segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O SACERDOTE “IMAGEM DE CRISTO”
“… deixai-vos transformar, adquirindo uma nova mentalidade, para poderdes discernir qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que lhe é agradável, o que é perfeito.” (Rm 12, 2) e poderdes dizer com verdade e com a vida “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim.” (Gl 2, 20).

“Cada época tem os seus problemas, mas Deus dá em cada tempo a graça oportuna para os assumir e superar com amor e realismo. Por isso, em toda e qualquer circunstância em que se encontre e por mais dura que esta seja, o sacerdote tem de frutificar em toda a espécie de boas obras, conservando sempre vivas no seu íntimo aquelas palavras do dia da sua Ordenação com que era exortado a configurar a sua vida com o mistério da cruz do Senhor. Configurar-se com Cristo comporta, ..., identificar-se sempre mais com Aquele que por nós Se fez servo, sacerdote e vítima. Na realidade, configurar-se com Ele é a tarefa em que o sacerdote há-de gastar toda a sua vida. Já sabemos que nos ultrapassa e não a conseguiremos cumprir plenamente, mas, como diz São Paulo, corremos para a meta esperando alcança-la (cf. Flp 3, 12-14).”
Homilia do Papa Bento XVI aos Seminaristas na XXVI JMJ de Madrid(20 de Agosto de 2011)

domingo, 6 de novembro de 2011

ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES SACERDOTAIS
Senhor Jesus, Bom Pastor,
que em obediência ao Pai
dais a vida pelas ovelhas,
concedei-nos as vocações sacerdotais
de que a Igreja e o mundo tanto necessitam.
Fazei que as nossas famílias e comunidades
sejam campo fértil, onde possam germinar.
Abençoai o trabalho apostólico
dos sacerdotes, catequistas e educadores
para que acompanhem a vocação sacerdotal
daqueles que escolheis
Dai aos jovens seminaristas a coragem de Vos seguir
e o dom de configurarem o seu coração com o Vosso.
E que Santa Maria, Vossa Mãe, Rainha dos Apóstolos,
os guie e proteja, até chegarem a ser
pastores consagrados a Deus e ao seu Povo.
ÁMEN.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Vida de oração como a de Jesus,
onde bebem todos os que têm sede de Deus.

1ª Parte



2ª Parte



3ª Parte



Mosteiro de Cristo Orante - Argentina

terça-feira, 1 de novembro de 2011

PALAVRA DE VIDA
Novembro de 2011
Chiara Lubich
«Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora» (Mt 25, 13)
Jesus tinha acabado de sair do templo. Os discípulos, cheios de orgulho, fizeram-Lhe notar a imponência e a beleza do edifício. Mas Jesus disse-lhes: «Vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra: tudo será destruído» (Mt 24, 2). Depois subiu ao Monte das Oliveiras, sentou-se e, olhando para Jerusalém que estava diante de Si, começou a falar da destruição da cidade, e do fim do mundo.
Os discípulos perguntaram-Lhe quando e como aconteceria o fim do mundo. Essa questão foi posta também pelas gerações cristãs que se seguiram, e é uma questão levantada por todo o ser humano. Realmente, o futuro é misterioso e, muitas vezes, assusta. Ainda hoje há quem interrogue os magos e consulte o horóscopo para saber como será o futuro, e o que pode vir a acontecer...
A resposta de Jesus é muito clara: o fim dos tempos coincide com a Sua vinda. Ele, Senhor da História, há-de voltar. É Ele o ponto luminoso do nosso futuro.
E quando será esse encontro? Ninguém sabe, pode ser a qualquer momento. De facto, a nossa vida está nas Suas mãos. Ele deu-no-Ia. E Ele pode retomá-la também, de um momento para o outro, sem aviso prévio. No entanto, previne-nos que a melhor forma de nos prepararmos para esse acontecimento é estarmos vigilantes.
«Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora» (Mt 25, 13)
Com estas palavras, Jesus recorda-nos, antes de mais, que Ele há-de vir. A nossa vida na Terra irá terminar e terá início uma vida nova, que nunca mais terá fim. Hoje em dia, ninguém gosta de falar da morte. Às vezes as pessoas fazem de tudo para se distraírem, mergulhando completamente nas ocupações quotidianas. Acabam por se esquecer até d’Aquele que nos deu a vida e que nos vai voltar a pedi-Ia para nos conceder a plenitude da vida, na comunhão com o Seu Pai, no Paraíso.
Estaremos nós prontos para ir ao Seu encontro? Teremos a lâmpada acesa, como as virgens prudentes que estão à espera do Esposo? Ou seja, estaremos no amor? Ou estará apagada a nossa lâmpada porque, ocupados pelas muitas coisas a fazer, pelas alegrias efémeras, pela posse dos bens materiais, acabámos por nos esquecer da única coisa necessária, que é amar?
«Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora» (Mt 25, 13)
Mas como vigiar? Antes de mais – sabemos bem –, vigia bem, precisamente, quem ama. É o que faz a esposa que aguarda o marido que se atrasou no trabalho, ou que está de regresso de uma longa viagem. Como faz a mãe que se inquieta com a demora do filho a chegar a casa. Ou o namorado que está ansioso por encontrar a namorada... Quem ama sabe esperar até mesmo quando o outro se demora.
Esperamos Jesus se O amarmos e se desejarmos ardentemente estar com Ele. E esperamo-Lo amando concretamente, servindo-O, por exemplo, em quem esta próximo de nós, ou esforçando-nos por edificar uma sociedade mais justa. É o próprio Jesus que nos convida a viver assim, ao contar a parábola do servo fiel. Este, enquanto espera o regresso do seu patrão, toma conta dos outros empregados e dos negócios da casa. Ou a parábola dos servos que, também à espera do regresso do dono da casa, se esforçam por fazer render os talentos recebidos.
«Portanto, vigiai, porque não sabeis o dia nem a hora» (Mt 25, 13)
Exactamente porque não sabemos o dia nem a hora da Sua vinda, podemos concentrar-nos mais facilmente no hoje que nos é dado, na tarefa de cada dia, no momento presente que a Providência nos oferece para viver.
Há tempos, veio-me o desejo espontâneo de dirigir a Deus esta oração.
Gostaria de a recordar agora.
«Jesus,
faz-me falar sempre
como se fosse a última palavra que possa dizer.
Faz-me agir sempre
como se fosse
a ultima acção que possa fazer.
Faz-me sofrer sempre
como se fosse o último sofrimento
que tenho para te oferecer.
Faz-me rezar sempre
como se fosse
a minha última possibilidade,
aqui na Terra,
de poder falar contigo».*
* Em PARAR O TEMPO, de Chiara Lubich, Editora Cidade Nova, Lisboa 2001, p. 30.

