos nossos limites, a partir dos nossos pecados. Deixemo-nos tocar pela ternura que salva. Aproximemo-nos de Deus que Se faz próximo, detenhamo-nos a olhar o presépio, imaginemos o nascimento de Jesus: a luz e a paz, a pobreza extrema e a rejeição. Entremos no verdadeiro Natal com os pastores, levemos a Jesus aquilo que somos, as nossas marginalizações, as nossas feridas não curadas, os nossos pecados. Assim, em Jesus, saborearemos o verdadeiro espírito do Natal: a beleza de ser amado por Deus. Com Maria e José, paremos diante da manjedoura, diante de Jesus que nasce como pão para a minha vida. Contemplando o seu amor humilde e infinito, digamos-Lhe pura e simplesmente obrigado: Obrigado, porque fizestes tudo isto por mim.”
Francisco, «Homilia» na Santa Missa da Noite de Natal na Solenidade do Senhor, 24 de Dezembro de 2016

Oração
Pai Nosso…

Concedei-nos, Deus omnipotente, que o esperado nascimento do vosso Filho Unigénito nos liberte da antiga escravidão do pecado. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.