sábado, 13 de julho de 2019


(5) “Rezai o Terço todos os dias”
Resumo da história e mensagem 
das aparições de Nª Srª em Fátima
1917.07.13
Nossa Senhora aparece aos três Pastorinhos pela 3ª vez.
Em Julho, a Senhora revelou às três crianças aquilo que ficou conhecido como o Segredo de Fátima, que consta de três partes: a primeira é a visão do inferno, a segunda é a devoção ao Imaculado Coração de Maria e a terceira é uma grande visão em que se mostram acontecimentos do futuro relacionados com o mundo e com a Igreja. Esta terceira parte foi relevada no ano 2000 por vontade de São João Paulo II, após a beatificação de Francisco e Jacinta, em Fátima. 

quinta-feira, 11 de julho de 2019


São Bento de Núrcia
Gostaria hoje de falar de São Bento, Fundador do monaquismo ocidental.
São Bento de Núrcia com a sua vida e a sua obra exerceu uma influência fundamental sobre o desenvolvimento da civilização e da cultura europeia. Entre os séculos V e VI o mundo estava envolvido por uma tremenda crise de valores e de instituições, causada pela queda do Império Romano, pela invasão dos novos povos e pela decadência dos costumes. Com a apresentação de São Bento como "astro luminoso", Gregório queria indicar nesta situação atormentada, precisamente aqui nesta cidade de Roma, a saída da "noite escura da história" (cf. João Paulo II, Insegnamenti, II/1, 1979, p. 1158). De facto, a obra do Santo e, de modo particular, a sua Regra revelaram-se portadoras de um autêntico fermento espiritual, que mudou no decorrer dos séculos, muito além dos confins da sua Pátria e do seu tempo, o rosto da Europa, suscitando depois da queda da unidade política criada pelo império romano uma nova unidade espiritual e cultural, a da fé cristã partilhada pelos povos do continente. Surgiu precisamente assim a realidade à qual nós chamamos "Europa".
O nascimento de São Bento é datado por volta de 480. Provinha, assim diz São Gregório, "ex provincia Nursiae" da região da Núrsia. Os seus pais abastados enviaram-no para Roma para a sua formação nos estudos. Mas ele não permaneceu por muito tempo na Cidade eterna. Como explicação plenamente credível, Gregório menciona o facto de que o jovem Bento sentia repugnância pelo estilo de vida de muitos dos seus companheiros de estudos, que viviam de modo dissoluto, e não queria cair nos mesmos erros deles. Desejava aprazer unicamente a Deus; "soli Deo placere desiderans" (II Dial., Prol. 1). Assim, ainda antes da conclusão dos seus estudos, Bento deixou Roma e retirou-se na solidão dos montes a leste da cidade. Depois de uma primeira estadia na aldeia de Effide (actualmente Affile), onde durante um certo período se associou a uma "comunidade religiosa" de monges, fez-se eremita na vizinha Subiaco. Ali viveu durante três anos completamente sozinho numa gruta que, a partir da Alta Idade Média, constitui o "coração" de um mosteiro beneditino chamado "Sagrada Espelunca". O período em Subiaco, marcado pela solidão com Deus, foi para Bento um tempo de maturação. Ali tinha que suportar e superar as três tentações fundamentais de cada ser humano: a tentação da auto-suficiência e do desejo de se colocar no centro, a tentação da sensualidade e, por fim, a tentação da ira e da vingança. De facto, Bento estava convencido de que, só depois de ter vencido estas tentações, ele teria podido dizer aos outros uma palavra útil para as suas situações de necessidade. E assim, tendo a alma pacificada, estava em condições de controlar plenamente as pulsões do eu, para deste modo ser um criador de paz em seu redor. Só então decidiu fundar os seus primeiros mosteiros no vale do Anio, perto de Subiaco.
No ano de 529 Bento deixou Subiaco para se estabelecer em Montecassino. Alguns explicaram esta transferência como uma fuga das maquinações de um invejoso eclesiástico local. Mas esta tentativa de explicação revelou-se pouco convincente, dado que Bento não regressou para lá depois da morte repentina do mesmo (II Dial. 8). Na realidade, esta decisão impôs-se-lhe porque tinha entrado numa nova fase da sua maturação interior e da sua experiência monástica. Segundo Gregório Magno, o Êxodo do vale remoto do Anio para Monte Cassio uma altura que, dominando a vasta planície circunstante, se vê ao longe reveste um carácter simbólico: a vida monástica no escondimento tem uma sua razão de ser, mas um mosteiro tem também uma sua finalidade pública na vida da Igreja e da sociedade, deve dar visibilidade à fé como força de vida. De facto, quando, em 21 de Março de 574, Bento concluiu a sua vida terrena, deixou com a sua Regra e com a família beneditina por ele fundada um património que deu nos séculos passados e ainda hoje continua a dar frutos em todo o mundo.
