sábado, 10 de outubro de 2020

XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

«… VINDE...»

“Sobre este monte, o Senhor do Universo há-de preparar

para todos os povos um banquete de manjares suculentos ...

O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces …”.

Leitura do Livro de Isaías

“… Tudo posso n’Aquele que me conforta …”

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses

“… Mandou os servos chamar os convidados …

mas eles não quiseram vir. Mandou ainda outros servos…:

‘Dizei aos convidados: ... Vinde às bodas’.

Mas eles, sem fazerem caso …

Ide … e convidai para as bodas todos os que encontrardes’.

… muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos».”

Evangelho de São Mateus

ANTÍFONA DE ENTRADA

Alegres vamos à casa do Pai e na alegria cantar seu louvor!

Em sua casa, somos felizes, participamos da ceia do amor.

1. A alegria nos vem do Senhor, seu amor nos conduz pela mão.

    Ele é luz que ilumina o seu povo, com segurança lhe dá a salvação.

SALMO RESPONSORIAL

Habitarei para sempre, na casa do Senhor. (2x)

ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO

Aleluia! Aleluia! Aleluia!

APRESENTAÇÃO DOS DONS

Bendito sejas, Senhor nosso Pai!

Nossa alma exulta e canta: Bendito sejas, Senhor! (2x)

1. Pelo pão e pelo vinho, dás a vida a todo o homem.

2. Neste pão e neste vinho, toda a terra a Ti se oferece.

3. Este pão e este vinho, são louvor do mundo em festa.

ANTÍFONA DE COMUNHÃO

1. O eterno Pai nos deu a glória de vivermos

     em unidade com seu Filho Jesus Cristo! (2x)

Felizes os convidados para a Ceia do Senhor! (2x)

2. O Senhor dá-nos a provar o pão celeste,

     participamos no festim da sua glória. (2x)

3. O corpo e o sangue de Jesus saboreamos,

     o mesmo pão e o mesmo vinho nos sustentam. (2x)

4. Do altar divino recebemos a palavra,

     Ela nos guia como sol esplendoroso. (2x)

5. Do vosso templo nós levamos para o mundo

     o esplendor da vossa luz, excelso Cristo. (2x)

6. Cristo conduz-nos por estradas de justiça

     a paz habita o coração de quem O segue. (2x)

7. O nosso rumo é a cidade sacrossanta,

     Celestial Jerusalém, reino de Cristo. (2x)

CÂNTICO FINAL

Anunciaremos Teu Reino, Senhor!

Teu Reino, Senhor, Teu Reino.

1. Reino de Paz e Justiça, Reino de Vida e Verdade.

Teu reino Senhor, Teu Reino.

Agenda de OUTUBRO de 2020 (provisória)

10 - Sábado: 15h Não há Missa no REBOCHO; 16.30h Não há Missa na ARRIÇA

11 - Domingo: XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

     9.30h Missa: AZERVADINHA; 11h Missa: BISCAINHO; 12.15h Missa: BRANCA; 16h Missa: SANTANA DO MATO

17 - Sábado: 17h Missa da TOMADA DE POSSE do P. Rogério: REBOCHO

     Não haverá Missa nos CARAPUÇÕES

18 - Domingo: XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM

     9.30h Missa: AZERVADINHA; 11h Missa: BISCAINHO; 12.15h Missa: BRANCA; 15h Missa: SANTANA DO MATO

UNIDADE PASTORAL DE AZERVADINHA

Azervadinha, Montinhos dos Pegos, Santana do Mato, Carapuções, Brejoeira, Branca, São Torcato, Arriça, Rebocho, Salgueirinha, Malhada Alta, Biscainho, Courelas da Amoreirinha

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM

«… Ensinas … o caminho de Deus...»

“… fazer cair as armas da cintura dos reis,

para abrir as portas à sua frente, 

sem que nenhuma lhe seja fechada:

Eu sou o Senhor e não há outro; fora de Mim não há Deus.

… que fora de Mim não há outro. 

Eu sou o Senhor e mais ninguém».”

Leitura do Livro de Isaías

“… Recordamos a actividade da vossa fé,

o esforço da vossa caridade e a firmeza da vossa esperança

em Nosso Senhor Jesus Cristo, na presença de Deus, nosso Pai.

… fostes escolhidos...”

Leitura da Primeira Epístola do apóstolo São Paulo aos Tessalonicenses

“… «Mestre, sabemos que és sincero

e que ensinas, segundo a verdade, o caminho de Deus,

sem te deixares influenciar por ninguém,

pois não fazes acepção de pessoas.

… «Então, dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus».”

Evangelho de São Mateus

ANTÍFONA DE ENTRADA

Eis o caminho, eis o caminho, eis o caminho da salvação. (2x)

1. Amai-vos uns aos outros como irmãos, tomai com alegria a vossa cruz.

    Na dor e na ventura dai as mãos, ireis pelos irmãos até Jesus. (2x)

SALMO RESPONSORIAL

Cantai ao Senhor, um cântico novo. Cantai ao Senhor.

ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO

Aleluia! Aleluia! Aleluia!

APRESENTAÇÃO DOS DONS

1. Sobre o altar vou colocar a minha oblação:

quanto nela houver se há-de converter, em Jesus na consagração.

2. Dou-Vos, Senhor, o meu amor na hóstia do altar:

e que tudo em mim suba a Vós por fim, para sempre se consagrar.

3. Dou-me também por quem não tem a vossa luz, meu Deus!

Por eles olhai com olhar de Pai: dai-lhes o caminho do Céu.

ANTÍFONA DE COMUNHÃO

Quem comer deste pão e beber deste vinho,

viverá para sempre.

1. Disse Jesus: Eu sou o pão vivo,

     que desceu do céu para a vida do mundo.

2. A minha carne é verdadeira comida,

     e o meu sangue é verdadeira bebida.

3. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue,

     permanece em mim e Eu nele.

4. Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram,

     quem comer do pão que Eu lhe der não há-de morrer.

5. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue

     ressuscitará no último dia.

6. Assim como Eu vivo pelo Pai que é a vida,

     quem me come, viverá por mim.

CÂNTICO FINAL

Eis o caminho, eis o caminho, eis o caminho da salvação. (2x)

Agenda de OUTUBRO de 2020 (provisória)

17 - Sábado: 17h Missa da TOMADA DE POSSE do P. Rogério: REBOCHO

    Não haverá Missa nos CARAPUÇÕES

18 - Domingo: XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM

    9.30h Missa: AZERVADINHA; 11h Missa: BISCAINHO; 12.15h Missa: BRANCA; 15h Missa: SANTANA DO MATO

UNIDADE PASTORAL DE AZERVADINHA

Azervadinha, Montinhos dos Pegos, Santana do Mato, Carapuções, Brejoeira, Branca, São Torcato, Arriça, Rebocho, Salgueirinha, Malhada Alta, Biscainho, Courelas da Amoreirinha

sábado, 3 de outubro de 2020

XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM

«… um povo que produza os seus frutos

“…Que mais podia fazer à minha vinha que não tivesse feito?

… A vinha do Senhor do Universo é a casa de Israel

e os homens de Judá são a plantação escolhida.

Ele esperava rectidão e … esperava justiça e …”.

Leitura da Profecia de Ezequiel

“… tudo o que é verdadeiro e nobre, tudo o que é justo e puro,

tudo o que é amável e de boa reputação,

tudo o que é virtude e digno de louvor

é o que deveis ter no pensamento.

O que aprendestes, recebestes, ouvistes e vistes

em mim é o que deveis praticar…”

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses

“…«Nunca lestes na Escritura: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular;

tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos’?

Por isso vos digo: Ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos».”

Evangelho de São Mateus

ANTÍFONA DE ENTRADA

Somos a Igreja de Cristo,

as pedras vivas do templo do Senhor.

1. Povo em marcha p’ra casa do Pai, com Cristo amigo, com Cristo irmão,

abre caminhos na fé e na esperança, de mão nas mãos e um só coração.

SALMO RESPONSORIAL

A vinha do Senhor é a casa de Israel.

ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO

Escutai Jesus que vai falar.

Aleluia! Aleluia! Aleluia! Aleluia!

Feliz de quem guarda a Palavra.

Aleluia! Aleluia! Aleluia! Aleluia!

APRESENTAÇÃO DOS DONS

É nossa oferta: recebei, Senhor. (2x)

1. Recebei, Pai santo, esta hóstia imaculada.

    O nosso pão e o nosso vinho, para o corpo e sangue de Jesus.

2. O nosso trabalho e as nossas lutas, a nossa fadiga e o nosso repouso.

    A nossa riqueza e a nossa pobreza. A nossa virtude e a nossa miséria.

3. A nossa saúde e a nossa doença, a nossa vida e a nossa morte.

    Tudo o que somos e temos. Para aumento do vosso reino.

ANTÍFONA DE COMUNHÃO

Eu sou o Pão da vida: quem Me come não morrerá.

Eu sou a luz do mundo: quem Me segue, viverá.

1. O Senhor é meu Pastor, nada me falta, / leva-me a descansar em verdes prados.

2. Conduz-me às águas refrescantes / e reconforta a minha alma.

3. Ele me guia por sendas direitas, / por amor do seu nome.

4. Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,

não temerei nenhum mal porque Vós estais comigo.

5. Para mim preparais a mesa, / à vista dos meus adversários.

6. Com óleo me perfumais a cabeça, / e meu cálice transborda.

7. A bondade e a graça hão-de acompanhar-me, / todos os dias da minha vida.

8. E habitarei na casa do Senhor / para todo o sempre.

CÂNTICO FINAL

Somos a Igreja de Cristo,

as pedras vivas do templo do Senhor.

