terça-feira, 14 de março de 2023
Ordenação Diaconal de Marcelino José Moreno Caldeira
sexta-feira, 10 de março de 2023
da Irmã Isabel de Elvas
Ingredientes
1 kg de batata
1 kg de farinha
400 gr de açúcar
200 gr de manteiga
6 ovos
Raspas de 2 limões
Uma pitada de fermento
Preparação
Cozer a batata e passá-la pelo passevite como se de puré se tratasse.
A seguir: tudo ao molho e fé em Deus.
Forno pré aquecido a 180º
Com a mão apanhas pequenas porções da massa, sem fazer bola, e colocar num tabuleiro previamente forrado com papel vegetal e polvilhado com farinha e levar ao forno, aproximadamente por 15 minutos, até ficarem douradinhas.
Euzinho polvilho com canela e açúcar amarelo cada broa antes de colocar no forno.
quarta-feira, 1 de março de 2023
Palavra de Vida
Março de 2023
Letizia Magri e a equipa da Palavra de vida
«Procedei como filhos da luz, pois o fruto da luz está em toda a espécie de bondade, justiça e verdade». (Ef 5, 8-9)
Paulo escreveu esta frase à comunidade de Éfeso, uma cidade grande e imponente, onde ele tinha vivido, tinha batizado e evangelizado.
Quando a escreveu, por volta do ano 62, encontrava-se provavelmente em Roma, na prisão. Estava numa situação de sofrimento. Apesar disso escreveu a estes cristãos, não tanto para resolver problemas da comunidade, mas para lhes anunciar a beleza do desígnio de Deus sobre a Igreja nascente.
Fê-lo para recordar aos efésios que, pelo dom do Batismo e da fé, eles deixaram de “ser trevas” e passaram a “ser luz”. Encorajou-os assim a comportarem-se de modo coerente.
Para Paulo, trata-se de percorrer um caminho de contínuo crescimento no conhecimento de Deus e da sua vontade que é sempre amor, recomeçando em cada dia.
Quis, por isso, exortá-los a viverem no seu dia a dia de acordo com o chamamento que tinham recebido: serem “imitadores” do Pai (Ef 5,1), como filhos muito queridos, santos e misericordiosos.
«Procedei como filhos da luz, pois o fruto da luz está em toda a espécie de bondade, justiça e verdade». (Ef 5, 8-9)
Também nós, cristãos do século XXI, somos chamados a “ser luz”. Contudo, condicionados pelos nossos limites ou agitados pelas circunstâncias externas, podemos sentir-nos inadequados.
Como podemos caminhar com esperança, apesar das trevas e das incertezas que por vezes parecem dominar-nos?
Paulo persiste em encorajar-nos: será a Palavra de Deus, vivida, a iluminar-nos e a tornar-nos capazes de “brilhar como astros” (Fil 2,15) no meio desta humanidade transviada.
«Como outro Cristo, cada homem e cada mulher pode dar um contributo […] em todos os campos da atividade humana: na ciência, na arte, na política. […] Se acolhermos a Sua Palavra, sintonizamo-nos cada vez mais com os Seus pensamentos, os Seus sentimentos, os Seus ensinamentos. A Palavra ilumina todas as nossas atividades, orienta e corrige todos os aspetos da nossa vida. […] O nosso “homem velho” está sempre pronto a isolar-se no seu espaço privado, a cultivar os seus pequenos interesses pessoais, a esquecer-se das pessoas que passam ao seu lado, a permanecer indiferente ao bem comum, às necessidades da humanidade que nos circunda. Reacendamos, por isso, no nosso coração a chama do amor e teremos olhos novos para olhar à nossa volta» (C. Lubich, Palavra de Vida de setembro de 2005, em Parole di Vita, a/c Fabio Ciardi (Opere di Chiara Lubich 5), Città Nuova, Roma 2017, p. 760).
«Procedei como filhos da luz, pois o fruto da luz está em toda a espécie de bondade, justiça e verdade». (Ef 5, 8-9)
A luz do Evangelho, vivido pelos indivíduos e pelas comunidades, dá esperança e reforça os laços sociais, mesmo quando as calamidades, como a Covid, causam dor e agravam as pobrezas.
Nas Filipinas, como o Jun nos conta, em plena pandemia, uma aldeia foi devastada por incêndios e muitas famílias perderam tudo: «Apesar de sermos pobres, a minha mulher Flor e eu, sentimos um forte desejo de ajudar. Partilhei esta situação com o grupo de motociclistas de que faço parte, sabendo que estavam a sofrer como nós. Isso não impediu os meus amigos de se comprometerem. Angariámos sardinhas enlatadas, massa, arroz e outros alimentos que oferecemos às vítimas dos incêndios.
Por vezes, quando pensamos sobre o que o futuro nos reserva, a minha mulher e eu sentimo-nos desencorajados, mas recordamos sempre a frase do Evangelho que diz: “Aquele que quiser salvar a sua vida há de perdê-la, mas aquele que perder a sua vida por causa de mim e do evangelho há de salvá-la” (Mc 8,35). Mesmo se não somos ricos, sabemos que temos sempre alguma coisa para partilhar, por amor a Jesus no outro. É este amor que nos leva a continuar a dar com sinceridade e a ter confiança no amor de Deus».
