quarta-feira, 27 de outubro de 2010

“Permaneçamos longamente prostrados
diante de Jesus presente na Eucaristia,
reparando com a nossa fé e o nosso amor
as negligências, esquecimentos e até ultrajes
que o nosso Salvador Se vê obrigado a suportar
em tantas partes do mundo.”
João Paulo II, Carta Apostólica «Mane Nobiscum Domine», 18

sábado, 23 de outubro de 2010

“Cingidos, pois, os rins com a fé e a observância das boas acções,
guiados pelo Evangelho,
trilhemos os seus caminhos
para que mereçamos ver aquele
que nos chamou para o seu reino.”

Prólogo da Regra de São Bento

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

...lembrança de Deus...
“A alma está morta quando perde a lembrança de Deus. Todos os seus discernimentos morrem com ela e o interesse pelas coisas celestes já não existe nela. Por isso é necessário ao discípulo de Deus que a lembrança do seu Mestre, Jesus Cristo esteja ancorado na sua alma e que n’Ele pense noite e dia”,
pelo contrário
bela é a oração que imprime na alma uma ideia clara de Deus e isto é dar hospedagem a Deus, ter lembrança d’Ele e o seu Deus instalado em si. Chegamos a ser templo de Deus quando as preocupações terrenas não interrompem a continuidade desta lembrança de Deus".
(cf. AA.VV., “Conformar la mente y el corazón com Jesucristo y su Madre Inmaculada, según la forma de vida de Santa Beatriz - Formación Concepcionista”, Edição da Orden de la Inmaculada Concepción (Confederación de Santa Beatriz), Cuenca, 2010, pg. 463.)
- tradução do Espanhol ao Português da responsabilidade do autor deste blog -

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Nada te turbe,
nada te espante.
Quem a Deus tem nada lhe falta.
Nada te turbe,
nada te espante.
SÓ DEUS BASTA.


terça-feira, 12 de outubro de 2010

Ele é que deve crescer,
e eu diminuir”
(Jo 3, 30)
Senhor, plantai no mais fundo do meu coração o desejo e a necessidade de passar despercebidos aos olhos do mundo, a necessidade de ocultamento, para viver discreta, gozosa e exclusivamente na Vossa presença. Que não exista a menor possibilidade de que aqueles que sou chamado a servir "in personna Christi" se detenham em mim. Que eu não seja impedimento para que eles caminhem, generosamente, para Vós.
Ponte, que eu seja Ponte. Ponte que potencia o encontro entre aqueles que me deste e Vós.
Senhor, concedei-me a graça da fidelidade à vocação que generosamente e "sem mérito algum da minha parte" me concedeste. Que saiba permanecer “escondido”, que saiba permanecer “oculto”, para melhor e mais generosamente, sem qualquer tipo de estorvo, me abrir à Vossa graça, mergulhar no Vosso Coração Misericordioso, só n’Ele viver, só para Ele viver e só d’Ele me alimentar, e tendo experimentado a grandeza da Vossa Misericórdia e do Vosso Amor, para Vós "todos" encaminhe.
Nutri de eternidade a minha vida, e permiti que à medida que se consome e gasta por amor a Vós, carregue comigo toda a Humanidade para Vo-la apresentar. Como a lâmpada do Sacrário, a minha vida ilumine e conduza o caminho dos demais para o Vosso seio, Ó Deus Santo, Forte, Imortal.
Que eu saiba assumir, como meu, o projecto de vida de São João Baptista: “Ele é que deve crescer, e eu diminuir” (Jo 3, 30).
Que a minha alegria esteja em não ser nada para que Vós sejais “Tudo” em todos.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

