terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

Perdoa-me e ajuda-me, meu Deus!
Faz morrer em mim o homem velho,
vil, tíbio, ingrato, infiel, débil, indeciso e enfraquecido,
e «cria em mim um coração novo»,
caloroso, corajoso, agradecido, fiel, forte, decidido e enérgico…
Consagro-Te todos os instantes que me restam viver.
Faz com que o meu futuro
seja totalmente o contrário do meu passado,
que o redima,
que seja inteiramente empregue a fazer a tua vontade,
que em todos os instantes te glorifique
na medida exigida pela tua vontade.
Ámen.
Beato Carlos de Foucauld
PALAVRA DE VIDA
Dezembro de 2009
Chiara Lubich
«Brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu» (Mt 5, 16).

(…) A luz manifesta-se nas “boas obras”. Resplandece através das boas obras realizadas pelos cristãos.

Podem dizer-me: «Mas não são só os cristãos que realizam boas obras. Há outras pessoas que colaboram no progresso, constroem casas, promovem a justiça…».

É verdade. O cristão, sem dúvida, faz também tudo isto e deve fazê-lo. Mas não é só essa a sua função específica. Ele deve realizar as boas obras com um espírito novo: aquele espírito que faz com que não seja ele a viver em si próprio, mas Cristo nele. De facto, o evangelista não se refere apenas a actos de caridade isolados (como visitar os presos, vestir os nus ou outra obra de misericórdia qualquer, de acordo com as exigências actuais). Refere-se à adesão total da vida do cristão à vontade de Deus, de modo a fazer com que toda a sua vida seja uma boa obra.

Se o cristão assim fizer, será “transparente”, e o louvor que obtiver com as suas acções destina-se, não a ele propriamente, mas a Cristo nele. E, através dele, Deus estará presente no mundo. A função do cristão é, pois, deixar transparecer esta luz que existe nele, ser o “sinal” desta presença de Deus entre os homens.

«Brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu» (Mt 5, 16).

Se as boas obras de cada cristão têm esta característica, também a comunidade cristã no meio do mundo deve ter essa mesma função específica: revelar, através da sua vida, a presença de Deus, que se manifesta onde dois ou três estiverem unidos no Seu nome. Uma presença que foi prometida à Igreja até ao fim dos tempos.

A Igreja primitiva dava muito relevo a estas palavras de Jesus. Sobretudo nos momentos difíceis, quando os cristãos eram caluniados, ela exortava-os a não reagirem com violência. A melhor contestação ao mal que se dizia contra eles deveria ser o seu comportamento.

Lê-se na Carta a Tito: «Exorta igualmente os jovens a serem moderados, apresentando-te em tudo a ti próprio, como exemplo de boas obras, de integridade na doutrina, de dignidade, de palavra sã e irrepreensível, para que os adversários fiquem confundidos, por não terem nada de mal a dizer de nós» (Tt 2, 6-8).

«Brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu» (Mt 5, 16).

Também nos nossos dias, a luz para levar os homens a Deus é a vida cristã vivida. Conto-vos um pequeno episódio.

A Antonieta nasceu na Sardenha mas, por motivos de trabalho, foi para Grenoble, na França. Foi trabalhar para um escritório onde havia muita gente que não tinha vontade de trabalhar. Sendo cristã, procurava ver Jesus em cada pessoa, para O servir. Ajudava todos e estava sempre calma e sorridente. Às vezes, havia quem se zangasse, levantasse a voz e se vingasse nela, ironizando: «Já que gostas de trabalhar, toma lá, bate à máquina também o meu trabalho!».

Ela calava-se e trabalhava. Sabia que não eram maus. Provavelmente cada um teria as suas contrariedades.

Um dia, o chefe de secção foi ter com ela, quando os outros não estavam, e perguntou-lhe: «Agora diga-me como consegue sorrir sempre e nunca perder a paciência?». Ela rodeou a questão dizendo: «Procuro manter-me calma e ver as coisas pelo lado bom». O chefe de secção bateu com o punho na secretária e exclamou: «Não! Deve ter qualquer coisa a ver com Deus. De outra maneira, seria impossível! E eu que não acreditava em Deus!».

Alguns dias mais tarde, a Antonieta foi chamada à direcção e disseram-lhe que ia ser transferida para outra secção, «para que - continuou o director - a transforme tal como o fez com aquela onde está agora».

«Brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu» (Mt 5, 16).

