quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

PALAVRA DE VIDA
Janeiro de 2014
Chiara Lubich
«Cristo, único fundamento da Igreja» (cf. 1 Cor 3, 11) (1).
Estava-se no ano 50 d. C. quando S. Paulo chegou a Corinto. Esta grande cidade da Grécia era famosa pelo importante porto comercial e tinha uma grande vivacidade devido às suas numerosas correntes de pensamento. Foi aí que, durante 18 meses, o Apóstolo anunciou o Evangelho e lançou as bases de uma florescente comunidade cristã. Depois dele, outros continuaram a obra de evangelização. Mas os novos cristãos tinham a tendência de se apegarem às pessoas que lhes levavam a mensagem de Cristo, e não ao próprio Cristo. Surgiam assim as fações: «Eu sou de Paulo», diziam alguns; e outros, sempre referindo-se ao seu apóstolo preferido: «Eu sou de Apolo», ou: «Eu sou de Pedro».
Perante a divisão que perturbava a comunidade, S. Paulo afirma com força que os construtores da Igreja – que ele comparava a um edifício ou a um templo – podem ser muitos, mas o alicerce é só um, a pedra viva: Cristo Jesus.
Sobretudo neste mês, durante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, as Igrejas e as comunidades eclesiais recordam juntas que Cristo é o seu único fundamento, e que só aderindo a Ele e vivendo o único Evangelho de Cristo podem encontrar a total e visível unidade entre elas.  
«Cristo, único fundamento da Igreja» (cf. 1 Cor 3, 11).
Fundar a nossa vida em Cristo significa ser uma só coisa com Ele, pensar como Ele pensa, querer aquilo que Ele quer, viver como Ele viveu.
Mas como nos podemos fundar, alicerçar n’Ele? Como nos podemos tornar uma só coisa com Ele?
Pondo em prática o Evangelho.
Jesus é o Verbo, ou seja, a Palavra de Deus que se encarnou. E, se Ele é a Palavra que assumiu a natureza humana, nós só seremos verdadeiros cristãos se formos homens e mulheres que impregnam toda a sua vida com a Palavra de Deus.
Se nós vivermos as suas palavras, ou melhor, se as suas palavras viverem em nós, de maneira a tornarmo-nos “Palavras vivas”, seremos um com Ele, estaremos mais próximos d’Ele. Já não viverá o eu ou o nós, mas a Palavra em todos. Verificaremos que, vivendo assim, podemos dar um contributo para que a unidade entre todos os cristãos se torne uma realidade.
Tal como o corpo respira para viver, do mesmo modo a alma, para viver, vive a Palavra de Deus.
Um dos primeiros frutos é o nascimento de Jesus em nós e entre nós. Isto provoca uma mudança de mentalidade: injeta no coração de todos – sejam eles europeus ou asiáticos, australianos, americanos ou africanos – os mesmos sentimentos de Cristo diante das circunstâncias, das pessoas, da sociedade. (…)
A Palavra vivida torna-nos livres dos condicionamentos humanos, infunde alegria, paz, simplicidade, plenitude de vida, luz. Fazendo-nos aderir a Cristo, transforma-nos, pouco a pouco, em outros Ele.
«Cristo, único fundamento da Igreja» (cf. 1 Cor 3, 11).
Mas há uma Palavra que resume todas as outras, é amar: amar a Deus e ao próximo. Jesus sintetiza nesta palavra «toda a Lei e os Profetas» (cf. Mt 22,40).
O facto é que, cada Palavra, embora sendo expressa em termos humanos e diferentes, é Palavra de Deus. Mas, como Deus é Amor, cada Palavra é caridade.
Como viver então este mês? Como nos ligarmos estreitamente a Cristo, «único fundamento da Igreja»? Amando como Ele nos ensinou.
«Ama e faz o que quiseres», disse Santo Agostinho, como que sintetizando a norma de vida evangélica. Porque, quando amamos não erramos, mas realizamos plenamente a vontade de Deus.
1) 1 Cor 3, 11: «Ninguém pode pôr um fundamento diferente do que já foi posto: Jesus Cristo».

