sábado, 2 de maio de 2009

Oração pelas Vocações
arquidiocese de ÉvoraDeus eterno e Omnipotente,
respondendo ao Vosso apelo, nós Vos pedimos:
continuai a chamar operários para a Vossa Messe.
Concedei à Vossa Igreja de Évora,
muitas e santas vocações:
sacerdotais, monásticas, religiosas e missionárias.
Senhor da Messe:
abrasai com o fogo do Vosso Amor, todos os consagrados.
Tornai-os testemunhas vivas do Vosso Evangelho.
Que na fraternidade e na alegria,
manifestem luminosamente,
a sua entrega radical e generosa
a Vós e aos irmãos.
Dai àqueles a quem chamais,
um coração generoso para acolher o Vosso chamamento,
força para "lutar" contra as adversidades,
entusiasmo para dizer "Sim"
e alegria para Vos seguir
a exemplo de Maria Imaculada.
Nós Vo-Lo pedimos, Pai Santo,
por Jesus Cristo, Vosso Filho,
na força do Espírito Santo.
Amen.

46ª Semana de Oração pelas Vocações
(26 de Abril a 3 de Maio de 2009)
"Sei em quem pus a minha confiança"
(2Tm 1, 12)

sexta-feira, 1 de maio de 2009

PALAVRA DE VIDA
Maio de 2009
Chiara Lubich
«Como bons administradores das várias graças de Deus, cada um de vós ponha ao serviço dos outros o dom que recebeu» (I Pe 4, 10).
A Edite, cega de nascença, vive, com outras invisuais, numa casa cujo capelão já não pode celebrar a Missa, pois ficou paralisado das pernas. Por esse motivo, foi decidido tirar-se Jesus Eucaristia da casa. A Edite apelou ao bispo, para que 0 deixassem ficar, pois era a única luz nas trevas em que vivem. Obteve a autorização e também a licença para ser ela mesma a distribuir a Comunhão às suas colegas e ao capelão.
Desejosa de ser útil aos outros, a Edite conseguiu também ter à sua disposição, durante algumas horas, o tempo de emissão de uma estação particular de rádio. Serve-se dele para oferecer aquilo que tem de melhor: conselhos, pensamentos válidos, esclarecimentos morais. Conforta, com a sua experiencia, aqueles que sofrem. A Edite... e poderia contar mais coisas sobre ela. E é cega, mas o sofrimento iluminou-a.
Mas quantos outros exemplos teria para vos contar! O bem existe e não faz barulho. A Edite, no fundo, vive simplesmente como cristã: sabe que cada um de nos recebeu alguns talentos e pode pô-los ao serviço dos outros.
Sim, porque por "talento" ou "dom" (ou "carisma", como se costuma dizer, usando a palavra grega) não se entende só aquelas graças com que Deus enriquece as pessoas que devem governar a Igreja. Nem sequer são apenas aqueles dons extraordinários que Ele manda directamente a um ou outro fiel, para o bem de todos, quando considera que é necessário remediar, na Igreja, situações excepcionais ou perigos graves, para os quais não são suficientes as instituições eclesiásticas. São exemplos destes a sabedoria, a ciência, o dom dos milagres, falar línguas, o carisma de suscitar uma nova espiritualidade na Igreja e outros ainda.
Mas dons, ou carismas, podem ser qualidades mais simples, que muitas pessoas possuem e que se notam só pelo bem que produzem. O Espírito Santo trabalha. Além disso, também se podem chamar dons ou carismas aos talentos naturais. Portanto, toda a gente é dotada. Também cada um de nós.
E que uso lhes devemos dar?
Temos que pensar como fazê-los render. Foram-nos dados, não para nós próprios, mas precisamente para o bem de todos.
«Como bons administradores das várias graças de Deus, cada um de vós ponha ao serviço dos outros o dom que recebeu»
(I Pe 4, 10).
É muito grande a variedade dos dons. Cada um de nós tem o seu e, por isso, tem uma função específica na comunidade. E qual será o caso pessoal de cada um?
Tens algum diploma? Nunca penaste em pôr à disposição, de quem não sabe ou que não tem meios para estudar, algumas horas semanais de ensinamento?
Tens um coração particularmente generoso? Nunca pensaste em mobilizar forças ainda válidas em favor de gente pobre ou marginalizada, ressuscitando assim, no coração de muitos, o sentido da dignidade do homem? (…)
Tens dotes particulares para confortar o próximo? Ou para arrumar a casa, para cozinhar, para fazer vestuário útil com pouco dinheiro, ou para trabalhos manuais? Olha ao teu redor e vê quem precisa de ti.
Sinto muita pena quando vejo que há gente que procura e ensina a preencher o "tempo livre". Nós, cristãos, não temos tempo livre enquanto houver sobre a Terra um doente, um faminto, um prisioneiro, um ignorante, alguém com dúvidas ou triste, um drogado, (…) um órfão, uma viúva...
E não acham que a oração é um dom formidável que podemos utilizar, já que a todo o momento nos podemos dirigir a Deus, presente em toda a parte? (…)
«Como bons administradores das várias graças de Deus, cada um de vós ponha ao serviço dos outros o dom que recebeu» (I Pe 4, 10).
Imaginem agora a Igreja em que todos os cristãos, crianças e adultos, fazem tudo o que podem para pôr à disposição dos outros os seus dons?
O amor recíproco adquiriria uma tal consistência, uma tal amplitude e relevo, que (…) poderiam reconhecer, através dele, os discípulos de Cristo. (…)
E, então, se o resultado era esse, por que motivo não fazemos tudo o que está ao nosso alcance para o conseguir?
Palavra de Vida,
Janeiro de 1979, publicada integralmente em Essere la, Tua Parola. Chiara Lubich e cristiani di tutto il mondo, vol. I, Città Nuova, Roma 1980, pp. 157-159.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