Agenda de OUTUBRO de 2020 (provisória)

03 - Sábado: 15h Missa: REBOCHO; 16.30h Missa: SÃO TORCATO

04 - Domingo: XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM

    9.30h Missa: AZERVADINHA; 11h Missa: BISCAINHO; 12.15h Missa: BRANCA; 15h Missa: SANTANA DO MATO

06 - 3ª feira: 8.30h Missa: AZERVADINHA

10 - Sábado: 15h Não há Missa no REBOCHO; 16.30h Não há Missa na ARRIÇA

11 - Domingo: XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

    9.30h Missa: AZERVADINHA; 11h Missa: BISCAINHO; 12.15h Missa: BRANCA; 16h Missa: SANTANA DO MATO

17 - Sábado: 17h Missa da TOMADA DE POSSE do P. Rogério: REBOCHO

    Não haverá Missa nos CARAPUÇÕES

18 - Domingo: XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM

    9.30h Missa: AZERVADINHA; 11h Missa: BISCAINHO; 12.15h Missa: BRANCA; 15h Missa: SANTANA DO MATO

UNIDADE PASTORAL DE AZERVADINHA

Azervadinha, Montinhos dos Pegos, Santana do Mato, Carapuções, Brejoeira, Branca, São Torcato, Arriça, Rebocho, Salgueirinha, Malhada Alta, Biscainho, Courelas da Amoreirinha

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Palavra de Vida

Outubro de 2020

Letizia Magri

“Quem se eleva será humilhado e quem se humilha será exaltado.” (Lc 14,11)

Os Evangelhos mostram-nos muitas vezes que Jesus aceitava de bom grado os convites para almoçar: eram momentos de encontro, ocasiões para estabelecer amizades e consolidar relações sociais.

Nesta passagem do Evangelho de Lucas, Jesus observa o comportamento dos convidados: há uma corrida para ocupar os primeiros lugares, que estavam reservados às personalidades. Nota-se bem a ânsia de querer sobressair sobre os outros.

Mas Ele tem no pensamento um outro banquete: aquele que será oferecido a todos os filhos, na casa do Pai, sem “direitos adquiridos” em nome de uma pretensa superioridade.

Pelo contrário, os primeiros lugares estarão reservados precisamente para aqueles que escolhem o último lugar, ao serviço dos outros. Por isso proclama:

“Quem se eleva será humilhado e quem se humilha será exaltado.” (Lc 14,11)

Colocando-nos no centro, com a nossa avidez, o nosso orgulho, as nossas exigências, as nossas lamúrias, caímos na tentação da idolatria, isto é, na adoração de falsos deuses, que não merecem nem honra nem confiança. 

Por isso, o primeiro convite de Jesus é para descer do “pedestal” do nosso eu, para não colocarmos o nosso egoísmo no centro, mas, pelo contrário, nos centrarmos em Deus. Sim, Ele pode ocupar o lugar de honra na nossa vida!

É importante dar-Lhe lugar, aprofundar a nossa relação com Ele, aprender d’Ele o estilo evangélico do rebaixar-se. De facto, colocar-se livremente no último lugar é escolher o lugar que o próprio Deus, em Jesus, escolheu. Ele, mesmo sendo o Senhor, escolheu partilhar a condição humana, para anunciar a todos o amor do Pai.

“Quem se eleva será humilhado e quem se humilha será exaltado.” (Lc 14,11)

Nesta escola aprendemos também a construir a fraternidade, isto é, a comunidade solidária de homens e mulheres, adultos e jovens, sãos e doentes, capazes de construir pontes e de servir o bem comum.

Como Jesus, também nós podemos aproximar-nos do nosso próximo sem medo. Colocarmo-nos ao seu lado para caminhar juntos nos momentos difíceis e alegres, valorizar as suas qualidades, partilhar os bens materiais e espirituais: encorajar, dar esperança, perdoar. Alcançaremos o primado da caridade e da liberdade dos filhos de Deus.

Num mundo doente de oportunismo, que corrompe a sociedade, é um verdadeiro avançar contra a corrente, é uma revolução plenamente evangélica.

Esta é a lei da comunidade cristã, como escreveu também o apóstolo Paulo: «Com humildade, considerai os outros superiores a vós próprios». (Fl 2, 3. 2)

“Quem se eleva será humilhado e quem se humilha será exaltado.” (Lc 14,11)

Como escreveu Chiara Lubich: «No mundo, as coisas seguem uma ordem completamente diferente. Vigora a lei do eu […] E conhecemos as dolorosas consequências que esta lei pode provocar no plano das relações sociais:[…] injustiças e desordens de todo o tipo. Todavia, aqui Jesus não pensa explicitamente em todos estes abusos, mas sim na raiz de onde eles brotam: o coração humano. […] Para Jesus, o que é preciso transformar é exatamente o coração, assumindo um comportamento novo, necessário para se estabelecer relacionamentos autênticos e justos. Ser humildes não significa apenas não ser ambiciosos, mas ter consciência do nosso próprio nada, sentirmo-nos pequenos diante de Deus e colocarmo-nos, portanto, nas Suas mãos como uma criança […].