Gregório ilustra-nos como a vida de São Bento estive imersa numa atmosfera de oração, fundamento portante da sua existência. Sem oração não há experiência de Deus. Mas a espiritualidade de Bento não era uma interioridade fora da realidade. Na agitação e na confusão do seu tempo, ele vivia sob o olhar de Deus e precisamente assim nunca perdeu de vista os deveres da vida quotidiana e o homem com as suas necessidades concretas. Ao ver Deus compreendeu a realidade do homem e a sua missão. Na sua Regra ele qualifica a vida monástica "uma escola ao serviço do Senhor" (Prol. 45) e pede aos seus monges que "à Obra de Deus [ou seja, ao Ofício Divino ou à Liturgia das Horas] nada se anteponha" (43, 3). Mas ressalta que a oração é em primeiro lugar um acto de escuta (Prol. 9-11), que depois se deve traduzir em acção concreta. "O Senhor aguarda que nós respondamos todos os dias com os factos aos seus ensinamentos", afirma ele (Prol. 35). Assim a vida do monge torna-se uma simbiose fecunda entre acção e contemplação "para que em tudo seja glorificado Deus" (57, 9). Em contraste com uma auto-realização fácil e egocêntrica, hoje com frequência exaltada, o primeiro e irrenunciável compromisso do discípulo de São Bento é a busca sincera de Deus (58, 7) sobre o caminho traçado pelo Cristo humilde e obediente (5, 13), ao amor do qual ele nada deve antepor (4, 21; 72, 11) e precisamente assim, no serviço do outro, se torna homem do serviço e da paz. Na prática da obediência realizada com uma fé animada pelo amor (5, 2), o monge conquista a humildade (5, 1), à qual a Regra dedica um capítulo inteiro (7). Desta forma o homem torna-se cada vez mais conforme com Cristo e alcança a verdadeira auto-realização como criatura à imagem e semelhança de Deus.
À obediência do discípulo deve corresponder a sabedoria do Abade, que no mosteiro desempenha "as funções de Cristo" (2, 2; 63, 13). A sua figura, delineada sobretudo no segundo capítulo da Regra, com um perfil de espiritual beleza e de compromisso exigente, pode ser considerada como um auto-retrato de Bento, porque como escreve Gregório Magno "o Santo não pôde de modo algum ensinar de uma forma diferente da qual viveu" (Dial. II, 36). O Abade deve ser ao mesmo tempo terno e mestre severo (2, 24), um verdadeiro educador. Inflexível contra os vícios, é contudo chamado sobretudo a imitar a ternura do Bom Pastor (27, 8), a "ajudar e não a dominar" (64, 8), a "acentuar mais com os factos do que com as palavras tudo o que é bom e santo" e a "ilustrar os mandamentos divinos com o seu exemplo" (2, 12). Para ser capaz de decidir responsavelmente, também o Abade deve ser homem que escuta "os conselhos dos irmãos" (3, 2), porque "muitas vezes Deus revela ao mais jovem a solução melhor" (3, 3). Esta disposição torna surpreendentemente moderna uma Regra escrita há quase quinze séculos! Um homem de responsabilidade pública, e também em pequenos âmbitos, deve ser sempre também um homem que sabe ouvir e aprender de quanto ouve.
Bento qualifica a Regra como "mínima, traçada só para o início" (73, 8); mas na realidade ela pode oferecer indicações úteis não só para os monges, mas também para todos os que procuram uma guia no seu caminho rumo a Deus. Pela sua ponderação, a sua humanidade e o seu discernimento entre o essencial e o secundário na vida espiritual, ele pôde manter a sua força iluminadora até hoje. Paulo VI, proclamando a 24 de Outubro de 1964 São Bento Padroeiro da Europa, pretendeu reconhecer a obra maravilhosa desempenhada pelo Santo mediante a Regra para a formação da civilização e da cultura europeia. Hoje a Europa que acabou de sair de um século profundamente ferido por duas guerras mundiais e depois do desmoronamento das grandes ideologias que se revelaram como trágicas utopias está em busca da própria identidade. Para criar uma unidade nova e duradoura, são sem dúvida importantes os instrumentos políticos, económicos e jurídicos, mas é preciso também suscitar uma renovação ética e espiritual que se inspire nas raízes cristãs do Continente, porque de outra forma não se pode reconstruir a Europa. Sem esta linfa vital, o homem permanece exposto ao perigo de sucumbir à antiga tentação de se querer remir sozinho utupia que, de formas diferentes, na Europa do século XX causou, como revelou o Papa João Paulo II, "um regresso sem precedentes ao tormento histórico da humanidade" (Insegnamenti, XIII/1, 1990, p. 58). Procurando o verdadeiro progresso, ouvimos também hoje a Regra de São Bento como uma luz para o nosso caminho. O grande monge permanece um verdadeiro mestre em cuja escola podemos aprender a arte de viver o humanismo verdadeiro.
Cf. Papa Bento XVI, «Audiência Geral», 09 de Abril de 2008

