quarta-feira, 28 de janeiro de 2026


A importância das Relíquias

na Tradição e na vida da Igreja Católica

            Na Igreja Católica, as relíquias dos santos são importantes porque são sinais visíveis da santidade e da acção de Deus. Servem como ponte entre o Céu e a terra para inspirar e motivar os fiéis à virtude, facilitar a intercessão e fortalecer a fé, sem nunca serem adoradas, mas veneradas como testemunho das maravilhas realizadas por Deus na vida dos santos. As suas raízes bíblicas e tradição milenar, colocam-nos em comunhão com os santos e por eles, com Deus. 

            1. O que são Relíquias?

            De 1ª classe: Partes do corpo (ossos, cabelo…); de 2ª classe: objectos pessoais (peças de vestuário, terços…) que pertenceram a um santo, ou de 3ª classe: objectos tocados em seus túmulos ou nos seus corpos/restos mortais. 

            2. Porque são importantes?

            Porque Sinal da Graça Divina: Mostram como Deus actua poderosamente na vida dos santos.

            Porque promovem a Comunhão dos Santos: unem os fiéis que ainda vivem neste mundo com os santos que já participam da vida em Deus na eternidade.

            Porque são incentivo e modelo: lembram que a santidade é possível e incentivam os fiéis a buscar uma vida virtuosa.

            Porque são intercessão e fonte de bênção: através delas, os fiéis pedem a intercessão dos santos, recebendo graças e milagres, que são obra de Deus, não do objecto em si.

          Porque encontram o seu fundamento no relato bíblico: Existem relatos bíblicos de milagres por meio de objetos e corpos dos santos:

                    - os ossos de José do Egipto levados por Moisés: “Moisés tomou consigo os ossos de José, porque ele tinha exigido com juramento aos filhos de Israel, dizendo: «Deus há de intervir em vosso favor e então deveis fazer subir convosco daqui os meus ossos».“ (Ex 13, 19);

                     - a mulher curada ao tocar a túnica de Jesus: “Entretanto, eis que uma mulher, que há doze anos sofria de hemorragias, se aproximou por trás e tocou na franja da sua veste, pois dizia para consigo: «Se ao menos tocar a sua veste, ficarei salva». Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse: «Tem coragem, filha, a tua fé te salvou». E a mulher ficou salva a partir daquela hora.” (Mt. 9, 20-22);

                 - as roupas de São Paulo que curavam os doentes e expulsavam espíritos malignos: “As acções poderosas que Deus realizava pelas mãos de Paulo eram extraordinárias, a tal ponto que, ao colocar-se sobre os doentes lenços ou roupas que tivessem estado em contacto com a pele de Paulo, as doenças afastavam-se deles, e os espíritos malignos iam-se embora.” (Act. 19, 11-12):

                  - a ressurreição de um homem que tocou nos ossos do profeta Eliseu: “Alguns homens que estavam a sepultar um morto, ao avistarem o bando, atiraram o cadáver para o túmulo de Eliseu e fugiram. Quando chegou ao contacto com os ossos de Eliseu, o homem reviveu e pôs-se de pé.” (2 Reis 13, 21).

                  - desde os primeiros séculos da Igreja se veneram os restos dos mártires e dos santos.

            3. Como devem ser veneradas?

            Com respeito e reverência, nunca como amuletos ou para idolatria.

            Centrando-nos em Deus que realiza maravilhas na vida dos santos e não no objecto.

            Aceitando a orientação da Igreja para evitar a superstição e a comercialização. 

            Em resumo: 

            As relíquias são tesouros espirituais que, quando veneradas correctamente, fortalecem a fé, apresentam modelos de vida cristã e aproximam de Deus, permitindo-nos honrar a vida dos santos e a acção neles realizada por Deus.


quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

 

Palavra de Vida

Janeiro de 2026

Patrizia Mazzola e equipa da Palavra de Vida 

       «Há um só Corpo e um só Espírito, como há uma só esperança na vida a que fostes chamados» (Ef 4,4)

         Na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos somos convidados a concentrar a nossa atenção num tema específico, que é mencionado na Carta de S. Paulo aos Efésios. Nas chamadas “cartas da prisão”, ele exorta os seus destinatários a dar testemunho credível da sua fé através da unidade.

         Ela está assente numa única fé, num só espírito, numa só esperança, e só através dela se pode dar testemunho de Cristo como “corpo”.