PALAVRA DE VIDA
OUTUBRO de 2010
Chiara Lubich
«Amarás o teu próximo como a ti mesmo» (Mt 22, 39).
Esta frase já existia no Antigo Testamento (Lv 19, 18). Mas, para responder a uma pergunta traiçoeira, Jesus integra-se na grande tradição profética e rabínica que procurava o princípio unificador da Torah, isto é, do ensinamento de Deus contido na Bíblia. O Rabi Hillel, um seu contemporâneo, tinha dito: «Não faças ao teu próximo aquilo que é odioso a ti; nisto está toda a lei» (Shabb. 31a).
Para os mestres do Judaísmo, o amor ao próximo derivava do amor a Deus, que criou o homem à Sua imagem e semelhança. Por isso, não se pode amar a Deus sem amar a Sua criatura: este é o verdadeiro motivo do amor ao próximo, e é «um grande princípio geral na lei» (Rabi Akiba, Slv 19, 18).
Jesus reforça esse mesmo princípio e acrescenta que o mandamento de amar o próximo é semelhante ao primeiro e maior mandamento, que diz para amar a Deus com todo o coração, a mente e a alma. Ao confirmar uma relação de semelhança entre os dois mandamentos, Jesus liga-os definitivamente. E toda a tradição cristã manteve esta ligação, como dirá de forma lapidar o apóstolo João: «Aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus a quem não vê» (1 Jo 4, 20).
«Amarás o teu próximo como a ti mesmo» (Mt 22, 39).
E "próximo" – como afirma claramente todo o Evangelho – é cada ser humano, homem ou mulher, amigo ou inimigo, a quem se deve respeito, consideração, estima. O amor ao próximo é, ao mesmo tempo, universal e pessoal. Abraça toda a Humanidade e concretiza-se naquele-que-está-junto-de-nós.
Mas quem é que nos pode dar um coração tão grande? Quem é que pode suscitar em nós uma benevolência tal que faça considerar nossas amigas – que nos estão próximas – até pessoas que nos são completamente estranhas. Ou que nos leve a ultrapassar o amor por nós mesmos, para nos vermos reflectidos nos outros? É uma dádiva de Deus, ou melhor, é o próprio amor de Deus, que «foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi dado» (Rm 5, 5).
Por isso, não é um amor qualquer, uma simples amizade, ou apenas filantropia, mas é aquele amor que foi derramado nos nossos corações desde o nosso baptismo. Um amor que é a vida do próprio Deus, da Santíssima Trindade, e de que nós podemos participar. Portanto, o amor é tudo. Mas, para o podermos viver bem, é necessário conhecer as suas qualidades, descritas no Evangelho e nas Escrituras em geral.
Parece-nos poder resumir os seguintes aspectos fundamentais:
Antes de mais nada, Jesus, que morreu por todos, amando todos, ensina-nos que o verdadeiro amor é aquele que é dirigido a todos. Não é como o amor que nós vivemos muitas vezes, simplesmente humano, e que tem um alcance muito restrito: a família, os amigos, os vizinhos... O amor verdadeiro, que Jesus quer, não admite discriminações. Não distingue a pessoa simpática da antipática. Aqui não existe o bonito ou o feio, o grande ou o pequeno. Para este amor não existe aquele que é da minha pátria ou o estrangeiro, o da minha Igreja ou de uma outra, da minha religião ou de uma outra. Este amor ama a todos. E é assim que nós devemos fazer: amar a todos.
Além disso, o amor verdadeiro é o primeiro a amar, não espera por ser amado, como acontece em geral com o amor humano em que só se amam aqueles que nos amam. Não, o amor verdadeiro toma a iniciativa, como fez o Pai quando, sendo nós ainda pecadores – portanto, pessoas que não amavam –, mandou o seu Filho para nos salvar.
Portanto: amar a todos e sermos os primeiros a amar.
E ainda, o amor verdadeiro vê Jesus em cada próximo: «Foi a mim que o fizeste» (cf. Mt 25, 40), dir-nos-á Jesus no Juízo Final. E isto é válido tanto para o bem que fizermos como para o mal, infelizmente.
O amor verdadeiro ama o amigo e também o inimigo. Faz-lhe o bem e reza por ele. Jesus quer também que o amor – que Ele trouxe à Terra – se torne recíproco: que nos amemos uns aos outros, até se chegar à unidade. Todas estas qualidades do amor fazem-nos compreender e viver melhor a Palavra de Vida deste mês.
«Amarás o teu próximo como a ti mesmo» (Mt 22, 39).
Sim, o amor verdadeiro ama o outro como a si mesmo. E isto deve ser tomado à letra. É preciso ver no outro, realmente, a nossa imagem, e fazer ao outro aquilo que faríamos a nós mesmos. O amor verdadeiro é aquele que sabe sofrer com quem sofre, alegrar-se com quem se alegra, carregar os pesos dos outros. Que – como diz S. Paulo – sabe fazer-se um com a pessoa amada. É um amor, não apenas de sentimentos, ou de palavras bonitas, mas de factos concretos.
Aqueles que têm uma crença religiosa diferente também procuram fazer assim, através da chamada "regra de ouro" – que se encontra em todas as religiões – e que aconselha a fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem a nós. Gandhi explica-a de um modo muito simples e eficaz: «Não posso fazer-te mal sem me ferir a mim próprio» (cf. Wilhelm Muhs, Parole del cuore, Milão 1996, p. 82).
Este mês, então, deve ser uma ocasião para pôr de novo em relevo o amor ao próximo que, assim, adquire muitos rostos: o vizinho de casa, a colega da escola, o amigo ou o parente mais chegado. Mas tem também os rostos daquela Humanidade angustiada, que a televisão traz até às nossas casas, de lugares onde há guerra ou catástrofes naturais. Antigamente, eram-nos desconhecidos e distavam de nós milhares de quilómetros. Agora, até eles se tornaram nossos próximos.
O amor sugerir-nos-á, momento a momento, o que fazer, e dilatará pouco a pouco o nosso coração até à medida do coração de Jesus.
(Palavra de Vida, Outubro de 1999, publicada em Città Nuova, 1999/18, p. 7)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

