segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

São Marcelino de Ancona, bispo
Século VI - Itália
Memória litúrgica a 9 de Janeiro

Membro da nobre família dos Boccamajore.
Na segunda metade do século VI, foi bispo Ancona, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, exercendo o seu ministério com grande zelo. 'Vir vitae venerabilis' "homem de vida venerável", assim o define o Papa São Gregório Magno.
Conta-se que num furioso incendio, dificilmente controlável, São Marcelino impedido de andar por uma grave forma de gota, faz-se transportar até perto do fogo e com o evangelho na mão, milagrosamente obtém o fim do fogo.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017


Beata Marcelina Darowska
(Maria Marcelina da Imaculada Conceição), fundadora
Século XIX/XX - Ucrânia
Memória litúrgica a 5 de Janeiro
Foi Beatificada a 6 de Outubro de 1996, na Praça de São Pedro em Roma, pelo Papa São João Paulo II.
Marcelina Darowska nasceu a 28 de Janeiro de 1827, em Szulaki, na actual Ucrâina, à época Polónia ocupada pela Rússia. Marcelina era a quinta dos oito filhos de Jan Kotowicz e Maksymilia Jastrzebska, proprietários de terrenos agrículas abastados. Cresce no típio ambiente dos senhores rurais. Na época, a sua cidade natal Szulaki estava sob ocupação russa, que queria a todo o custo destruir o património cultural polaco, provocando o encerramento dos seminários e dos conventos da Igreja Católica, que era muito perseguida.
Marcelina fez a Primeira Comunhão aos 10 anos e aos 12 foi enviada a um rigoroso colégio interno feminino em Odessa. Desde menina, nela desabrochou o desejo de uma vida consagrada. Depois de ter estudado por três anos regressou a casa e começa a ajudar o pai na gestão das propriedades agrículas da família.
Não podendo satisfazer o seu desejo pela falta de conventos na região e por oposição paterna, acaba por prometer ao pai que se casaria.
Aos 21 anos aceitou casar com Karol Darowski proprietário de terras na Podolia (histórica região da Ucrâina, dividida, naquele tempo, entre a Austria e a Russia). Mas o matrimónio só se poderá celebrar um ano depois, pois Marcelina que teve que ceder à insistência do pai, reage com uma dolorosa paralisia na perna e um enfraquecimento geral do organismo, que quase a levou à morte.
Depois de semanas de doença recompõe-se a a 2 de Outubro de 1824 casou com Karol Darowski por obediência. Mesmo assim, foi uma esposa exemplar e do matrimónio nasceram dois filhos, José e Carolina.
Infelizmente, três anos depois, o marido morre de tifo e alguns meses depois também morre o filhinho José. Viúva as 25 anos promete a Nossa Senhora, fazendo um voto “de não voltar a pertencer a nenhuma criatura”. Assim, e para se curar faz uma viagem ao estrangeiro. Primeiro a Berlim, depois a Paris e a 11 de Abril de 1853 chega a Roma.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Santos Marcelino, Argeo e Narciso mártires
Século IV - Itália
Memória litúrgica a 2 de Janeiro