       «Há um só Corpo e um só Espírito, como há uma só esperança na vida a que fostes chamados» (Ef 4,4)

         Paulo convida-nos a ter esperança. O que é a esperança e porque somos chamados a vivê-la? É um rebento, uma dádiva e uma tarefa que temos o dever de proteger, de cultivar e de fazer frutificar para o bem de todos. «A esperança cristã coloca-nos naquela estreita linha cumeeira, naquela fronteira onde a nossa vocação exige a decisão, em cada dia e em cada hora, de sermos fiéis à fidelidade de Deus por nós» [Madeleine Delbrêl, considerada por muitos uma das personalidades espirituais mais importantes do século XX. https://www.pasomv.it/files/bocc/madalein_del_brel_noi_spes.pdf.].

         A nossa vocação, o chamamento para os cristãos não é um assunto apenas entre cada um e Deus, mas é uma “convocatória”, é sermos chamados juntos, é a unidade entre todos os que se comprometem a viver o Evangelho. Nos discursos e nos escritos de Chiara Lubich encontramos frequentes e explícitas referências à unidade, ponto característico da sua espiritualidade: ela é fruto da presença de Jesus entre nós. E esta presença é fonte de profunda felicidade.

         «Se a unidade é tão importante para o cristão, nada se opõe tanto à sua vocação como a falta de unidade. Peca-se contra a unidade sempre que se cede à tentação do individualismo, que ameaça continuamente e nos leva a fazer as coisas cada um por sua conta, a guiar-nos apenas pela nossa opinião, pelo interesse e prestígio pessoal, ignorando ou até desprezando os outros, as suas necessidades e os seus direitos» [C. Lubich, Palavra de vida de julho de 1985, in Parole di Vita, a/c Fabio Ciardi, Opere di Chiara Lubich 5, Città Nuova, Roma, 2017, p. 327]

       «Há um só Corpo e um só Espírito, como há uma só esperança na vida a que fostes chamados» (Ef 4,4)

         Na Guatemala, o diálogo entre cristãos das diversas Igrejas é muito ativo. Escreve-nos o Ramiro: «Com um grupo de pessoas de várias Igrejas, preparámos a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. O programa incluía um festival artístico, preparado com os jovens, e várias celebrações nas diferentes igrejas. A Conferência Episcopal católica pediu-nos para continuar esta experiência, para preparar também um momento de partilha com um grupo de bispos católicos e pessoas de várias Igrejas, vindos de toda a América, para um encontro comemorativo dos 1700 anos do Concílio de Niceia. Através destas atividades, sentimos de modo muito forte a unidade entre nós, com os frutos que dela decorrem: fraternidade, alegria, paz».


Para SANTINHO PROTECTOR de 2026, calhou-me...

SANTA TERESA DE CALCUTÁ 

Deus Eterno e Omnipotente,

Criador, Salvador e Vivificador,

eu Vos dou graças pelo Santo Protector

que Me concedestes para este ano de 2026.

Concedei-me que seguindo o seu exemplo

me encontre verdadeiramente conVosco,

deixe abrasar do Vosso Amor,

seja fiel à Vossa Vontade,

me liberte das obras da trevas

e revista das armas da luz (cf. Rm 13, 12),

me deixe habitar por Vós

e seja a morada da Vossa eleição.

Que o meu testemunho de vida,

seja Verdadeiramente evangélico,

contribua para a construção

do “mundo novo”

e, no termo deste ano,

me encontre mais parecido convosco

e, possa dizer com verdade e com a vida:

“Já não sou eu que vivo,

mas é Cristo que vive em mim.” (Gl 2, 20)

Tudo isto, conduzido e guiado

pela mão carinhosa e maternal de Maria,

Vossa Filha, Mãe e Esposa.

Ámen.

domingo, 7 de dezembro de 2025


Novena da 

Imaculada Conceição

2025

com o Papa Leão XIV

9º Dia

07.Dezembro – II Domingo do Advento

Cântico:

1. Bendizemos o Teu nome, Mãe do Céu, Virgem Maria,

    Bendizemos à porfia o Teu Filho Salvador.

Aqui vimos, Mãe querida, Consagrar-Te o nosso amor. (2x)

2. Esmagaste ó Virgem Santa, toda Bela e Imaculada,

    A cabeça envenenada do dragão enganador!

3. Todo o mundo, ó Mãe bendita, cheio está de Tuas glórias,

    De perpétuas memórias e Teu nome e Teu louvor.

4. Advogada poderosa, o Universo em Ti confia

    Porque és Tu refúgio e guia, para o justo e pecador.

