terça-feira, 23 de agosto de 2022


ORAÇÃO PARA PEDIR A CHUVA

Deus, nosso Pai, Senhor do Céu e da terra

Tu és para nós existência, energia e vida

Criaste o homem à Tua imagem

a fim de que com o seu trabalho ele faça frutificar

as riquezas da terra

colaborando assim na Tua criação.

Temos consciência da nossa miséria e fraqueza:

nada podemos fazer sem Ti.

Tu, Pai bondoso, que sobre todos fazes brilhar o sol

e fazes cair a chuva,

tem compaixão de todos os que sofrem duramente

pela seca que nos ameaça nestes dias.

Escuta com bondade as orações que Te são dirigidas

com confiança pela Tua Igreja,

como satisfizeste súplicas do profeta Elias

que intercedia em favor do Teu povo.

Faz cair do céu sobre a terra árida

a chuva desejada

a fim de que renasçam os frutos

e sejam salvos homens e animais.

Que A chuva seja para nós o sinal

da Tua graça e da Tua bênção:

assim, reconfortados pela Tua misericórdia,

dar-te-emos graças por todos os dons da terra e do céu,

com os quais o Teu Espírito satisfaz a nossa sede.

Por Jesus Cristo, Teu Filho,

que nos revelou o Teu amor,

fonte de água viva, que brota para a vida eterna.

Amen.

São Paulo VI

(Angelus de 04/07/l976)

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

 

São DOMINGOS de Gusmão

Homem simples, profundamente crente, buscador da Verdade, bondoso e bem-disposto, pregador incansável, um contemplativo na acção.

Nasceu em Caleruega – Burgos (Espanha) em 1170, no seio de uma família profundamente cristã com muitos frutos de santidade: sua mãe Beata Joana de Aza e seu irmão Beato Manés de Gusmão.

Fundador da Ordem dos Pregadores, também conhecida por Dominicanos.

Morreu a 6 de Agosto de 1221, num Convento Dominicano em Bolonha (Itália), onde está sepultado.

Em 1234 foi canonizado pelo Papa Gregório IX.

A sua memória litúrgica celebra-se a 8 de Agosto.

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Palavra de Vida

Agosto de 2022

Letizia Magri

“Se o meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?” (Mt 18, 21)

O capítulo 18 do evangelho de Mateus é um texto riquíssimo, onde Jesus dá instruções aos discípulos sobre como viver os relacionamentos no seio da comunidade recém-nascida. A pergunta feita por Pedro retoma as palavras que Jesus tinha pronunciado um pouco antes: «Se o teu irmão cometer alguma falta contra ti…» [Mt 18, 15]. Jesus continua a falar e, pouco depois, Pedro interrompe-o, como se se desse conta de não ter compreendido bem aquilo que o seu Mestre tinha acabado de dizer. Coloca-lhe uma das questões mais relevantes acerca do caminho que um discípulo de Jesus deve percorrer. Quantas vezes é preciso perdoar?

“Se o meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?” (Mt 18, 21)

Interrogar-se faz parte do caminho da fé. Quem acredita não tem todas as respostas, mas permanece fiel apesar das perguntas. A interrogação de Pedro não se refere ao pecado contra Deus, mas ao que fazer quando um irmão comete alguma falta contra outro irmão. Pedro julga ser um bom discípulo, que consegue chegar a perdoar até sete vezes [O número sete indica a totalidade, a plenitude: Deus cria o mundo em sete dias (cf. Gen 1,1-2,4). No Egito houve sete anos de abundância e sete de carestia (Gen 41, 29-30)]. Não esperava a resposta de Jesus que desfaz todas as suas certezas: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete» (Mt 18,22). Os discípulos conheciam bem as palavras de Lamec, o sanguinário filho de Caim, que canta a repetição da vingança até setenta vezes sete [“Se Caim foi vingado sete vezes, Lamec sê-lo-á setenta vezes sete” (Gen 4,24)]. Jesus, fazendo justamente alusão a essa afirmação, contrapõe à vingança ilimitada o perdão infinito.

“Se o meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?” (Mt 18, 21)

Não é uma questão de perdoar a uma pessoa que ofende continuamente, mas antes de perdoar repetidamente no nosso coração. O perdão verdadeiro, aquele que nos faz sentir livres, acontece normalmente de forma gradual. Não é um sentimento, não é esquecer: é a escolha que o crente deve fazer, não apenas quando a ofensa se repete, mas também todas as vezes que ela volta à memória. Por isso é preciso perdoar setenta vezes sete.