Como viver bem este rebaixar-se? Fazê-lo, como Jesus fez, por amor aos nossos irmãos e irmãs. Deus considera feito a Si aquilo que fizermos a eles. Portanto, humilhemo-nos: servindo-os. […] E a exaltação chegará, com certeza, no mundo novo, na Outra Vida. Mas, para quem vive na Igreja, esta mudança de situações já está presente. Na verdade, quem comanda deve ser como alguém que serve. Situação, por isso, já transformada. E assim a Igreja, onde se vivem as palavras que aprofundámos, é já, para a humanidade, um sinal do mundo que há de vir». (C. Lubich, Palavra de vida de outubro de 1995, in Parole di Vita, a/c Fabio Ciardi (Opere di Chiara Lubich 5), Città Nuova, Roma 2017, pp. 564- 565)

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Santa TERESA do Menino Jesus

e da Sagrada Face

virgem e doutora da Igreja – MO

“…viveu neste mundo só 24 anos, no final do século XIX, levando uma vida muito simples e no escondimento, mas que, depois da morte e da publicação dos seus escritos, se tornou uma das santas mais conhecidas e amadas.

Teresa nasceu a 2 de Janeiro de 1873 em Alençon, uma cidade da Normandia, na França. É a última filha de Luís e Zélia Martin, esposos e pais exemplares, beatificados juntamente a 19 de Outubro de 2008. Tiveram nove filhos; quatro morreram em tenra idade. Permaneceram as cinco filhas, que se tornaram todas religiosas. Teresa, com 4 anos, ficou profundamente abalada com a morte da mãe (Ms A, 13r). Então, o pai transferiu-se com as filhas para a cidade de Lisieux, onde se desenvolverá toda a vida da Santa. Mais tarde Teresa, atingida por uma grave doença nervosa, sarou por graça divina, que ela própria define o «sorriso de Nossa Senhora» (ibid., 29v-30v). Recebeu depois a Primeira Comunhão, intensamente vivida (ibid., 35r), e pôs Jesus Eucaristia no centro da sua existência.

A «Graça do Natal» de 1886 assinala a grande mudança, por ela chamada a sua «total conversão» (ibid., 44v-45r). De facto, ficou totalmente curada da sua hipersensibilidade infantil e começou uma «corrida de gigante». Aos 14 anos Teresa aproxima-se cada vez mais, com grande fé, de Jesus Crucificado, e começa a ocupar-se de um criminoso, aparentemente desesperado, condenado à morte e impenitente (ibid., 45v-46v). «Quis impedir-lhe de todas as formas de cair no inferno», escreve a Santa, com a certeza de que a sua oração o teria posto em contacto com o Sangue redentor de Jesus. É a sua primeira experiência fundamental de maternidade espiritual: «Eu tinha tanta confiança na Misericórdia Infinita de Jesus», escreve. Com Maria Santíssima, a jovem Teresa ama, crê e espera com «um coração de mãe» (cf. pr 6/10r).

Em Novembro de 1887, Teresa vai em peregrinação a Roma juntamente com o Pai e a irmã Celina (ibid., 55v-67r). Para ela, o momento culminante é a Audiência do Papa Leão XIII, ao qual pede a autorização para entrar, apenas com 15 anos, no Carmelo de Lisieux. Um ano depois, o seu desejo realiza-se: torna-se Carmelita, «para salvar as almas e rezar pelos sacerdotes» (ibid., 69v). Contemporaneamente, começa também a dolorosa e humilhante doença mental do seu pai. É um grande sofrimento que leva Teresa à contemplação da Face de Jesus na sua Paixão (ibid., 71rv). Assim, o seu nome de Religiosa - irmã Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face - expressa o programa de toda a sua vida, em comunhão com os Mistérios centrais da Encarnação e da Redenção. A sua profissão religiosa, na festa da Natividade de Maria, a 8 de Setembro de 1890, é para ela um verdadeiro matrimónio espiritual na «pequenez» evangélica, caracterizada pelo símbolo da flor: «Que festa bonita a Natividade de Maria para se tornar esposa de Jesus - escreve - Era a pequena Virgem Santa de um dia que apresentava a sua pequena flor ao pequeno Jesus» (ibid., 77r). Para Teresa ser religiosa significa ser esposa de Jesus e mãe das almas (cf. Ms B, 2v). No mesmo dia, a Santa escreve uma oração que indica toda a orientação da sua vida: pede a Jesus o dom do seu Amor infinito, para ser a mais pequena, e sobretudo pede a salvação de todos os homens: «Que nenhuma alma seja danada hoje» (Pr 2). De grande importância é a sua Oferta ao Amor Misericordioso, feita na festa da Santíssima Trindade de 1895 (Ms A, 83v-84r; Pr 6): uma oferenda que Teresa partilha imediatamente com as suas irmãs de hábito, sendo já vice-mestra das noviças.