domingo, 30 de junho de 2019


No Seu Mês,
Mergulhando no Seu Divino Coração
30 de Junho
Sagrado Coração de Jesus que tanto nos amais,
fazei que eu vos ame, sempre, cada vez mais.

“Contemplemos o Sagrado Coração de Jesus, que é fonte de vida, porque por seu intermédio se realizou a vitória sobre a morte. Ele é também fonte de santidade, porque nele é derrotado o pecado, que é inimigo da santidade, inimigo do progresso espiritual do homem. No Coração do Senhor Jesus, tem início a santidade de cada um de nós. Aprendamos deste coração o amor a Deus e a compreensão do mistério do pecado.
Façamos actos reparadores ao Divino Coração pelos pecados cometidos por nós e pelo nosso próximo. Reparemos pela recusa da bondade e do amor de Deus.
Aproximemo-nos todos os dias desta fonte de água viva. Invoquemos com a mulher samaritana: «dai-nos desta água», porque ela dá a vida eterna.
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade,
Coração de Jesus, fonte de vida e de santidade,
Coração de Jesus, propiciação pelos nossos pecados - tende piedade de nós. Amém.”
São João Paulo II, «Homilia», Aeroclube de Elbląg – Polónia, 6 de Junho de 1999

sábado, 29 de junho de 2019

Coração Imaculado de Maria
Se souber olhar com olhos de fé para aquele Coração que tanto sofreu porque tanto amou, encontrará nele muita luz e muito conforto no meio das trevas e das tortura em que sua alma se encontra.
Não pense que a Santíssima Virgem trilhou na vida uma estrada de luz: deixou, sim, muita luz atrás de si, mas essa luz era produzida pela combustão da sua alma, queimada pelo fogo da tribulação. Teve horas amargas como ninguém, viu-se envolvida em tempestades medonhas, sem saber com delas havia de sair; mas sabia que o Pai celeste é bom, que não abandona os que nele confiam e crêem no seu amor, portanto confiava, cria no amor e saboreava humildemente a amargura da sua dor. O seu coração continuava fixo em Deus, e tanto bastava.
(Agosto de 1951)
Servo de Deus D. Manuel Mendes da Conceição Santos
arcebispo de Évora
in «Coragem e Confiança» pensamentos de orientação espiritual, pg. 63


No Seu Mês,
Mergulhando no Seu Divino Coração
29 de Junho
Sagrado Coração de Jesus que tanto nos amais,
fazei que eu vos ame, sempre, cada vez mais.