Palavra de Vida, Novembro de 2002, publicada em Città Nuova, 2002/20, p. 7

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Abri as portas a Cristo!
Não temais, não tenhais medo:
Escancarai o coração ao Amor de Deus.

1. Testemunha de Esperança, para quem espera a salvação,
peregrino por amor, pelos caminhos do mundo.

2. Verdadeiro Pai dos jovens, enviaste pelo mundo,
sentinela da manhã, sinal vivo de esperança.

3. Testemunha da Fé, que anunciaste com a vida,
firme e forte na prova, confirmaste os teus irmãos.

4. Ensinastes para cada homem a beleza da vida
indicando a família como um sinal de amor.

...


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

"... o forte desejo de entrar em união de vida com Deus, abandonando tudo o demais, tudo aquilo que impede esta comunhão e deixando-se aprisionar do imenso amor de Deus para viver só deste amor.
... vós haveis encontrado o tesouro escondido, a pérola de grande valor (cf. Mt 13, 44-46), haveis respondido com radicalidade ao convite de Jesus: "Se queres ser perfeito, vai, vende aquilo que possuis, dá-o aos pobres e terá um tesouro no céu, depois vem e segue-me!" (Mt 19, 21).
O monge, deixando tudo, por assim dizer "arrisca-se": expõe-se à solidão e ao silêncio para não viver de outra coisa que do essencial, e vivendo no essencial encontra uma profunda comunhão com os irmãos, com cada homem.

... vós que viveis num voluntário isolamento, estais na realidade no coração da Igreja, e fazeis circular nas suas veias o sangue puro da contemplação e do amor de Deus."
Bento XVI, «Celebração de Vésperas»
na Igreja da Cartuxa da Serra de São Bruno (9 de Outubro de 2011)

Tradução do Italiano ao Português da responsabilidade do autor deste blog.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz.
Onde há ódio, que eu leve o Amor;
Onde há ofensa, que eu leve o Perdão;
Onde há discórdia, que eu leve a União;
Onde há dúvida, que eu leve a Fé.
Onde há erro, que eu leve a Verdade;
Onde há desespero, que eu leve a Esperança;
Onde há tristeza, que eu leve a Alegria;
Onde há trevas, que eu leve a Luz.
Oh Mestre, fazei que eu procure menos
ser consolado do que consolar,
ser compreendido do que compreender,
ser amado do que amar.
Porque é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
é morrendo que se ressuscita para a Vida Eterna.
São Francisco de Assis