Dez anos depois da «Graça de Natal», em 1896, vem a «Graça de Páscoa», que abre a última fase da vida de Teresa com o início da sua paixão em profunda união com a Paixão de Jesus; trata-se da paixão do corpo, com a doença que a levará à morte através de grandes sofrimentos, mas sobretudo trata-se da paixão da alma, com uma dolorosíssima prova da fé (Ms C, 4v-7v). Com Maria ao lado da Cruz de Jesus, Teresa vive então a fé mais heróica, como luz nas trevas que lhe invadem a alma. A Carmelita tem a consciência de viver esta grande prova para a salvação de todos os ateus do mundo moderno, por ela chamados «irmãos». Vive então ainda mais intensamente o amor fraterno (8r-33v): para com as irmãs da sua comunidade, para com os seus dois irmãos espirituais missionários, para com os sacerdotes e todos os homens, sobretudo os mais distantes. Torna-se deveras uma «irmã universal»! A sua caridade amável e sorridente é a expressão da alegria profunda da qual nos revela o segredo: «Jesus, a minha alegria é amar-Te» (P 45/7). Neste contexto de sofrimento, vivendo o maior amor nas mais pequenas coisas da vida quotidiana, a Santa realiza a sua vocação de ser o Amor no coração da Igreja (cf. Ms B, 3v).

Teresa faleceu na noite de 30 de Setembro de 1897, pronunciando as simples palavras «Meu Deus, amo-Te!», olhando para o Crucifixo que estreitava nas suas mãos. Estas últimas palavras da Santa são a chave de toda a sua doutrina, da sua interpretação do Evangelho. O acto de amor, expresso no seu último suspiro, era como que o contínuo respiro da sua alma, como o pulsar do seu coração. As simples palavras «Jesus, amo-Te» estão no centro de todos os seus escritos. O acto de amor a Jesus imerge-a na Santíssima Trindade. Ela escreve: «Ah, tu sabes, amo-te Menino Jesus, / O Espírito de Amor inflama-me com o seu fogo. / É amando-Te que eu atraio o Pai» (P 17/2).

Queridos amigos, também nós com santa Teresa do Menino Jesus deveríamos poder repetir todos os dias ao Senhor que queremos viver de amor a Ele e aos outros, aprender na escola dos santos a amar de modo autêntico e total. Teresa é um dos «pequeninos» do Evangelho que se deixam conduzir por Deus às profundezas do seu Mistério.”

Bento XVI, «Audiência Geral», Praça de São Pedro, Quarta-feira, 6 de Abril de 2011

Pai Nosso…

ORAÇÃO

Deus de infinita bondade, que abris as portas do vosso reino aos pequeninos e humildes, fazei que sigamos confiadamente o caminho espiritual de Santa Teresa do Menino Jesus, para que, por sua intercessão, cheguemos à revelação da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

São Jerónimo,

presbítero e doutor da Igreja - MO

Detemos hoje a nossa atenção sobre São Jerónimo, um Padre da Igreja que colocou no centro da sua vida a Bíblia: traduziu-a em língua latina, comentou-a nas suas obras, e sobretudo empenhou-se em vivê-la concretamente na sua longa existência terrena, não obstante o conhecido carácter difícil e impetuoso que recebeu da natureza.

Jerónimo nasceu em Strídon por volta de 347 de uma família cristã, que lhe garantiu uma cuidadosa formação, enviando-o também a Roma para aperfeiçoar os seus estudos. Desde jovem sentiu atracção pela vida mundana (cf. Ep. 22, 7), mas prevaleceram nele o desejo e a intercessão pela religião cristã. Tendo recebido o baptismo por volta de 336, orientou-se para a vida ascética e, tendo ido a Aquileia, inseriu-se num grupo de cristãos fervorosos por ele definido quase "um coro de beatos" (Chron. ad ann. 374) reunido em volta do Bispo Valeriano. Partiu depois para o Oriente e viveu como eremita no deserto de Calcide, a sul de Alepo (cf. Ep. 14, 10), dedicando-se seriamente aos estudos. Aperfeiçoou o seu conhecimento do grego, iniciou o estudo do hebraico (cf. Ap. 125, 12), transcreveu códices e obras patrísticas (cf. Ep. 5, 2). A meditação, a solidão, o contacto com a Palavra de Deus fizeram amadurecer a sua sensibilidade cristã. Sentiu mais incómodo o peso dos anos juvenis (cf. Ep. 22, 7), e advertiu vivamente o contraste entre mentalidade pagã e vida cristã: um contraste que se tornou célebre pela "visão" dramática e vivaz, da qual nos deixou uma narração. Nela pareceu-lhe ser flagelado diante de Deus, porque "ciceroniano e não-cristão" (cf. Ep 22, 30).