“Eu sou o amor. O meu Coração não pode conter a chama que constantemente o devora. Eu amo as almas a tal ponto, que dei a vida por elas. Pelo seu amor quis ficar prisioneiro no Sacrário, e faz vinte séculos que permaneço ali noite e dia, oculto sob as espécies do pão, escondido na hóstia, suportando por amor os abandonos, a solidão, os desprezos, blasfémias, ultrajes e sacrilégios. O amor às almas impulsionou-me a deixar-lhes o sacramento da Penitencia, para perdoar-lhes, não uma nem duas vezes, mas quantas vezes necessitem para recuperar a graça.”
Mensagem do coração de Jesus 
à irmã Josefa Menéndez

sexta-feira, 28 de junho de 2019


No Seu Mês,
Mergulhando no Seu Divino Coração
28 de Junho
Sagrado Coração de Jesus que tanto nos amais,
fazei que eu vos ame, sempre, cada vez mais.

ACTO DE CONSAGRAÇÃO INDIVIDUAL
AO SACRATÍSSIMO CORAÇÃO DE JESUS.
(de Santa Margarida Maria Alacoque )

Eu (o seu nome), Vos dou e consagro, oh Sagrado Coração de Jesus Cristo, a minha vida, as minhas acções, penas e sofrimentos, para não querer mais servir-me de nenhuma parte do meu ser, senão para Vos honrar, amar e glorificar. É esta a minha vontade irrevogável: ser todo Vosso e tudo fazer por Vosso amor, renunciando de todo o meu coração a tudo quanto Vos possa desagradar.
Tomo-Vos, pois, ó Sagrado Coração, por único bem do meu amor, protetor da minha vida, segurança da minha salvação, remédio da minha fragilidade e da minha inconstância, reparador de todas as imperfeições da minha vida e meu asilo seguro na hora da morte.
Sêde, ó Coração de bondade, a minha justificação diante de Deus, Vosso Pai, para que desvie de mim a Sua justa cólera.
Ó Coração de amor, deposito toda a minha confiança em Vós, pois tudo temo de minha malícia e de minha fraqueza, mas tudo espero de Vossa bondade! Extingui em mim tudo o que possa desagradar-Vos ou que se oponha à Vossa vontade.
Seja o Vosso puro amor tão profundamente impresso em meu coração, que jamais possa eu esquecer-Vos nem separar-me de Vós. Suplico-Vos que o meu nome seja escrito no Vosso Coração, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e toda a minha glória em viver e morrer como Vosso escravo. 
Amém.

quinta-feira, 27 de junho de 2019


No Seu Mês,
Mergulhando no Seu Divino Coração
27 de Junho
Sagrado Coração de Jesus que tanto nos amais,
fazei que eu vos ame, sempre, cada vez mais.

“É certo que, há muitas almas que aos olhos do mundo têm um cargo, e nele, dão grande glória ao meu coração, mas tenho muitas outras que, escondidas e em humildes trabalhos, são trabalhadoras muito úteis à minha vinha porque é o amor que as o que as move e sabem envolver em ouro sobrenatural as acções mais pequenas empapando-as no meu sangue. Se desde a manhã se unem a mim e oferecem o dia com ardente desejo de que o meu Coração se sirva se sirva das suas acções para proveito das almas, e vão, hora a hora e momento a momento cumprindo por amor o seu dever. Que tesouros adquirem num dia! Eu ir-lhes-ei descobrindo mais e mais o meu Amor! É inesgotável! E é tão fácil à alma que ama deixar-se guiar pelo amor.”
Mensagem do Coração de Jesus 
à irmã Josefa Menéndez