sábado, 4 de abril de 2020


40 Dias no Deserto
“Ao verem o que Jesus fizera, ..., acreditaram n’Ele.” (Jo 11, 46)
04 de Abril de 2020
Sábado da V Semana da Quaresma

“Ano após ano o trecho evangélico do Domingo de Ramos narra-nos a entrada de Jesus em Jerusalém. Juntamente com os seus discípulos e uma multidão crescente de peregrinos, Ele subira da planície da Galileia à Cidade Santa. Como degraus desta subida, os evangelistas transmitiram-nos três anúncios de Jesus relativos à sua Paixão, mencionando ao mesmo tempo com isto a subida interior que se estava a cumprir nesta peregrinação. Jesus está a caminho do templo rumo ao lugar, onde Deus, como diz o Deuteronómio, quisera "fixar a sede" do seu nome (cf. 12, 11; 14, 23). O Deus que criou céu e terra deu-se um nome, tornou-se invocável, aliás, tornou-se quase tocável por parte dos homens. Lugar algum o pode conter e no entanto, ou precisamente por isto, Ele mesmo se dá um lugar e um nome, para que Ele pessoalmente, o verdadeiro Deus, possa ser ali venerado como o Deus no meio de nós. Da narração sobre Jesus com a idade de doze anos sabemos que Ele amou o templo como a casa de seu Pai, como a sua casa paterna. Agora vem de novo a este templo, mas o seu percurso vai além: a meta definitiva da sua subida é a Cruz. É a subida que a Carta aos Hebreus descreve como a subida para a tenda que não é feita por mãos humanas, até à presença de Deus. A ascensão para junto de Deus passa através da Cruz. É a subida para "o amor até ao fim" (cf. Jo 13, 1), que é o verdadeiro monte de Deus, o lugar definitivo do contacto entre Deus e o homem.”
Bento XVI, «Angelus», 16 de Março de 2008

ORAÇÃO
Deus de misericórdia, que em todo o momento realizais a salvação dos homens e agora alegrais o vosso povo com graças mais abundantes, olhai benignamente para os vossos eleitos e fortalecei, com o auxílio da vossa protecção, os que se preparam para o renascimento do Baptismo e aqueles que já o receberam. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

sexta-feira, 3 de abril de 2020


9 dias com Juliana de Norwich
pedindo o fim da pandemia
8º Dia: 03.Abril.2020

"A Oração e o serviço silencioso são
as nossas armas vencedoras".
Papa Francisco
27.03.2020

"Gostaria de sublinhar mais um aspecto. Quando expõe o ponto de vista da fé católica, sobre um tema que não cessa de constituir uma provocação para todos os fiéis, o Catecismo da Igreja Católica cita as palavras de Juliana de Norwich (cf. nn. 304-314). Se Deus é sumamente bom e sábio, por que existem o mal e o sofrimento dos inocentes? Até os santos, precisamente os santos, se questionaram sobre isto. Iluminados pela fé, eles dão-nos uma resposta que abre o nosso coração à confiança e à esperança: nos desígnios misteriosos da Providência, até do mal Deus tira um bem maior, como Juliana de Norwich escreveu: «Aprendi da graça de Deus que eu devia permanecer firmemente na fé, e portanto devia crer sólida e perfeitamente que tudo teria terminado bem...» (Il libro delle rivelazioni, cap. 32, p. 173)."
Bento XVI, «Audiência Geral», 01.12.2010

Senhor, abençoai o mundo,
e por intercessão da Beata Juliana de Norwich,
a quem revelaste 
ser o pecado uma grande tragédia porque nos faz um mal incrível 
mas que se confiarmos à Vossa Divina Majestade, 
ao Vosso amor imenso, 
os desejos mais puros e mais profundos do nosso coração, 
nunca seremos decepcionados, 
pois vai ficar tudo bem, terminará tudo bem 
dai saúde aos corpos, conforto aos corações e livrai-nos da pandemia! 
Pedis-nos para não ter medo; 
a nossa fé, porém, é fraca e sentimo-nos temerosos. 
Mas Vós, Senhor, não nos deixais à mercê da tempestade.
Continuais a repetir-nos: «Não tenhais medo!» (Mt 14, 27)
E nós, juntamente com Pedro, 
«confiamo-Vos todas as nossas preocupações, 
porque Vós tendes cuidado de nós» (cf. 1 Ped 5, 7).
cf. Francisco, «Momento extraordinário de oração em tempo de epidemia», 27 de Março de 2022

Pai Nosso…
Avé Maria…
Glória ao Pai…

Beata Juliana de Norwich, rogai por nós!

