sábado, 20 de maio de 2017



“O livro do Saltério foi concedido a Israel e à Igreja. Com efeito, os Salmos ensinam a rezar. Neles, a Palavra de Deus transforma-se em palavra de oração - e são as palavras do Salmista inspirado - que se torna também palavra do orante que recita os Salmos. Estas são a beleza e a particularidade deste livro bíblico. Os Salmos são dados ao fiel precisamente como texto de oração, que tem como única finalidade tornar-se a oração daqueles que os assumem e com eles se dirigem a Deus. Dado que são uma Palavra de Deus, quem recita os Salmos fala a Deus com as palavras que o próprio Deus nos concedeu, dirige-se a Ele com as palavras que Ele mesmo nos doa. Deste modo, recitando os Salmos aprendemos a rezar. Eles constituem uma escola de oração.”
(Bento XVI, «Audiência Geral», 22.06.2011)

terça-feira, 25 de abril de 2017

BEATO MARCELINO CHOE CHANG-JU, Leigo
e 123 companheiros mártires
Século XVIII-XIX - Coreia
Memória litúrgica a 25 de Abril
O catolicismo na Coreia, por um facto verdadeiramente excepcional, desenvolveu-se unicamente pelo interesse de numerosos leigos letrados, que puderam ler os livros (não só os catecismos, mas também livros de características culturais e científicas) traduzidos pelos missionários da Companhia de Jesus presentes na China.
A data do nascimento da Igreja Católica Coreana, pode ser considerada a data do baptismo de Pechino de Yi Seung-hun, que assume o nome cristão de Pedro, em 1784. Só dez anos depois e a preço de inacreditáveis esforços por parte de um grupo de leigos, consegue entrar clandestinamente no pais o primeiro sacerdote missionário, o chinês Padre Tiago Zhou Wen-mo. Contudo, o governo central considerava a nova doutrina como desestabilizante do rígido sistema hierárquico em vigor entre as classes sociais. Além do mais, os católicos estavam em contato com pessoas estrangeiras sem autorização
O Beato Marcellino Choe Chang-ju e outros 123 católicos foram mortos em épocas e de maneiras diferentes (entre 1791 e 1888). Muitos, mesmo depois de torturas indizíveis, não renunciaram à verdade que tinham encontrado na sua nova religião.
O Papa Francesco reconheceu o seu martírio por ódio à fé, com o decreto de 7 de Fevereiro de 2014 e beatificou-os a 16 de Agosto do mesmo ano, durante a viagem Apostólica que realizou à Coreia do Sul.
Beato Marcelino Choe Chang-Ju, rogai por nós.


quinta-feira, 23 de março de 2017

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Servo de Deus Marcelino da Capradosso,
irmão leigo da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos
Século XIX-XX – Itália
Memória a 26 de Fevereiro
Frei Marcelino Maoloni de Capradosso di Rotella (AP) nasceu a 22 Setembro de 1873, em Itália.
Desde a infância foi admirado pelos seus conterrâneos pela sua profunda piedade para com Deus, pela sua humidade e disposição para a penitência.
Seguiu o ideal de São Francisco de Assis na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.
Foi querido por Deus e pelas pessoas pela sua bondade para com os doentes, pela assídua mortificação de si mesmo e pela clara compreensão das divinas verdades.
Uma grave doença torna-o num verdadeiro mártir e prepara-o para o Reino dos Céus.
Morreu no Convento dos Capuchinhos de Fermo, a 26 de Fevereiro de 1909, com 36 anos de idade.
Ainda nos nossos dias são assinaladas graças obtivas pela sua intercessão.
As “Actas do Processo Diocesano” compiladas em Fermo, estão Roma esperando que a Sagrada Congregação para a Causa dos Santos as examine.
Para conseguir imagens, biografias e comunicar “graças” obtidas pela sua intercessão, dirigir-se a:
VICE POSTULAZIONE del Servo di Dio Marcellino da Capradosso
CONVENTO CAPPUCCINI
63023 FERMO (AP)
Itália - Tel. 0734/219379

sábado, 18 de fevereiro de 2017


"Parai! Reconhecei que Eu sou Deus" (Sl 46, 11)