Floro, seguindo o Martirologio Jeronimiano, a 2 Janeiro, recorda os três irmãos Marcelino, Argeo e Narciso, mártires Tomi.
Marcelino, a quem deu o apelido de «puer» (menino), recrutado para os arqueiros do tempo de Licínio, sendo cristão não quer prestar serviço militar e, depois de ser brutalmente espancado e ter passado algum tempo na prisão, foi lançado ao mar.
Adone acrescenta que Argeo e Narciso foram decapitados e também que o corpo de Marcelino, devolvido à costa, teve piedosa sepultura. Galesino, sem especificar a fonte, atesta que Argeo e Narcisso foram presos enquanto visitavam o irmão na prisão.
As notas de Floro, com os acrescentos de Adone, são no entanto inexactas, até porque, no Martirologio Jeronimiano, nos primeiros dias de Janeiro, as informações são muito confusas. Com efeito, no Martirologio Jeronimiano os três irmãos são celebrados a 3 de Janeiro, enquanto a determinação topografica de Floro, «Tomis in Ponto», deve referir-se aos mártires Stratone, Macrobio e Marciano recordados a 2 de Janeiro, e os acontecimentos do recrutamento e da morte de Marcelino confundem-se com Teogene, mártir de Cizico. Para determinar o lugar onde os mártires foram mortos e o dia exacto da sua festa deve ter-se presente que no Martirologio Jeronimiano a 1 de Janeiro lê-se: «Romae Via Appia coronae et milites XXX». A nota emendada, apresenta-se assim: «Romae, via Appia, miliario XXX, Corano territorio», e essa pertence aos Santos Marcelino, Argeo e Narciso que, na «Passio de São Marciano presbítero», parece terem sido decapitados perto Cori. Os seus restos mortais lá repousaram até que o Papa Leão IV os levou, juntamente com outros, para Roma para a Basílica dos Santi Quattro Coronati em Roma, como se lê na inscrição na parede esquerda da igreja. Por conseguinte considerou-se que Argeo, Narciso e Marcelino estão identificados com os mártires de Cori.
Cf. Mario Salsano em: http://www.santiebeati.it/
Tradução e adaptação: P. Marcelino Caldeira

domingo, 1 de janeiro de 2017


Garanto que não fiz batota...
Então não querem lá saber
o Santinho Protector que me calhou para 2017!
Santa Isabel da Santíssima Trindade

Deus Eterno e Omnipotente,
Criador, Salvador e Vivificador,
eu Vos dou graças pelo Santo Protector
que Me concedestes para este ano de 2017.
Concedei-me que seguindo o seu exemplo
me encontre verdadeiramente conVosco,
deixe abrasar do Vosso Amor,
seja fiel à Vossa Vontade,
me liberte das obras da trevas
e revista das armas da luz (cf. Rm 13, 12),
me deixe habitar por Vós
e seja a morada da Vossa eleição.
Que o meu testemunho de vida,
seja Verdadeiramente evangélico,
contribua para a construção
do “mundo novo”
e, no termo deste ano,
me encontre mais parecido conVosco
e, possa dizer com verdade e com a vida:
“Já não sou eu que vivo,
mas é Cristo que vive em mim.” (Gl 2, 20)
Tudo isto, conduzido e guiado
pela mão carinhosa e maternal de Maria,
Vossa Filha, Mãe e Esposa. Ámen.

sábado, 1 de outubro de 2016


ORAÇÃO A CRISTO ORANTE
Senhor Jesus, Orante e Mestre,
aqui estamos: somos o Vosso Povo, o Vosso rebanho,
os herdeiros da Vossa Oração.
Os nossos olhos, o nosso pensamento, o nosso coração,
estão voltados inteiramente para Vós:
queremos ver-Vos orar,
para imitar, com amorosa atenção,
os Vossos gestos, os Vossos modos,
os Vossos lugares e os Vossos tempos;
as Vossas palavras, os Vossos silêncios:
a Vossa Oração, Senhor!
Sabemos que só em Vós está a Fonte viva da Oração.
A quem iremos? Só Vós tendes palavras de Oração viva.
Ensinai-nos a Orar!
A fazer da Oração experiência de Amor.
Os Vossos braços levantados
são o Caminho da nossa súplica.
O Vosso Coração,
a Árvore frondosa onde se aninham as nossas orações;
Vós Sois a Vide onde enxertamos
o trémulo Abbá que geme o Espírito.
Os Vossos olhos fixos no Pai que nada Vos nega
e as Vossas mãos abertas em confiada súplica de Menino,
são Jesus, a Escola da nossa oração de filhos.
Entre o átrio das nossas inquietações mais externas
e o altar do nosso ferido coração:
chorais Vós, Sacerdote Eterno, presente dentro de nós,
pelos que vivemos longe do Amar do Pai.
Senhor, ensinai-nos a orar, mas mais ainda:
ensinai-nos a deixar-vos orar, a Vós, em nós.
Que a Vossa oração flua pelo nosso caminho interior
e transforme o estéril areal da nossa seca oração
em regado paraíso do trato de amizade.
Vós, Amigo e Senhor, Irmão e Deus,
Mestre e Modelo,
sempre vivo para interceder,
que viveis e reinais e orais,
pelos séculos dos séculos.
Ámen.
Monges de Cristo Orante, Argentina

quinta-feira, 28 de julho de 2016


Hoje (28/07/2016), na Igreja de São Bartolomeu,
na Festa da Padroeira da Capela
da Casa Paroquial de Borba,
Nossa Senhora do Monte Tabor,
a Homilia foi assim:


Nos relatos bíblicos da Transfiguração de Jesus, sobre o Monte Tabor, nenhum deles, faz a mais pequena referência, à presença física de Maria no Monte Santo, a quando da Transfiguração.