PALAVRA DE VIDA
SETEMBRO de 2010
Chiara Lubich
«Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete» (Mt 18, 22).
É com estas palavras que Jesus responde a Pedro. Ele, depois de ouvir Jesus dizer coisas maravilhosas, perguntou-lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe devo perdoar? Até sete vezes?». Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete».
Provavelmente, Pedro, sob a influência da pregação do Mestre, tinha pensado – bom e generoso como era - em lançar-se a fazer uma coisa que já lhe parecia excepcional, isto é, chegar a perdoar até sete vezes. (...)
Mas Jesus, ao responder: «... até setenta vezes sete», mostra que, para Ele, o perdão deve ser ilimitado: é preciso perdoar sempre.
«Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete» (Mt 18, 22).
Esta Palavra faz recordar o canto bíblico de Lamec, um descendente de Adão: «Se Caim foi vingado sete vezes, Lamec sê-lo-à setenta vezes sete» (Gn 4, 24). E assim começou a alastrar o ódio no relacionamento entre as pessoas do mundo inteiro, aumentando como as cheias de um rio. A este alastrar do mal, Jesus opõe o perdão sem limites, incondicional, capaz de quebrar o círculo da violência.
O perdão é a única solução para impedir a desordem e garantir à humanidade um futuro que não seja a sua autodestruição.
«Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete» (Mt 18, 22).
Perdoar. Perdoar sempre. Mas o perdão não é o esquecimento, que, muitas vezes, pode significar não querer olhar de frente a realidade. O perdão não é fraqueza, isto é, menosprezar uma injustiça, por medo do mais forte que a cometeu. O perdão não consiste em declarar sem importância aquilo que é grave, ou chamar bem àquilo que é mal.
O perdão não é indiferença. O perdão é um acto de vontade e de lucidez, e, por isso, de liberdade. Consiste em aceitar o irmão ou a irmã tal como é, apesar do mal que nos fez, do mesmo modo que Deus nos recebe, a nós pecadores, apesar dos nossos defeitos. O perdão consiste em não responder à ofensa com a ofensa, mas em fazer aquilo que diz S. Paulo: «Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem» (Rm 12, 21).
O perdão consiste em oferecer, a quem nos ofende, a possibilidade de um novo relacionamento connosco. Uma possibilidade, portanto, para ele e para nós, de recomeçar a vida, de ter um futuro em que o mal não prevaleça.
«Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete» (Mt 18, 22).
Como poderemos, então, viver esta Palavra?
São Pedro tinha perguntado a Jesus: «Quantas vezes devo perdoar (ao meu irmão)?».
E Jesus, ao responder, já estava a pensar, sobretudo, nos relacionamentos entre cristãos, entre membros da mesma comunidade.
Por isso, antes de mais nada, é com os outros irmãos e irmãs na Fé que temos de nos comportar assim: na família, no trabalho, na escola ou na comunidade de que fazemos parte.
Sabemos bem quantas vezes somos levados a retribuir a ofensa recebida com um acto, ou com uma palavra correspondente.
Sabe-se que, devido às diferenças de carácter, ao nervosismo, ou a outras causas, as faltas de amor são frequentes entre pessoas que vivem juntas. Pois bem, é preciso recordar que só uma atitude de perdão, sempre renovado, pode manter a paz e a unidade entre irmãos.
Haverá sempre a tendência de pensar nos defeitos dos outros, de nos recordarmos do seu passado, de pretender que sejam diferentes daquilo que são... É preciso criar o hábito de os ver com olhos novos e vê-los como se fosse pela primeira vez, aceitando-os sempre, imediatamente e de um modo sincero, mesmo que eles não se arrependam.
Vão-me dizer: «Mas isso é difícil». E compreende-se. Mas é aqui que está a beleza do cristianismo. Não é por acaso que somos discípulos de Cristo. Ele, na cruz, pediu ao Pai para perdoar àqueles que Lhe tinham dado a morte, e ressuscitou.
Coragem. Iniciemos uma vida assim, que é a garantia de uma paz nunca antes experimentada e de muita alegria, completamente desconhecida.
Palavra de Vida, Setembro de 1999, publicada integralmente em Città Nuova, 1999/15-16, p. 41.