Em 382 transferiu-se para Roma: aqui o Papa Dâmaso, conhecendo a sua fama de asceta e a sua competência de estudioso, assumiu-o como secretário e conselheiro; encorajou-o a empreender uma nova tradução latina dos textos bíblicos por motivos pastorais e culturais. Algumas pessoas da aristocracia romana, sobretudo fidalgas como Paula, Marcela, Asella, Lea e outras, desejosas de se empenharem no caminho da perfeição cristã e de aprofundarem o seu conhecimento da Palavra de Deus, escolheram-no como sua guia espiritual e mestre na abordagem metódica aos textos sagrados. Estas fidalgas aprenderam também grego e hebraico.

Depois da morte do Papa Dâmaso, Jerónimo deixou Roma em 385, e empreendeu uma peregrinação, primeiro à Terra Santa, testemunha silenciosa da vida terrena de Cristo, depois ao Egipto, terra de eleição de muitos monges (cf. Contra Rufinum 3, 22; Ep. 108, 6-14). Em 386 permaneceu em Belém onde, por generosidade da fidalga Paula, foram construídos um mosteiro masculino, um feminino e uma estalagem para os peregrinos que iam à Terra Santa, "pensando que Maria e José não tinham encontrado onde repousar" (Ep. 108, 14). Permaneceu em Belém até à morte, continuando a desempenhar uma intensa actividade: comentou a Palavra de Deus; defendeu a fé, opondo-se vigorosamente a várias heresias; exortou os monges à perfeição; ensinou a cultura clássica e cristã a jovens alunos; acolheu com alma pastoral os peregrinos que visitavam a Terra Santa. Faleceu na sua cela, perto da gruta da Natividade, a 30 de Setembro de 419/420.

Que podemos nós aprender de São Jerónimo?

Sobretudo, penso, o seguinte: amar a Palavra de Deus na Sagrada Escritura. Diz São Jerónimo: "Ignorar as Escrituras é ignorar Cristo". Por isso é importante que cada cristão viva em contacto e em diálogo pessoal com a palavra de Deus, que nos é dada na Sagrada Escritura. Este nosso diálogo com ela deve ter sempre duas dimensões: por um lado, deve ser um diálogo realmente pessoal, porque Deus fala com cada um de nós através da Sagrada Escritura e cada um tem uma mensagem. Devemos ler a Sagrada Escritura não como palavra do passado, mas como Palavra de Deus que se dirige também a nós e procurar compreender o que o Senhor nos quer dizer. Mas para não cair no individualismo devemos ter presente que a Palavra de Deus nos é dada precisamente para construir comunhão, para nos unir na verdade no nosso caminho para Deus. Portanto, ela, mesmo sendo sempre uma palavra pessoal, é também uma Palavra que constrói comunidade, que constrói a Igreja. Por isso, devemos lê-la em comunhão com a Igreja viva. O lugar privilegiado da leitura e da escuta da Palavra de Deus é a liturgia, na qual, celebrando a Palavra e tornando presente no Sacramento o Corpo de Cristo, actualizamos a Palavra na nossa vida e tornámo-la presente entre nós. Nunca devemos esquecer que a Palavra de Deus transcende os tempos. As opiniões humanas vão e voltam. O que hoje é muito moderno, amanhã será velho. A Palavra de Deus, ao contrário, é Palavra de vida eterna, tem em si a eternidade, ou seja, é válida para sempre. Trazendo em nós a Palavra de Deus, trazemos também em nós o eterno, a vida eterna.

Bento XVI, «Audiência Geral», Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

Pai Nosso…

ORAÇÃO

Senhor nosso Deus, que destes ao presbítero São Jerónimo o dom de saborear a Sagrada Escritura e de a viver intensamente, fazei que o vosso povo se alimente cada vez mais com a vossa palavra e encontre nela a fonte da verdadeira vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM

«…acreditaram

“… «… Será a minha maneira de proceder que não é justa?

Não será antes o vosso modo de proceder que é injusto? …

Se abrir os seus olhos e renunciar às faltas que tiver cometido,

há-de viver e não morrerá».”

Leitura da Profecia de Ezequiel

“…Não façais nada por rivalidade nem por vanglória;

mas, com humildade, considerai os outros superiores a vós mesmos,

sem olhar cada um aos seus próprios interesses,

mas aos interesses dos outros.

Tende em vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus. …”

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Filipenses

“… João Baptista veio até vós, ensinando-vos o caminho da justiça, e não acreditastes nele;

mas os publicanos e as mulheres de má vida acreditaram. …».

Evangelho de São Mateus

ANTÍFONA DE ENTRADA

Cristo ontem, Cristo hoje, Cristo sempre, meu salvador.