Então, Nossa Senhora do Monte Tabor, não será uma fantasia devocional? Uma manipulação dos Mistérios da Fé?

São João Paulo II pode dar-nos uma ajuda quando diz: “O rosto de Cristo é um rosto de luz que rasga a obscuridade da morte: é anúncio e penhor da nossa glória, porque é o rosto do Crucificado Ressuscitado, o único Redentor da humanidade, que continua a resplandecer sobre nós (cf. Sl 67, 3)” (João Paulo II, 6 de Agosto de 2002). O mesmo João Paulo II, na «Novo Millennio Ineunte» questiona-nos desta forma: “E não é porventura a missão da Igreja reflectir a luz de Cristo em cada época da história, e por conseguinte fazer resplandecer o seu rosto também diante das gerações do novo milénio? Mas, o nosso testemunho seria excessivamente pobre, se não fôssemos primeiro contemplativos do seu rosto” (João Paulo II, Carta Apostólica «Novo Millennio Ineunte», 16).

Este Rosto Luminoso recebêmo-l’O por Maria, que sobre ela deixou resplandecer, de modo admirável, a Luz que vem de Deus.

Resplandece em Maria que, por misterioso privilégio de Deus, nunca foi tocada pelo pecado, por isso a aclamamos como Imaculada, desde a sua Conceição.

Mas, resplandece ainda mais luminosamente, porque, mesmo sem o contemplar Transfigurado sobre o Monte Santo, o contemplou criança inocente na gruta de Belém, enquanto o embalava em seus braços virginais. Contemplou-o, no Templo de Jerusalém, quando Simeão e Ana o reconheceram como “Luz para se revelar às nações” (Lc 2, 32), a quando da sua purificação (cf. Lc 2, 28-38), ela a «Toda Pura».  E no mesmo Templo, contemplou-o entre os Doutores da Lei (cf. Lc 2, 41-51). Contemplou-o silenciosa e tranquilamente durante os longos anos laboriosos da Vida Oculta em Nazaré da Galileia (cf. Lc 2, 40). Contemplou-o nas Bodas de Caná e a todos nos convida a contemplá-lo como ela, quando nos diz: “«Fazei o que Ele vos disser!»” (Jo 2, 5). Contemplou-o discreta e ocultamente durante a Sua Vida pública. Contemplou-o, na Ceia, a Última Ceia, aquela em que, para nos amar até ao extremo, se nos deu como alimento (Cf. Jo 13 1-19). Contemplou-o Dolorosa na cruz (cf. Jo 19, 25) e inanimado entre os seus braços de Mãe. E foi a primeira a contemplá-lo Ressuscitado, e disso não tenho dúvida - mesmo se os relatos bíblicos o não retiveram -, na madrugada do primeiro dia da Semana, no luminoso e feliz Domingo de Páscoa. Contudo, contemplou-o de forma incompreensívelmente mais plena, quando repetindo a inocência pueril de Samuel (Cf. 1Sm 3, 1-10) responde ao anjo: “«Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.»” (Lc 1, 38)

Por isso, nela a Palavra do Senhor se torna Vida e Vida que nos dá vida em abundância (cf. Jo 10, 10). E antes mesmo, que a Vida se tornasse Carne em seu seio virginal, já ela era Feliz por ouvir a Palavra de Deus e a colocar em prática (cf. Lc 11, 28).

Antes mesmo de O gerar, já era imagem daquele que haveria de gerar e contemplar na carne… Ela foi a primeira, por privilégio de Deus, a ver restaurada em si a beleza, a imagem e semelhança de Deus (Cf. Gn 1, 26-27), que o próprio Deus imprimiu em nós e o pecado destroçou.