40 Dias no Deserto
“Na minha aflição invoquei o Senhor e clamei pelo meu Deus. Do seu templo Ele ouviu a minha voz e o meu clamor chegou aos seus ouvidos.” (Sl 17 (18), 6.7)
03 de Abril de 2020
Sexta-feira da V Semana da Quaresma

“O Coração de Cristo é divino-humano: nele, Deus e Homem encontraram-se perfeitamente, sem separação nem confusão. Ele é a imagem, aliás, a encarnação do Deus que é amor, misericórdia e ternura paterna e materna do Deus que é Vida. Por isso, declarou solenemente a Marta: "Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim, mesmo que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá para sempre". Depois, acrescentou: "Crês nisto?" (Jo 11, 25-26). É uma pergunta que Jesus dirige a cada um de nós; uma interrogação que certamente nos supera, ultrapassa a nossa capacidade de compreender e exige que confiemos nele, como Ele se confiou ao Pai. A resposta de Marta é exemplar: "Sim, ó Senhor; eu creio que Tu és Cristo, o Filho de Deus que havia de vir ao mundo" (Jo 11, 27). Sim, ó Senhor! Também nós acreditamos, não obstante as nossas dúvidas e as nossas obscuridades; cremos em ti, porque Tu tens palavras de vida eterna; desejamos acreditar em ti, que nos infundes uma confiável esperança de vida para além da vida, de vida autêntica e repleta no teu Reino de luz e de paz.”
Bento XVI, «Angelus», 9 de Março de 2008

ORAÇÃO
Perdoai, Senhor, as culpas do vosso povo e livrai-nos, pela vossa bondade, do poder do pecado que nos oprime. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

quinta-feira, 2 de abril de 2020


9 dias com Juliana de Norwich
pedindo o fim da pandemia
7º Dia: 02.Abril.2020

"A Oração e o serviço silencioso são
as nossas armas vencedoras".
Papa Francisco
27.03.2020

O tema do amor divino volta com frequência nas visões de Juliana de Norwich que, com uma certa audácia, não hesita em compará-lo também com o amor materno. Esta é uma das mensagens mais características da sua teologia mística. A ternura, a solicitude e a docilidade da bondade de Deus para connosco são tão grandes que, para nós peregrinos na terra, evocam o amor de uma mãe pelos seus filhos. Na realidade, também os profetas bíblicos usaram por vezes esta linguagem, que realça a ternura, a intensidade e a totalidade do amor de Deus, que se manifesta na criação e em toda a história da salvação, tendo o seu ápice na Encarnação do Filho. Porém, Deus supera sempre todo o amor humano, come diz o profeta Isaías: «Pode uma mulher esquecer-se do seu filho? Não se comover com o fruto do seu ventre? E mesmo que ela o esquecesse, eu nunca te esqueceria» (49, 15). Juliana de Norwich compreendeu a mensagem central para a vida espiritual: Deus é amor, e só quando nos abrirmos, totalmente e com confiança integral, a este amor, e deixarmos que ele se torne a única guia da existência, tudo se transfigura, levando-nos a encontrar a verdadeira paz e a autêntica alegria, tornando-nos capazes de as difundir ao nosso redor.
Bento XVI, «Audiência Geral», 01.12.2010