Sente-se em silêncio. Abaixe a cabeça, feche os olhos, respire suavemente, e imagine-se olhando para o seu próprio coração. Leve sua mente, ou seja, os seus pensamentos, da sua cabeça para o seu coração. Ao inspirar, diga: "Senhor Jesus Cristo", ao expirar diga: "tende piedade de mim". Diga movendo os lábios suavemente ou pode simplesmente dizê-lo na sua mente. Tente colocar todos os outros pensamentos de lado. Tenha calma, seja paciente, e repita este exercício espiritual diariamente.
Qualquer um pode praticar a Oração de Jesus. Pode-se repetí-la em qualquer momento. Para começar a fazer a Oração como parte de nossa regra de oração diária, devemos seguir a direcção de Jesus. Ele diz: "Vinde, retiremo-nos para um lugar deserto e descansai um pouco" (Mc 6, 31), então orar em segredo, sozinho e em silêncio.
Escolha um lugar tranquilo onde você não será perturbado. É melhor se você puder proteger os sentidos de tanto estímulo quanto possível. É melhor fazer a Oração de Jesus no início da manhã, antes do nascer do sol, quando a mente está em repouso e sem distrações, o corpo está relaxado e há pouca atividade para perturbar sua concentração. Alguns podem achar o entardecer ou o início da noite melhor, e, outros reservam um tempo nos dois períodos, manhã e noite, para sua prática com a Oração. O importante é fazê-la diariamente, sem deixar passar um dia sequer. Uma prática diária de 30 minutos no início e no final do dia é uma boa regra de oração, mas, podemos começar com 10 minutos, e, irmos aumentando o tempo aos poucos.
"Parai! Reconhecei que Eu sou Deus" (Sl 46, 11) é um convite à Oração Contemplativa, à Oração do Coração, mediante a qual fazemos a experiência viva da presença de Deus em nós. Então, poderemos exclamar, como Santo Agostinho "Eis que habitavas dentro de mim, e eu Vos procurava do lado de fora".
(Fonte: cf. http://www.oracaodejesus.com/index.html)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Servo de Deus Marcelino Mur Banch, irmão leigo dos Missionários do Coração de Maria e 109 companheiros mártires
Século XIX/XX - França
Memória litúrgica a 19 de Janeiro

Marcelino Mur Banch nasceu a 1 de Abril de 1882 em Riguepeu, Gers (França).
Entrou na Congregação dos Missionários do Coração de Maria (ou Missionários  Claretianos), como irmão, ou seja como religioso não destinado ao sacerdócio.
Exercer as funções de porteiro e sacristão.
Estando em França, em 1936 regressou a Espanha, tendo sido imediatamente martirizado a 19 de Janeiro. Tinha 53 anos de idade.
No dia 22 de dezembro de 2016, o Papa Francisco autoriza a Congregação para a Causa dos Santos a publicar o Decreto da próxima beatificação dos Mártires espanhois Mateus Casals, sacerdote, Teófilo Casajús, estudante e Fernando Saperas, Missionário Irmão e companheiros, 109 no total, todos pertencentes à Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria (Missionários Claretianos), assassinados por ódio à fé, em 1936 e 1937. O irmão Marcelino, faz parte deste numeroso grupo de filhos de Santo António Maria Claret.
Aguarda-se a divulgação da data e do local da Beatificação.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

São Marcelino de Ancona, bispo
Século VI - Itália
Memória litúrgica a 9 de Janeiro

Membro da nobre família dos Boccamajore.
Na segunda metade do século VI, foi bispo Ancona, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, exercendo o seu ministério com grande zelo. 'Vir vitae venerabilis' "homem de vida venerável", assim o define o Papa São Gregório Magno.
Conta-se que num furioso incendio, dificilmente controlável, São Marcelino impedido de andar por uma grave forma de gota, faz-se transportar até perto do fogo e com o evangelho na mão, milagrosamente obtém o fim do fogo.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017


Beata Marcelina Darowska
(Maria Marcelina da Imaculada Conceição), fundadora
Século XIX/XX - Ucrânia
Memória litúrgica a 5 de Janeiro
Foi Beatificada a 6 de Outubro de 1996, na Praça de São Pedro em Roma, pelo Papa São João Paulo II.
Marcelina Darowska nasceu a 28 de Janeiro de 1827, em Szulaki, na actual Ucrâina, à época Polónia ocupada pela Rússia. Marcelina era a quinta dos oito filhos de Jan Kotowicz e Maksymilia Jastrzebska, proprietários de terrenos agrículas abastados. Cresce no típio ambiente dos senhores rurais. Na época, a sua cidade natal Szulaki estava sob ocupação russa, que queria a todo o custo destruir o património cultural polaco, provocando o encerramento dos seminários e dos conventos da Igreja Católica, que era muito perseguida.
Marcelina fez a Primeira Comunhão aos 10 anos e aos 12 foi enviada a um rigoroso colégio interno feminino em Odessa. Desde menina, nela desabrochou o desejo de uma vida consagrada. Depois de ter estudado por três anos regressou a casa e começa a ajudar o pai na gestão das propriedades agrículas da família.
Não podendo satisfazer o seu desejo pela falta de conventos na região e por oposição paterna, acaba por prometer ao pai que se casaria.
Aos 21 anos aceitou casar com Karol Darowski proprietário de terras na Podolia (histórica região da Ucrâina, dividida, naquele tempo, entre a Austria e a Russia). Mas o matrimónio só se poderá celebrar um ano depois, pois Marcelina que teve que ceder à insistência do pai, reage com uma dolorosa paralisia na perna e um enfraquecimento geral do organismo, que quase a levou à morte.
Depois de semanas de doença recompõe-se a a 2 de Outubro de 1824 casou com Karol Darowski por obediência. Mesmo assim, foi uma esposa exemplar e do matrimónio nasceram dois filhos, José e Carolina.
Infelizmente, três anos depois, o marido morre de tifo e alguns meses depois também morre o filhinho José. Viúva as 25 anos promete a Nossa Senhora, fazendo um voto “de não voltar a pertencer a nenhuma criatura”. Assim, e para se curar faz uma viagem ao estrangeiro. Primeiro a Berlim, depois a Paris e a 11 de Abril de 1853 chega a Roma.