sábado, 1 de outubro de 2011

PALAVRA DE VIDA
Outubro de 2011
Chiara Lubich
«Segue-me!» (Mt 9, 9).
Quando saía de Cafarnaum, Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Mateus, sentado no posto de cobrança. Mateus estava a exercer um cargo que as pessoas consideravam odioso e que o identificava com os usurários e os exploradores, que enriqueciam à custa dos outros. Os escribas e os fariseus punham-no no mesmo plano dos pecadores públicos, a ponto de censurarem Jesus por ser «amigo de cobradores de impostos e pecadores» e por comer com eles (cf. Mt 11, 19; 9, 10-11).
Jesus, indo contra toda a convenção social, chamou Mateus a segui-Lo e aceitou jantar na sua casa, como faria mais tarde com Zaqueu, o chefe dos cobradores de impostos de Jericó. Ao pedirem-Lhe explicações sobre este comportamento, Jesus disse que Ele veio para curar os doentes, e não para os que têm saúde. Veio chamar, não os justos, mas os pecadores.
E o seu convite, desta vez, era dirigido precisamente a um deles: «Segue-me!».
Jesus já tinha dirigido esta Palavra a André, Pedro, Tiago e João, nas margens do lago. O mesmo convite, com outras palavras, dirigiu também a Paulo, no caminho de Damasco.
Mas Jesus não ficou por ali. Ao longo dos séculos continuou a chamar, para O seguirem, homens e mulheres de todos os povos e nações. E faz isso ainda hoje: passa na nossa vida, encontra-nos em lugares diferentes, de modos diferentes, e faz-nos sentir novamente o Seu convite a segui-Lo.
Chama-nos a estar com Ele, porque quer estabelecer conosco um relacionamento pessoal, e, ao mesmo tempo, convida-nos a colaborar com Ele no grande projeto de uma humanidade nova.
Não se importa com as nossas fraquezas, os nossos pecados, as nossas misérias. Ele ama-nos e escolhe-nos tal como somos. É o Seu amor que nos irá transformar e dar a força para Lhe responder e a coragem para O seguir, como fez Mateus. E, para cada um, Ele tem um amor, um projeto de vida, um chamamento particular. Sentimos isso no coração, através de uma inspiração do Espírito Santo ou através de determinadas circunstâncias, de um conselho, de uma indicação de um amigo nosso… Embora manifestando-se nos modos mais variados, é a mesma Palavra que ressoa:
«Segue-me!» (Mt 9, 9).
Lembro-me quando, também eu, senti esse chamamento de Deus. Foi numa manhã frigidíssima de inverno, em Trento. A minha mãe pediu à minha irmã mais nova para ir buscar o leite, a dois quilómetros de casa. Mas estava muito frio e ela não foi. Também a minha outra irmã se recusou a ir. Então eu adiantei-me: «Vou eu, mãe», disse-lhe, e peguei na garrafa. Saí de casa e, a meio do caminho, aconteceu um facto um pouco especial: pareceu-me que o Céu se estava a abrir e que Deus me convidava a segui-Lo. «Dá-te toda a Mim», ouvi no meu coração.
Era o chamamento explícito, a que desejei responder imediatamente. Falei disso ao meu confessor e ele permitiu que me desse a Deus para sempre. Era o dia 7 de dezembro de 1943. Jamais poderei descrever o que se passou dentro de mim, naquele dia: tinha desposado Deus. Podia esperar tudo Dele.
«Segue-me!» (Mt 9, 9).
Esta Palavra não se refere só ao momento determinante da decisão da nossa vida. Jesus continua a dirigi-la a nós, todos os dias. «Segue-me!», parece sugerir-nos perante os mais simples deveres quotidianos: «segue-me» naquela dificuldade a abraçar, naquela tentação a vencer, naquele trabalho a fazer…
Como responder-lhe concretamente?
Fazendo aquilo que Deus quer de nós no momento presente. O que traz consigo, sempre, uma graça particular. O que temos a fazer neste mês deve ser, portanto, entregarmo-nos à vontade de Deus com toda a decisão. Darmo-nos ao irmão e à irmã que devemos amar, ao trabalho, ao estudo, à oração, ao descanso, à actividade que devemos realizar. Temos que aprender a ouvir a voz de Deus no fundo do coração. Ele fala também através da voz da consciência. Esta diz-nos aquilo que Deus quer de nós em cada momento. Mas temos que estar prontos a sacrificar tudo o resto para o realizar.
«Faz com que Te amemos, ó Deus, cada dia um pouco mais. Mas, porque podem ser demasiado poucos os dias que nos restam, faz com que Te amemos, em cada momento presente, com todo o coração, toda a alma e todas as forças, naquela que é a Tua vontade».
Este é o melhor método para seguir Jesus.
Palavra de Vida, Junho de 2005, publicada em Cidade Nova, 2005/06, p. 16.