Senhor, abençoai o mundo, 
e por intercessão da Beata Juliana de Norwich,
a quem revelaste 
ser o pecado uma grande tragédia porque nos faz um mal incrível 
mas que se confiarmos à Vossa Divina Majestade, 
ao Vosso amor imenso, 
os desejos mais puros e mais profundos do nosso coração, 
nunca seremos decepcionados, 
pois vai ficar tudo bem, terminará tudo bem 
dai saúde aos corpos, conforto aos corações e livrai-nos da pademia! 
Pedis-nos para não ter medo; 
a nossa fé, porém, é fraca e sentimo-nos temerosos. 
Mas Vós, Senhor, não nos deixais à mercê da tempestade.
Continuais a repetir-nos: «Não tenhais medo!» (Mt 14, 27)
E nós, juntamente com Pedro, 
«confiamo-Vos todas as nossas preocupações, 
porque Vós tendes cuidado de nós» (cf. 1 Ped 5, 7).
cf. Francisco, «Momento extraordinário de oração em tempo de epidemia», 27 de Março de 2022

Pai Nosso…
Avé Maria…
Glória ao Pai…

Beata Juliana de Norwich, rogai por nós!

40 Dias no Deserto
“O Senhor recorda a sua aliança para sempre.” (Sl 104 (105), 8a)
02 de Abril de 2020
Quinta-feira da V Semana da Quaresma

“O Senhor intervém e nos fala no Evangelho, dizendo: "Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim, mesmo que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá para sempre". "Eu sou a Ressurreição!": beber da fonte da vida significa entrar em comunhão com este amor infinito, que é a fonte da vida. Encontrando Cristo, entramos em contacto, aliás em comunhão com a própria vida e já atravessamos o limiar da morte porque, para além da vida biológica, entramos em contacto com a verdadeira vida.
Os Padres da Igreja definiram a Eucaristia como remédio da imortalidade. E é assim, porque na Eucaristia nós entramos em contacto, aliás em comunhão com o corpo ressuscitado de Cristo; entramos no espaço da vida já ressuscitada, da vida eterna. Entramos em comunhão com este corpo, que é animado pela vida imortal, e vivemos assim desde já e para sempre, no espaço da própria vida. E de tal forma, este Evangelho é também uma profunda interpretação do que significa a Eucaristia, convidando-nos a viver realmente da Eucaristia para podermos ser deste modo transformados na comunhão do amor. Esta é a vida verdadeira. No Evangelho de João, o Senhor diz: "Vim para que tenham vida, e a tenham em abundância". Vida em abundância não significa, como alguns julgam, consumir tudo, ter tudo e poder realizar tudo o que se deseja. Em tal caso, viveríamos para as coisas mortas, viveríamos para a morte. Vida em abundância significa estar em comunhão com a vida verdadeira, com o amor infinito. É assim que entramos realmente na abundância da vida, tornando-nos portadores da vida inclusivamente para os outros. ”
Bento XVI, «Homilia», 9 de Março de 2008

ORAÇÃO
Atendei, Senhor, as nossas súplicas e olhai benignamente por aqueles que esperam na vossa misericórdia, para que, purificados das suas culpas, vivam santamente e alcancem as vossas promessas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