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

PALAVRA DE VIDA
Dezembro de 2013
Chiara Lubich
«O Senhor vos faça crescer e superabundar de caridade uns para com os outros e para com todos» (1 Ts 3, 12)
Esta é uma daquelas expressões, familiares a S. Paulo, em que ele deseja, e ao mesmo tempo pede ao Senhor, graças especiais para as suas comunidades (cf. Ef 3, 18; Fil 1, 9, etc.).
Para os Tessalonicenses pede, desta vez, a graça de um amor recíproco cada vez maior, superabundante. Não se trata de uma repreensão velada, como se não existisse o amor recíproco naquela comunidade, mas sim de um alerta para uma exigência inerente ao próprio amor: o seu crescimento constante.
«O Senhor vos faça crescer e superabundar de caridade uns para com os outros e para com todos» (1 Ts 3, 12).
Se o amor, que é o centro da vida cristã, não progredir, toda a vida do cristão se ressente, enfraquece e pode vir a apagar-se.
Não basta termos compreendido, num momento de luz, o mandamento do amor ao próximo. Nem termos experimentado, cheios de entusiasmo, os seus impulsos e o seu ardor no período inicial da nossa conversão ao Evangelho. É necessário fazê-lo crescer mantendo-o sempre vivo, ativo e operante. Isto só vai acontecer se soubermos aproveitar, com prontidão e generosidade cada vez maiores, as várias oportunidades que a vida nos oferece em cada dia.
«O Senhor vos faça crescer e superabundar de caridade uns para com os outros e para com todos» (1 Ts 3, 12).
Para S. Paulo, as comunidades cristãs deveriam ter a frescura e a vivacidade de uma verdadeira família.
Compreende-se, portanto, a intenção do apóstolo de as alertar contra os perigos que mais frequentemente as ameaçam: o individualismo, a superficialidade, a mediocridade.
Mas S. Paulo quer avisá-las também de outro grave perigo, estreitamente ligado ao precedente: o de se instalarem numa vida ordenada e tranquila, mas fechada em si mesma.
Ele deseja comunidades abertas, já que é próprio da caridade amar os irmãos que têm a mesma fé que nós e, por outro lado, ir ao encontro de todos, ser sensíveis aos problemas e às necessidades de todos. É próprio da caridade saber acolher qualquer pessoa, construir pontes, reconhecendo o positivo e unindo as nossas aspirações e esforços, para realizar o bem, aos de todos os que demonstrarem boa vontade.
«O Senhor vos faça crescer e superabundar de caridade uns para com os outros e para com todos» (1 Ts 3, 12).
Como viveremos então a Palavra de Vida deste mês? Procurando crescer também nós no amor recíproco dentro das nossas famílias, do nosso ambiente de trabalho, das nossas comunidades ou associações eclesiais, paróquias, etc.
Esta Palavra requer de nós uma caridade superabundante, isto é, uma caridade que saiba ultrapassar as medidas medíocres e as várias barreiras provenientes do nosso egoísmo subtil. Será suficiente pensar em certos aspetos da caridade (tolerância, compreensão, acolhimento recíproco, paciência, disponibilidade para servir, misericórdia para com as verdadeiras ou para com as presumíveis faltas do nosso próximo, partilha dos bens materiais, etc.) para descobrirmos muitas oportunidades para viver.
Além disso, é evidente que, se houver na nossa comunidade este clima de amor recíproco, o seu calor propagar-se-á inevitavelmente a todos. E até aqueles que ainda não conhecem a vida cristã irão sentir a sua atração e, quase sem disso se aperceberem, serão facilmente envolvidos por ela até se sentirem parte de uma mesma família.

terça-feira, 19 de novembro de 2013




“A fé não é luz que dissipa todas as nossas trevas,

mas lâmpada que guia os nossos passos na noite,

e isto basta para o caminho.”
Papa Francisco, Carta Encíclica «Lumen Fidei», 57.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013