domingo, 1 de agosto de 2010

PALAVRA DE VIDA
AGOSTO de 2010
Chiara Lubich
"Feliz daquela que acreditou que teriam cumprimento as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor" (Lc 1, 45).
Esta Palavra faz parte de um acontecimento muito simples, mas, ao mesmo tempo, altíssimo: é o encontro entre duas gestantes, entre duas mães, cuja simbiose espiritual e física com os seus filhos é total. Os filhos falam e sentem através das suas mães. Quando Maria fala, o menino de Isabel salta-lhe de alegria no seio. Quando fala Isabel, parece que as palavras lhe foram colocadas na boca pelo Precursor. Mas, enquanto as primeiras palavras do seu hino de louvor a Maria são dirigidas directamente à mãe do Senhor, as últimas são pronunciadas na terceira pessoa: «Feliz daquela que acreditou».
Assim, a sua «afirmação adquire um carácter de verdade universal: a bem-aventurança é válida para todos os crentes. Refere-se àqueles que acolhem a Palavra de Deus e a põem em prática, e que encontram em Maria o modelo ideal» (G. Rossé, Il Vangelo di Luca, Roma 1992, p. 67).
"Feliz daquela que acreditou que teriam cumprimento as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor" (Lc 1, 45).
É a primeira bem-aventurança do Evangelho que diz respeito a Maria, mas também a todos aqueles que a quiserem seguir e imitar. Em Maria, existe uma estreita ligação entre fé e maternidade, como fruto de ouvir a Palavra. E São Lucas, aqui, sugere-nos algo que tem a ver também connosco. Mais adiante, no seu Evangelho, Jesus diz: «Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática» (Lc 8, 21). Quase a antecipar estas palavras, Isabel, movida pelo Espírito Santo, anuncia-nos que cada discípulo pode tornar-se "mãe" do Senhor. A condição é que acredite na Palavra de Deus e que a viva.
"Feliz daquela que acreditou que teriam cumprimento as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor" (Lc 1, 45).
Maria, depois de Jesus, é aquela que melhor e mais perfeitamente soube dizer "sim" a Deus. Está sobretudo nisto a sua santidade e a sua grandeza. E, se Jesus é o Verbo, a Palavra que se encarnou, então Maria, pela sua fé na Palavra, é a Palavra vivida, embora sendo criatura como nós, igual a nós.
O papel de Maria como mãe de Deus é excelso e grandioso. Mas Deus não chama apenas a Virgem Maria a gerar Cristo em si. Embora de outra maneira, cada cristão tem uma função semelhante: a de encarnar Cristo até poder repetir, como São Paulo: «Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gl 2, 20).
Mas como realizar isto?
Tendo a atitude de Maria em relação à Palavra de Deus, ou seja, tendo uma disponibilidade total. Acreditar, portanto, com Maria, que se irão realizar todas as promessas contidas na Palavra de Jesus e enfrentar, como Ela, se for preciso, o risco do absurdo que, às vezes, a sua Palavra comporta.
Grandes e pequenas coisas – mas sempre maravilhosas – acontecem a quem acredita na Palavra. Poder-se-iam encher muitos livros com os factos que o provam. Quem poderá esquecer quando, em plena guerra, acreditando nas palavras de Jesus «pedi, e ser-vos-á dado» (Mt 7, 7), pedimos tudo aquilo de que precisavam muitos pobres na cidade, e vinham-nos trazer sacos de farinha, latas de leite em pó e de compota, lenha, roupas? Também hoje acontecem as mesmas coisas. «Dai e ser-vos-á dado» (Lc 6, 38), e os armazéns da caridade continuam sempre cheios, mesmo se são esvaziados com regularidade.
Mas o que faz mais impressão é que as palavras de Jesus são verdadeiras sempre e em toda a parte. O auxílio de Deus chega pontualmente mesmo em circunstâncias impossíveis, e nos lugares mais isolados da Terra, como aconteceu há pouco tempo a uma mãe que vive numa grande pobreza. Um dia sentiu-se impelida a dar o último dinheiro que tinha a uma pessoa ainda mais pobre do que ela. Acreditava naquele «dai e ser-vos-á dado» do Evangelho. E sentiu uma grande paz no coração. Pouco depois, a sua filha mais nova mostrou-lhe um presente que acabara de receber de um parente idoso que, por acaso, tinha passado por ali: na sua mãozinha estava o dobro do dinheiro que ela dera.
Uma "pequena" experiência como esta impele-nos a acreditar no Evangelho. E cada um de nós pode experimentar aquela alegria, aquela bem-aventurança que nos invade quando vemos realizadas as promessas de Jesus.
Quando, na vida de todos os dias, na leitura das Sagradas Escrituras, nos encontrarmos com a Palavra de Deus, temos que abrir o nosso coração e procurar ouvi-la, acreditando que aquilo que Jesus nos pede e promete se vai realizar. Depressa vamos descobrir, como Maria e como aquela mãe, que Ele mantém as suas promessas.
Palavra de Vida, Agosto de 1999, publicada em Città Nuova, 1999/14.