quinta-feira, 27 de novembro de 2014




  















É aqui que me descalço, prostro e contemplo a Sarça Ardente (cf. Ex 3, 5-6).
É aqui que me envolve a sombra da nuvem luminosa, me assombro, não sei o que dizer e escuto a voz do Pai (cf. Mc 9,2-10; cf. Mt 17, 1-9; cf. Lc 9, 28-36).
É aqui que O procuro e sacio a gostosa sede, a saborosa fome, a necessidade absoluta d’Ele que constantemente me invade (cf. Is 26, 9).
É aqui que elevo as mãos para que o Sol brilhe vigoroso sobre mim, sobre a Igreja, sobre a Humanidade (cf. Ex 17, 11-13).
É aqui que me despojo, para que Deus me despose e fale ao coração (cf. Os 2, 16).
É aqui que, a Seus pés, a Sua Palavra ecoa em mim (cf. Lc 10, 39) e me vai tornando Seu cativo (cf. Lc 1, 38).
É aqui me vai tornando Sua imagem e semelhança (cf. Gn 1, 26-27).
É aqui que percebo a minha pequenez e vou reconhecendo não ser digno de me inclinar para lhe desatar as correias das sandálias (Cf. Mc 1, 7).
É aqui que vejo e experimento, para dar testemunho (cf. Jo 1, 34).
É aqui que vou diminuindo para que Ele cresça (cf. Jo 3, 30).
É aqui que vou descobrindo e experimentando que Ele é a minha vida (cf. Gl 2, 21) e permitindo que seja Ele a viver em mim (cf. Gl 2, 20), para louvor da sua glória” (Ef 1, 11-14).

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Como eu queria, Senhor, 
morrer a Vossos pés, 
de amor..., 
esquecido de todos, 
sem ruído, em silêncio, 
sem pensar nos homens que são criaturas, 
sem sonhar com o mundo, que Vos abandonou, 
sem olhar os céus, 
nem as flores, 
nem as aves, 
nem o sol.
Senhor, 
como eu queria morrer de amores 
aos pés da cruz.
São Rafael Arnaiz Baròn