Senhor nosso Deus e nosso Pai,
obrigado pelo dom de Jesus Cristo,
Teu Filho e nosso Irmão.
Ele vem aos nossos corações,
converte-nos e transforma-nos,
faz de nós Teus filhos bem amados.
Ajuda-nos a crescer no amor filial,
até à estatura do Homem Perfeito,
até às alturas do amor e do serviço.
Fortalece os nossos seminaristas,
com o dom do Teu Espírito,
para que sejam imagem de Jesus,
vejam com os Seus olhos,
amem com os Seus sentimentos,
sirvam com as Suas disposições filiais.
Nesta Semana dos Seminários,
nós te suplicamos, pela intercessão de Maria:
concede à Tua Igreja
muitas e santas vocações sacerdotai.
Ámen.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Beata Isabel da Santíssima Trindade ocd
Memória litúrgica: 8 de Novembro
«Gosto tanto do mistério da Santíssima Trindade! É um abismo no qual me perco. Deus em mim, eu n’Ele. É o grande sonho da minha vida. Para uma carmelita viver é estar em comunhão com Deus desde a manhã até à noite, e desde a noite até de manhã. Se Deus não enchesse as nossas celas e os nossos claustros, oh!, como tudo seria vazio! Mas é Ele que enche toda a nossa vida fazendo dela um céu antecipado».

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

PALAVRA DE VIDA
Novembro de 2013 (1)
Chiara Lubich
«Sede bondosos uns para com os outros, compassivos; perdoai-vos mutuamente, como também Deus vos perdoou em Cristo›› (Ef 4, 32).
 Este programa de vida é concreto e essencial. E já bastaria para criar uma sociedade diferente, mais fraterna, mais solidária. Esta frase está incluída
num amplo projeto proposto aos cristãos da Ásia Menor.
Naquelas comunidades tinha-se conseguido estabelecer a “paz” entre Judeus e Gentios, que eram os dois povos representantes da humanidade, até então divididos.
A unidade, que Cristo nos deu, deve ser sempre reavivada e traduzida em comportamentos sociais concretos, inteiramente inspirados pelo amor recíproco. Por isso São Paulo dá as indicações sobre como devem ser os relacionamentos:
«Sede bondosos uns para com os outros, compassivos; perdoai-vos mutuamente, como também Deus vos perdoou em Cristo››.
Bondade: querer o bem do outro. É “fazer-se um” com cada próximo, aproximarmo-nos dele completamente vazios de nós mesmos – vazios dos nossos interesses, das nossas ideias, dos muitos preconceitos que nos ofuscam o olhar – para nos revestirmos dos seus pesos, das suas necessidades, dos seus sofrimentos, para partilhar as suas alegrias.
É entrar no coração daqueles com quem contactamos para compreender a sua mentalidade, a sua cultura, as suas tradições e fazê-las, de certo modo, nossas. E compreender realmente aquilo de que necessitam para saber captar os valores que Deus depositou no coração de cada pessoa. Numa palavra: viver para quem está ao nosso lado.
Misericórdia: aceitar o outro tal como é, e não como gostaríamos que fosse. Gostaríamos que tivesse um caráter diferente, tivesse as mesmas ideias políticas que nós, as nossas convicções religiosas, e não tivesse aqueles defeitos ou aqueles modos de proceder que tanto nos chocam. Não! Temos que dilatar o nosso coração e torná-lo capaz de aceitar todos, com as suas divergências, os seus limites e misérias.
Perdão: ver o outro sempre de um modo novo. Até nas convivências mais bonitas e serenas, na família, na escola, no trabalho, não faltam momentos de atrito, divergências, desentendimentos. Há quem chegue até a deixar de se falar, a evitar encontrar-se, isto para não falar de quando se enraíza no coração um verdadeiro ódio para com os que pensam de maneira diferente. É preciso um esforço forte e exigente para procurar ver, todos os dias, o irmão e a irmã como se fossem novos, completamente novos, sem nos lembrarmos das ofensas recebidas, mas cobrindo tudo com o amor, com uma amnistia completa do nosso coração, à imitação de Deus que perdoa e esquece.
A paz verdadeira e a unidade só se conseguem quando a bondade, a misericórdia e o perdão forem vividos, não só por cada um individualmente, mas juntos, na reciprocidade.
E, tal como numa lareira acesa, é preciso remexer as brasas, de vez em quando, para não serem cobertas pelas cinzas, também é necessário, de tempos a tempos, reavivar conscientemente o amor recíproco, reavivar os relacionamentos com todos, para que não sejam cobertos pela cinza da indiferença, da apatia, do egoísmo.
«Sede bondosos uns para com os outros, compassivos; e perdoai-vos mutuamente, como também Deus vos perdoou em Cristo››.
Estas atitudes têm de se traduzir em factos, em ações concretas.
O próprio Jesus mostrou o que é o amor quando curou os doentes, quando saciou a fome às multidões, quando ressuscitou os mortos, quando lavou os pés aos discípulos. Factos, factos: é assim que se ama.
Recordo-me de uma mãe de família africana: sofreu muito porque a sua filha, a Rosangela, perdeu a visão de um dos lados, vítima de um rapazito agressivo que a tinha ferido com uma cana e continuava a zombar dela. Os pais do rapaz não foram pedir desculpa. O silêncio, a falta de relacionamento com aquela família amarguravam-na. «Consola-te – dizia a Rosangela, que lhes tinha perdoado –, tenho sorte, pois posso ver com a outra vista!››.
«Uma manhã – conta a mãe da Rosangela –, a mãe daquele rapazinho mandou-me chamar porque se sentia mal. A minha primeira reação foi: “Olha, agora vem-me pedir ajuda a mim, com tantos outros vizinhos de casa, vem-me pedir a mim, depois daquilo que o seu filho nos fez!”.
Mas imediatamente me lembrei que o amor não tem barreiras. Fui a correr à sua casa. Ela abriu-me a porta e desfaleceu-me nos braços. Acompanhei-a ao hospital e fiquei com ela até os médicos tratarem dela. Passada uma semana, quando saiu do hospital, ela veio a minha casa para me agradecer. Recebi-a com todo o coração. Consegui perdoar-lhe. Agora voltámos a falar-nos, ou melhor, nasceu um relacionamento completamente novo››.
Também o nosso dia se pode encher de serviços concretos, humildes e inteligentes, expressões do nosso amor. Veremos crescer a fraternidade e a paz à nossa volta. 
1) Palavra de Vida publicada em Città Nuova, 2006/14, p. 9.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013