quarta-feira, 1 de abril de 2020


PALAVRA DE VIDA
ABRIL 2020
«Felizes os que creem sem terem visto!». (Jo 20, 29) 
O Evangelho de João descreve os encontros dos apóstolos, de Maria Madalena e de outros discípulos com Jesus Ressuscitado. Ele mostra-se por várias vezes, com os sinais da crucifixão, para abrir de novo os corações deles à alegria e à esperança. Numa destas vezes, o apóstolo Tomé estava ausente. Os outros, que se tinham encontrado com o Senhor, contam-lhe esta maravilhosa experiência e pretendem transmitir-lhe a mesma alegria. Mas Tomé não consegue aceitar esse testemunho indireto. Quer mesmo ver Jesus e tocar-Lhe pessoalmente.
É o que acontece uns dias mais tarde: Jesus apresenta-se novamente no meio de um grupo de discípulos. Finalmente, entre eles está também Tomé, que proclamará a sua fé, a sua total adesão ao Ressuscitado - “Meu Senhor e meu Deus!”. Jesus responde-lhe:
«Felizes os que creem sem terem visto!». (Jo 20, 29) 
Este Evangelho foi escrito depois da morte das testemunhas oculares da vida, morte e ressurreição de Jesus. Era preciso que a mensagem evangélica fosse confiada às gerações seguintes, que a sua transmissão se baseasse no testemunho daqueles que, por sua vez, tinham recebido o anúncio. Começa aqui o tempo da Igreja, povo de Deus que continua a anunciar a mensagem de Jesus, transmitindo fielmente a Sua palavra e vivendo-a com coerência. Também cada um de nós encontrou Jesus, o Evangelho, a fé cristã, através da palavra e do testemunho de outros. Acreditámos. Por isso “somos felizes”.
«Felizes os que creem sem terem visto!». (Jo 20, 29) 
Para viver esta Palavra, recordemos este convite de Chiara Lubich: «Ele quer imprimirem ti, e em todos os que não conviveram diretamente com Ele, a convicção de que participam na mesma realidade dos Apóstolos. Jesus quer dizer-te que não estás em desvantagem em relação àqueles que O viram. De facto, tu tens a fé, e esta é – por assim dizer – o novo modo de “ver” Jesus. Por meio dela podes ter acesso a Ele, podes compreendê-Lo intimamente, encontrá-Lo no íntimo do teu coração. Com a fé podes descobri-Lo entre dois ou mais irmãos unidos em Seu nome, ou na Igreja que O continua. […] Estas palavras de Jesus são também, para ti, um convite a reavivares a fé, a não esperares apoios ou sinais para progredir na tua vida espiritual, a não duvidar da presença de Cristo na tua vida e na tua história, mesmo se Ele te pode parecer distante. […] Quer que tu acredites no Seu amor, mesmo se te encontras em situações difíceis ou se se abatem sobre ti circunstâncias que te ultrapassam» (Chiara Lubich, Palavra de Vida de abril 1980, in Parole di Vita, a/c Fabio Ciardi (Opere di Chiara Lubich 5), Città Nuova, Roma 2017, pp. 169-170). Anne é uma jovem australiana que nasceu com uma deficiência grave. Ela conta-nos: «Durante a adolescência, perguntava-me porque não tinha morrido logo ao nascer, tal era o peso da minha deficiência. Os meus pais, que vivem a Palavra de Vida, davam-me sempre a mesma resposta - “Anne, Deus ama-te imensamente e tem um plano especial para ti”. Ajudaram-me a não ficar bloqueada nas minhas dificuldades, nos meus limites físicos. Pelo contrário, ensinaram-me a ser “a primeira a amar” os outros, como Deus fez connosco. Vi como muitas situações à minha volta se transformaram e como muitas pessoas, por seu lado, começaram a ser mais abertas, comigo e não só. Do meu pai recebi uma mensagem pessoal, para abrir depois da sua morte, na qual estava escrita apenas uma frase: “A minha noite não tem escuridão”. Esta é a minha experiência quotidiana: sempre que opto por amar e servir os que me estão próximos, desaparecem as trevas e consigo experimentar o amor que Deus me tem».
Letizia Magri

9 dias com Juliana de Norwich
pedindo o fim da pandemia
6º Dia: 01.Abril.2020

"A Oração e o serviço silencioso são
as nossas armas vencedoras".
Papa Francisco
27.03.2020

“Foi precisamente na solidão habitada por Deus que Juliana de Norwich compôs as Revelações do Amor divino, das quais chegaram até nós dois textos, um mais breve, provavelmente o mais antigo, e outro mais longo. Este livro contém uma mensagem de optimismo fundado na certeza de sermos amados por Deus e de sermos protegidos pela sua Providência. Neste livro lemos estas palavras maravilhosas: «Vi com certeza absoluta... que, ainda antes de nos criar, Deus nos amou com um amor que nunca esmoreceu, e jamais faltará. E foi neste amor que Ele realizou todas as suas obras, foi neste amor que Ele fez com que todas as coisas nos fossem úteis, e é neste amor que a nossa vida dura para sempre... Neste amor nós temos o nosso princípio, e veremos tudo isto no Deus infinito» (Il libro delle rivelazioni, cap. 86, p. 320)”.
Bento XVI, «Audiência Geral», 01.12.2010