São Nuno de Santa Maria, está entre os novos santos
Sinto-me feliz por apontar à Igreja inteira
esta figura exemplar

«Sabei que o Senhor me fez maravilhas. Ele me ouve, quando eu o chamo» (Sal 4,4). Estas palavras do Salmo Responsorial exprimem o segredo da vida do bem-aventurado Nuno de Santa Maria, herói e santo de Portugal. Os setenta anos da sua vida situam-se na segunda metade do século XIV [catorze] e primeira do século XV [quinze], que viram aquela nação consolidar a sua independência de Castela e estender-se depois pelos Oceanos – não sem um desígnio particular de Deus –, abrindo novas rotas que haviam de propiciar a chegada do Evangelho de Cristo até aos confins da terra. São Nuno sente-se instrumento deste desígnio superior e alistado na militia Christi, ou seja, no serviço de testemunho que cada cristão é chamado a dar no mundo. Características dele são uma intensa vida de oração e absoluta confiança no auxílio divino. Embora fosse um óptimo militar e um grande chefe, nunca deixou os dotes pessoais sobreporem-se à acção suprema que vem de Deus. São Nuno esforçava-se por não pôr obstáculos à acção de Deus na sua vida, imitando Nossa Senhora, de Quem era devotíssimo e a Quem atribuía publicamente as suas vitórias. No ocaso da sua vida, retirou-se para o convento do Carmo por ele mandado construir. Sinto-me feliz por apontar à Igreja inteira esta figura exemplar nomeadamente pela presença duma vida de fé e oração em contextos aparentemente pouco favoráveis à mesma, sendo a prova de que em qualquer situação, mesmo de carácter militar e bélica, é possível actuar e realizar os valores e princípios da vida cristã, sobretudo se esta é colocada ao serviço do bem comum e da glória de Deus.
da Homilia de Bento XVI, 26/4/2009, na canonização de São Nuno de Santa Maria

sábado, 25 de abril de 2009

Ferida de Amor...
"Eu estou ferida de Amor" (Ct. 2, 5). Com estas palavras a esposa indica a ferida profundamente feita no seu coração. Ora, aquele que produziu a ferida é o amor; mas da Santa Escritura aprendemos que Deus é Amor (cf. 1 Jo 4, 8). Deus que envia a sua flecha escolhida, o Deus Unigénito, àqueles que são salvos... Bela e doce ferida, graças à qual a vida se difunde dentro de nós, entrando através da abertura produzida pela ferida, como se fosse uma porta de entrada! Não apenas a esposa recebe a ferida d'amor, o golpe da flecha transformou-se em alegria nupcial.
São Gregório de Nisa
(cf. in Cant., Or. IV, Langerbuk, pp. 127-128)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Salmo 41 (42), 2-12
Como suspira o veado pelas correntes das águas,
assim minha alma suspira por Vós, Senhor.
Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo:
Quando irei contemplar a face de Deus?
Dia e noite as lágrimas são o meu pão,
enquanto me repetem todo o dia: «Onde está o teu Deus?».
A minha alma estremece ao recordar,
quando passava em cortejo para o templo do Senhor,
entre as vozes de louvor e de alegria
da multidão em festa.
Porque estás triste, minha alma, e desfaleces?
Espera em Deus: ainda O hei-de louvar, meu Salvador e meu Deus.
A minha alma está desolada:
no vale do Jordão e do Hermon e no pequeno monte
me lembro de Vós.
Abismo atrai abismo no fragor das águas revoltas;
vossas torrentes e vagas passaram sobre mim.
De dia mande-me o Senhor a sua graça,
de noite canto e rezo ao Deus da minha vida.
Digo a Deus: Sois o meu protector, porque Vos esqueceis de mim?
Porque hei-de andar triste sob a opressão do inimigo?
Quebram-se meus ossos quando os inimigos me insultam,
ao repetirem todo o dia: «Onde está o teu Deus?».
Porque estás triste, minha alma, e desfaleces?
Espera em Deus: ainda O hei-de louvar, meu Salvador e meu Deus.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Suspiro por um só dom,
esforço-me por alcançar uma só glória: a glória do Reino dos Céus...
sempre que a beleza de Deus iluminou os santos,
deixou neles o aguilhão de um desejo intolerável;
tanto que, cansados da vida presente, exclamaram:
"Ai de mim, que o meu desterro se prolongou!
Quando poderei ver o Rosto de Deus?"
São Basílio (Regulae Fusius Tractatae, 2, 1)