Jesus, pede-me que não vire as costas à Sua Cruz,
mas que lhe faça companhia e seja com Ele Crucificado.
Pede-me que ocupe voluntária, generosa e gozosamente
a face vazia da Sua Cruz.
Pede-me que seja crucificado para o “mundo”
e me centre n’Ele.
Lança-me a vocação de transformar a dor em Amor, só Amor…
Fixar os meus olhos nos Seus,
sem qualquer hipótese de distracção…
contemplar o Seu Rosto…
Senhor, que meus lábios possam oscular a Vossa Fronte,
a minha tez possa reclinar-se e descansar no Vosso Peito
que palpita pleno de Amor.
Possa o meu rosto, Senhor, acariciar o Vosso…
e meus braços, plena e voluntariamente abertos,
Vos abracem e acolham, Ó Jesus, Homem das Dores Amorosas
e convosco acolham e abracem a Humanidade inteira.
Que como o Vosso, o meu coração, que já é Vosso,
esteja cheio dos nomes e dos rostos de todos os Homens e Mulheres.
Minhas, sejam as suas dores e alegrias, que são Vossas.
Pois, a minha missão, a minha vocação,
o Vosso desígnio de amor sobre mim…
Amar-Vos, ser Vossa companhia,
viver no Vosso Coração,
ser Vossa imagem e semelhança (cf. Gn 1, 26),
pois “Para mim, viver é Cristo” (Gl 2, 21)
e não pode viver, este pobre girassol,
sem Vosso Amor, sem Vossa Graça, sem Vosso Olhar,
sem Vosso Toque e Beijo abrasante.
Que como Vós acolha a Humanidade inteira,
para Vós a encaminhe,
para que espere com amor a Vossa vinda,
pois estais a seu lado e lhes dais força (cf. 2Tm 4, 8.17)
e tenha Vida, mas Vida em abundância (cf. Jo 10, 10).
P. Marcelino di G.A.
Borba, 27.Outubro.2013