Senhor, abençoai o mundo, 
e por intercessão da Beata Juliana de Norwich,
a quem revelaste 
ser o pecado uma grande tragédia porque nos faz um mal incrível 
mas que se confiarmos à Vossa Divina Majestade, 
ao Vosso amor imenso, 
os desejos mais puros e mais profundos do nosso coração, 
nunca seremos decepcionados, 
pois vai ficar tudo bem, terminará tudo bem 
dai saúde aos corpos, conforto aos corações e livrai-nos da pademia! 
Pedis-nos para não ter medo; 
a nossa fé, porém, é fraca e sentimo-nos temerosos. 
Mas Vós, Senhor, não nos deixais à mercê da tempestade.
Continuais a repetir-nos: «Não tenhais medo!» (Mt 14, 27)
E nós, juntamente com Pedro, 
«confiamo-Vos todas as nossas preocupações, 
porque Vós tendes cuidado de nós» (cf. 1 Ped 5, 7).
cf. Francisco, «Momento extraordinário de oração em tempo de epidemia», 27 de Março de 2022

Pai Nosso…
Avé Maria…
Glória ao Pai…

Beata Juliana de Norwich, rogai por nós!

40 Dias no Deserto
“...se o Filho vos libertar, sereis realmente homens livres.” (Jo 8, 31-42)
01 de Abril de 2020
Quarta-feira da V Semana da Quaresma

“Todos nós temos dentro algumas zonas, algumas partes do nosso coração que não estão vivas, que estão um pouco mortas; e alguns têm mortas tantas partes do coração! E nós quando temos esta situação apercebemo-nos, temos vontade de sair dela, mas não podemos. Só o poder de Jesus é capaz de nos ajudar a sair destas zonas mortas do coração, destes túmulos de pecado, que todos nós temos. Todos somos pecadores! Mas se estivermos muito apegados a estes sepulcros e os conservamos dentro de nós e não queremos que todo o nosso coração ressurja para a vida, tornamo-nos corruptos e a nossa alma começa a emanar, como diz Marta, «mau cheiro» (Jo 11, 39), o cheiro de pessoa que é apegada ao pecado. E a Quaresma é um pouco para isto. Para que todos, que somos pecadores, não acabemos apegados ao pecado, mas possamos sentir o que Jesus disse a Lázaro: «bradou em alta voz: "Lázaro, sai para fora"» (Jo 11, 43).
… Onde está a parte morta da minha alma? Onde está o meu túmulo? Pensai, um minuto, todos em silêncio. Pensemos: qual é aquela parte do coração que se pode corromper, porque estou apegado aos pecados ou ao pecado ou a alguns pecados? E tirar a pedra, tirar a pedra da vergonha e deixar que o Senhor nos diga, como disse a Lázaro: «Sai para fora!». Para que toda a nossa alma seja curada, ressuscite para o amor de Jesus, para a força de Jesus. Ele é capaz de nos perdoar. Todos precisamos disto! Todos. Todos somos pecadores, mas devemos estar atentos a não nos tornarmos corruptos. Pecadores somo-lo, mas Ele perdoa-nos. Sentimos aquela voz de Jesus que, com o poder de Deus, nos diz: «Sai para fora! Sai daquele túmulo que tens dentro. Sai. Eu dou-te a vida, eu torno-te feliz, abençoo-te, eu quero-te para mim».
O Senhor …, conceda a todos a graça de ressurgir dos nossos pecados, de sair dos nossos túmulos; com a voz de Jesus que nos chama a sair para fora, a ir com Ele.”
Francisco, «Homilia», 6 de Abril de 2014

ORAÇÃO
Deus de infinita misericórdia, iluminai os corações dos vossos fiéis que se purificam na penitência e atendei as preces daqueles a quem inspirastes o desejo ardente de Vos servir. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.