Tu és Deus, Tu és o Amor, Tu me chamas, eis-me aqui.

1. Louvai Jesus, nosso Senhor,

    que veio ao mundo para salvar a todos nós, amigos seus.

    Aclamemos o nosso Deus! Amen! Aleluia!

SALMO RESPONSORIAL

Lembrai-Vos, Senhor, da vossa misericórdia.

ACLAMAÇÃO DO EVANGELHO

Aleluia! Aleluia! Aleluia!

APRESENTAÇÃO DOS DONS

1. Sobre o altar vou colocar a minha oblação:

quanto nela houver se há-de converter, em Jesus na consagração.

2. Dou-Vos, Senhor, o meu amor na hóstia do altar:

e que tudo em mim suba a Vós por fim, para sempre se consagrar.

3. Dou-me também por quem não tem a vossa luz, meu Deus!

Por eles olhai com olhar de Pai: dai-lhes o caminho do Céu.

ANTÍFONA DE COMUNHÃO

Saboreai como é bom o pão que vem de Deus Pai!

No coração de seu Filho, seu amor saboreai! (2x)

1. Coração de Jesus Cristo, Fonte viva que sacia,

    quem tem sede da verdade, com as águas da alegria!

2. Jesus, por nós derramastes Vosso sangue redentor.

    Sois o pão e sois o vinho, que nos sacia de amor!

3. Coração dilacerado pela criminosa lança:

    Divino Sol que nos enche de luminosa esperança!

4. Vossa divina Palavra seja pão que nos sustenta!

    Seja vinho de alegria que a nossa fé alimenta!

5. Coração de Jesus Cristo, de Deus Pai sois a morada!

    Que o vosso Espírito Santo seja em nós chama sagrada.

CÂNTICO FINAL

Cristo ontem, Cristo hoje, Cristo sempre, meu salvador.

Tu és Deus, Tu és o Amor, Tu me chamas, eis-me aqui.

Agenda de SETEMBRO de 2020 (provisória)

26 - Sábado: 15h Missa: REBOCHO; 16.30h Missa: ARRIÇA; 18h Missa: BREJOEIRA

27 - XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM

    9.30h Missa: AZERVADINHA; 11h Missa: BISCAINHO; 12.15h Missa: BRANCA; 15h Missa: SANTANA DO MATO

29 - 3ª feira: 8.30h Missa: AZERVADINHA

30 - 4ª feira: 18h Adoração ao Santíssimo Sacramento e 19h Missa: AZERVADINHA

Agenda de OUTUBRO de 2020 (provisória)

01 - 5ª feira: 18h Adoração ao Santíssimo Sacramento e 19h Missa: AZERVADINHA

02 - 6ª feira: 18h Adoração ao Santíssimo Sacramento e 19h Missa: AZERVADINHA

03 - Sábado: 15h Missa: REBOCHO; 16.30h Missa: SÃO TORCATO

04 - XXVII DOMINGO DO TEMPO COMUM

    9.30h Missa: AZERVADINHA; 11h Missa: BISCAINHO; 12.15h Missa: BRANCA; 15h Missa: SANTANA DO MATO

06 - 3ª feira: 8.30h Missa: AZERVADINHA

10 - Sábado: 15h Missa: REBOCHO; 16.30h Missa: ARRIÇA (?)

11 - XXVIII DOMINGO DO TEMPO COMUM

    9.30h Missa: AZERVADINHA; 11h Missa: BISCAINHO; 12.15h Missa: BRANCA; 15h Missa: SANTANA DO MATO

17 - Sábado: 17h Missa da TOMADA DE POSSE do P. Rogério: REBOCHO

    Não haverá Missa nos CARAPUÇÕES

18 - XXIX DOMINGO DO TEMPO COMUM

    9.30h Missa: AZERVADINHA; 11h Missa: BISCAINHO; 12.15h Missa: BRANCA; 15h Missa: SANTANA DO MATO

UNIDADE PASTORAL DE AZERVADINHA

Azervadinha, Montinhos dos Pegos, Santana do Mato, Carapuções, Brejoeira, Branca, São Torcato, Arriça, Rebocho, Salgueirinha, Malhada Alta, Biscainho, Courelas da Amoreirinha

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

São Pio de Pietrelcina,

sacerdote Capuchinho

23 de Setembro

Nasceu em Pietrelcina (Sul de Itália) no dia 25 de Maio de 1887. Chamava-se Francisco Forgione. O nome de Frei Pio de Pietrelcina recebeu-o em 1903, quando entrou na Ordem dos Capuchinhos. Foi ordenado sacerdote a 10 de Agosto de 1910.

Viveu uma vida de exigência pessoal. Venceu os maus instintos. Foi rigoroso na luta contra os vícios, simples no vestir e na comida e extremamente cuidadoso em evitar atos que pudessem ofender a Deus, aos irmãos ou a qualquer pessoa. A vida de família iniciou-o nesta radicalidade e no Convento também encontrou ambiente que a favoreceu.