O que está em causa é deixarmo-nos iluminar na profundidade do nosso coração. Os bons frutos deste caminho – bondade, justiça e verdade – são agradáveis aos olhos do Senhor e, mais do que qualquer discurso, dão testemunho da bondade da vida do Evangelho.
Não esqueçamos o apoio que recebemos de todos aqueles com quem partilhamos esta Santa Viagem da vida. O bem que recebemos, o perdão recíproco que experimentamos, a partilha de bens materiais e espirituais que vivemos: todos estes são auxílios preciosos, que nos enchem de esperança e nos tornam testemunhas.
Jesus prometeu: “Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos” (Cf. Mt 28,20).
Ele, o Ressuscitado, fonte da nossa vida cristã, está sempre connosco na oração comum e no amor recíproco, a aquecer o nosso coração e a iluminar a nossa mente.
domingo, 26 de fevereiro de 2023
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023
Palavra de Vida
Fevereiro de 2023
Texto preparado por Patrizia Mazzola e pela equipa da Palavra de vida
«Tu és o Deus que me vê» (cf Gn 16,13)
O versículo da Palavra de vida deste mês provém do livro do Génesis. Estas palavras foram pronunciadas por Agar, a escrava que Sara deu como mulher a Abraão para lhe assegurar um descendente, porque Sara não podia ter filhos. Quando Agar descobriu que estava grávida, sentiu-se superior à sua patroa. Depois, os maus tratos infligidos por Sara obrigaram-na a fugir para o deserto. Foi precisamente aí que se deu um encontro único entre Deus e Agar, que recebeu uma promessa de descendência semelhante àquela que Deus tinha feito a Abraão. O filho que havia de nascer seria chamado Ismael, que significa “Deus escutou”, porque acolheu a angústia de Agar e lhe deu uma estirpe.
«Tu és o Deus que me vê» (cf Gn 16,13)
A reação de Agar reflete uma ideia comum no mundo antigo, que os seres humanos não podiam suportar um encontro demasiado próximo com o divino. Agar ficou surpreendida e agradecida por ter sobrevivido a isso. Ela experimentou o amor de Deus precisamente no deserto, o lugar privilegiado onde se pode fazer a experiência do encontro pessoal com Ele. Agar sente a Sua presença e sente-se amada por um Deus que a “viu” nesta sua situação dolorosa, um Deus que se preocupa e que circunda de amor as suas criaturas. «Não é um Deus ausente, distante, indiferente aos destinos da humanidade, ou aos destinos de cada um de nós. Experimentámo-lo muitas vezes. Ele está aqui comigo, está sempre comigo, sabe tudo sobre mim e partilha cada meu pensamento, cada alegria, cada desejo, suporta comigo cada preocupação, cada prova da minha vida» (C. Lubich, Palavra de Vida de julho de 2006, em Parole di Vita, a/c Fabio Ciardi (Opere di Chiara Lubich 5) Città Nuova, Roma 2017, p. 785).
«Tu és o Deus que me vê» (cf Gn 16,13)
Esta Palavra de Vida reaviva em nós uma certeza e dá-nos conforto: nunca estamos sós no nosso caminho, Deus está presente e ama-nos. Por vezes, como Agar, sentimo-nos “estrangeiros” nesta Terra, ou procuramos escapatórias para sair de situações pesadas e dolorosas. Mas devemos ter a certeza da presença de Deus e do relacionamento que temos com Ele, que nos torna livres, nos tranquiliza e nos permite recomeçar sempre.
Esta foi a experiência da P. que viveu sozinha o período da pandemia. Ela conta: «Estive sozinha em casa desde o início do confinamento geral no nosso país. Fisicamente não tinha ninguém ao meu lado com quem pudesse partilhar esta experiência e, na medida do possível, procurava preencher o dia. Mas, com o passar do tempo, fui-me sentindo cada vez mais desencorajada. À noite custava-me muito adormecer. Parecia-me que nunca mais vou iria deste pesadelo. No entanto, senti o desejo forte de me confiar completamente a Deus e de acreditar no Seu amor. Não tinha dúvidas sobre a Sua presença, que me acompanhava e me confortava nos momentos de solidão. Pelos pequenos sinais que me iam chegando dos irmãos, compreendia que não estava só. Por exemplo, no momento em que festejávamos online o aniversário de uma amiga, chegou-me uma fatia de bolo da parte de uma vizinha de casa».
«Tu és o Deus que me vê» (cf Gn 16,13)
Protegidos então pela presença de Deus, podemos também nós ser mensageiros do Seu amor. De facto, somos chamados a ver as necessidades dos outros, a socorrer os nossos irmãos nos seus desertos, a partilhar as suas alegrias e os seus sofrimentos. O esforço é de manter os olhos abertos diante da humanidade, em que também nós estamos inseridos.
Podemos parar e tornarmo-nos próximos daqueles que estão em busca de um sentido e de uma resposta aos muitos porquês da vida: amigos, familiares, conhecidos, vizinhos de casa, colegas de trabalho, pessoas com dificuldades económicas ou talvez socialmente marginalizadas.
Podemos, com eles, recordar e partilhar aqueles momentos preciosos em que encontrámos o amor de Deus e descobrimos o sentido da nossa vida.
Podemos enfrentar juntos as dificuldades e descobrir, nos desertos que atravessamos, a presença de Deus na nossa história. É esta presença que nos ajuda a continuar o caminho com confiança.
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