Assim, como Rainha do Monte Santo, como Senhora da Transfiguração, como Nossa Senhora do Monte Tabor, desafia-nos a subir com Pedro, Tiago e João, ao alto do Monte, a determo-nos em contemplação diante do Senhor Transfigurado, ladeado por Moisés e Elias, deixando-nos envolver pela Luz da Trindade e escutar a Voz que nos desafia a escutar o seu Filho Bem-Amado, realizando na nossa vida, como a Senhora do Monte Tabor, a Sua Divina Vontade, permitindo que Ele imprima em nós a Sua imagem, restaure em nós a Sua imagem: Cristo, “restituirá a perfeição da imagem divina, que se fragmentou em Adão, por causa da desobediência e do pecado” (El-Maskîne, Père Matta, “La nouvelle création de l´homme”, Abbaye de Bellefontaine, Bégrolles en Mauges, 1998, pg 166) e assim, poderemos dizer, com toda a plenitude do nosso ser: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim.” (Gl 2, 20)

Como nova criatura espiritual, o Homem Novo é-o fundamentalmente à imagem do seu Criador. O objectivo último do Homem Novo, em virtude da sua criação segundo a imagem única e gloriosa do seu Criador, é de tender para o amor e deixar-se atrair pelo resplendor da face de Cristo, à qual todos seremos semelhantes, como diz São João: “E agora, filhinhos, permanecei nele, para que, quando Ele se manifestar, tenhamos plena confiança e não fiquemos cheios de vergonha, longe dele, por ocasião da sua vinda. Se sabeis que Ele é justo, sabei também que todo aquele que pratica a justiça nasceu dele. Caríssimos, agora já somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. O que sabemos é que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque o veremos tal como Ele é. (1Jo 2, 28-3, 2) (Cf. El-Maskîne, Père Matta, “La nouvelle création de l´homme”, Abbaye de Bellefontaine, Bégrolles-en-Mauges, 1998, pg 166)

No Mistério da Transfiguração, a Igreja, não celebra apenas a Transfiguração de Cristo, mas também a sua própria transfiguração: 2transformai-vos pela renovação de vosso espírito” (Rm 12, 2) e desafia-nos a “uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo.” (Bento XVI, «Porta Fidei», 6)

“A Igreja vive da imitação de Cristo. Tudo o que Cristo fez, a Igreja o faz também. Ele torna-se a sua vida. O apelo de Cristo a Mateus: «Segue-me» (Mt 9, 9) significa: «Toma a minha vida para ti». A Igreja aplicou este chamamento a ela mesma” (El-Maskîne, Père Matta, “La communion d’amour”, Abbaye Bellefontaine, Bégrolles-en-Mauges, 1992, pg. 127).

Contemplando, em Cristo Transfigurado a glória Divina, tornamo-nos o espelho em que Cristo gosta de reflectir essa mesma glória Divina. Contemplando, reflectimos aquilo que contemplamos: “Permanecendo simples e amorosamente na Sua presença para que possa reflectir em nós a Sua própria imagem como se reflecte o sol no límpido cristal” (Beata Isabel da Santíssima Trindade).

Contemplando Cristo, nós nos tornamos semelhantes a Ele, conformamo-nos a Ele, fazemo-nos um só espírito com Ele (Cf. Júlio II, Regra (OIC), 30), consentimos que o Seu mundo, os Seus propósitos, os Seus sentimentos e a Sua vida se imprimam em nós; que substituam os nossos pensamentos, propósitos e sentimentos, tornando-nos assim semelhantes a Ele. Como diz São João da Cruz tenha sempre a alma o desejo contínuo de imitar a Cristo em todas as coisas, conformando-se à sua vida que deve meditar para saber imitá-la e agir em todas as circunstâncias como ele próprio agiria” (São João da Cruz). Contemplando o Seu “Rosto” vamo-nos deixando, por Ele, “despir das obras das trevas e revestir das armas da luz” (Rm 13, 12), com vista a dizer com o apóstolo Paulo: “para mim, viver é Cristo” (Fl 1, 21).

