domingo, 8 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Partilho os textos do P. Raniero Cantalamessa, de que nos servimos para Adorar, Contemplar, Amar "O Deus Santo, o Deus Forte o Deus Imortal".
A contemplação Eucarística “Configura”
A contemplação eucarística nem é estéril nem inactiva. O homem reflecte em si, por vezes mesmo fisicamente, aquilo que contempla. Não podemos estar muito tempo expostos ao sol, que os sinais aparecem logo no rosto. Permanecendo por largo tempo e com fé, não necessariamente com fervor sensível, perante o Santíssimo Sacramento, nós assimilamos os pensamentos e os sentimentos de Cristo, não por via discursiva mas intuitiva; Por outras palavras, é o que diz o apóstolo São Paulo: «Nós que, com a face descoberta, reflectimos como num espelho a glória do Senhor, somos transfigurados nessa mesma imagem, cada vez mais resplandecente pela acção do Senhor, que é Espírito» (2Cor 3, 18). É também verdadeira, mesmo em sentido cristão, a intuição do filósofo Plotino: «Cada ser é aquilo que contempla».Raniero Cantalamessa, “Isto é o meu Corpo - A Eucaristia à luz do Adoro te devote e do Ave verum”, Paulus Editora, Lisboa, 2006, pgs. 26-27.
A contemplação Eucarística “Cura”
A contemplação eucarística tem também um extraordinário poder de cura. No deserto, Deus ordenou a Moisés que levantasse sobre um poste uma serpente de bronze, e aqueles que eram mordidos pelas serpentes venenosas, se olhavam para a serpente, eram curados (Cfr. Nm 21,4-9). Jesus aplicou a Si mesmo o símbolo misterioso da serpente de bronze (Jo 3,14). O que então devemos fazer quando formos atingidos pelas mordeduras do orgulho, da sensualidade e de todas as outras doenças da alma não é perder-se em considerações vãs ou em procurar desculpas, mas correr para a presença do Santíssimo, olhar para a Hóstia consagrada e fazer com que a cura passe por onde passou o pecado: os nossos olhos.Raniero Cantalamessa, “Isto é o meu Corpo - A Eucaristia à luz do Adoro te devote e do Ave verum”, Paulus Editora, Lisboa, 2006, pg. 27.
A contemplação Eucarística “é Amor”
«Tu amas-me?» (Jo 21,15-17). «Ao interrogar Pedro - escreve Santo Agostinho - Cristo interrogava cada um de nós». Se acreditamos que o Jesus que recebemos é o Jesus ressuscitado, vivo, realmente presente como estava diante de Pilatos, não será difícil reviver intensamente esse momento e dizermos também nós com a humildade do apóstolo: «Senhor, Tu conheces tudo e sabes que Te amo».Raniero Cantalamessa, “Isto é o meu Corpo - A Eucaristia à luz do Adoro te devote e do Ave verum”, Paulus Editora, Lisboa, 2006, pg. 78.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Como se fosse a última...Sim, Jesus,
faz-me falar sempre
como se fosse a última palavra que digo,
faz-me agir sempre
como se fosse a última acção que faço,
faz-me sofrer sempre
como se fosse o último sofrimento
que tenho para Te oferecer,
faz-me rezar sempre
como se fosse a última possibilidade
que tenho, aqui na terra,
de falar Contigo.
Chiara Lubich
domingo, 1 de novembro de 2009
Novembro de 2009
Chiara Lubich
«É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que um rico entrar no Reino do Céu» [Mt 19, 24]. Chiara Lubich
(…)
Faz-nos impressão ouvir esta frase? Penso que temos razão em ficar admirados e talvez em pensar naquilo que deveríamos fazer. Jesus nunca disse nada só por dizer. Por isso, é preciso levarmos estas palavras a sério, sem pretender diluí-las.
Mas procuremos compreender o seu verdadeiro sentido a partir do próprio Jesus, pelo modo como Ele se comportava com os ricos. Ele visitava também pessoas abastadas. A Zaqueu, que deu só metade dos seus bens, Jesus disse: a salvação entrou nesta casa.
Além disso, os Actos dos Apóstolos testemunham que, na Igreja primitiva, a comunhão dos bens era livre e, portanto, não se exigia a renúncia concreta a tudo o que se possuía.
Jesus não tinha, pois, a intenção de fundar apenas uma comunidade de pessoas chamadas a segui-Lo (…), que deixassem de lado todas as riquezas. No entanto, diz:
«É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que um rico entrar no Reino do Céu» [Mt 19, 24].
Então o que é que Jesus condena? Não condena, com certeza, os bens da Terra em si, mas sim o rico que está apegado aos bens.
E porquê?
É claro: porque tudo pertence a Deus! E o rico, pelo contrário, comporta-se como se as riquezas fossem suas.