Escreve Chiara Lubich«Jesus, portanto, […] tinha como objetivo sobretudo os relacionamentos entre os cristãos, entre os membros da mesma comunidade. É, por isso, antes de tudo com os teus irmãos na fé que te deves comportar assim: na família, no trabalho, na escola ou, se vives em comunidade, na tua comunidade. Sabes bem como muitas vezes se quer compensar com um ato, com uma palavra correspondente, uma ofensa recebida. Sabes como as faltas de amor são frequentes entre pessoas que vivem próximas, quer por diferenças de caráter quer por nervosismo ou por outras razões. Então, recorda-te que só uma atitude de perdão, sempre renovada, pode manter a paz e a unidade entre os irmãos. Existirá sempre a tendência para pensar nos defeitos dos teus irmãos, para recordar o seu passado, para querer que sejam diferentes do que são… É preciso que tu cries o hábito de os ver com olhos novos, de os ver novos, aceitando-os sempre, imediatamente e plenamente, mesmo que não se arrependam» [C. Lubich, Palavra de Vida de outubro de 1981, in Parole di Vita, a/c Fabio Ciardi (Opere di Chiara Lubich 5) Città Nuova, Roma 2017, p. 219].

“Se o meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?” (Mt 18, 21)

Todos nós fazemos parte de uma comunidade de “perdoados”, porque o perdão é um dom de Deus, do qual precisamos sempre. Deveríamos viver sempre maravilhados com a imensa misericórdia que recebemos do Pai, que nos perdoa, se também nós perdoarmos aos nossos irmãos [Città Nuova, Roma 2017, p. 219. [5] Cf. Oração do Pai Nosso, Mt 6,9-13].

Há situações em que não é fácil perdoar. Acontecimentos que derivam de situações políticas, sociais, económicas em que o perdão pode assumir uma dimensão comunitária. São muitos os exemplos de mulheres e homens que conseguiram perdoar, mesmo nos contextos mais difíceis, ajudados pela comunidade que os apoiou.

O Osvaldo é colombiano. Foi ameaçado de morte e viu o seu irmão ser assassinado. Atualmente é dirigente de uma associação rural, onde se ocupa da recuperação de pessoas que tinham estado diretamente envolvidas no conflito armado do seu país.

«Teria sido fácil responder à vingança com outra violência, mas recusei», explica o Osvaldo: «Aprender a arte do perdão é muito, muito difícil, mas as armas ou a guerra nunca podem ser opção para uma mudança de vida. A estrada da transformação é outra, é poder tocar a alma humana do outro. Para isso, não precisamos de soberba nem de nenhum outro poder: é necessária a humildade que é a virtude mais difícil de construir» [Unità è il nome della pace: La strategia di Chiara Lubich, a/c Maddalena Maltese, Città Nuova, Roma, 2020, p.37].

sexta-feira, 1 de julho de 2022

Palavra de Vida

Julho de 2022

Letizia Magri

«Mas uma só coisa é necessária». (Lc 10,42)

Estando a caminho de Jerusalém – onde em breve deveria dar cumprimento à sua missão –, Jesus pára numa aldeia, em casa de Marta e de Maria. O evangelista Lucas descreve do seguinte modo o acolhimento dado a Jesus por parte das duas irmãs: Marta, desempenhando o tradicional papel de dona de casa, «andava atarefada com muitos serviços» (Lc 10,40. O verbo perispàomai tem uma dúplice interpretação: pode significar “estar completamente ocupado/estar fortemente sobrecarregado”, ou “estar distante/distraído”) exigidos pela hospitalidade, enquanto Maria, «sentada aos pés do Senhor, escutava a sua palavra» (v. 39). À atenção de Maria contrapõe-se a agitação de Marta. Por isso, perante as suas queixas por ter sido deixada sozinha a servir, Jesus responde: «Marta, Marta, andas inquieta e perturbada com muitas coisas, mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada» (vv. 41-42). Esta passagem encontra-se entre a parábola do bom samaritano – talvez a página mais sublime no que se refere à caridade para com o próximo – e aquela em que Jesus ensina os seus discípulos a rezar – sem dúvida a página mais sublime sobre o relacionamento com Deus-Pai. Indica assim o equilíbrio entre o amor aos irmãos e o amor a Deus.

«Mas uma só coisa é necessária». (Lc 10,42)

As protagonistas desta passagem do evangelho são duas mulheres. O diálogo entre Jesus e Marta descreve bem a sua relação de amizade, que permite até que ela se lamente com o Mestre. Mas qual é o serviço que Jesus deseja? Para Ele, é importante que Marta não esteja agitada, que deixe o papel tradicional atribuído às mulheres e se coloque também ela à escuta da Sua Palavra. Como Maria, que assume um papel novo, o de discípula. A mensagem deste texto foi muitas vezes reduzida a uma contraposição entre a vida ativa e a vida contemplativa, como se fossem duas abordagens alternativas. Mas tanto Marta como Maria amam Jesus e querem servi-Lo. No Evangelho, de facto, não se diz que a oração e a escuta da Palavra são mais importantes do que a caridade. O importante é encontrar o modo de ligar estes dois amores de maneira indissolúvel. Dois amores, o amor a Deus e o amor ao próximo, que não se contrapõem, mas são complementares porque o Amor é um só.

«Mas uma só coisa é necessária». (Lc 10,42)

Falta então compreender bem qual é a única coisa necessária. Para isso, pode ajudar-nos o início da frase: “Marta, Marta…” (v. 41). Esta repetição do nome pode parecer quase como o anúncio de uma repreensão, mas não é. Na realidade, expressa a modalidade própria dos “chamamentos-vocações”. Portanto, vemos que Jesus chama Marta a um novo modo de se relacionar, a tecer um relacionamento que não seja o de um servo, mas de um amigo que estabelece com Ele um relacionamento profundo. 