“Se Jesus é o escolhido de Deus na história, nós estamos chamados a imitá-lo, a imitá-lo em silêncio, no ocultamento, na pobreza, deixando tudo por Ele, dando tudo, perdendo tudo para obtê-lo todo. O homem não é só fruto da criação, mas objecto de aliança, para que imite a Jesus; a nossa tarefa não consiste, por tanto, unicamente em adorar e obedecer, mas em ser em Jesus e em fazer como Ele, em segui-l’O” (MARTINI, Carlo Maria, “La transfiguración de Cristo e del cristiano a la luz del Tabor”, Sal Terrae, Santander, 2012, pg. 30).

Que a Imaculada Virgem Santa Maria do Monte Tabor nos conduza pela mão, neste caminho de contemplação de Cristo, nos ensine, como ela, a ser fiéis e a realizar sempre a Vontade de Deus nas nossas vidas, por forma a que, a Trindade de quem é Filha, Mãe e Esposa, possa imprimir em nós, a beleza e a imagem de Deus, estilhaçada pela desobediência e pelo pecado e possamos com ela cantar: “MAGNIFICAT ANIMA MEA DOMINUM” (Lc 1, 46) pois, “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim.” (Gl 2, 20)

quinta-feira, 5 de maio de 2016


Servo de Deus Marcelino da Capradosso,
frade Capuchinho
Século XIX-XX - Itália
Frei Marcelino Maoloni de Capradosso di Rotella (AP) nasceu a 22 Setembro de 1873. Desde a infância foi admirado pelos seus conterrâneos pela sua profunda piedade para com Deus, pela sua humidade e disposição para a penitência.
Seguiu o ideal de São Francisco de Assis na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. Foi querido por Deus e pelas pessoas pela sua bondade para com os doentes, pela assídua mortificação de si mesmo e pela clara compreensão das divinas verdades.
Uma grave doença torna-o num verdadeiro mártir e prepara-o para o Reino dos Céus. Morreu no Convento dos Capuchinhos de Fermo, a 26 de Fevereiro de 1909, com 36 anos de idade.
Ainda nos nossos dias são assinaladas graças obtivas pela sua intercessão.
As “Actas do Processo Diocesano” compiladas em Fermo, estão Roma esperando que a Sagrada Congregação para a Causa dos Santos as examine.
Para conseguir imagens, biografias e comunicar “graças” obtidas pela sua intercessão, dirigir-se a:
VICE POSTULAZIONE del Servo di Dio Marcellino da Capradoss
CONVENTO CAPPUCCINI
63023 FERMO (AP)
Itália
Tel. 0734/219379

sábado, 2 de janeiro de 2016

SAGRADA FAMÍLIA,
o meu Santinho Protector para 2016,
lança-me este desafio
“A vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” (Cl 3, 3) O desejo e a absoluta necessidade de Deus, de viver “SÓ” para Ele e de nada Lhe antepor.
O desejo, a necessidade e a vocação de passar despercebido aos olhos do "mundo".
...
O desejo e a necessidade de ocultamento, para viver discreta, gozosa e exclusivamente na presença de Deus, ao jeito da Sagrada Família, durante os longos, silenciosos, laboriosos e fecundos anos da “vida oculta” de Jesus, em Nazaré.
Saber permanecer “escondido”, saber permanecer “oculto”, para melhor, mais generosamente e sem qualquer tipo de estorvo, me poder abrir à graça de Deus, mergulhar no Seu Coração Misericordioso, só n’Ele viver, só para Ele viver e só d'Ele me alimentar.
Nutrindo-me de eternidade, consumindo-me e gastando-me pela paixão por Jesus Cristo e pelo zelo da Sua glória, transportar comigo toda a Humanidade, apresenta-la a Deus e como a lâmpada do Sacrário, iluminar e conduzir o caminho dos demais para Cristo.
Assumir como meu o projecto de vida de São João Baptista: “Ele é que deve crescer, e eu diminuir” (Jo 3, 30).
“O verdadeiro discípulo não procura servir-se a si mesmo ou ao «público», mas ao seu Senhor com simplicidade e generosidade: «E teu Pai, que vê o oculto, há-de recompensar-te» (Mt 6, 4.6.18).
Assumir como projecto de vida “que Deus seja Tudo em todos” (1Cor 15, 28).