5. És conforto dos aflitos, És das graças dispenseira,

    És da paz a mensageira, nossa esp’rança e nosso amor.

 

Quando a Novena é presidida por um leigo:

V/: Deus, vinde em nosso auxílio:

R/: Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.

V/: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,

R/: como era no princípio, agora e sempre. Ámen. Aleluia.

 

Mistérios da Glória (Gloriosos)

No 1º Mistério Glorioso contemplamos:

A RESSURREIÇÃO de Jesus

Texto Bíblico

“No primeiro dia da semana, ao amanhecer, as mulheres foram ao sepulcro, ... Encontraram a pedra removida do sepulcro e, ao entrarem, não encontraram o corpo do Senhor Jesus. Estando elas perplexas com isto, eis que se lhes apresentaram dois homens em vestes resplandecentes. Eles disseram-lhes: «Porque procurais entre os mortos Aquele que está vivo? Não está aqui; ressuscitou.” [1]

Prece:

Pela humanidade e pela Igreja, que se abra à vida nova que Jesus, morto e ressuscitar, lhe quer conceder.

Depois de cada dezena:

V/. Nossa Senhora da Conceição. R/ Rogai por nós!

V/. Rainha da Paz. R/ Dai-nos a Paz!

No 2º Mistério Glorioso contemplamos:

A ASCENSÃO de Jesus

Texto Bíblico

“Assim, o Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, foi elevado ao céu e sentou-se à direita de Deus. Eles partiram, então, a pregar por toda a parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a Palavra pelos sinais que a acompanhavam.”[2]

Prece:

Pela humanidade e pela Igreja, para que aspirem sempre às coisas do alto[3].

Depois de cada dezena:

V/. Nossa Senhora da Conceição. R/ Rogai por nós!

V/. Rainha da Paz. R/ Dai-nos a Paz!

No 3º Mistério Glorioso contemplamos:

A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO

sobre Nossa Senhora e os apóstolos

Texto Bíblico

“Viram, então, aparecer uma espécie de línguas de fogo que se iam dividindo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo.”[4]

Prece:

Pela humanidade e pela Igreja, que se abram aos dons do Espirito Santo, e se tornem testemunhas corajosas do Ressuscitado.

Depois de cada dezena:

V/. Nossa Senhora da Conceição. R/ Rogai por nós!

V/. Rainha da Paz. R/ Dai-nos a Paz!

No 4º Mistério Glorioso contemplamos:

A ASSUNÇÃO de Nossa Senhora

Texto Bíblico

“Em Cristo todos voltarão a receber a vida. Mas cada um na sua própria ordem: primeiro, Cristo; depois, aqueles que pertencem a Cristo.” [5]

Prece:

Pela humanidade e pela Igreja, que como a Virgem Maria, aprendam a viver na presença de Deus, realizando nas suas vidas a Sua Vontade.

Depois de cada dezena:

V/. Nossa Senhora da Conceição. R/ Rogai por nós!

V/. Rainha da Paz. R/ Dai-nos a Paz!

No 5º Mistério Glorioso contemplamos:

A COROAÇÃO de Nossa Senhora

como Rainha dos Anjos e dos Homens

Texto Bíblico

“Depois, apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida de Sol, com a Lua debaixo dos pés e com uma coroa de doze estrelas na cabeça.”[6]

Prece:

Pela humanidade e pela Igreja, que como a Virgem Maria se deixem por ela conduzir, rumo à pátria celeste.

Depois de cada dezena:

V/. Nossa Senhora da Conceição. R/ Rogai por nós!

V/. Rainha da Paz. R/ Dai-nos a Paz!

      Meditação

            com a Nota doutrinal «Mater Populi fidelis»      

            O Povo fiel não se distancia de Cristo, nem do Evangelho, quando se aproxima dela, mas é capaz de ler «nesta imagem materna [...] todos os mistérios do Evangelho». Porque nesse rosto materno vê refletido o Senhor que nos busca (cf. Lc 15, 4-8), que vem ao nosso encontro com braços abertos (cf. Lc 15, 20), que se detém diante de nós (cf. Lc 18, 40) que se inclina e nos levanta até à altura do seu rosto (cf. Os 11, 4), que nos olha com amor (cf. Mc 10, 21) e não nos condena (cf. Jo 8, 11; Os 11, 9). No seu rosto materno muitos pobres reconhecem o Senhor que «derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes» (Lc 1, 52). Esse rosto de mulher canta o mistério da Encarnação. Nesse rosto de Mãe, transpassada pela espada (cf. Lc 2, 35), o Povo de Deus reconhece o mistério da Cruz, e esse mesmo rosto, banhado pela luz pascal, percebe que Cristo está vivo. E ela, que recebeu o Espírito Santo em plenitude, é quem sustenta aos apóstolos em oração no cenáculo (cf. Act 1, 14). Por isso, podemos dizer que, «a fé de Maria, atendo-nos ao testemunho apostólico da Igreja, torna-se, de alguma maneira, incessantemente a fé do Povo de Deus que está a caminho».[7]