Chiara Lubich escreve: «Jesus aproveitou esta circunstância para explicar aquilo que é mais necessário na vida do homem. […] Escutar a Palavra de Jesus. Para Lucas, que escreve esta passagem, escutar a palavra significa também vivê-la. […] É isto que também tu deves fazer: acolher a palavra, deixar que ela realize em ti uma transformação. Não só, mas permanecer-lhe fiel, conservando-a no coração para que molde a tua vida, tal como a terra guarda a semente no seu seio para que venha a germinar e dar fruto. Portanto, dar frutos de vida nova, resultantes da palavra» (C. Lubich, Palavra de Vida de julho de 1980, in Parole di Vita, a/c Fabio Ciardi (Opere di Chiara Lubich 5), Città Nuova, Roma 2017, pp. 176-177).

«Mas uma só coisa é necessária». (Lc 10,42)

Quem sabe quantas ocasiões temos também nós para acolher o Mestre na intimidade da nossa casa, tal como Marta e Maria. Quantas possibilidades de nos colocarmos aos seus pés, em atitude de escuta, como verdadeiros discípulos. Mas, muitas vezes, perdemo-nos com a preocupação das coisas para fazer, com as doenças, os compromissos e até com as alegrias e satisfações, não conseguindo parar para reconhecer o Senhor, para O escutar.

Esta Palavra é uma oportunidade preciosa para nos exercitarmos na escolha da melhor parte, ou seja: escutar a Sua palavra para chegar àquela liberdade interior que nos levará a agir em conformidade com ela na nossa vida quotidiana. Um agir que é fruto de um relacionamento de amor que dá sentido quer ao serviço quer à escuta.

sexta-feira, 17 de junho de 2022

(17) JUNHO, Mês do Sagrado CORAÇÃO DE JESUS

"Próximo do coração de Cristo, o coração humano aprende a conhecer o sentido verdadeiro e único da vida e do próprio destino, a compreender o valor de uma vida autenticamente cristã, a prevenir-se de certas perversões do coração, a unir o amor filial a Deus com o amor ao próximo. Assim e é a verdadeira reparação exigida pelo Coração do Salvador sobre as ruínas acumuladas pelo ódio e pela violência, poderá ser edificada a civilização do Coração de Cristo". São João Paulo II, Insegnamenti, vol. IX/2, 1986, pág. 843

Pai-Nosso…, Avé-Maria…, Glória ao Pai…

Coração de Jesus que tanto nos amais,

fazei que eu vos ame sempre e cada vez mais.

Senhor nosso Deus, que, no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, nos abristes os tesouros infinitos do vosso amor, fazei que, prestando-Lhe a homenagem da nossa piedade, cumpramos também o dever de uma digna reparação. Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

sábado, 4 de junho de 2022

(4) JUNHO, Mês do Sagrado CORAÇÃO DE JESUS

“Jesus não veio para conquistas os homens como os reis e os poderosos deste mundo, mas sim para oferecer amor com mansidão e humildade. Eis como Ele mesmo se definia: «Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração» (Mt 11, 29). E o sentido … do Sagrado Coração de Jesus, …, consiste em descobrir cada vez mais e em deixar-nos abraçar pela lealdade humilde da mansidão do amor de Cristo, Revelação da misericórdia do Pai. Nós podemos experimentar e saborear a ternura deste amor em cada fase da vida: no tempo da alegria e da tristezas, no tempo da saúde e da enfermidade e da doença.” Papa Francisco, «HOMILIA» lida pelo Cardeal Angelo Scola, 27 de Julho de 2014

Pai-Nosso…, Avé-Maria…, Glória ao Pai…

Coração de Jesus que tanto nos amais,

fazei que eu vos ame sempre cada vez mais.

Senhor nosso Deus, que, no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, nos abristes os tesouros infinitos do vosso amor, fazei que, prestando-Lhe a homenagem da nossa piedade, cumpramos também o dever de uma digna reparação. Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

sexta-feira, 3 de junho de 2022

(3) JUNHO, Mês do Sagrado CORAÇÃO DE JESUS

O Coração de Jesus seja o nosso refúgio

e escola onde aprendamos

a praticar todas as virtudes,

em especial doçura, mansidão e humildade.

Oh! Quanta necessidade temos …

de nos escondermos

no coração Dulcíssimo de Jesus.

Venerável Serva de Deus Maria Isabel da Santíssima Trindade

fundadora das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres

Pai-Nosso…, Avé-Maria…, Glória ao Pai…

Coração de Jesus que tanto nos amais,

fazei que eu vos ame sempre cada vez mais.

Senhor nosso Deus, que, no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, nos abristes os tesouros infinitos do vosso amor, fazei que, prestando-Lhe a homenagem da nossa piedade, cumpramos também o dever de uma digna reparação. Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.