Frei Pio é considerado como um grande místico por todas as pessoas a quem chegou a sua ação e influência. Nisto consistiu a radicalidade profunda e original da sua espiritualidade, que o faz ter admiradores em todos os Continentes, apesar de a maior parte das pessoas de hoje não entenderem o que se quer dizer com a palavra místico. Nada mais contrário ao mundo naturalista em que vivemos do que o conjunto de fenómenos sobrenaturais que se tornaram vulgares na vida do Frei Pio. Foram muitos os fenómenos, humanamente inexplicáveis, que marcaram fortemente a existência deste homem de Deus.

Assim como aconteceu com São Francisco de Assis, o Senhor crucificado quis partilhar com ele as dores da sua Paixão concedendo-lhe a graça dos estigmas, a 20 de Setembro de 1915. Este foi o acontecimento místico mais marcante na vida do Frei Pio, mas há outros que importa, pelo menos, enumerar: o dom da profecia, o dom do discernimento dos espíritos, o dom da bilocação, o dom das curas, o dom das conversões, o dom dos perfumes.

O que mais atraiu as multidões de todos os continentes ao Convento de São Giovanni Rotondo durante a sua vida, foi a celebração da Eucaristia, o heróico atendimento de confissões e a direção espiritual (a quem recorreu muitas vezes o Papa João Paulo II, então estudante de Teologia em Roma).

O Senhor concedeu ao Frei Pio a graça de deixar duas obras para a posteridade: a Casa do Alívio para o sofrimento e os Grupos de Oração. Acerca destes últimos, dizia: Os grupos de oração são os corações e as mãos que sustêm o mundo.

Morreu no dia 23 de Setembro de 1968. No dia 2 de Maio de 1999, o Papa João Paulo II, perante uma multidão de fiéis, concentrada na praça de São Pedro, proclamou-o Beato. Foi canonizado a 16 de Junho de 2002.

(https://www.capuchinhos.org/.../sao-pio-de-pietrelcina)

“A vida e a missão do Padre Pio testemunham que as dificuldades e os sofrimentos, se forem aceites por amor, transformam-se num caminho privilegiado de santidade, que abre perspectivas de um bem maior, que só Deus conhece.

No plano de Deus, a Cruz constitui o verdadeiro instrumento de salvação para toda a humanidade e o caminho proposto explicitamente pelo Senhor a todos aqueles que desejam segui-l'O (cf. Mc 16, 24). O Santo Frade do Gargano compreendeu isto muito bem, e na festa da Assunção de 1914 escreveu: "Para alcançar a nossa única finalidade é preciso seguir o Chefe divino, o qual, unicamente pelo caminho que ele percorreu deseja conduzir a alma eleita; isto é, pelo caminho da abnegação e da Cruz" (Epistolário II, pág. 155).

Padre Pio foi um generoso dispensador da misericórdia divina, estando sempre disponível para todos através do acolhimento, da direcção espiritual, e sobretudo da administração do sacramento da Penitência. O ministério do confessionário, que constitui uma das numerosas características que distinguem o seu apostolado, atraía numerosas multidões de fiéis ao Convento de San Giovanni Rotondo. Mesmo quando aquele singular confessor tratava os peregrinos com severidade aparente, eles, tomando consciência da gravidade do pecado e arrependendo-se sinceramente, voltavam quase sempre atrás para o abraço pacificador do perdão sacramental.

De facto, a razão última da eficácia apostólica do Padre Pio, a raiz profunda de tanta fecundidade espiritual encontra-se na íntima e constante união com Deus de que eram testemunhas eloquente as longas horas passadas em oração. Gostava de repetir: "Sou um pobre frade que reza", convencido de que "a oração é a melhor arma que possuímos, uma chave que abre o coração de Deus". Esta característica fundamental da sua espiritualidade continua nos "Grupos de Oração" por ele fundados, que oferecem à Igreja e à sociedade o admirável contributo de uma oração incessante e confiante. O Padre Pio unia à oração também uma intensa actividade caritativa, da qual é uma extraordinária expressão a "Casa Alívio do Sofrimento". Oração e caridade, eis uma síntese muito concreta do ensinamento do Padre Pio, que hoje é proposto a todos.”

São João Paulo II, «Homilia» na cerimónia de Canonização do Beato Pio de Pietrelcina, Domingo, 16 de Junho de 2002

ORAÇÃO

Deus todo-poderoso e eterno, que destes a São Pio, sacerdote, a graça de participar de modo admirável na cruz do vosso Filho, e por meio do seu ministério renovastes as maravilhas da vossa misericórdia, concedei-nos, por sua intercessão, que, unidos constantemente á paixão de Cristo, tenhamos a alegria de alcançar a glória da resurreição. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.