Palavra de Vida, Agosto de 1979, publicada integralmente em Essere la Tua Parola, Chiara Lubich e cristiani di tutto il mondo, vol. II, Città Nuova, Roma, 1982, pp. 53-55.

domingo, 22 de Novembro de 2009

Ser feliz...
Ser padre é ser feliz.
Com toda a certeza, e sem espaço para qualquer dúvida, se me perguntam o que é ser padre, só posso responder: É ser feliz.
"O meu coração e a minha carne exultam no Deus vivo" (Sl. 84 [83], 3).
Afirmo-o sem ilusões poéticas e plenamente consciente de que a vida não é fácil... a vida dos sacerdotes não é fácil. Mesmo assim e também na dureza da vida, ser padre é ser feliz... é que "eu sei a fonte que mana e corre embora seja noite..." (cf. São João da Cruz), "sei em quem pus a minha confiança" (2Tm 1, 12) até porque "se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Rm 9, 31).
De verdade e do fundo do coração, ser feliz... é o que posso e tenho que partilhar...
O Bom Deus, até mesmo quando a homilia me não correu bem, quando sou justa ou injustamente criticado, quando me confronto com as minhas debilidades e não sou suficientemente generoso e paciente, quando fisicamente estou cansado e o meu espírito pleno de preocupações, de projecto, de questões mais simples ou complicadas de resolver: "exulto de alegria em Deus meu salvador" (cf. Lc 1, 47).
É tão frequente, muito frequente mesmo, sobretudo ao Domingo, depois de um dia pleno a sustentar na fé, os meus irmãos... depois de um dia cheio a partir-lhes a Palavra e a distribuir-lhes o Pão... a ser o instrumento de que Deus se serve para os restaurar, para lhes devolver a esperança...
Que festa..., que alegria Senhor, o coração não me cabe no peito, tal é a alegria que me concedeis. Quem vê o padre, no "seu" carro, de regresso a casa e se apercebe que canta, só pode pensar:
"Está tonto, coitado". E tem razão, tonto de alegria e com o coração em festa, pois não lhe faltais, Senhor. Tonto, por só na fé conseguir entender que, apesar dos seus pecados o compensais tão abundantemente pelos suas insignificantes e tropegas "generosidades".
Ser feliz... a isso me chamais.
Com uma felicidade indizível me preencheis.

"A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador..." (Lc 1, 46-47).

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Vós sois o meu alento, o ar que respiro e o pão que como.
Que quereis de mim Senhor?
Quereis que Vos ame mais?...
E como Senhor?... se o meu coração é tão pequeno, tão ruim e tão miserável; fazei-mo grande e generoso, que eu seja todo coração para ser todo Vosso e amar-Vos, amar-Vos muito, como ninguém vos amou. Senhor meu e Deus meu, Vós o podeis fazer se quiserdes, e eu nada posso se Vós não me ajudais.
Acalmai-me a ansia que sinto pois assim não posso viver.
A minha alma está cheia e transborda.
Haveis posto tanto amor numa alma tão pequena Senhor e tão miserável!
Se Tu Senhor fazes a ferida, por caridade põe o cautério, mas não me deixeis neste estado, pois não poderei resistir.
São Rafael Arnáiz Barón ocso
(tradução do Espanhol ao Português da responsabilidade do autor deste blog)

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

SEMANA DOS SEMINÁRIOS 2009
Sacerdote, porquê?

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

O Vosso servo é humano...
Tantas vezes, Senhor,
vezes demais,
o coração do Vosso servo sofre e chora...
pois tanto lhe tendes dado
e ele, tão pouco Vos tem retribuído.
Cumulaste-o com a Vossa graça
e ele não Vos é fiel...
por isso sofre e chora.
Queria ser parecido a Vós,
queria que olhando para ele
Vos vissem a Vós...
até porque a isso o chamais,
essa é a sua vocação,
"in persona Christi".
Mas, como sabeis, Senhor,
o Vosso servo é humano...
"não faz o bem que quer e faz o mal que não quer".
Mesmo se o chamais a tocar-Vos e distribuir-Vos
ele é humano...
E como é humano!... limitado!... frágil!...
Não fora a Vossa graça, Senhor!...
É por Vós, Senhor.
Só por Vós.
Como sabeis, Senhor,
o Vosso servo é humano...
ajudai-o para que não caia
e se teimar em cair,
suavizai-lhe a queda
e estendei-lhe a mão
para que se levante e Vos siga.
E Vos siga...
como prometeu um dia...
como promete todos os dias...
como Vos promete agora.
E seguindo-Vos se torne parecido a Vós
e possa dizer:
"Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim" (Gl 2, 20).

domingo, 8 de Novembro de 2009

SER SACERDOTE
não é natural

É SOBRENATURAL.