terça-feira, 1 de outubro de 2013

PALAVRA DE VIDA
Outubro de 2013
Chiara Lubich
«Não fiqueis a dever nada a ninguém, a não ser isto: amar-vos uns aos outros. Pois quem ama o próximo cumpre plenamente a lei» (Rm 13, 8).
Nos versículos precedentes (Rm 13, 1-7) São Paulo tinha falado da dívida que nós temos para com a autoridade civil (obediência, respeito, pagamento das taxas, etc.), sublinhando que também o pagamento dessa dívida deve ser motivado pelo amor. Seja como for, trata-se de uma dívida facilmente compreensível, também porque, caso não a pagássemos, mereceríamos as sanções previstas pela lei.
Partindo dali, agora passa a falar de uma outra dívida, um pouco mais difícil de compreender: é aquela que – segundo o preceito que Jesus nos deixou – nós temos para com cada próximo. É o amor recíproco nas suas várias expressões: generosidade, delicadeza, confiança, estima recíproca, sinceridade, etc. (cf. Rm 12, 9-12).
«Não fiqueis a dever nada a ninguém, a não ser isto: amar-vos uns aos outros. Pois quem ama o próximo cumpre plenamente a lei» (Rm 13, 8).
Esta Palavra de Vida destaca duas coisas.
A primeira é que o amor nos é apresentado como uma dívida, ou seja, como algo perante o qual não podemos permanecer indiferentes, não podemos adiar. É qualquer coisa que nos obriga, nos persegue, não nos deixa descansados enquanto não a tivermos pago.
É como dizer que o amor recíproco não é um “mais”, resultante da nossa generosidade, do qual – segundo o significado rigoroso do termo – nos poderíamos eximir sem incorrermos nas sanções da lei positiva. Esta Palavra pede-nos insistentemente que o ponhamos em prática sob pena de trairmos a nossa dignidade de cristãos, chamados por Jesus a ser instrumentos do seu amor no mundo.
A segunda, é dizer que o amor recíproco é o motor, a alma e a finalidade de todos os mandamentos.
A consequência é que, se queremos fazer bem a vontade de Deus, não nos podemos contentar com uma observância fria e jurídica dos seus mandamentos. Temos mesmo que ter sempre presente esta finalidade, que Deus nos propõe. Assim, por exemplo, para viver bem o sétimo mandamento, não nos poderemos limitar a não roubar, mas devemos empenhar-nos seriamente em eliminar as injustiças sociais. Só assim é que podemos demonstrar que amamos o nosso semelhante.
«Não fiqueis a dever nada a ninguém, a não ser isto: amar-vos uns aos outros. Pois quem ama o próximo cumpre plenamente a lei» (Rm 13, 8).
Como viver, então, a Palavra deste mês?
O tema do amor ao próximo, que ela nos volta a propor, contém infinitas tonalidades. Aqui recordaremos sobretudo uma, que nos parece mesmo sugerida pelas palavras do texto.
Se, como diz São Paulo, o amor recíproco é uma dívida, será necessário possuirmos um amor que nos faça ser os primeiros a amar, como fez Jesus conosco. Será, portanto, um amor que toma a iniciativa, que não espera, que não adia.
Façamos, então, assim neste mês. Procuremos ser os primeiros a amar cada pessoa que encontrarmos, à qual telefonarmos, escrevermos, ou com a qual vivemos. E que o nosso amor seja um amor concreto, que sabe compreender, prevenir, que é paciente, confiante, perseverante, generoso.
Verificaremos que a nossa vida espiritual vai dar um salto de qualidade, sem falar na alegria que encherá o nosso coração.