 

V/: Rezemos as 3 Avé-Marias finais:

em honra da Pureza de Nossa Senhora,

pela paz no mundo,

pelo Santo Padre, sua saúde e intenções,

pelo nosso Arcebispo, sua saúde e intenções,

pelos sacerdotes, especialmente pelo nosso pároco,

pelos nossos Seminários e noviciados, pelas vocações,

pelas crianças e jovens da catequese,

pelas famílias, pelos doentes, idosos, imigrantes, pobres e desempregados,

pela conversão dos pecadores,

pelas benditas almas do Purgatório.

e pelos que se recomendam às nossas orações.

 

Depois da Salvé Rainha,

quando a Novena é presidida por um leigo, enquanto todos traçam sobre si o sinal da Cruz, a despedida ocorre na forma seguinte:

V/: O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna.

R/: Ámen.



[1] Lc 24, 1-6

[2] Mc 16, 19-20

[3] Cf. Cl 3, 1.

[4] At 2, 1-4

[5] 1Cor 15, 22.23

[6] Ap 12, 1

[7]  Dicastério da Doutrina da Fé, Nota doutrinal «Mater Populi fidelis», 77

sábado, 6 de dezembro de 2025

Novena da

Imaculada Conceição

2025

com o Papa Leão XIV

8º Dia

06.Dezembro – sábado:

Cântico:

1. Bendizemos o Teu nome, Mãe do Céu, Virgem Maria,

    Bendizemos à porfia o Teu Filho Salvador.

Aqui vimos, Mãe querida, Consagrar-Te o nosso amor. (2x)

2. Esmagaste ó Virgem Santa, toda Bela e Imaculada,

    A cabeça envenenada do dragão enganador!

3. Todo o mundo, ó Mãe bendita, cheio está de Tuas glórias,

    De perpétuas memórias e Teu nome e Teu louvor.

4. Advogada poderosa, o Universo em Ti confia

    Porque és Tu refúgio e guia, para o justo e pecador.

5. És conforto dos aflitos, És das graças dispenseira,

    És da paz a mensageira, nossa esp’rança e nosso amor.

 

Quando a Novena é presidida por um leigo:

V/: Deus, vinde em nosso auxílio:

R/: Senhor, socorrei-nos e salvai-nos.

V/: Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,

R/: como era no princípio, agora e sempre. Ámen. Aleluia.

Mistérios da Alegria (Gozosos)

No 1º Mistério da Alegria contemplamos:

A ANUNCIAÇÃO DO ANJO a Nossa Senhora

Texto Bíblico

“«Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo!». … «Não tenhas medo, Maria, pois encontras te graça junto de Deus. Conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo e o Senhor Deus lhe dará o trono de David, seu pai; reinará para sempre sobre a casa de Jacob e o seu reino não terá fim». «O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, o santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. Maria disse, então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra!».”[1]

Prece:

Pelas mulheres que estão para dar à luz.

Depois de cada dezena:

V/. Nossa Senhora da Conceição. R/ Rogai por nós!

V/. Rainha da Paz. R/ Dai-nos a Paz!

No 2º Mistério da Alegria contemplamos:

A VISITAÇÃO de Nossa Senhora a sua prima Isabel

Texto Bíblico

“Maria levantou-se e dirigiu-se apressadamente para a montanha, …; entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança saltou-lhe no ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo, e, com um forte brado, exclamou: «Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre! De onde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? Quando chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criança saltou de júbilo no meu ventre. Feliz aquela que acreditou, porque se há de consumar o que lhe foi dito da parte do Senhor!»”[2]

Prece:

Por aqueles que generosamente estendem a mão da caridade àqueles que necessitam.

Depois de cada dezena:

V/. Nossa Senhora da Conceição. R/ Rogai por nós!

V/. Rainha da Paz. R/ Dai-nos a Paz!