A verdade é que as riquezas ocupam, facilmente, o lugar de Deus no coração humano. Elas cegam e predispõem a pessoa para todos os vícios. Paulo, o Apóstolo, escreveu: «Os que querem enriquecer caem na tentação, na armadilha e em múltiplos desejos insensatos e nocivos que precipitam os homens na ruína e na perdição. Porque a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro. Arrastados por ele, muitos se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições» (1 Tm 6, 9-10; 3).
Já Platão tinha afirmado: «É impossível que um homem extraordinariamente bom seja ao mesmo tempo extraordinariamente rico».
Qual deve ser, então, a atitude de quem possuir bens? É preciso que tenha o coração livre, totalmente aberto a Deus, que se sinta unicamente administrador dos seus bens e saiba, como disse João Paulo II, que sobre eles paira uma hipoteca social.
Os bens desta Terra, não sendo um mal em si, não devem ser desprezados. Mas é preciso usál-os bem. Não são as mãos, mas sim o coração é que deve estar longe deles. Trata-se de os saber utilizar para o bem dos outros. Quem for rico, seja-o para os outros.
«É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que um rico entrar no Reino do Céu» [Mt 19, 24].
Mas cada um pode dizer: eu, realmente, não sou nada rico e, por isso, estas palavras não me dizem respeito.
Prestem atenção. A pergunta que os discípulos, estupefactos, fizeram a Cristo, logo a seguir a esta Sua afirmação, foi: «Então, quem pode salvar-se?» (Mt 19, 25). Ela mostra claramente que estas palavras se dirigiam um pouco a todos.
Mesmo os que deixaram tudo para seguir Cristo podem ter o coração apegado a mil e uma coisas. Até um pobre, que blasfema porque lhe tocaram na sacola, pode ser um rico diante de Deus.
(…)
Palavra de Vida, Julho de 1979, publicada integralmente em Essere la Tua Parola. Chiara Lubich e cristiani di tutto il mondo, vol. II, Città Nuova, Roma 1982, pp. 41-43
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Passagem de Propriedade ...consagrar alguma coisa ou alguém significa dar tal coisa ou pessoa em propriedade a Deus, tirá-la do âmbito daquilo que é nosso e inseri-la na atmosfera d’Ele, de tal modo que deixe de pertencer às nossas coisas para ser totalmente de Deus. Consagração é, pois, tirar do mundo e entregar ao Deus vivo. Aquela coisa ou pessoa deixa de pertencer a nós ou a si mesma, mas é imersa em Deus. Este acto de privar-se duma coisa para a entregar a Deus, chamamo-lo também sacrifício: já não será propriedade minha, mas d’Ele. No Antigo Testamento, a entrega duma pessoa a Deus, isto é, a sua «santificação» coincide com a sua ordenação sacerdotal, e assim se define também em que consiste o sacerdócio: é uma passagem de propriedade, um ser tirado do mundo e dado a Deus. E, deste modo, ficam agora patentes as duas direcções que fazem parte do processo da santificação/consagração: sair dos contextos da vida do mundo e «ser posto à parte» para Deus. Mas por isto mesmo não é uma segregação; antes, ser entregue a Deus significa ser posto a representar os outros. O sacerdote é subtraído aos laços do mundo e dado a Deus, e precisamente assim, a partir de Deus, deve estar disponível para os outros, para todos.
Bento XVI
(Missa Crismal, 9 de Abril de 2009)
(Missa Crismal, 9 de Abril de 2009)
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Escutai, Senhor, a minha oração;pela Vossa fidelidade, atendei as minhas súplicas;
respondei-me, pela Vossa justiça.
Ergo para Vós as minhas mãos;
como terra seca, a minha alma está sedenta de Vós.
Senhor, respondei-me depressa;
estou prestes a desfalecer!
Não escondais de mim a Vossa face...
Fazei-me sentir desde a manhã, a Vossa bondade,
porque em Vós eu confio.
Mostrai-me o caminho a seguir,
porque para Vós elevo a minha alma.
Livrai-me, Senhor, dos meus inimigos,
porque em Vós me refugio.
Ensinai-me a cumprir a Vossa vontade,
pois Vós sois o meu Deus.
Que o Vosso espírito de bondade
me conduza pelo caminho recto.
Salmo 143 (142) 1.6-8.10
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
São Rafael Arnáiz ocsoVida e Mensagem do irmão Rafael
(trailler)
A vida do Irmão Rafael foi uma vida de intensa busca de Deus e, à medida em que ia experimentando em si mesmo a santa presença do Senhor, era levado a uma entrega cada vez maior, chegando ao anseio mais profundo da alma, que o conduz sempre mais a uma renuncia total, dando à luz o que poderíamos chamar de seu selo e assinatura: Só Deus… Só Deus … Só Deus …
(trailler)
A vida do Irmão Rafael foi uma vida de intensa busca de Deus e, à medida em que ia experimentando em si mesmo a santa presença do Senhor, era levado a uma entrega cada vez maior, chegando ao anseio mais profundo da alma, que o conduz sempre mais a uma renuncia total, dando à luz o que poderíamos chamar de seu selo e assinatura: Só Deus… Só Deus … Só Deus …
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