No 3º Mistério da Alegria contemplamos:

O NASCIMENTO DE JESUS no Presépio de Belém

Texto Bíblico

“José subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, até à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e da linhagem de David, a fim de se recensear com Maria, sua esposa, que estava grávida. Enquanto ali se encontravam, completaram-se os dias de ela dar à luz. E deu à luz o seu Filho primogénito; envolveu-o em panos e reclinou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.”[3]

Prece:

Pelas famílias suas alegrias, projectos e dificuldades.

Depois de cada dezena:

V/. Nossa Senhora da Conceição. R/ Rogai por nós!

V/. Rainha da Paz. R/ Dai-nos a Paz!

No 4º Mistério da Alegria contemplamos:

A APRESENTAÇÃO do Menino Jesus no Templo

e A PURIFICAÇÃO de Nossa Senhora

Texto Bíblico

“Quando se completaram os dias da sua purificação, de acordo com a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor, tal como está escrito na Lei do Senhor: Todo o primogénito varão será consagrado ao Senhor, e para oferecerem em sacrifício um par de rolas ou duas pombinhas, de acordo com o que está dito na Lei do Senhor.”[4]

Prece:

Pelas famílias e seu caminho de vida cristã.

Depois de cada dezena:

V/. Nossa Senhora da Conceição. R/ Rogai por nós!

V/. Rainha da Paz. R/ Dai-nos a Paz!

No 5º Mistério da Alegria contemplamos:

A PERDA E O REENCONTRO do Menino Jesus no Templo

Texto Bíblico

“Encontraram-no três dias depois no templo, sentado no meio dos mestres, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos os que o ouviam estavam espantados com a sua inteligência e as suas respostas. Ao vê-lo, ficaram perplexos, e sua mãe disse-lhe: «Filho, porque nos fizeste isto? O teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura». Mas Ele respondeu-lhes: «Por que me procuráveis? Não sabíeis que era necessário que Eu estivesse na casa de meu Pai?»”[5]

Prece:

Pelas crianças e sua formação cristã.

Depois de cada dezena:

V/. Nossa Senhora da Conceição. R/ Rogai por nós!

V/. Rainha da Paz. R/ Dai-nos a Paz!

      Meditação

            com palavras do Santo Padre o Papa Leão XIV

            Irmãs e irmãos, no seu evangelho, São Lucas transmite a memória de um momento crucial na vocação de Maria. Na terra, todas as histórias, mesmo a da Mãe de Deus, são breves e têm um fim. No entanto, nada se perde. Assim, quando uma vida se encerra, a sua unicidade brilha com mais clareza. O Magnificat, que o Evangelho coloca nos lábios da jovem Maria, agora irradia a luz de todos os seus dias. Um único dia, o do encontro com a sua prima Isabel, contém o segredo de todos os outros dias, de todas as outras estações. E as palavras não bastam: é preciso um cântico, que na Igreja continua a ser cantado, «de geração em geração» (Lc 1, 50), ao pôr-do-sol de cada dia. A surpreendente fecundidade da estéril Isabel confirmou Maria na sua confiança: antecipou a fecundidade do seu “sim”, que se prolonga na fecundidade da Igreja e de toda a humanidade, quando a Palavra renovadora de Deus é acolhida. Naquele dia, duas mulheres encontraram-se na fé e, depois, permaneceram juntas três meses a apoiar-se mutuamente, não só nas coisas práticas, mas numa nova maneira de ler a história.[6]

 

V/: Rezemos as 3 Avé-Marias finais:

em honra da Pureza de Nossa Senhora,

pela paz no mundo,

pelo Santo Padre, sua saúde e intenções,

pelo nosso Arcebispo, sua saúde e intenções,

pelos sacerdotes, especialmente pelo nosso pároco,

pelos nossos Seminários e noviciados, pelas vocações,

pelas crianças e jovens da catequese,

pelas famílias, pelos doentes, idosos, imigrantes, pobres e desempregados,

pela conversão dos pecadores,

pelas benditas almas do Purgatório.

e pelos que se recomendam às nossas orações.

 

Depois da Salvé Rainha,

quando a Novena é presidida por um leigo, enquanto todos traçam sobre si o sinal da Cruz, a despedida ocorre na forma seguinte:

V/: O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna.

R/: Ámen.



[1] Lc 1, 28.30-33.35-36.38

[2] Lc 1, 39-45

[3] Lc 2, 4-7

[4] Lc 2, 22-24

[5] Lc 2, 46-49

[6] Leão XIV, «Homilia» na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, 15/08/2025